domingo, 8 de dezembro de 2013

Ucrânia: CERCA DE 200 MIL MANIFESTANTES CONCENTRADOS NA PRAÇA DE KIEV

 


Cerca de 200 mil manifestantes pró-europeus estão concentrados hoje em Kiev para reclamar a demissão do presidente Ianukovitch depois de este ter rejeitado um acordo comercial com a União Europeia, optando por uma maior aproximação à Rússia.
 
Empunhando bandeiras da Ucrânia e da União Europeia, os opositores ao atual Governo enchem a Praça da Independência, onde foram instaladas várias tendas.
 
"Estamos aqui por um futuro europeu da Ucrânia para os nossos filhos e netos. Queremos que a justiça reine em todo o mundo e que o poder pare de roubar", disse um dos manifestantes, Viktor Melnitchuk, 52 anos, citado pela agência France Presse.
 
"Não me interesso pela polícia, mas há tantas coisas que me indignam. A última gota foi a agressão aos estudantes", disse outra manifestante, Marianna Vakhniuk, 26 anos, numa referência à dispersão violenta a 30 de novembro de uma manifestação no mesmo local, que causou numerosos feridos, principalmente estudantes.
 
A oposição, que reclama eleições antecipadas, espera mobilizar hoje um milhão de manifestantes.
 
Nos últimos dias, milhares de manifestantes têm desafiado as ordens das autoridades, cercando edifícios governamentais em protesto contra a suspensão das negociações para a assinatura de um pacto comercial e político com a União Europeia.
 
No sábado, a oposição ucraniana acusou o presidente Viktor Ianukovitch de planear a assinatura em breve de um acordo de adesão da Ucrânia à União Aduaneira das Antigas Repúblicas Soviéticas, liderado por Moscovo, e ignorar os protestos de milhares de manifestantes.
 
"De acordo com as nossas informações, o projeto de acordo sobre a parceria estratégica [com a Rússia] está pronto, mas Ianukovych não se atreveu a assiná-lo", disse à France Presse um dos líderes do partido da oposição, Arseniy Yatsenyuk, durante uma conferência de imprensa em Kiev.
 
Para 17 de dezembro está prevista uma reunião da comissão interestadual russo-ucraniana em Moscovo, acrescentou o líder da oposição.
 
Lusa
 

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