sexta-feira, 9 de março de 2018

Fim do limite de mandatos é "chave para modernizar sistema chinês" -- PR da China

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Pequim, 08 mar (Lusa) - O Presidente chinês, Xi Jinping, qualificou a emenda constitucional que abolirá o limite de dois mandatos para o cargo que ocupa como uma "medida chave para modernizar o sistema chinês", informou hoje a imprensa estatal.

Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, Xi mostrou, durante um painel de discussão com delegados do legislativo chinês, "apoio total" à proposta do Partido Comunista (PCC), que abarca ainda a inclusão da sua teoria política na Constituição do país.

A limitação de mandatos vigora na política chinesa desde os anos 1980, visando prevenir os desastres causados pelo totalitarismo de Mao Zedong (governou entre 1949 e 1976).

Xi destacou que a proposta do PCC foi "plenamente democrática", feita "após uma recolha de opiniões a partir de diferentes setores" e que "ilustra o desejo comum do Partido e do povo".

O líder chinês referiu ainda que a emenda constitucional permitirá "modernizar a capacidade de governação do país".

A Xinhua escreve que os outros seis membros do Comité Permanente do PCC, incluindo o primeiro-ministro, Li Keqiang, deram também o seu apoio à emenda da Constituição, que será votada no domingo na Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo chinês.

A proposta da emenda constitucional possibilita que o atual Presidente chinês, Xi Jinping, o mais forte líder das últimas décadas, prolongue a sua liderança para além de 2023, quando termina o seu segundo mandato.

A medida, que abrange ainda o cargo de vice-presidente, surge numa altura em que Xi executa uma vasta agenda, que inclui tornar o setor estatal mais competitivo, desenvolver a indústria de alta tecnologia, reduzir a pobreza e combater a poluição, visando converter a China numa "potência global" e um "Estado socialista moderno" até meados deste século.

A nível interno, Xi afastou já os principais rivais políticos, enquanto legitimou a sua liderança aos olhos da população, através da mais ampla e persistente campanha anticorrupção de que há memória na China, que puniu já mais de 1,5 milhões de membros do PCC, incluindo 400 altos quadros do regime.

JPI // VM
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