sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Netanyahu é um 'maníaco genocida', diz congressista dos EUA

The Palestine Chronicle | # Traduzido em português do Brasil

A congressista dos Estados Unidos Rashida Tlaib disse que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu é um “maníaco genocida” e condenou os membros do Congresso que se envolvem com ele. 

“Maníaco genocida. Cada membro do Congresso que se senta com este assassino está apoiando um criminoso de guerra”, escreveu Tlaib em um post em suas histórias no Instagram na quarta-feira.

“Nunca esqueceremos”, acrescentou a congressista dos EUA.

Isto surge no meio de críticas crescentes ao presidente dos EUA, Joe Biden, e ao apoio cego da sua administração a Israel após a sua agressão na Faixa de Gaza, a partir de 7 de Outubro.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, 21.507 palestinos foram mortos e 55.915 feridos no genocídio em curso de Israel em Gaza, iniciado em 7 de outubro. 

Estimativas palestinas e internacionais dizem que a maioria dos mortos e feridos são mulheres e crianças.

Em novembro, a Câmara dos Representantes votou pela censura de Tlaib por um vídeo partilhado em 3 de novembro no qual ela acusava Biden de apoiar o genocídio de Israel.

“Joe Biden apoiou o genocídio do povo palestino. O povo americano não esquecerá. Biden, apoia um cessar-fogo agora. Ou não conte connosco em 2024”, dizia a legenda. 

A controvérsia aumentou ainda mais quando o vídeo incluiu o slogan: “Do rio ao mar, a Palestina será livre”.

Apresentada pelo republicano Rich McCormick, a resolução para censurar Tlaib foi aprovada por 234 votos a 188, com o apoio de 22 democratas que se juntaram aos republicanos na repreensão de Tlaib.

A resolução acusava Tlaib, o único membro palestiniano-americano do Congresso, de “promover narrativas falsas” sobre a operação militar de 7 de Outubro. 

(PC, MEMO)

BLOG DE GAZA: Batalhas em Bureij | Massacres em Maghazi e Nuseirat


Resistência promete vitória | A fome em Gaza piora – DIA 84

Pela equipe do Palestine Chronicle  | # Traduzido em português do Brasil

A guerra israelita mais mortífera na sitiada Faixa de Gaza continua pelo 84º dia, mas sem alcançar nenhum dos seus objectivos militares ou estratégicos. 

Os bombardeamentos israelitas e os subsequentes massacres servem como um lembrete diário do genocídio em curso, mas a resistência feroz através da pequena e isolada região impede a tentativa de Israel de alcançar qualquer tipo de controlo.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, 21.320 palestinos foram mortos e 55.603 feridos no genocídio em curso de Israel em Gaza, iniciado em 7 de outubro. Estimativas palestinas e internacionais dizem que a maioria dos mortos e feridos são mulheres e crianças.

ULTIMAS ATUALIZAÇÕES:

Sexta-feira, 29 de dezembro, 20h

AL-JAZEERA: A África do Sul apresentou uma queixa contra Israel ao Tribunal Internacional de Justiça por violar a Convenção do Genocídio.

EX-CHEFE DOS OFICIAIS DA RESERVA EM ISRAEL: O que está acontecendo agora está colocando uma grande pressão sobre as reservas que não víamos há décadas.

SECRETÁRIO-GERAL DA ONU: Existe um risco contínuo de um conflito regional mais amplo quanto mais tempo durar o conflito em Gaza.

AL-MONITOR: Washington está a abrandar o fornecimento de armas e munições a Israel.

AL-JAZEERA: Houve vítimas em resultado de um bombardeamento israelita que teve como alvo uma casa no campo de Maghazi, no centro da Faixa de Gaza.

Sexta-feira, 29 de dezembro, 18h40

MINISTRO DA DEFESA ISRAELITA: O exército israelense está atualmente concentrando suas operações em Khan Yunis, ao sul da Faixa de Gaza.

FUNCIONÁRIO DA ONU: O Secretário-Geral Adjunto da ONU para Assuntos do Médio Oriente disse durante uma sessão do Conselho de Segurança que a situação humanitária na Faixa de Gaza está a piorar.

RESISTÊNCIA ISLÂMICA NO IRAQUE: A base americana Kharab al-Jir, na zona rural de Hasakah, no nordeste da Síria, foi alvo de um ataque com mísseis.

AL-JAZEERA: Sirenes soaram em Zikim, a noroeste da Faixa de Gaza.

HEZBOLLAH: Visamos os locais de implantação das forças israelenses entre o quartel de Zarit e Birkat Risha, uma reunião de soldados no local de Ramiya, e bombardeamos o local de Ruwaisat al-Qarn nas Fazendas Shebaa ocupadas, confirmando vítimas diretas.

'Somos os vilões?‘

O apoio ocidental ao genocídio em Gaza significa que a resposta é sim

Strategic Culture Foundation

A desesperada campanha de difamação para defender os crimes de Israel destaca a mistura tóxica de mentiras que tem sustentado a ordem democrática liberal durante décadas

Para muitos de nós, parece que estamos vivendo o mesmo momento, que se estende por quase três meses – embora não tenha havido motivos para rir.

Os líderes ocidentais não só apoiaram retoricamente  uma guerra genocida  de Israel  em  Gaza , como também forneceram cobertura diplomática, armas e outra assistência militar.

O Ocidente é totalmente cúmplice na limpeza étnica de cerca de dois milhões de  palestinianos  das suas casas, bem como na morte de mais de 20.000 pessoas e no ferimento de muitas dezenas de milhares de pessoas, a maioria delas mulheres e crianças.

Os políticos ocidentais têm insistido no “direito de Israel se defender”, uma vez que destruiu infra-estruturas críticas em Gaza, incluindo edifícios governamentais, e destruiu o sector da saúde. A fome e as doenças estão começando a afetar o resto da população.

Os palestinianos de Gaza não têm para onde fugir, nem onde se esconder das  bombas de Israel fornecidas pelos EUA . Se finalmente conseguirem escapar, será para o vizinho  Egipto . Após décadas de deslocamento, eles serão finalmente exilados permanentemente de sua terra natal.

E enquanto as capitais ocidentais tentam justificar estas obscenidades culpando o Hamas, os líderes israelitas permitem que os seus soldados e milícias de colonos, apoiados pelo Estado, invadam a Cisjordânia, onde não existe Hamas, atacando e matando palestinianos.

Ao defenderem a destruição de Gaza, os líderes israelitas recorreram prontamente a uma analogia com os bombardeamentos incendiários perpetrados pelos aliados em cidades alemãs  como Dresden  – aparentemente  não constrangidos  pelo facto de estes terem sido há muito reconhecidos como alguns dos piores crimes da Segunda Guerra Mundial.

Israel está a travar uma guerra colonial descarada e à moda antiga contra a população nativa – do tipo que antecede o direito humanitário internacional. E os líderes ocidentais estão a aplaudi-los.

Temos certeza de que não somos os vilões?

Putin 2024, o desafio decisivo para um mundo multipolar

Piero Messina | Sout Front | # Traduzido em português do Brasil

Quem é Vladimir Putin? Por que o Ocidente não consegue entendê-lo? Uma coisa é certa: Putin representa e representará um dos períodos mais longos e dinâmicos da história contemporânea. E não apenas o russo. Ele é o primeiro político na Rússia depois de Stalin a ser designado “Czar”.

A sua enésima candidatura à liderança do Kremlin foi ratificada pela “Rússia Unida”. Com o apoio de mais de 80% da população russa, o seu quinto mandato ocorrerá pouco depois de meados de 2024, logo após as eleições marcadas para 15 e 17 de março. Vladimir Putin foi eleito para a presidência russa quatro vezes – em 2000, 2004, 2012 e 2018. Em 2018, Putin venceu as eleições presidenciais russas com 76,69% ​​dos votos.

Heartland confirmará o seu comandante simbólico, enquanto do outro lado do mundo a confusão reinará suprema até Novembro, devido a mais uma disputa eleitoral entre Biden e Trump – em relação à qual não podem ser descartadas reviravoltas judiciais e reversões políticas. Uma grande vantagem para enfrentar com plenos poderes as crises geopolíticas simultâneas de um mundo controlado por influências marciais.

Putin, é claro, não precisa de aulas de história. O presidente russo sabe muito bem, como também sabemos, que é venerado por muitos como um profeta enviado por Deus, enquanto muitos o detestam e odeiam como mensageiro das hostes demoníacas. Vladimir Putin, porém, é simplesmente um homem. Sua história, como a história de todo homem que luta pelo poder, é contraditória, com páginas emocionantes e lugares sombrios. No Beco Baskov, em São Petersburgo, onde nasceu, Putin aprendeu a difícil arte da sobrevivência:

“Passei por universidades de rua muito exigentes, não se pode ofender uma pessoa sem motivo, não se pode comportar com arrogância e desprezo”.

Esta é a sua filosofia de vida.

Situação militar na Ucrânia em 29 de Dezembro de 2023 (atualização do mapa

South Front | # Traduzido em português do Brasil

Ataques russos foram relatados em Cherkassy;

Foram relatados ataques russos em Kirovograd;

Ataques russos foram relatados em Mykolaiv;

Ataques russos foram relatados em Kremenchug;

Os ataques russos tiveram como alvo o campo de aviação Starokonstantinov;

Os ataques russos tiveram como alvo o campo de aviação Mirgorod e outras instalações na região de Poltava;

Ataques russos danificaram instalações de infraestrutura em Zaporozhie;

Várias explosões ocorreram em diferentes distritos de Kharkiv;

Várias explosões trovejaram em Dnepropetrovsk;

Russia ataca portos e posições militares da AFU na região de Odessa;

Os ataques russos atingiram diferentes distritos de Kiev;

Os ataques russos destruíram instalações militares ucranianas em Lviv e na sua região;

Foram relatados ataques russos na região de Sumy;

Dois UAV ucranianos e três mísseis HARM fabricados nos EUA foram destruídos nas regiões de Kursk, Bryansk e Belgorod;

Pelo menos um civil foi morto e outro ficou ferido em consequência do bombardeamento ucraniano em Gorlovka;

As forças russas eliminaram 265 militares ucranianos, um tanque de guerra, um veículo blindado, 18 veículos motorizados e cinco canhões de artilharia de campanha na área de Kupyansk durante a semana passada;

As forças russas eliminaram 1.205 militares ucranianos, seis tanques de batalha, 12 veículos blindados, 12 veículos motorizados e 13 canhões de artilharia de campanha na área de Krasny Liman durante a semana passada;

As forças russas eliminaram 1.675 militares ucranianos, sete tanques de batalha, 13 veículos blindados, 29 veículos motorizados, um RM-70 Vampire MLRS e 49 canhões de artilharia de campanha na área de Donetsk durante a semana passada;

As forças russas eliminaram 675 militares ucranianos, dois tanques de batalha, quatro veículos blindados, 19 veículos motorizados e 15 canhões de artilharia de campanha na área de South Donetsk durante a semana passada;

As forças russas eliminaram 475 militares ucranianos, um tanque de guerra, seis veículos blindados de combate, 20 veículos motorizados e 12 canhões de artilharia de campanha na região de Zaporozhye durante a semana passada;

As forças russas eliminaram 390 militares ucranianos, 25 veículos motorizados, 17 lanchas e 22 canhões de artilharia de campanha na região de Kherson durante a semana passada;

Os sistemas de defesa aérea russos abateram 251 drones ucranianos na semana passada;

Os sistemas de defesa aérea russos derrubaram 33 projéteis HIMARS e Uragan MLRS, quatro mísseis HARM, uma bomba guiada JDAM, um míssil antinavio Neptune na semana passada;

Os sistemas de defesa aérea russos abateram 10 aeronaves ucranianas na semana passada.

Ler/Ver em South Front: 

EUA reivindicam grande parte do fundo do oceano, do Golfo do México ao Ártico

‘Objeto não identificado’ violou a fronteira polonesa e voltou para a Ucrânia

Hezbollah lança nova onda de ataques contra Israel (vídeos)

Em 2023, o Ocidente provou estar mais fraco do que nunca

A esperança já morreu. Basta de sacanas merdosos nos poderes!


Por aqui no PG atrevemo-nos a apresentar o último Expresso Curto do ano de 2023 que culmina com a perda da total dignidade e a falta de respeito para com os portugueses espoliados, explorados, vigarizados, superiormente assassinados e oprimidos. 

Chamam à panóplia de repressões gizadas por uns quantos 'dótores', 'engenhêros' da política e dos cumes financeiros e partidários ou também soezes compradores de canudos universitários, entre outros epítetos mal-afamados e aplicados justamente (ou não) nos antros plebeus onde é mais que hora de assim considerar esses lambisgoias com um avantajado tudo a eito. Adiante.

Bom dia, se conseguirem explicar a vós próprios como tal será possível. Pois. A sabedoria plebeia também já se esgotou e tudo se torna difícil de entender para poder explicar. Aliás, a explicação resume-se a simples duas palavras: enganam-nos e roubam-nos. Até a vida, porque estamos a morrer por falta de quase tudo, incluindo a saúde.

No derradeiro Curto de hoje o diretor de arte Marco Grieco tem a autoria e refere que o ano que aí vem, 2024, é o de todas as decisões... Pois. Está bem ó Marco.

Saberá ele que todos os anos a iniciarem se diz sempre o mesmo? E que até os penicos ficam cheios de esperança de não terem de suportar cargas gigantescas  de dejetos compostos pela sacanagem das elites que nos ludibriam e roubam até mais não conseguirem porque já quase não há o que nos roubar, a nós, plebeus a quem dizem que somos o Povo, o Estado e Garantes da Democracia. Estado de Merda e Democracia do mesmo jaez. Pois.

Feliz Ano Novo. Também se diz com carradas de hipocrisia, quando bem sabemos que feliz é que não vai ser. Que será mais do mesmo... ou muito pior. Muito pior. Certo. Muito pior.

Comprovadamente sabemos tudo isso e teimosamente, por momentos, agarramo-nos à Esperança. Que é coisa nociva que nos traz enganados a má vida inteira.

Aquilatando os parágrafos anteriores é fácil saber que de nada adianta pôr mais na escrita. Chega. A esperança já morreu para imensos portugueses e também para larga maioria da população mundial. Basta de sacanas merdosos nos poderes, em todos eles!

Fiquem bem no mal que nos espera ao virar da esquina de 2023 para 2024. Abram os olhos mulas, o que nos espera são enganos e precipícios, pelo menos.

Inté. Saltem para o Curto, a seguir. Depositado no chanato. Oferta do tio Balsemão Bilderberg. Adiante.

MM/Redação PG

Portugal | "Até sempre, camarada!" PCP (e o país) despediu-se de Odete Santos

Funeral da antiga deputada comunista realizou-se esta quinta-feira. Paulo Raimundo, atual secretário-geral do PCP, fez uma intervenção na cerimónia na qual recordou a "querida amiga" e a "corajosa lutadora".

Morreu na passada quarta-feira, e aos 82 anos, a antiga deputada comunista Odete Santos. No funeral, realizado no dia seguinte, o PCP e o país fizeram questão de dizer o 'último adeus' à ex-dirigente, com o atual secretário-geral a discursar na cerimónia fúnebre, em Setúbal - fazendo um elogio à camarada.

Na mensagem transmitida durante o funeral, e divulgada ontem pelo partido - onde também se incluem imagens que pode ver na galeria acima - Paulo Raimundo salientou que o PCP esteve unido neste último momento para "prestar a justa e devida homenagem à querida camarada Odete Santos, uma mulher de uma dimensão particular e de notável capacidade e profundidade de análise, solidariedade, dedicação e frontalidade, uma incansável e corajosa lutadora pelos interesses dos trabalhadores, do povo, do país, pelo ideal e projeto comunistas."

Na mesma mensagem, Raimundo recordou a "querida camarada e amiga", garantindo que continuarão a "levar a tua e nossa luta por diante, sob todas as formas e em todas as circunstâncias". 

"Obrigado querida amiga. Até sempre, camarada!", rematou.

A vida (e causas) de Odete Santos

Nascida em 26 de Abril de 1941, na freguesia de Pêga, concelho da Guarda, Maria Odete Santos era advogada, aderiu ao PCP em 1974 e foi deputada à Assembleia da República entre 1980 e 2007, tendo exercido também vários cargos a nível partidário e autárquico, em Setúbal.

Integrou o Comité Central do PCP, a Direção de Organização Regional de Setúbal do PCP e o Movimento Democrático de Mulheres. Foi ainda membro da Associação de Amizade Portugal-Cuba.

O interesse pela atividade política começou antes, quando em 1961 participou nos movimentos associativos estudantis. Foi ainda na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que Odete Santos teve o primeiro contacto com o Partido Comunista Português, ao qual viria a aderir após o 25 de Abril de 1974.

Como dirigente partidária e deputada, destacou-se em áreas dos Direitos, Liberdades e Garantias, na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos direitos das mulheres, assuntos que abordou em conferências, debates, entrevistas e artigos publicados, refere a nota, que destaca o "particular significado" da sua intervenção na conquista de novos direitos para as mulheres, nomeadamente o combate ao aborto clandestino e pela despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez".

No Parlamento, dedicou-se às áreas do direito do Trabalho, Assuntos Constitucionais e direitos das mulheres, tendo sido agraciada com a Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Foi considerada a deputada mais mediática do PCP e, na altura da sua saída do Parlamento, o ex-secretário-geral comunista Jerónimo de Sousa elogiou-a como "uma mulher apaixonada e apaixonante" que "põe o coração nas palavras".

Odete Santos gozou de uma popularidade que extravasou o âmbito político, com presenças regulares em programas de televisão, desde debates políticos a programas de entretenimento.

Leia em Notícias ao Minuto: 

"Carismática", "sensível" e "irreverente". Políticos evocam Odete Santos

Guiné-Bissau | Os cambalachos do ditador golpista Sissoco Embaló*

Simões Pereira: "O Governo é de quem ganhou as eleições"

Simões Pereira, líder da coligação vencedora das eleições legislativas de junho, garante que o Governo liderado por Geraldo Martins não é de iniciativa presidencial, como afirmou esta semana Sissoco Embaló.

Esta tem sido uma semana tensa na Guiné-Bissau. Após ter dissolvido o Parlamento e demitido o Governo, o Presidente Umaro Sissoco Embaló reconduziu, na terça-feira (12.12), Geraldo Martins no cargo de primeiro-ministro, esclarecendo que este iria liderar um novo Executivo de iniciativa presidencial. No dia seguinte, a polícia impediu o acesso ao Parlamento de alguns deputados, ao que se seguiu mais uma viagem para o estrangeiro do Presidente Sissoco Embaló.

Esta sexta-feira, o presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, chamou os jornalistas para alertar sobre um "atentado à sua segurança".

"Na sequência dos acontecimentos que já são conhecidos, dos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, assim que regressou ao país, o Presidente da República ordenou a retirada dos elementos da ECOMIB [constituída por militares da Comunidade Económica de África Ocidental] que reforçavam a minha segurança pessoal aqui na residência".

Domingos Simões Pereira disse ainda que os "elementos da segurança nacional também estão a ser pressionados para abandonar a sua residência", pelo que frisa, "está à mercê do Presidente da República".

"Eu identifico isso como uma clara e deliberada ordem do Presidente da República de atentar contra a minha segurança e integridade física, pelo que é o único e exclusivo responsável por tudo o que eventualmente me acontecer a mim e à minha família", declarou.

Governo é "de quem ganhou"

Em conferência de imprensa realizada na sua residência, o líder do PAI-Terra Ranka disse também que a recondução de Geraldo Martins como primeiro-ministro visa essencialmente manter no poder o Governo "de quem ganhou as eleições", em junho passado.

"A plataforma entendeu a indigitação do Geraldo Martins como um sinal de abertura, para manter essa ponte de contacto com o Presidente da República e efetivar um diálogo que permitisse encontrar uma solução negociada para a situação criada", explicou Simões Pereira.

O primeiro-ministro Geraldo Martins "é membro do PAIGC e tem mantido a coligação informada de todos os passos", acrescentou.

Na mesma ocasião, Domingos Simões Pereira criticou a deslocação de Sissoco Embaló a Madagáscar, numa altura em que, na Guiné-Bissau, se aguarda o anúncio da composição do novo Governo. E lamentou o silêncio da comunidade internacional sobre a crise instalada no país.

Raquel Loureiro | Deutsche Welle

* Título PG

Moçambicanos pouco esperançosos com a chegada do novo ano

Erradicação do terrorismo no Norte do país, transparência das eleições gerais e mais emprego são os desejos dos moçambicanos para 2024. Mas há problemas que persistem e que dificilmente serão erradicados no novo ano.

Jorge Gulambondo é um jovem de Tete que lidera uma associação de estudantes universitários finalistas na região. Ele quer que os moçambicanos não se esqueçam da insegurança no Norte do país. 

"Temos o problema de terrorismo em Cabo Delgado e se, entre nós os moçambicanos, entre os partidos políticos, começarmos a lutar novamente como aconteceu há anos, estaremos a dar campo aos terroristas para adentrar noutras províncias", advertiu.

Cabo Delgado parcialmente em segurança

Um comandante do exército de Moçambique afirmou recentemente que a segurança na província de Cabo Delgado foi restabelecida em cerca de 90 por cento. 

Moçambique realizou em 65 cidades e vilas as sextas eleições autárquicas a 11 de outubro deste ano. O sufrágio voltou a ser repetido em quatro municípios a 10 de dezembro. Os dois escrutínios foram e continuam a alimentar fortes críticas da oposição e da sociedade civil devido à alegada fraude que terá manchado o processo.

No ano que vem, os moçambicanos serão chamados para escolher o novo Presidente da República, deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais de onde sairão os 10 governadores provinciais.

Enquanto não se resolver os diferendos das eleições autárquicas, Neide Mussane, residente da província central de Manica, não vê razões para novas eleições.  

"Eu não espero muito no próximo ano. Não espero algo de diferente, porque foram tantas as tentativas, o povo manifestou-se de diversas formas para mostrar que estava insatisfeito com o que aconteceu, mas a vontade do povo não prevaleceu. Não acredito que para o ano que vem possamos ter muitas mudanças", admitiu

Deterioração da transparência

Milo Mariano antevê também a deterioração da transparência nas eleições gerais.

"Se nós, como país, não conseguirmos resolver todas as irregularidades das eleições municipais, as eleições gerais vão piorar", alertou ainda.

Neide Mussane critica a alegada inércia da comunidade internacional no dossiê das eleições autárquicas.

"Alguns países investem muito dinheiro [em Moçambique], então eu acho que seria positivo que tivessem dito alguma coisa para manter a paz e manter aquilo que é a verdade eleitoral", frisou.

Para além das eleições, em 2024 os moçambicanos aguardam com expectativa o retorno dos grandes investimentos no setor petrolífero da gigante francesa Total Energies, que paralisou as suas operações quando os terroristas fizeram incursões em Palma, distrito que hospeda esse grande projeto energético.

No desporto, os Mambas vão procurar passar pela primeira vez a fase de grupos da Taça das Nações Africanas na Costa do Marfim. Neste cenário de desafios e esperanças, a população moçambicana enfrenta o novo ano com uma mistura de incertezas e aspirações.

Delfim Anacleto | Deutsche Welle

Moçambique: Comandante da polícia pede perdão por "erros"

O comandante-geral da PRM pediu desculpas pelos óbitos provocados pelas autoridades, considerando que se tratou de episódios "imprevisíveis" e que a ambição da corporação era garantir a ordem.

"Há sempre situações imprevisíveis e nós tivemos incidentes aqui [Chiure] em que um jovem perdeu a vida. A Polícia lamenta esta ocorrência e, com muito respeito e amor à vida, nós não temos vergonha em dizer que pedimos desculpa por este incidente e vários outros registados", declarou Bernardino Rafael, durante um comício na quarta-feira em Chiure, na província de Cabo Delgado.

Em causa estão episódios em operações dos agentes da polícia moçambicana que provocaram a morte ou ferimentos de civis, queixas que foram comuns, neste ano, sobretudo ligadas a manifestações promovidas por alguns grupos da sociedade civil ou partidos políticos durante o período posterior às eleições autárquicas de 11 de outubro.

"Não é normal no mundo o comandante-geral da polícia aparecer a pedir desculpas, mas, porque nós queremos trazer esta humanização da vossa polícia, é uma obrigação moral, social e espiritual do comandante-geral pedir perdão pelos erros cometidos pelos agentes da polícia. Pedimos perdão a todas as famílias para quais não prestamos o serviço como devia ser", declarou Bernardino Rafael.

Queixas sobre alegado uso desproporcional da força por agentes da polícia moçambicana nos últimos meses têm sido frequentes, com registo de casos em marchas pacíficas, principalmente de partidos políticos, que acabaram por ser reprimidas com violência, e alguns casos de civis mortos durante operações policiais.

Em 18 março,  um grupo de ativistas tentou organizar marchas em  homenagem ao rapper de intervenção social Azagaia, que morreu uma semana antes, mas as autoridades reprimiram com violência a iniciativa, mesmo havendo um documento do Conselho Municipal que autorizava a iniciativa.

Os episódios, que deixaram diversos feridos, mereceram a condenação de várias entidades, que alertaram para a violência policial injustificada face a grupos pacíficos e desarmados, classificando-os como um dos sinais mais visíveis das limitações à liberdade de expressão e de manifestação em Moçambique.

Deutsche Welle | Lusa

Ler/Ver em Deutsche Welle:

Moçambique: ONG submete queixa contra Estado por causa de violência policial

PGR vai investigar atuação policial em confrontos em Angoche

Angola: Caso de corrupção atinge irmão de João Lourenço

Analistas defendem investigação da PGR ao irmão do Presidente de Angola. A aquisição "duvidosa" de três aviões da Sonangol, bem como a aproximação a figuras suspeitas do regime de Kinshasa estão sob escrutínio público.

As denúncias são de uma investigação conjunta do semanário português Expresso, do congolês Actualité e da Plataforma para Proteção dos Denunciantes em África (PPLAAF), com sede em Paris, França.

Segundo as investigações, o general Cerqueira João Lourenço, que é irmão do Presidente angolano e que foi nomeado este ano chefe adjunto da Casa Militar da Presidência da República, adquiriu três aviões da Sonangol e transferiu-os para República Democrática do Congo (RDC) de forma duvidosa.

Presidente deveria estimular PGR a investigar

O tema foi tornado público na segunda quinzena deste mês e continua a gerar debate em Angola. Para o jornalista Ilídio Manuel, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já deveria ter investigado estas denúncias.

"O Presidente da República também devia estimular este tipo de investigações, uma vez que ele hasteou o combate à corrupção como a sua bandeira de luta", comentou à DW África.

"Ele tinha de demonstrar que não foram apenas aqueles que chama de marimbondos do ex-Presidente da República que estão envolvidos em atos de corrupção, mas também da sua governação", acrescentou.

Nkinkinamo Tussamba, docente universitário e especialista em relações internacionais, lembra que os "crimes não são transmissíveis" e, por isso, apela à "separação das águas".

"Não sendo transmissíveis, não podemos aqui olhar para pessoa do General Cerqueira como se estivéssemos a olhar para o Presidente João Lourenço. É bom que isso fique claro", asseverou.

Falta de informação

Para o especialista angolano Nkinkinamo Tussamba, a PGR deveria informar a sociedade sobre este caso.

"Ausência de informação vai dando aso a especulação. E isso, sim, é que nos preocupa", considerou.

"É preciso aqui apelarmos à cultura de informar. Informar a sociedade, informar a população porque é o nosso direito. Nós precisamos de ser informados para fugirmos do campo da especulação", opinou ainda. 

A DW África tentou ouvir a PGR, mas sem sucesso.

Este caso sobre alegada corrupção surge numa altura em que o Comité Técnico Especializado de Justiça e Assuntos jurídicos da União Africana (UA) aprovou, este mês, a proposta de Angola sobre prevenção e combate à corrupção.

A iniciativa visa reforçar a eficácia do Conselho Consultivo da União Africana para o Combate à Corrupção. No entanto, surgem agora dúvidas sobre a eficácia dessa medida.

"Só poderá ajudar ou não Angola no campo de investigação sobre este caso quando houver, de facto, alguma manifestação pública da PGR no sentido de investigar este caso. Não havendo uma manifestação pública, não havendo uma solicitação oficial da PGR angolana, pensamos que, este processo, não existe", conclui Nkinkinamo Tussamba.

Manuel Luamba (Luanda), correspondente da DW África | Deutsche Welle

Angola: Funcionária da PR detida por "vazar" documentos

Uma funcionária do Palácio Presidencial está detida por, alegadamente, ter colocado nas redes sociais documentos pessoais do Presidente angolano, João Lourenço, de sua esposa, filhos, netos, pessoal de apoio e segurança.

Em causa está uma lista de 34 individualidades, alegadamente elaborada pelo protocolo da Presidência, que farão parte da comitiva que supostamente acompanhará o Presidente angolano, João Lourenço, a sua mulher, Ana Dias Lourenço, filhos e netos, numa visita privada às ilhas Seychelles, entre sábado, 30 de dezembro, e 09 de janeiro de 2024.

A lista, amplamente partilhada nas redes sociais desde a noite de quarta-feira, inclui assessores, agentes de segurança, médico e equipa de apoio, tendo sido alvo de comentários, críticas e análises, nomeadamente quanto ao número de integrantes e aos custos da viagem, perante a crise socioeconómica que se vive no país.

Na sequência do "vazamento" da referida lista da comitiva presidencial, foram igualmente divulgadas nas redes sociais em Angola fotografias dos passaportes de todos os membros que devem embarcar para as Seychelles.

Sem qualquer reação oficial, até ao momento, o portal angolano "Correio da Kianda" diz que o ato foi da autoria de uma técnica do Cerimonial da Presidência da República de Angola, a qual, escreve, "já se encontra detida".

 A viagem às Ilhas Seychelles e a autenticidade dos documentos não foram, até ao momento, confirmadas ou desmentidas pelos órgãos de apoio do Presidente.

 A Lusa questionou a Presidência e a polícia angolana, sem ter obtido resposta, até ao momento.

Deutsche Welle | Lusa

Angola | Fraudes dos Media aos Altares – Artur Queiroz

Artur Queiroz*, Luanda

Em Angola a palavra fraude tem tal amplitude que vai desde as assembleias de voto aos altares das igrejas. Sempre que temos eleições os perdedores queixam-se de fraudes. Falso alarme. O Bloco Democrático não foi às eleições de 2022 porque corria o risco de registar menos de um por cento dos votos e era extinto. Assim vendeu a alma à UNITA e os seus dirigentes mais desavergonhados foram eleitos deputados do Galo Negro! Ontem o líder, Muata Sebastião, anunciou que o partido tem 15.000 militantes. Como nem a família vota neles, está explicada a fraude eleitoral. Nas outras vidas foi extinto por falta de votos! Fraude.

Eduardo Jonatão Chingungi, líder do Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-NJANGO) extinto por falta de votos em 2022, vai levar a Tribunal antigos dirigentes que “desviaram” património e dinheiro da campanha eleitoral. Fraude!

A senhora ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, informou que a dívida das empresas que não pagam as prestações dos trabalhadores é de 47.041.692.480,74 kwanzas, uma fortuna digna de um ninho de marimbondos mais carrinhos. Na lista de caloteiras estão 3.977 empresas. Aproveitando o acordo assinado entre Joe Biden e João Lourenço, a lista de devedores vai até à Lua e Marte. Entre as caloteiras estão algumas empresas públicas. Fraude aos trabalhadores. Fraude do Estado ao Estado.

Hoje o Presidente João Lourenço reuniu o Conselho de Segurança Nacional para abordar os conflitos em África e no mundo, além das mudanças de regimes. Em Angola o regime mudou radicalmente. Abandonou o conceito de país não-alinhado. Excrementou os amigos que ajudaram na Luta Armada de Libertação e na Guerra pela Soberania Nacional e a Integridade Territorial. Sem referendos. Sem aviso prévio. Sem consentimento do Povo Angolano. Fraude!

Fraude chancelada pela direcção do MPLA, pela Oposição e agora pelos membros do Conselho de Segurança Nacional. Esta fraude faz da democracia representativa uma ditadura mobutista. Disparem sobre o cronista. Fogo! Pode ser que o Grupo Parlamentar do MPLA trave este atentado contra a honra e dignidade de milhões de angolanas e angolanos que se bateram na luta anti colonialista e anti imperialista. Abaixo a fraude. A luta continua. A Vitória É Certa! 

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