quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"A ALIANÇA ENTRE BANCOS E GOVERNOS ESTÁ NO CENTRO DA CRISE", DIZ ECONOMISTA





A irresponsabilidade dos bancos europeus contribuiu para a atual crise do euro, afirma Edmund Phelps. Em seu cerne, porém, está um conluio fatal entre governos e bancos, argumenta e economista.

Edmund Phelps é professor de Economia Política da Universidade de Columbia, em Nova York, e diretor do Centro sobre Capitalismo e Sociedade. Em entrevista à Deutsche Welle, o vencedor de 2006 do Prêmio de Ciências Econômicas – conhecido como Nobel de Economia – acredita na continuidade da zona do euro, apesar dos problemas.

Ele também alerta que o Reino Unido pode ter saltado "da frigideira para o fogo", ao não querer contribuir para a ajuda aos países endividados. Phelps considera que Angela Merkel, chanceler federal da Alemanha, maior economia da Europa, vem conduzindo bem a saída para a crise.

Deutsche Welle: Houve críticas sobre a cúpula da União Europeia na semana passada, por esta não ter focado suficientemente a crise imediata. Foi dito também que, sob a liderança da premiê Angela Merkel, os líderes europeus não teriam permitido que o Banco Central Europeu (BCE) agisse como um credor de última instância, não implementaram os eurobonds nem deram permissão bancária para o mecanismo de estabilidade. Muitos dizem que a crise só pode ser resolvida caso sejam implementadas algumas ou mesmo todas essas medidas. O senhor concorda?

Edmund Phelps: Fiquei um pouco surpreso por não ter sido dada uma atenção maior à crise imediata. Mas acredito que a explicação esteja no fato de que os líderes ainda não entraram em um acordo adequado sobre como agir frente à crise imediata. E ainda continuamos a especular se o BCE terá poderes para assumir boa parte da dívida grega. E acredito que a complacência do BCE para fazer isto seja outro elemento da equação. Acho que ainda há incertezas sobre o montante de dinheiro que o FMI seria capaz de empregar nesta missão.

Pode levar um mês ou muitos meses até que se chegue a um acordo sobre como lidar com a dívida da Grécia. É claro que o problema é que o tempo está passando e a Itália está exposta a ataques especulativos sobre os títulos italianos. Ou seja, a Europa encontra-se num território muito perigoso neste momento.

Com o tempo passando para a Grécia e a Itália, mas também para a Espanha e Portugal, vistos pelos mercados como credores instáveis, como o senhor vê a habilidade deles em adquirir empréstimos a juros razoáveis em 2012?

Os italianos com quem converso estão muito otimistas. Mas é claro que, se os integrantes do mercado de ações decidirem que não, então eles não vão conceder empréstimos para a Itália, nem mesmo a taxas de juros muito elevadas. Quanto maiores as taxas de juros que o governo italiano oferecer, tanto mais nervosos os compradores de títulos vão ficar. Então esta possibilidade poderia significar o colapso da habilidade italiana em conseguir rolar a dívida pública e seguir em frente.

Qual é sua sensação sobre a zona do euro? Ela continuará existindo em sua forma atual, com 17 países-membros? Ou espera-se a saída da Grécia e de outros países?

Temos que considerar a possibilidade de a Grécia querer sair e a possibilidade de outros membros empurrarem os gregos para fora da zona do euro. Isso poderia ajudar o euro como moeda, mas não ajudaria a salvar a insolvência dos bancos europeus. Acho muito difícil imaginar o fim da zona do euro como zona monetária. Todos os países do grupo se beneficiaram deste acordo, por isso acredito que haverá esforços de todos para preservar a moeda comum.

Foi um movimento inteligente do Reino Unido seguir sozinho e não participar da união de estabilidade?

É compreensível que os britânicos tenham optado por não colocar a si mesmos em uma posição, na qual eles teriam sido forçados a oferecer grande ajuda à Grécia, Itália, Espanha e outros. Mas a decisão está sendo criticada por pessoas que dizem que os britânicos agora não farão parte das discussões sobre as reformas dos sistemas fiscal, monetário e financeiro. E o Reino Unido é muito dependente dos países da zona do euro e de seu funcionamento. Apesar de terem fugido da situação por causa dos riscos iminentes, eles podem ter pulado da frigideira para o fogo.

Se a premiê Angela Merkel, considerada uma figura central na solução da crise do euro, lhe pedisse um conselho para solucionar a crise, o que o senhor diria?

Acho que ela está atuando de uma maneira que parece ser correta para a Alemanha. Ela quer promover uma reconstrução da zona do euro de tal forma, que o comportamento dos gregos jamais possa ser repetido. Se ela conseguir acordos com relação a isso, ela talvez possa obter o apoio da população alemã para um resgate da Grécia. E todo mundo vai entender, pelo que podemos prever, que este resgate é o último da zona do euro.

Mas não acredito que agora haveria um apoio maior na Alemanha a um pacote para a Grécia nas próximas semanas e meses. E nem para usar o BCE com este propósito. Teria-se a sensação de risco moral em se fazer isso, porque esta postura apenas incentivaria países a acreditar que, se eles estão com dificuldades fiscais, serão resgatados.

O que dizer dos vários testes internacionais de estresse dos bancos realizados nos últimos anos?

Houve um considerável consenso entre especialistas que os testes de estresse do ano passado foram vagos e pouco rigorosos. Os testes de estresse foram uma maneira de aumentar a confiança e garantir aos mercados que o colapso não estava esperando ali na esquina. Mas de alguma maneira eles acabaram sendo dispendiosos, porque os governos não viram a importância e a urgência de encaminhar os balanços dos bancos.

Mas os bancos não estão no centro do problema todo? Não estaríamos preocupados com a Grécia, se os bancos europeus não tivessem adquirido grande parte da dívida grega. Se os bancos tivessem sido mais prudentes, o problema teria sido resolvido há muito tempo, apenas com cortes aos detentores dos títulos. O problema todo é que os detentores de títulos são os bancos, ou pelo menos eram até eles tentarem se livrar dos papéis nas últimas semanas. Oferecer corte aos bancos pode derrubar o sistema bancário.

Acho que a história política aqui é que havia uma aliança por lucros mútuos entre governos e bancos. Nesta aliança, os bancos comprariam imensas quantidades de dívidas soberanas, em vez de conceder empréstimos a negócios pequenos em prol da inovação. Não se pediu que permanecessem com qualquer capital contra esses ativos e sem dúvida as agências eram colocadas sob pressão para dar a todas essas dívidas soberanas um rating AAA. E isso foi também ótimo para os governos e vários destes governos levaram vantagens, por não terem que pagar juros tão altos quanto teriam de outra forma. Acho que esta aliança entre bancos e governos está no centro da crise da zona do euro.

O movimento Occupy Wall Street cumpriu o seu papel?

Eles estavam muito certos em apontar para o péssimo desempenho do sistema econômico nos últimos anos. E aqui aparecem os banqueiros de Wall Street com bônus bastante altos, enquanto esses jovens na praça Zuccotti Park, no coração do bairro financeiro, não conseguem empregos e ganham quase nada. Foi um protesto bastante silencioso e efetivo.Tudo o que tiveram que fazer era ficar lá e dizer "olhem para este contraste entre nós e vocês". Eles não tinham muita ideia sobre o que deveria ser feito. Infelizmente, acho que os ocupantes ficaram sob influência de pessoas que queriam atacar a globalização.

O movimento ajudou a aumentar a conscientização de que algo precisa ser feito para melhorar a eficácia da economia norte-americana e resolver a disparidade de oportunidades que existe no país.

Entrevista: Michael Knigge (msb) - Revisão: Soraia Vilela

DEIXEM O “QUERIDO LÍDER” EM PAZ!




ORLANDO CASTRO*, jornalista – ALTO HAMA*

A Human Rights Watch (HRW) está a exorbitar as suas funções e, no caso do reino do “querido líder” Eduardo dos Santos (que alguns conhecem pelo nome de Angola), está a passar todas as marcas.

Então não é que hoje a HRW exigiu (atente-se na desfaçatez) ao Governo de Angola que explique onde estão os 25 mil milhões de euros em falta nos cofres do Estado, relacionados com a petrolífera do regime, a Sonangol?

A organização de defesa dos direitos humanos escreve, em comunicado publicado na sua página online, que, apesar de o Governo de Luanda se ter comprometido a "aumentar a transparência das receitas do petróleo" e a "fazer uma auditoria à companhia petrolífera estatal", o "desaparecimento de 25 mil milhões de euros levanta questões sérias sobre os seus esforços e sublinha a necessidade de responsabilizar o poder público".

Vamos por partes. A Sonangol não é uma empresa do Estado, nem de Angola e muito menos dos angolanos. É uma empresa do clã do “querido líder”. Querer que um regime totalmente opaco seja transparente é mais ou menos como querer que um bagre vire jacaré. Falar de responsabilizar o poder político é, no caso, o mesmo que pretender que as águas do rio kwanza caibam num pilão.

Adiante. Segundo a Human Rights Watch, a soma em questão equivale a um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do reino. Pois é. Mas que significado tem isso? Se Angola é o MPLA e o MPLA é Angola, o PIB é apenas e só aquilo que o regime quiser.

A HRW recorda o relatório da quinta inspecção do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Angola, divulgado este mês, que indica que existem fundos estatais gastos ou transferidos entre 2007 e 2010 que não foram inscritos no orçamento.

Não foram nem tinham que ser. Desde quando é que os donos do reino têm de prestar contas, seja a quem for? Esse dinheiro vai para onde o “querido líder” quiser, nomeadamente para dar suporte financeiro à compra de um outro reino, no caso ao das ocidentais praias lusitanas.

O FMI conclui que as recentes acções do Ministério das Finanças angolano para monitorizar mais de perto a Sonangol, após a reforma legal de 2010, resultaram na descoberta de fluxos financeiros para contas estrangeiras acima dos valores que podem ser justificados pelas autoridades, no volume global de 7,1 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros).

O FMI bem pode fazer as contas que entender. Mas todas elas resvalam na capacidade financeira do regime angolano que, um dia destes, ainda se chateia com todas estas histórias e põe a boca no trombone, mostrando ao mundo onde, como e para ajudar quem, foi utilizado todo esse dinheiro. E, bem vistas as coisas, ninguém está interessado nisso.

Uma das explicações que o FMI aponta para tal disparidade é a possibilidade de a Sonangol estar a "ocultar os fundos que recebe". Chamar ocultação ao uso desses fundos para os fins que o regime acha mais convenientes é, desde logo, uma forma de se imiscuir num reino que não tem explicações a dar a ninguém. Nem as dá aos angolanos, muito menos aos organismos internacionais.

A Human Rights Watch já tinha identificado uma discrepância anterior semelhante nos fundos angolanos - quatro mil milhões de dólares (três mil milhões de euros) de receitas petrolíferas que "desapareceram" entre 1997 e 2002 -, levantando suspeitas de "má gestão e corrupção".

Corrupção em Angola? Nesta matéria, entre 183 países, o reino do “querido líder” está na posição 168. Isso não significa, contudo, que seja corrupto. Basta ver as intermináveis filas de políticos e similares que se dirigem a Luanda para negociar com o regime, começando pelo Vaticano e terminando nos EUA, sem esquecer a China, a Alemanha e Portugal...

Ao mesmo tempo que regista "melhorias na gestão angolana do lucrativo sector petrolífero", a Human Rights Watch não deixa de criticar o governo de Luanda por "não responder adequadamente aos graves problemas económicos e sociais do país".

Se o reino angolano é isso que a Human Rights Watch diz, porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, Cavaco Silva dizer que 68% da população angolana é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é a terceira mais alta do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, Passos Coelho recordar que apenas 38% da população angolana tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, António José Seguro recordar que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, Pinto Balsemão recordar que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, Belmiro de Azevedo recordar que a taxa de analfabetos é bastante elevada, especialmente entre as mulheres, uma situação é agravada pelo grande número de crianças e jovens que todos os anos ficam fora do sistema de ensino?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, António Pires de Lima (Presidente da Comissão Executiva da UNICER e dirigente do CDS/PP) dizer que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, Jorge Coelho (Mota-Engil) dizer que, em Angola, a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos.

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, Armando Vara (presidente da Camargo Corrêa para África) dizer que 80% do Produto Interno Bruto angolano é produzido por estrangeiros; que mais de 90% da riqueza nacional privada é subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população; que 70% das exportações angolanas de petróleo tem origem na sua colónia de Cabinda?

Porque razão ninguém ouviu, ou ouvirá, algum dirigente dos três actuais maiores partidos portugueses dizer que, em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder?

* Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.


Presidente da Bolsa de Valores pediu exoneração do cargo mas não obteve resposta



SBR (JSD/CLI) - LUSA

Lisboa, 21 dez (Lusa) -- O presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, detido na terça-feira no âmbito de investigações sobre tráfico de droga, pediu a exoneração do cargo há mais de quatro meses, mas não obteve resposta, segundo a agência de notícias cabo-verdiana Inforpress.

Veríssimo Noé Pinto, detido no âmbito da operação "Lancha Voadora", que investiga tráfico de droga e branqueamento de capitais, ainda é o presidente do conselho de administração da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) porque o seu pedido de exoneração ficou em "stand by", de acordo com "uma fonte segura" citada pela Inforpress, que comentou: "Hoje, a situação é o que é por negligência de alguém."

De acordo com a Inforpress, anteriormente cabia ao Conselho de Ministros, através de uma resolução, exonerar Veríssimo Noé Pinto da presidência da Bolsa de Valores. No entanto, segundo a fonte ouvida pela agência, com a entrada em vigor da lei de base das empresas públicas, o representante do Governo na assembleia geral da BVC podia tê-lo feito.

Segundo a lei, Veríssimo Noé Pinto não podia abandonar o cargo enquanto não fosse deferido ou indeferido o seu pedido de exoneração.

Entretanto, uma outra fonte ouvida pela Inforpress, que trabalha diretamente com Veríssimo Pinto mas que não quis identificar-se, garantiu que este tem estado a fazer despachos na qualidade de presidente do conselho de administração da BVC.

Fonte da Polícia Judiciária confirmou hoje à Lusa a detenção de Veríssimo Pinto, que já se encontra no tribunal para ser ouvido.

Segundo a televisão e a rádio de Cabo Verde, a operação "Lancha Voadora" resultou também na detenção de dois empresários da construção civil, do também empresário Djoy Gonçalves, de um mestre de pesca e de duas mulheres, a mãe e a irmã de Paulo Pereira e Carlos Gil Gomes Silva, ambos presos desde outubro no âmbito das mesmas investigações (o terceiro é Quirino Manuel dos Santos).

As detenções ocorreram na sequência de buscas da Polícia Judiciária a empresas e residências, onde foram encontrados "documentos comprometedores", que estabelecem ligações dos suspeitos à rede de tráfico de drogas e branqueamento de capitais.

A operação "Lancha Voadora" começou a 08 de outubro, quando a Polícia Judiciária fez a maior apreensão de droga de sempre no arquipélago de Cabo Verde: 1,5 toneladas de cocaína em elevado estado de pureza, com um valor estimado em milhão e meio de contos cabo-verdianos (13,5 mil euros).

A droga estava armazenada num prédio da Achada de Santo António, paredes-meias com a Televisão de Cabo Verde.

Na operação, foram apreendidos milhares de euros e de outras moedas sul-americanas e milhões de escudos cabo-verdianos em notas e confiscadas cinco viaturas topo de gama, três jipes, duas cabines duplas, uma moto de mar e um quadriciclo, para além de algumas armas.

São Tomé e Príncipe prevê crescimento económico de 5,5 por cento em 2012



ÁFRICA 21, com Panapress

O início da exploração de petróleo, dentro de dois a três anos, na zona conjunta com a Nigéria, e o arranque do projeto de modernização do aeroporto terão efeitos multiplicadores no crescimento.

São Tomé - A governadora do Banco de São Tomé e Príncipe, Maria do Carmo Silveira, anunciou segunda-feira (19) em conferência de imprensa que o arquipélago perspetiva registar um crescimento económico de 5,5 porcento em 2012.

Segundo Maria do Carmo Silveira, o início da exploração de petróleo, dentro de dois a três anos, na zona conjunta com a Nigéria, e o arranque efetivo do projeto de modernização do aeroporto terão efeitos multiplicadores no crescimento económico.

Sublinhou, por outro lado, que a taxa de inflação acumulada poderá situar-se próximo de 11 porcento no final do ano, afirmando, no entanto, que o Banco Central propôs-se a reduzir este indicador em 2012 na ordem de 6 porcento.

Maria do Carmo Silveira indicou que o ajuste do preço dos combustíveis em março passado contribuiu para o aumento da inflação.

Assegurou que o crédito à economia cresceu de forma moderada, 11 porcento, representando atualmente 43 porcento do Produto Interno Bruto (PIB).

A governadora do Banco de São Tomé e Príncipe anunciou que as perspetivas económicas mundiais para 2012 não são animadoras "devido à diminuição da procura global e por conseguinte a desaceleração do crescimento”.

Brasil: PROCESSO DE DUARTE LIMA SERÁ ENCAMINHADO PARA PORTUGAL



JORNAL DE NOTÍCIAS

O Ministério Público do Rio de Janeiro deu esta quarta-feira o primeiro passo para que o processo de Duarte Lima no Brasil, acusado da morte de Rosalina Ribeiro, seja enviado a Portugal.

"O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, encaminhou hoje ao procurador-geral da República do Brasil, Roberto Gurgel, autoridade central por força do Tratado de Extradição com Portugal, cópias integrais dos autos da acção penal de homicídio proposta pela Promotoria de Saquarema contra o advogado e ex-deputado Domingos Duarte Lima", informou o Ministério Público brasileiro em comunicado.

A medida é uma das etapas naturais para o envio do processo à Justiça Portuguesa. Depois de receber a documentação, espera-se que o procurador-geral da República do Brasil remeta o processo para Portugal.

Na nota, o procurador de Justiça do Rio de Janeiro ressalta que as provas são "contundentes" e "fundamentadas em factos concretos".

Refere ainda que as investigações terão demonstrado que o ex-deputado veio ao Brasil para cometer o crime.

Duarte Lima foi acusado no Brasil pelo homicídio da portuguesa Rosalina Ribeiro, morta no dia 7 de Dezembro de 2009 em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro.

O advogado e ex-parlamentar encontra-se preso em Portugal, desde o dia 17 de Novembro, no âmbito de outro processo, no qual é suspeito de ter participado em crimes económicos relacionado com dinheiros do banco BPN e terrenos de Oeiras.

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São Tomé e Príncipe: Portuguesa suspeita de tráfico de menores foi detida



Manuel Barros - Lusa

São Tomé, 21 dez (Lusa) -- A portuguesa Mafalda Velez Horta, que estava a ser investigada pelas autoridades são-tomenses por alegado envolvimento numa rede de tráfico de menores, está detida desde terça-feira em São Tomé e será presente na quinta-feira ao Ministério Público, para interrogatório.

Fontes da polícia contactadas pela Agência Lusa, na capital são-tomense, referiram que Mafalda Horta, cidadã portuguesa a residir em São Tomé e Príncipe, foi detida na terça-feira à tarde, depois de ter sido denunciada publicamente na segunda-feira pela jurista são-tomense Celisa Deus Lima de alegado envolvimento numa rede de tráfico de menores, acusação que a visada desmentiu categoricamente.

Celisa Lima acusou Mafalda Horta de se fazer passar por advogada no estrangeiro para trabalhos de adoção internacional.

Portugal: GOVERNO QUER LIMITAR FÉRIAS A 22 DIAS



JORNAL DE NOTÍCIAS

O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação da majoração das férias em função da assiduidade por considerar que esta medida vai ajudar a promover o relançamento económico e o eficiente funcionamento do mercado de trabalho.

De acordo com o documento que o Executivo enviou esta quarta-feira aos parceiros sociais para ser discutido na reunião de concertação social de quinta-feira, "a eliminação do direito à majoração em caso de inexistência ou de número reduzido de faltas justificadas, sem prejuízo da manutenção do restante regime aplicável neste domínio, configura uma medida oportuna e adequada ao relançamento económico".

O Código do Trabalho prevê a majoração do normal período de férias (22 dias úteis) até um máximo de 3 dias em função da assiduidade.

"O período de férias que decorre da legislação actual é pouco adequado à promoção da competitividade da nossa economia, sendo conveniente a sua redução para valores próximos dos países congéneres", diz o documento do Governo, citado pela Agência Lusa.

Se a proposta do Governo fôr aprovada, os trabalhadores passam a contar apenas com os 22 dias de férias.

A proposta de compromisso para o crescimento, competitividade e emprego prevê ainda a eliminação de dois feriados civis e dois feriados religiosos.

Na última reunião de concertação social, realizada a 28 de Novembro, o ministro da Economia já tinha avançado com a proposta de eliminação dos feriados de 15 de Agosto, do Corpo de Deus (móvel), do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro.

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EMIGRAR, POIS CLARO!



J. Mário Teixeira – Aventar

Desde o início que este Governo afirmou que, entre outras coisas, queria reduzir a despesa pública, aumentar as exportações, melhorar a balança de pagamentos e diminuir o desemprego. Sendo assim, a melhor maneira de fazer tudo de uma assentada é promover a emigração.

Com gente a emigrar, temos menos povo a encher hospitais, a pedir subsídios ou a fazer despesa ao Estado. Poupa-se no Serviço Nacional de Saúde, poupa-se na Segurança Social, etc. É só poupar.

Depois, exporta-se aquilo que cada vez há mais: desempregados. Ao exportar, não só diminuímos o desemprego, como ainda se melhora a balança de pagamentos quer pelas próprias exportações quer pela remessa de poupanças dos emigrantes para Portugal. Até mesmo porque fica sempre cá alguém da família. Sim, porque há sempre gente teimosa.

Até se deveria reformular o lema da diáspora, para “Emigrar é preciso. Viver não é preciso”. Os tempos mudam, e os lemas também deviam mudar.

Pela primeira vez há uma verdadeira política de emigração. Aliás, política de incentivo à emigração. E numa altura em que tanta gente fala que há falta de estímulo e de incentivos.Com a emigração não faltam novos horizontes. São horizontes a perder de vista. Não falta mundo.

Antigamente, nos tempos idos de Salazar, que era muito bom gestor e sabia fazer contas, e de Caetano, que até gostava de conversar com as famílias portuguesas, nem um nem outro deu palavras de incentivo a emigrar. As pessoas tinham de ir por iniciativa própria, sem uma palavra de estímulo, nem nada. Ao menos, agora, há um Governo solidário. E as pessoas ainda reclamam. Com franqueza!

EUA: ATOR MATT DAMON CRITICA FALTA DE LIDERANÇA DE BARACK OBAMA




JOÃO NOVAES – OPERA MUNDI

Ator foi um dos mais ativos apoiadores do presidente dos EUA durante campanha que o elegeu em 2008

O ator Matt Damon, um dos mais antigos apoiadores de Barack Obama no meio artístico norte-americano, fez mais uma crítica pesada à administração do presidente norte-americano, desta vez em um perfil na edição desta semana da revista Elle. Ele criticou a falta de liderança

“Um presidente com um único mandato que tivesse atitude e fizesse o que precisava ser feito seria muito melhor para o país a longo prazo”, afirmou o ator, que sempre se destacou por ser um dos artistas mais ativos em favor do Partido Democrata, assim como Ben Affleck, seu amigo e parceiro em muitos filmes.

Demonstrando forte desapontamento com a atual administração, afirmou ter com “um monte de gente que trabalhou com Obama desde o início. Um deles chegou a me dizer: nunca mais. Jamais serei enganado por um político novamente”, disse o ator, quando tentou explicar o sentimento dos setores mais progressistas dos Estados Unidos em relação ao atual presidente.

Damon concedeu a entrevista à revista em um restaurante de Vancouver, localizado muito próximo à uma praça onde ocorria uma das primeiras manifestações do movimento Occupy em território canadense.

Mesmo sem ser perguntado, ele criticou a falta de liderança do presidente norte-americano. “Se os democratas pensam que não têm uma missão é porque estão literalmente sem foco nem liderança. Se estão apenas vagando pelas ruas e reclamando é porque estão fartos disso tudo. Imagine se tivessem um líder”, disse o ator, apontando para as pessoas que participavam da manifestação.

Decepção

O ator já havia criticado Obama em outras ocasiões nos últimos meses. Para a CNN, em março, criticou o programa do governo para a educação. “Ele virou um monte de coisas do avesso, regrediu no quesito da Educação.

O que é essa ideia de associarmos o salário dos professores com o desempenho dos alunos nas provas? Esse pensamento mecanizado não tem nada a ver com ordem. Estamos treinando as crianças, não ensinando elas”.

Outra crítica de Damon para Obama foi em relação à sua condução da crise econômica. “Para mim, ele cedeu totalmente aos interesses de Wall Street. A economia passa por sérios problemas. Continuamos a ter esse bancos gigantescos, grandes demais para quebrarem. Eles continuam a crescer e a fazer mais dinheiro que nunca. Enquanto isso, o (índice de) desemprego está próximo dos 10%”, disse o ator dias depois ao jornal inglês Independent.

Na mesma ocasião, ele criticou o governo democrata por ter desperdiçado a chance de fazer mudanças efetivas. “Ela não existe mais agora, já foi desperdiçada. Agora, eles (os democratas) vão apenas tentar fazer todo tipo de negociação para serem reeleitos de novo”, afirmou.

A única ocasião este ano em que o ator mostrou algum apoio ao presidente ocorreu durante a negociação para a o novo teto da dívida soberana do país, que contou com forte resistência republicana. “Estou enojado. Realmente não sei o que fazer em face à tamanha intransigência. Meu coração está com o presidente, não está sendo fácil para ele”.

Esta foi a única ocasião recente em que o ator lembrou o ativismo em 2008, quando participou ativamente da campanha de Obama contra o republicano John McCain, discursando em comícios e ajudando a levantar fundos.

Em abril, durante um jantar na Casa Branca, Obama respondeu às críticas de Damon em tom jocoso. “É justo dizer que, quando se trata de minha administração, a lua de mel acabou. Matt Damon disse que está desapontado com minha performance. Bem Matt, eu acabei de ver Os Agentes do Destino (Adjustment Bureau no original) [filme lançado no início do ano estrelando o ator e que não foi bem recebido pela crítica], e...prove do seu próprio veneno amigo”, disse, classificando o filme de ruim.

O presidente ainda recebe apoio da ala mais progressista de Hollywood, embora com muito menos entusiasmo. Em 24 de outubro, participou de um evento repleto de astros que anunciou apoio e financiamento à reeleição.

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Coreia do Norte: MILITARES, TIO E HERDEIRO DE KIM DIVIDIRÃO PODER




Correio do Brasil, com Reuters- de Pequim

O jovem novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, terá de dividir o poder com um tio e com os militares, o que significa que o regime comunista terá um comando coletivo depois da morte de Kim Jong-il, segundo uma fonte que mantém estreitas ligações com os governos da Coreia do Norte e da China.

A fonte não quis ser identificada, mas já previu corretamente eventos anteriores – foi quem revelou à agência inglesa de notícias Reuters que a Coreia do Norte testaria sua primeira arma nuclear em 2006, como de fato ocorreu.

Kim Jong-un sucederá a seu pai como parte de uma dinastia familiar comunista que dirige a Coreia do Norte desde a fundação do país, na década de 1940. Kim morreu no sábado, mas sua morte só foi anunciada na segunda-feira.

A fonte que falou à Reuters qualificou de “muito improvável” a hipótese de um golpe militar. “Os militares juraram obediência a Kim Jong-un”, acrescentou.

A liderança coletiva, segundo essa fonte, incluirá Jang Song-thaek, de 65 anos, cunhado de Kim Jong-il e tio de Kim Jong-um. Em 2009, Jang foi nomeado para a Comissão Nacional de Defesa, um órgão de alto escalão que Kim Jong-il dirigia na qualidade de comandante do militarizado Estado norte-coreano.

Na segunda-feira, logo antes do anúncio da morte de Kim, a Coreia do Norte testou um míssil de curto alcance, o que segundo a fonte foi feito como um alerta aos EUA.

–A Coreia (do Norte) quis passar a mensagem de que tem a capacidade de se proteger sozinha–, disse a fonte. “Mas dificilmente a Coreia conduzirá um teste nuclear no futuro próximo, exceto se provocada.”

O programa nuclear norte-coreano é um persistente motivo de tensões na comunidade internacional. O país testou um artefato militar em 2006 e 2009, e abandonou negociações com EUA, China, Japão, Rússia e Coreia do Sul, as quais eram parte de um processo que visava à concessão de benefícios políticos e econômicos em troca do desarmamento.

A China, principal aliada da Coreia do Norte, convidou na terça-feira o novo líder norte-coreano a fazer uma visita. O presidente Hu Jintao e seu vice, Xi Jinping, prestaram condolências na embaixada norte-coreana em Pequim, cujo acesso ficou fechado.

Pequim pressiona a Coreia do Norte a abrir mão das armas nucleares, e a fonte disse que o país aceitaria isso, sob a condição de que seja assinado um armistício envolvendo EUA, China e as duas Coreias, para substituir o precário cessar-fogo que encerrou a Guerra da Coreia (1950-53).

A Coreia do Norte, acrescentou a fonte, também está convencida de que há armas nucleares norte-americanas na Coreia do Sul, e exige sua retirada.

PINOCHET RESSUSCITA NA SUPREMA CORTE DO CHILE




Christian Palma - Correspondente da Carta Maior em Santiago

A escolha de Rubén Ballesteros como novo presidente da Corte Suprema chilena foi considerada "uma vergonha, uma imoralidade e um retrocesso" pela Agrupação de Familiares de Detidos Desaparecidos e pelas entidades de defesa dos direitos humanos. A trajetória de Ballesteros começou a se tornar polêmica quando ele se mostrou a favor da prescrição nos casos de direitos humanos. Ele participou dos primeiros conselhos da ditadura militar e votou contra a perda de imunidade de Pinochet.

Quando se soube que o advogado Rubén Ballesteros corria com vantagem para se converter no novo presidente da Corte Suprema chilena, as associações de Direitos Humanos se opuseram ao mesmo tempo em que esse nome abria velhas feridas. Finalmente, os ministros do máximo tribunal chileno elegeram este advogado da Universidade do Chile - com quase 40 anos de trajetória- como seu novo timoneiro. Da surpresa à raiva, sobretudo no seio da Agrupação de Familiares de Detidos Desaparecidos (AFDD).

Mireya García, vice-presidenta da AFDD, considerou que “é uma vergonha, uma imoralidade e um retrocesso” a eleição de Rubén Ballesteros como novo presidente da Corte Suprema, um juiz que ao longo de sua carreira “votou invariavelmente a favor dos violadores de direitos humanos”.

García disse ainda que essa escolha “não se corresponde com a qualidade moral que deve ter um presidente da Corte Suprema, pois ele sempre marcou uma posição a favor de deixar impunes os crimes de lesa humanidade”.

Enquanto isso, a Agrupação de Executados Políticos (AFEP) qualificou a eleição de Ballesteros como um “retrocesso e um agravo à luta pela verdade e a justiça no Chile”.

Mas porque tanta raiva?

A trajetória de Ballesteros começou a se tornar polêmica quando ele se mostrou a favor da prescrição nos casos de direitos humanos, sua participação nos Conselhos de Guerra de Valdivia (integrante letrado dos primeiros conselhos da ditadura militar) ou sua votação contra a perda de imunidade de Pinochet.

Já em 2005, quando foi designado ministro da Corte Suprema, o então presidente Ricardo Lagos recebeu críticas, sobretudo do Partido Socialista, pelo apoio que o novo membro do máximo tribunal havia dado à aplicação da Lei de anistia em casos de direitos humanos. Quatro anos antes, Ballesteros havia se mostrado favorável a deixar em liberdade Luis Osvaldo García, único civil processado na causa “Caravana de la Muerte”, a operação militar que assassinou diversos dirigentes próximos ao presidente Salvador Allende em 1973 em diferentes cidades do país.

Um dos últimos conflitos ocorreu em 2007, quando uma comissão integrada por Ballesteros requalificou o delito de sequestro de três detidos desaparecidos pelo de homicídio qualificado. Como este último ilícito não se encontrava sujeito à teoria da imprescritibilidade dos delitos de lesa humanidade, os ministros decretaram a prescrição e absolveram de responsabilidade penal o capitão (R) Claudio Lecaros Carrasco, lembrou ontem a imprensa chilena.

Em sua primeira intervenção como presidente da Corte Suprema, o advogado se defendeu das manifestações contra ele. “O homem é vítima de suas circunstâncias e na época que vocês falam, os juízes viviam em outro sistema, não viviam como agora, em um sistema democrático. Em todas as nações onde houve situações como as que viveram o país, a justiça teve os mesmos problemas”.

A imprensa foi além e perguntou a respeito dos processos nas numerosas causas por violações aos direitos humanos que ainda continuam abertas. “Suponho que não deveria me afetar pessoalmente, nem aos organismos de direitos humanos”, respondeu.

Consultado sobre a relação que manterá com o Governo, Ballesteros saiu pela tangente e sustentou que “teremos um período de dois anos para conversar sobre esses assuntos e outros”. Nos últimos meses, La Moneda e a Corte Suprema tiveram uma série de desencontros públicos em relação às funções que cada organismo tem no denominado “combate à delinquência”.

Em uma recente entrevista, o atual presidente da Corte Suprema, Milton Juica, manifestou que a pressão que hoje experimenta o Poder Judiciário por parte do governo é “maior que na época da volta à democracia”.

O advogado e cientista Político Santiago Escobar descreve Ballesteros como uma pessoa amável para quem o conhece, com um perfil de “negociador, capaz de escutar, sensível aos equilíbrios internos de sua instituição, e também com os temas sociais”, segundo um advogado de direitos humanos. “Lamentavelmente também é um fanático anticomunista com uma má causa: a inocência de Augusto Pinochet e a aplicação da Lei de anistia para os militares envolvidos em delitos de lesa humanidade”.

Além de votar a favor no caso “Caravana de la Muerte” em junho de 2000, também o fez no caso “Prats-Cuthbert-1”, solicitação feita pela juíza argentina María Servini de Cubría, em outubro de 2002; no caso “Calle Conferencia”, em setembro de 2003; no caso “Operación Cóndor”, em julho de 2004; no Caso “Prats-Cuthbert-2″ e no caso “Riggs-SII”, de agosto de 2005, que tinha conexão com os dinheiros ilícitos de Pinochet.

Para terminar com este currículo, deve-se mencionar que Ballesteros se opôs a que Pinochet fosse investigado pelos delitos de Perjúrio ou Falso Testemunho em sua Declaração Jurada de Bens de 1989; Falsificação, Uso Malicioso e Subtração de Documentos Públicos; Falsificação de Certificados do Ministério de Defesa; Obstrução à Justiça e Defraudação por Ocultação de Bens e Lavagem de ativos, tendo em todos os casos como argumento central as “razões de saúde” para evitar a investigação do ditador chileno.

Segundo Santiago Escobar, nos arquivos da ex Vicaría de la Solidaridad existem dados de cinco expedientes de processos que foram encerrados com a rubrica de Ballesteros na qualidade de Presidente do tribunal, entre 1973 e 1976. Um deles condenou a oito pessoas pelo delito de “traição à pátria por conspiração, em grau frustrado”, ao principal denunciado foi imposta a pena de 15 anos de prisão e outros quatro denunciados como cúmplices, sete anos. Todos foram acusados de tentar organizar grupos guerrilheiros para assaltar depósitos e quartéis militares e permitir a invasão de forças da Argentina na região dos Lagos. E a lista segue e segue.

Tradução: Libório Junior

OH PASSOS, ESTAMOS A SER ENTREGUES NAS MÃOS DE GRANDES VIGARISTAS!



IMAGEM ESCOLHIDA

A Imagem Escolhida de hoje é um vídeo onde Alex Jones dá o seu parecer sobre como estamos a ser entregues aos grandes vigaristas da banca mundial, uma associação que por força das evidências tem mesmo de existir e estar organizada para proceder mais ou menos como Jones refere neste vídeo. Poderá não ser exatamente assim, como ele analisa e afirma, mas que deve andar lá por perto não duvidemos. Estamos entregues nas mãos de grandes vigaristas nacionais que por sua vez nos entregam nas mãos de muito maiores vigaristas globais.

Em tudo isto o que é revoltante é ver traidores portugueses, no nosso caso, que vigarizam eleitores para serem eleitos e obterem os poderes que lhes permitem entregar a população nas mãos de esclavagistas, de vigaristas, de mafiosos, com quem direta ou indiretamente estão em conluio.

Colapso Econômico, Fome e Miséria Programados e Iminentes

Youtube

Alex Jones explica como a austeridade está a cair na Europa e brevemente vai cair nos EUA. A aquisição de bancos estrangeiros está a ser forçada na Irlanda e noutros países europeus, enquanto fontes oficiais nos EUA estão a lançar notícias na América que as pensões, seguros para militares veteranos e mais, vão a ser retirados.

O FMI e o Banco Mundial já completaram a sua missão de absorver e dominar os países do 3º mundo, e agora estão a caminhar para os chamados países de 1º mundo - Os Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido, Europa e mais. O FMI já apertou a trela na Irlanda.

Países proíbem entrada de navios com bandeira das Ilhas Malvinas nos seus portos



CSR - LUSA

Montevideu, 21 dez (Lusa) - Os países do Mercosul acordarama proibição da entrada nos portos do bloco aos navios de pavilhão das Ilhas Malvinas (Falkland), sob domínio britânico e que são reivindicadas pela Argentina.

Os presidentes do bloco assinaram uma declaração neste sentido, anunciou o Presidente do Uruguai, José Mujica, no final da XLIII Cimeira dos Chefes de Estado do Mercosul, integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, realizada na terça-feira,

"As Malvinas não é uma causa argentina, é uma causa global, porque estão a levar-nos recursos de pesca e petróleo. Quando terminarem estes recursos, os países que têm recursos pensarão que as nações que têm força poderão ir buscá-los, onde estejam e de qualquer forma", disse a Presidente argentina Cristina Kirchner.

Em novembro de 2010, a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual fazem parte os países do Mercosul, já tinham subscrito um compromisso similar de proibição da entrada em seus portos de barcos com bandeira das Ilhas Malvinas.

O Governo britânico considerou hoje "preocupante" e "injustificado" o bloqueio em seus portos a navios com bandeira das Ilhas Falkland por parte dos países do Mercosul.

"Estamos preocupados por esta tentativa da Argentina de isolar os habitantes das Ilhas Falkland e prejudicar o seu modo de vida, não tem justificação", afirmou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

A nota referiu que "não está claro que, neste momento, o efeito, se é que há algum, que esta declaração pode ter", mas, em todo o caso, o Governo britânico vai contactar "urgentemente" os estados do Mercosul.

"Ninguém deveria pôr em dúvida a nossa determinação de proteger o direito dos moradores das Ilhas Falkland a determinar seu próprio futuro político", acrescentou o comunicado.

Situada no Atlântico Sul, ao largo da costa Argentina, as Ilhas Malvinas são povoadas por britânicos, e constituídas por duas ilhas grandes e várias menores, tendo sido colonizadas ainda no século XIX.

Reino Unido e Argentina travaram uma guerra, em 1982, na qual os argentinos - que reivindicam o território como seu - saíram derrotados.

*Foto em Lusa

Democracia: Cabo Verde ultrapassou Portugal no índice do Economist Intelligence Unit



FPA - LUSA

Lisboa, 21 dez (Lusa) - Cabo Verde é o país lusófono mais democrático, tendo ultrapassado Portugal no último ano, revela o Índice da Democracia 2011, do Economist Intelligence Unit, que coloca Angola e Guiné-Bissau entre os piores.

O índice, realizado pelo serviço de investigação da revista "The Economist", vai na quarta edição e avalia as democracias de 165 estados independentes e dois territórios, colocando-os em quatro categorias: democracias plenas, democracias com falhas, regimes híbridos e regimes autoritários.

Segundo o relatório, Cabo Verde é o 26.º país mais democrático e o primeiro na categoria das democracias com falhas, sendo seguido de Portugal. Os dois países trocaram de posição, já que em 2010 Portugal era o 26.º e Cabo Verde o 27.º.

Num total de 10 pontos possíveis, Cabo Verde obtém 7,92 (menos duas décimas do que em 2010), o que resulta de uma avaliação baseada em cinco critérios: processo eleitoral e pluralismo (9,17 pontos), funcionamento do governo (7,86), participação política (7,22), cultura política (6,25) e liberdades civis (9,12).

Cabo Verde é referido como um dos seis países da região da África subsaariana onde as eleições são consideradas livres e justas, juntamente com o Botswana, o Gana, as Maurícias, a África do Sul e a Zâmbia.

Entre as democracias com falhas surgem ainda Timor-Leste, que se manteve no 42.º lugar, e o Brasil, que desceu da 47.ª para a 45.ª posição, ex-eaquo com a Polónia.

Timor-Leste teve uma classificação global de 7,22 (igual a 2010), com 8,67 no processo eleitoral e pluralismo, 6,79 no funcionamento do governo, 5,56 na participação política, 6,88 na cultura política e 8,24 nas liberdades civis.

Já o Brasil teve 7,12 (igual a 2010) de classificação geral, com 9,58 no processo eleitoral, 7,50 no funcionamento do governo, 5,00 na participação política, 4,38 na cultura política e 9,12 nas liberdades civis.

Moçambique, que desceu do 99.º para o 100.º lugar em 2011, é o único país lusófono entre os regimes híbridos e obteve um total de 4,90 pontos (igual a 2010), distribuídos entre o processo eleitoral (4,83), funcionamento do governo (4,64), participação política (5,56), cultura política (5,63) e liberdades civis (3,82).

Entre os países classificados como sendo regimes autoritários surgem Angola, que desceu do 131.º para o 133.º lugar, e a Guiné-Bissau, que se manteve no 157.º.

O processo eleitoral e pluralismo angolanos obtiveram 1,33 pontos, o funcionamento do governo 3,21, a participação política 4,44, a cultura política 4,38 e as libertades civis 3,24, o que resulta numa classificação global de 3,32, igual à do ano passado.

Angola é ainda um dos 40 países que registaram uma deterioração da liberdade de imprensa, revela o relatório.

Com um total de 1,99 pontos (igual a 2010), a Guiné-Bissau recebeu uma classificação de 2,08 no processo eleitoral, 0.00 no funcionamento do governo, 2,78 na participação política, 1,88 na cultura política e 3,24 nas liberdades civis.

O Índice da Democracia não refere São Tomé e Príncipe.

Moçambique: OPOSIÇÃO EXIGE FIM DE SECRETISMO NOS NEGÓCIOS DO ESTADO



ANGOLA PRESS

Maputo - Os líderes das bancadas parlamentares da RENAMO e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), principais partidos da oposição moçambicana, defenderam hoje (quarta-feira) o "fim de secretismo" nos negócios do Estado "a todos os níveis de governação", noticia a Lusa.

Discursando no encerramento da IV sessão ordinária da Assembleia da República, a chefe da bancada do maior partido da oposição no país, Angelina Enoque, disse que "a RENAMO entende que a administração da coisa pública não pode ser feita por secretismo" mas transparente.

"Exigimos transparência nos negócios do Estado e em tudo que seja de interesse público a todos os níveis de governação", disse Angelina Enoque, referindo-se especialmente aos megaprojectos.

Angelina Enoque considerou que os acordos firmados para a implantação dos megaprojectos em Moçambique "acontece no segredo dos deuses" entre o Governo e as multinacionais e que "há dificuldades de tornar público o que se assina, porque as 'luvas' ficariam à descoberto".

Um aspecto muito importante, segundo a parlamentar, é as vantagens para Moçambique dos megaprojectos. É justo que o povo saiba quanto é que o país ganha com estes empreendimentos comparativamente com que é explorado, vendido e exportado. Qual é o valor real dos produtos extraídos?", questionou.

Também o chefe da bancada do MDM, Lutero Simango, defendeu a publicação da informação sobre os negócios do Estado "para garantir uma gestão sólida" das finanças destas empresas, de modo a combater-se a corrupção".

"A política económica que a bancada parlamentar do MDM defende assenta na criação de riqueza e sua distribuição mais equitativa, promoção de maior de maior responsabilidade social e inclusiva do Estado, incluindo a sua transformação do melhor pagador e cumpridor das suas obrigações com os fornecedores nacionais de bens e serviços", disse Lutero Simango.

Contudo, a líder da bancada parlamentar da FRELIMO, partido no poder, Margarida Talapa, defendeu que as autoridades moçambicanas têm trabalhado bem para o progresso do país e que os partidos da oposição "não estão interessados em ver" os resultados das ações governativas.

Para esta oposição, o país deveria não só parar mas regredir, disse Margarida Talapa.

*Foto em Lusa