quarta-feira, 6 de julho de 2011

PORTUGAL FEDE, TEM LIXO QUE TRESANDA




ANTÓNIO VERÍSSIMO

AS MOODY'S SÃO TERRORISTAS… ABENÇOADAS

Temos o Cavaco no lixo. Temos o Portas no lixo. Temos o Coelho no lixo (estragação, porque é recomendável estar na panela depois de levar umas chumbadas ou uma cacetada atrás das orelhas e ir pra vinha d‘alhos). O novo governo está no lixo. Portugal e os portugueses estão no lixo. Foi a Moody’s que nos condenou. Que odores pestilentos. Nem se fala de outra coisa!

A notícia é contundente e surgiu ontem quase no final do dia em Portugal. Apanhou todos de surpresa e até eu tive dificuldades em encontrar um computador mais ou menos asseado nesta lixeira onde viemos parar. Mas encontrei depois de tanto porfiar. Por essa razão só agora consegui ficar online e vir com compreensível atraso aqui escoicear e zurrar. Tanto quanto sugere a Moody’s a trampa invade Belém do Cavaco, São Bento do Coelho, a Lapa do PSD, o Rato do PS, e o Caldas do CDS, para além de outros locais que já antes lançavam odores mal cheirosos a podridão e que agora já são problema de saúde pública. Tanto assim que esta manhã deparamos com imensos portugueses de mola da roupa no nariz em vez do tradicional “pircing” de argola à borrego.

Para quem anda a leste desta esterqueira lusa criada pela Moody’s e seitas congéneres o melhor é ler Economia: MOODY’S CORTA RATING DE PORTUGAL PARA LIXO , no Página Global, compilado da Agência Financeira. Ou então liguem a rádio na TSF ou nas tevês porque por lá não se fala noutra coisa. É um fartum de faladragem de doutores e dótores que vão dizendo de suas sabedorias sobre o caso. Alguns até falam com alguma dificuldade porque o lixo é demais. Ainda agora deu para ver um dótor com cascas de ovo e outras nhanhas na cabeça e restos de uma lasanha repleta de moscas varejeiras acabadas de nascer. Coitados dos operadores de câmaras que tiveram de ir para as esterqueiras para colher imagens e opiniões. O mesmo não se pode lamentar sobre os repórteres jornalistas. É que há muitos que até merecem morar nas esterqueiras, junto com os dótores. Aliás, os próprios também são dótores.

E então que tal é estar no lixo? Perguntamos com pertinência entre os portugueses. Não respondem, estão tão incomodados com o cheirete que nem abrem as bocas. Até parece que fecharam todos os orifícios do corpo. Estão estáticos no meio da trampa. Tal e qual quanto os seus cérebros em determinados dias, principalmente nos dias em que vão votar. Para não referir os dias em que deviam saber dizer basta, que são quase todos os do ano. Mal que não é só de Portugal mas sim da população mundial, enquanto não conseguir discernir o que é manipulação dos políticos e o que não é.

Há cerca de uma hora a Lusa de notícias fez sair da esterqueira de luxo (porque até no lixo existem diferenças de classe) uma declaração de Mira Amaral, um ex-ministro lixado, dizendo que “Decisão de descer 'rating' de Portugal para 'lixo' é “terrorista”. Pois é. Claro que aquilo que estes dótores das agências financeiras são é terroristas com ordens para matar a população mundial à fome, às mínguas, aos trabalhos esforçados e forçados… E o que couber no panelão global que o capital selvagem domina e vai cozinhando a seu modo e conveniência. Terroristas. Olha a grande verdade e novidade do Mira Amaral! Também ele dos tais que nos fazem passar as estopinhas para dar de barato aos que nos exploram.

Pois são terroristas… abençoadas, as agências Moody’s. Isso já foi dito e redito em outras prosas por milhentos. Mas só o são por causa dos dótores prostitutos que servem as agências, os monstruosos lobbies da exploração e etc. Os que até são capazes de ser traidores das classes que lhes pagaram os estudos e os sustentaram. Os filhos de uns quantos operários, jardineiros, escriturários e mais ralé que se esmifrou a trabalhar para conseguir proporcionar um canudo universitário aos filhos. E vai daí os gajos, os prostitutos, apanham-se dótores e vendem a alma aos diabos das finanças, aos grandes exploradores globais, aos novos negreiros deste e de outros séculos de lixo. Alguns destes dótores até renegam as suas raízes e se necessário abandonam os pais, a família, os amigos de infância e de adolescência. Incham e transformam-se em monstros de colarinhos brancos. Uns nojos que na realidade e com justiça merecem ser atirados para o lixo. Eles sim. Só esta parte da converseta dava pano para mangas. Mas chega de trazer para aqui estes mal cheirosos. Ainda mais os que se vendem na política e que nos parasitam através dos cargos que desempenham nesta democracia de lixo para o povão e de luxo para eles, para associados e seus donos. Bem podem usar os melhores perfumes que nunca deixam de cheirar à trampa que fazem e que representam sem rebuço.

Pois são terroristas. Todos eles. Até os que consciente ou “inconscientemente” nos têm vindo a aterrorizar ao longo da vida, ao longo dos séculos, ao longo dos milénios. E agora a ONU, a OTAN - NATO, vai invadir as agências financeiras tipo Moody’s? E vai bombardeá-las? Vai levá-las (aos seus responsáveis) ao Tribunal Internacional sob a acusação da prática de crimes contra a humanidade? Ou vão enforcar certos gajos extremistas do capitalismo como fez a Sadam? Executá-los como fez a Bin Laden? Irá bombardear certos palácios desses negreiros com napalm? E aos seus opulentos e lindos jardins vai regar com desfolhante como os USA fez, por exemplo, no Vietname?

Claro que não vai. Este é um crime consentido contra a humanidade. Consentido por altos lixos e até pela ONU do serviçal Ki-moon, como outros crimes que têm a sua concordância ou autismo. É que a estes terroristas nem uma sombra de “danos colaterais” lhes vai tocar. Eles são a origem das crises, são donos das crises, aplicam-nas com maior ou menor intensidade onde querem, afortunam-se cada vez mais e mais, são terroristas de facto, mas com todo o direito à impunidade e até à reverência dos políticos que eles próprios manuseiam como boas e bons prostitutos que são. Uma esterqueira de luxo mas sempre uma imensa esterqueira fedorenta. E muito graças aos dótores prostitutos e traidores, muitas vezes, das suas próprias origens. É bom não esquecer. Traidores de carências e sacrifícios que certos pais e famílias passaram para que eles pudessem agora faladrar, prostituírem-se a troco das suas colunas vertebrais, umas casaronas, uns bólides, umas piscinas, etc. Tudo lixo. Assim, parece que este mundo e a humanidade está um lixo. Afinal não é só Portugal que está lixo, até lá estão os que estão no luxo-lixo de Belém, de São Bento e de muitas outras lixeiras. Que fedor insuportável!

Cavaco Silva diz “não haver mínima justificação” para corte de rating feito a Portugal




PÚBLICO - LUSA

O Presidente da República considera "não haver a mínima justificação" para o corte de rating a Portugal por parte da agência de notação financeira Moody's e defende uma "resposta europeia" nesta matéria, disse à Lusa fonte oficial de Belém.

Em resposta a questões colocadas pela Lusa, sobre o corte de rating em quatro níveis efectuado terça-feira pela Moody's, fonte oficial da Presidência da República respondeu que o chefe de Estado “considera não haver a mínima justificação para que o rating de longo prazo de Portugal tenha sofrido tal corte”.

O Presidente da República, segundo a mesma fonte, “congratula-se com a condenação da atitude da agência de notação financeira Moody’s por parte da União Europeia, de instituições europeias e internacionais e de vários governos europeus”. 


Cavaco Silva defende ainda que “as questões em torno da avaliação do risco e da notação financeira dos Estados-Membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia”.

Ramos-Horta reafirma interesse de Timor-Leste em comprar dívida soberana portuguesa




i Online - Lusa

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, reiterou hoje o interesse do seu país em comprar dívida soberana portuguesa, numa operação que poderá envolver o Brasil e Angola.

Ramos-Horta, que se encontra em visita oficial a Cabo Verde, explicou que a proposta inicial foi reformulada e que neste momento Timor-Leste pretende comprar a dívida soberana de Portugal, juntamente com Brasil e Angola, numa operação que, segundo garantiu, tem o aval do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e do líder da oposição timorense.

A agência de notação financeira Moody''s cortou na terça-feira o rating de Portugal em quatro níveis, para ''junk'' (lixo).

“O que há de novo, aliás uma iniciativa que partiu de mim, mas secundada pelo senhor primeiro-ministro e o líder da oposição, Mari Alkatiri, portanto há um consenso nisto e para que haja impacto teríamos que estar associados com o Brasil e Angola numa operação que visaria comprar a dívida soberana portuguesa de cinco a dez anos de maturidade e não de um ano”, afirmou.

Ramos-Horta explicou que teria de ser a uma maturidade entre cinco a dez anos, já que no seu entender se for de um ano é uma “mera especulação para ganhar dinheiro rápido e fácil”.

“Nos compraríamos dívida soberana portuguesa de cinco e dez anos, negociando com Portugal a juros que sejam moralmente sustentáveis porque o que se passa é uma imoralidade dos mercados financeiros”, acrescentou.

O Presidente timorense esclareceu que esta operação não é “uma ajuda a Portugal”, mas sim um investimento.

“Eu clarifico a nossa postura, primeiro para contrariar alguma referência de que Timor-Leste pretende assim ajudar Portugal. Não parece ser uma descrição exata. Trata-se de um possível investimento que nós fazemos normalmente como qualquer país que tenha algum excedente financeiro e que decide fazê-lo. Fá-lo internamente no país em variados projetos ou regional e internacionalmente”, disse.

Ramos-Horta explicou ainda que a lei do Fundo Petrolífero do seu país, criado em 2004, obriga a um investimento de 90 por cento do fundo em títulos do tesouro norte-americano e 10 por cento em outros títulos.

“Os dez por cento já foram todos aplicados no ano passado e este ano. Agora o que se o prevê é a alteração da lei do Fundo do Petróleo para aumentar a percentagem de aplicação em outros investimentos que podem ser compra de dívida soberana ou investimentos estratégicos na Ásia ou em qualquer país do mundo que os nossos conselheiros entendem que seja a melhor aposta para Timor-leste”, disse.

“A compra da divida soberana portuguesa faz parte de todo este processo”, avançou.

Macau: CULTURA E IDENTIDADE DA GUINÉ-BISSAU ASSINALADAS NA REGIÃO




FV - LUSA

Macau, China, 06 jul (Lusa) -- A cultura e identidade da Guiné-Bissau vão estar em destaque sábado em Macau, com a apresentação do documentário "O Rio da Verdade", exposição de livros antigos, artesanato, e divulgação da gastronomia típica do país.

"Foi uma ótima ideia do Consulado de Portugal e é uma forma de criar uma maior aproximação com as gentes que vivem em Macau", disse à Agência Lusa António Barros, presidente da Associação dos Guineenses, Naturais e Amigos da Guiné Bissau, a propósito da iniciativa que decorrerá na Livraria Portuguesa.

Desta forma, continuou, consegue-se "uma maior atenção para os países lusófonos ao longo do ano, até agora concentrada na Festa da Lusofonia", habitualmente realizada no último trimestre do ano.

Ao lembrar que "Macau não está só ligado a Portugal, mas também aos países de língua portuguesa, desde os tempos dos Descobrimentos", António Barros salientou a importância da plataforma comercial de Macau com estes países e referiu que a Região Administrativa Especial chinesa e a Guiné Bissau partilham "uma cultura comum" sustentada na língua portuguesa. 

Além da exibição do documentário sobre o país "O Rio da Verdade", haverá lugar para a divulgação da música e artes clássicas da Guiné-Bissau, com destaque para o trabalho do pintor Augusto Trigo, representado em fotografias na Livraria Portuguesa.

Outros eventos culturais de relevo, como o Carnaval, estarão também reproduzidos em imagens e posters, havendo ainda espaço para uma mostra de artesanato e degustação de pratos e bebidas típicas, como a poncha da Guiné-Bissau.

A associação procurou ainda trazer alguns livros antigos para o Dia da Guiné-Bissau em Macau, incluindo alguns exemplares do "Boletim Cultural da Guiné-Bissau" -- entre um acervo total de 105 capas e 24.208 páginas produzidas entre 1946 e 1973 --, e outras obras mais abrangentes, como o "Estudo sobre a Etnologia do Ultramar".
A iniciativa dos dias dos países de língua portuguesa arrancou a 12 de março, com o Dia de Angola, seguindo-se-lhe o Dia do Brasil, a 09 de abril, e o Dia de Cabo Verde, a 28 de maio.
O Dia da Guiné-Bissau é o quarto dia lusófono a ser assinalado na Livraria Portuguesa, que vai seguir o calendário definido pelo Instituto Português do Oriente -- e que não segue qualquer data significativa nos países --, a 30 de julho, com o Dia de Macau. 

A 03 de setembro será a vez do Dia de Moçambique, e a 24 do mesmo mês terá início a semana de Portugal. Até ao final do ano, a 05 de novembro e 03 de dezembro, serão ainda celebrados, respetivamente, os dias de São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A iniciativa é dinamizada pelo Consulado de Portugal em conjunto com os consulados honorários e associações dos respetivos países, e conta com o apoio da TDM --Teledifusão de Macau, que exibe uma série de oito documentários realizados no âmbito do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão da CPLP -- Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Timor-Leste: Governo apela à imparcialidade das forças de segurança nas eleições de 2012




MSO - LUSA

Díli, 06 jul (Lusa) -- O secretário de Estado da Segurança, Francisco Guterres, apelou hoje aos agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) para atuarem "com neutralidade e imparcialidade" durante os períodos eleitorais de 2012. 

Francisco Guterres falava durante a cerimónia de encerramento do nono curso de manutenção de ordem pública e do oitavo curso de segurança e proteção a altas entidades, ministrado pela GNR ao Batalhão de Ordem Pública (BOP) da PNTL, que hoje se realizou no Comando Geral, em Díli.

O nono curso de manutenção da ordem pública foi frequentado por 19 instruendos, dos quais 15 obtiveram aproveitamento, e o oitavo curso de segurança e proteção a altas individualidades teve 14 formandos, dos quais 10 concluíram a formação com sucesso.

Francisco Guterres exortou os agentes da PNTL a continuarem a melhorar a sua atuação, tendo em vista assegurar a estabilidade durante os vários eventos a ocorrer em 2012, como as eleições presidenciais e parlamentares, apelando-lhes que "sirvam com neutralidade e imparcialidade o Estado e não partidos políticos ou alguns grupos".

Foi "um curso importante para os agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) por contribuir para melhorar a capacidade policial na manutenção da estabilidade e segurança do país", considerou.

"Espero que esta formação vá melhorar a capacidade da nossa polícia para proteger a comunidade e reforçar a confiança", disse.

O secretário de Estado elogiou a atuação da PNTL, que "começa a dar passos significativos na aquisição de conhecimentos e habilidades para intervir e solucionar conflitos, respondendo positivamente ao programa do Governo de reforma do setor da segurança".

"Muitas questões devem melhorar, especificamente o problema da renovação de meios logísticos, mas, apesar das limitações orçamentais, o Governo tem vindo a procurar criar condições que facilitem e melhorem o trabalho dos agentes da PNTL", afirmou.

Na mesma ocasião, Longuinhos Monteiro, comandante geral da PNTL, manifestou confiança nos seus homens, observando, no entanto, que a limitação dos recursos humanos é ainda uma preocupação do Comando Geral.

Longinhos Monteiro agradeceu à Guarda Nacional Republicana (GNR) a formação ministrada em várias valências e apelou ao Batalhão de Ordem Pública para refrescar a sua capacidade, treinando as aptidões que adquiriram, para, a qualquer momento, poder desempenhar cabalmente tarefas na manutenção da segurança no país.

Timor-Leste: CENSOS REVELAM AUMENTO DA POPULAÇÃO E DO DESEMPREGO




MSO - LUSA

Díli, 06 jul (Lusa) -- Aumento populacional e do desemprego, rápida migração para a capital, mais acesso a eletricidade, televisão e telemóvel e redução do analfabetismo, são dados revelados pelos últimos censos em Timor-Leste, cujos principais resultados vão ser apresentados sexta-feira.

Os principais resultados dos Censos à População e Habitação de 2010 vão ser divulgados pela Direção Nacional de Estatística, numa cerimónia que deverá contar com a presença do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, da ministra das Finanças, Emília Pires, e do representante Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), Pornchai Suchitta. 

De acordo com fonte do Ministério das Finanças, "no vasto material estatístico destacam-se algumas tendências como o grande aumento da população total, a migração rápida para Díli continua, as taxas de alfabetização estão a melhorar e um grande número de novas oportunidades de trabalho será necessário para reverter a tendência de declínio da participação da força de trabalho e das taxas de emprego". 

Dos dados recolhidos conclui-se também que "o número de domicílios com acesso a equipamentos sociais como telefones celulares, TV e eletricidade aumentou dramaticamente", mas, em aparente contradição, "nove em cada dez famílias timorenses ainda usam lenha para cozinhar".

Além de dados sobre o acesso às comodidades domésticas, taxas de alfabetização e de emprego, os censos contêm indicadores sobre a produção agrícola e pecuária, número de matrículas escolares, materiais usados na habitação e saneamento, bem como pessoas com diferentes tipos de deficiência, entre outros.

Os dados foram processados de forma a permitir uma leitura comparativa dos diferentes indicadores entre as áreas rural e urbana, homens e mulheres, e entre diferentes grupos etários.

De acordo com o relatório preliminar lançado no final de 2010, a população de Timor-Leste aumentou 15 por cento em seis anos, sendo atualmente de 1.066.582 habitantes.

Comparativamente a 2004, ano em que se haviam realizado os últimos censos populacionais, houve um acréscimo de 143.384 pessoas, sendo que o distrito de Díli foi o que mais cresceu, tendo agora 234.331 habitantes (21.97 por cento do total da população do país), quando em 2004 possuía 175.730.

Do total de habitantes do país, mantém-se a prevalência do sexo masculino, que já se verificava em 2004, sendo que existem 541.147 homens e 525.435 mulheres.

No que respeita à densidade populacional, situa-se agora nos 71.5 por quilómetro quadrado, quando em 2004 era de 61.9 sendo os distritos de Díli, Ermera, Liquiçá, Oecusse, Baucau e Ainaro os mais povoados e os de Manatuto, Lautem, Manufahi e Viqueque aqueles que têm menor concentração populacional.

Os Censos 2010 foram realizados em todo o país entre 11 e 25 de julho do ano passado.

Além do relatório principal que vai agora ser apresentado, a Direção Nacional de Estatística tem prevista a publicação, até ao final do ano, de relatórios temáticos sobre fecundidade, mortalidade, migração e urbanização, educação, projeções de população, força de trabalho, agricultura, deficiência e dimensões de género.

O Censo 2010 é uma parceria entre o Governo de Timor-Leste e o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

Cabo Verde: José Ramos-Horta em visita de Estado ao país reúne-se hoje com Pedro Pires




EL - LUSA

Cidade da Praia, 06 jun (Lusa) -- O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, prossegue hoje a sua visita de Estado a Cabo Verde, e tem agendado um encontro com o seu homólogo cabo-verdiano, Pedro Pires, com quem trocará condecorações.

José Ramos-Horta, que termina a estada em Cabo Verde na sexta-feira, faz ainda hoje visitas de cortesia ao primeiro-ministro José Maria Neves e à Câmara Municipal da Praia.

Da parte da tarde, Ramos-Horta deverá visitar alguns setores da administração pública, como o Núcleo Operacional da Sociedade de informação (NOSI) e a Casa do Cidadão, para conhecer a experiência cabo-verdiana em termos de governação eletrónica.

O chefe de Estado timorense foi o convidado especial das autoridades cabo-verdianas para a sessão solene no parlamento, onde decorreram terça-feira as celebrações oficiais do 36º aniversário da independência.

Passos Coelho: CORTE DO RATING FOI UM “MURRO NO ESTÔMAGO”




LF – AGÊNCIA FINANCEIRA

Dívida do país está na categoria «lixo»
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, classificou esta quarta-feira como um «murro no estômago» a decisão da agência Moody`s de cortar em quatro níveis o rating de Portugal, colocando a dívida do país na categoria de «lixo».

«É o chamado murro no estômago», afirmou Pedro Passos Coelho, numa declaração transmitida pela RTP.

O PSD já veio dizer que a descida do rating é «muito discutível», o CDS considera-a pouco «compreensível». Na oposição, há partidos que dizem que as políticas de austeridade não acalmam a especulação.

Esta afirmação do primeiro-ministro foi proferida durante o período de recolha de imagens que antecedeu as reuniões com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais.

No final do encontro e questionado sobre o estado de espírito que encontrou junto do primeiro-ministro em relação a esta decisão, o presidente da CIP, António Saraiva, respondeu: «Mostrou-nos, obviamente, uma desagradável surpresa - o murro no estômago é (uma expressão) do senhor primeiro-ministro».

Antes, António Saraiva também tinha utilizado esta expressão para comentar a decisão da agência.

A agência de notação financeira Moody`s cortou na terça-feira em quatro níveis o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de «lixo» (junk).

A Moody`s argumentou que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados no segundo semestre de 2013.

Referiu também que existe uma «possibilidade crescente de a participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição» para esse segundo resgate, à semelhança do que está a ser estudado no âmbito de um segundo pacote de ajuda à Grécia.

Um terceiro argumento utilizado pela Moody`s prende-se com o agravamento dos receios de que Portugal não seja capaz de cumprir a totalidade das metas de redução do défice e da dívida acordadas com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no âmbito do empréstimo de 78 mil milhões de euros.

*Foto em Lusa

OCDE: PORTUGAL FOI O 3º PAÍS COM MAIOR QUEDA DO PIB





À frente de Portugal ficaram apenas a Austrália e o Japão

O PIB português teve a terceira maior queda do conjunto de países que integra a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), recuando 0,6 por cento no primeiro trimestre deste ano.

À frente de Portugal, que manteve o ritmo recessivo dos últimos três meses de 2010, ficaram apenas a Austrália (-1,2%) e o Japão (-0,9%), segundo as contas trimestrais da OCDE.

No conjunto de países da organização, o PIB cresceu 0,5% no primeiro trimestre, mantendo o ritmo dos últimos três meses do ano passado, embora com um menor contributo do consumo privado, que foi compensado pelo efeito da variação dos inventários.

O consumo contribuiu apenas com duas décimas para a subida do PIB entre Janeiro e Março, o nível mais baixo do segundo trimestre de 2009, quando tinha pesado quatro décimas no último trimestre do exercício anterior.

Quais foram os países onde economia mais cresceu?

Pelo contrário, os inventários das empresas contribuíram com uma décima, quando tinham tido um impacto negativo de quatro décimas entre Outubro e Dezembro.

As exportações juntaram uma décima à subida do PIB no primeiro trimestre, muito abaixo das quatro décimas do último trimestre de 2010.

Alemanha, Canadá e França foram os países da OCDE onde a economia mais cresceu, avançando 1,5%, 1% e 0,9%, respectivamente.

O PIB dos Estados Unidos da América e do Reino Unido progrediu 0,5%, Espanha 0,3% e Itália 0,1%, abaixo da média de 0,8% da Zona Euro.

A Estónia foi o país que teve um crescimento mais expressivo (2,4%).

Islândia, Turquia, Coreia do Sul, Irlanda, Chile, Israel e Bélgica também tiveram crescimentos acima de 1%.

Economia: MOODY’S CORTA RATING DE PORTUGAL PARA LIXO





Agência de notação alerta para novos cortes

Moody's cortou esta 3ª feira o rating da dívida portuguesa em quatro níveis para «Ba2», o que corresponde à categoria de «lixo» (junk). Este nível é considerado «especulativo» e de «não investimento».

Para além do corte, a Moody's mantém uma perspectiva negativa para a dívida portuguesa, o que significa que não está posta de parte a possibilidade de um novo corte da notação.

Na decisão da agência financeira pesaram as dúvidas de que Portugal consiga reduzir o défice e estabilizar a dívida de acordo com as metas inscritas no acordo com a troika.

Citada pela Reuters, a Moody's explica existir um elevado risco de o país vir a precisar de um novo pacote de resgate antes de conseguir regressar aos mercados de capitais, e acrescenta que existe uma probabilidade crescente de Portugal não conseguir financiar-se a taxas de juro sustentáveis nos mercados de capitais na segunda metade de 2013 e por mais algum tempo depois disso.

Ou seja, a Moody's prevê que acontecerá a Portugal o mesmo que aconteceu à Grécia, e considera por isso mais provável que também no caso português os investidores privados venham a ser envolvidos.

A Moody's alerta que Portugal enfrenta um desafio «formidável» já que tem de, simultaneamente, reduzir a despesa, combater a evasão fiscal, estimular o crescimento económico e apoiar o sistema bancário, que no seu entender, pode vir a necessitar de mais ajudas do que aquelas que estão previstas no acordo com a troika.

Esta é a primeira das três grandes agências a classificar como «lixo» a dívida nacional, já que tanto a Standard & Poor's como a Fitch atribuem actualmente à dívida nacional uma nota de BBB-, o último degrau antes de «lixo».

No entanto, a Fitch, que também mantém uma perspectiva negativa para a dívida soberana portuguesa, avisou já que vai rever a sua avaliação, consoante a solução que for encontrada para a situação grega. A S&P, por seu lado, avisou também que a classificação da dívida nacional pode baixar se o país falhar as metas de consolidação orçamental.

De acordo com o analista da Moody¿s, Anthony Thomas, esta perspectiva negativa pode confirmar-se ou ser revista para «estável», dependendo da solução que for encontrada para a Grécia. Para que a perspectiva sobre a dívida portuguesa melhore, avisa, «os políticos europeus têm de mudar a sua atitude em relação aos credores privados». Ou seja, o envolvimento dos credores privados na ajuda à Grécia, através da renegociação dos prazos de pagamento, será muito provavelmente encarado como «incumprimento» por parte da Grécia, seja ele selectivo ou não.

O Governo já reagiu, através do Ministério das Finanças, considerando que
a agência não teve em conta o impacto do imposto especial anunciado na semana passada.

Do mesmo modo, também os economistas
João Duque e Manuel Caldeira Cabral criticaram a agência, considerando que o corte é injustificado. Luís Nazaré considerou mesmo que, pelas regras do mercado, e dadas as provas de «incompetência», as agências de rating já deviam ter sido «varridas» da cena internacional.

O Estado e as empresas portuguesas
pagam nove milhões de euros por ano.

São Tomé e Príncipe: Delfim Neves poderá ser reintegrado na lista de candidatos presidenciais




MYB - LUSA

São Tomé 05 jul (Lusa) - Delfim Neves poderá vir a reintegrar a lista de candidatos às eleições presidenciais deste mês, disse à Lusa uma fonte da sua candidatura.

Excluído na semana passada pelo Tribunal Constitucional por dupla nacionalidade, o candidato, apoiado pelo Partido da Convergência Democrática (PCD), do qual é vice-presidente, "desdobrou-se nos últimos dias em expedientes" junto da Conservatória do Registo Central de Lisboa para renunciar à nacionalidade portuguesa e poder, assim, legalizar a sua candidatura.

O seu mandatário, Pascoal Daio já disse que entregou esta segunda-feira no Tribunal Constitucional os "documentos necessários e exigidos por lei" para que o candidato possa concorrer a estas eleições.

O porta-voz da Comissão Eleitoral Nacional, por seu lado, admitiu a possibilidade de poder vir a haver "mais um candidato" nas próximas 48 horas.

João Ramos diz, no entanto, que tudo ainda vai depender da decisão do Tribunal Constitucional.

"Tudo dependerá do novo Edital do Supremo Tribunal de Justiça para a alteração definitiva ou não da lista dos candidatos" explicou o porta-voz da CEN.


Moçambique: PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS AUMENTAM 8% A PARTIR DE 4ª FEIRA




MMT - LUSA

Maputo, 05 jul (Lusa) -- O governo moçambicano anunciou um aumento de preços de combustíveis em oito por cento, a partir da meia-noite de quarta-feira, dois meses depois de os custos de combustíveis terem subido entre cinco e 10 por cento.

De acordo com a nova tabela, a gasolina passa a custar 47,52 meticais (1,16 euros) por litro, contra os anteriores 44 meticais (0,96 euros), enquanto o gasóleo sobre para 36,81 meticais (0,89 euros) o litro, contra 34,08 meticais (0,75 euros).

O petróleo de iluminação passa de 26,52 (0,58 euros) para 28,64 meticais (0.69 euros), enquanto o gás de cozinha mantém o valor de 55,58 meticais (1,22 euros), indica uma nota do Ministério da Energia enviada à Agência Lusa.

Aquando do último aumento, em abril, o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, disse que Moçambique gastou 361 milhões de euros em 2010 na importação de combustíveis, contra 273 milhões de euros em 2004.

Em comunicado, o governo justificou os novos valores com o "agravamento nos preços de importação de combustíveis".

Em Moçambique, os preços dos combustíveis são revistos mensalmente e alterados sempre que o custo base de cada produto mostre, face à última atualização efetuada, uma variação superior a três por cento ou ocorra uma alteração do valor das imposições fiscais sobre estes produtos.

Vale deverá investir em mina de fosfato e num novo jazigo de carvão a partir de 2012




MMT - LUSA

Maputo, 05 jul (Lusa) -- A mineira brasileira Vale deverá apresentar, em 2012, ao governo moçambicano, um estudo de viabilidade para a exploração de uma mina de fosfato em Nampula, que deverá ter a mesma dimensão que a de carvão de Moatize.

O diretor nacional de Minas de Moçambique, Eduardo Alexandre, disse hoje aos jornalistas que, no próximo ano, a empresa brasileira Vale vai apresentar o estudo de viabilidade da mina, mas considerou que o projeto "é bastante interessante".

"Nós temos um projeto de fosfato bastante interessante em Nampula, que vai ser implementado pela empresa Vale, cujo produto final será a produção de fertilizantes. Em termos de dimensão vai ser um projeto tão grande como o de carvão em Tete", explorado pela multinacional brasileira, disse Eduardo Alexandre, à margem da conferência sobre o carvão, que arrancou hoje em Maputo.

Fosfato é um dos três nutrientes primários das plantas e é um componente dos fertilizantes para a agricultura.

O fosfato é extraído de depósitos de rocha sedimentária e tratado quimicamente para aumentar a sua concentração e torná-lo mais solúvel, o que facilita a sua absorção pelas plantas.

Recentemente, a companhia brasileira anunciou que quer produzir este ano um milhão e meio de toneladas de carvão na sua mina em Moatize, previsão que aumenta em 75 por cento as anteriores projeções.

Anteriormente, a empresa que explora uma das principais jazidas na província de Tete, onde se julga estarem as maiores reservas de carvão do mundo, tinha previsto produzir 850 mil toneladas em 2011.

Segundo o diretor nacional de Minas de Moçambique, a empresa brasileira deverá igualmente apresentar, em 2013, um novo projeto de exploração de carvão na bacia de Maniamba, em Niassa, norte do país, que cobre uma área de quatro mil quilómetros quadrados.

"Na bacia de Maniamba, ainda não temos informação sobre reservas existentes", mas "temos agora sete empresas que estão a fazer a prospeção e pesquisa, duas delas são a Vale e a Rivarsdale", disse Eduardo Alexandre.

"Os relatórios muito preliminares" entregues ao executivo moçambicano pelas empresas "apontam para a existência de carvão térmico para grandes quantidades", referiu Eduardo Alexandre, assinalando que "na bacia de Maniamba há um grande potencial como na de Moatize".

"Mas, como disse, ainda não temos números de reservas totais. Esta informação vai aparecer, penso, nos próximos dois anos", adiantou.

Timor-Leste: LOCAIS SAGRADOS NÃO SÃO SÍTIOS DE NAMORO




SAPO TL

Timor-Leste tem muito potencial na área do turismo. Na capital Díli, e durante os fins-de-semana, a zona da Areia Branca e Cristo Rei é invadida tanto por locais como por estrangeiros. Contudo, não existe segurança suficiente para os transeuntes.

Segundo o jornal STL, Joana Soares, uma local timorense, exigiu que o governo tomasse medidas necessárias para que as pessoas possam passear tranquilamente.

“A estátua João Paulo II em Tasi-Tolu e Cristo Rei são dois locais que necessitam uma segurança redobrada para que, por exemplo, os animais não destruam a paisagem envolvente,”diz.

No entanto, há um outro motivo. “É frequente as pessoas dirigirem-se a estes locais para namorar, isto é inadmissível. Os locais são para momentos de reflexão, não de namoro,” explica Joana Soares ao jornal STL, ontem Terça-Feira, na igreja Ai-mutin, em Dili.

SAPO TL
com Suara Timor Lorosae

Timor-Leste: CEFTEC ENTREGA PRIMEIROS CERTIFICADOS




SAPO TL

O Centro de Formação Técnica de Comunicação (CEFTEC), da Secretaria de Estado do Conselho de Ministros (SECM), terminou o primeiro módulo do Curso de Comunicação – Escrita de Imprensa – com a entrega dos certificados aos 15 formandos, avança a página do Governo Timor-Leste.
O objectivo principal do CEFTEC é contribuir para a melhoria da comunicação – não só interministerial como entre o Governo e a Sociedade Civil. Pretende-se uma maior qualidade e eficácia da informação difundida nos meios de comunicação de âmbito nacional, regional e local.

Para isso, é desenvolvido o aperfeiçoamento e a qualificação dos Profissionais da Comunicação da Função Pública dotando-os com ferramentas técnicas actuais, das áreas da comunicação.

Segundo a página do governo timorense, o CEFTEC recorre a uma bolsa de formadores composta por profissionais nacionais e internacionais das diversas áreas da comunicação, nomeadamente professores universitários, jornalistas e técnicos de diversas áreas que, possuindo currículo e experiência relevantes, asseguram o nível de formação exigida. O sucesso das formações deve-se muito ao trabalho conjunto entre o formador e o tradutor.

Em caso de necessidade e para assegurar a compreensão dos formandos, os cursos são bilingues, com traduções simultâneas de português ou inglês para tétum. Esta metodologia é, ainda, uma mais-valia para a aprendizagem das línguas oficiais.

*SAPO TL com Governo Timor-Leste

Austrália: Polícia descobriu cadáver de mulher morta há oito anos numa casa em Sidney




PNE - LUSA

Sidney, 06 jul (Lusa) -- A polícia australiana informou hoje que descobriu numa casa em Sidney o cadáver de uma mulher que morreu há oito anos.

A polícia forçou a entrada na casa depois de ter recebido a chamada de uma cunhada da falecida, a sua única familiar viva, que não a via desde 2003.

A descoberta surpreendeu os vizinhos que pensavam que a casa estava abandonada há anos.

A polícia adiantou que o corpo vai agora ser oficialmente identificado e que a mulher iria cumprir em agosto 87 anos.

"Isto serve para recordar que não devemos perder de vista os nossos vizinhos, especialmente os mais velhos", disse um agente da polícia australiana.

Austrália: Parlamento vai votar troca dos logos por imagens chocantes nos maços de cigarros




DM - LUSA

Camberra, 06 jul (Lusa) -- O Governo australiano apresentou hoje no parlamento a proposta de lei que prevê a substituição dos logótipos existentes nos maços de cigarros por imagens que remetem para as doenças provocadas pelo consumo de tabaco.

O diploma estabelece que todos cigarros devem ser vendidos em embalagens verde-azeitona e a troca dos nomes das marcas por avisos de saúde a partir de maio de 2012.

A proposta apresentada aos deputados estará perto de se tornar lei, dado que o principal partido da oposição já expressou o seu apoio.

Com as novas regras, o Governo acredita que irá fazer os maços de tabaco menos atrativos para os consumidores, o que poderá tornar a Austrália no país mais duro no que concerne à publicidade ao tabaco.

Várias empresas da indústria tabaqueira ameaçaram avançar com processos legais, entre elas o gigante Philip Morris, que alegou que a ação diminui ilegalmente o "valor" da sua marca.

Polícia obteve novo poder em forçar as mulheres muçulmanas de burca para revelar rosto


Foto@EPA / DEAN LEWINS AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA

SAPO TL

Na foto de arquivo de 17 de Maio de 2010 de uma mulher de burca ou com o rosto coberto durante um protesto de flash mob, no distrito central de negócios, Sydney, Austrália.

Mulheres muçulmanas na Austrália no estado mais populoso Nova Gales do Sul podem ser forçadas a retirar suas burcas durante os operações de trânsito de rotina sob os novos poderes dados à polícia no dia 04 de julho de 2011. Barry Farrell, premier de Nova Gales do Sul, disse que o seu governo tinha aprovado os novos poderes para que a polícia consiga identificar os motoristas ou qualquer pessoa suspeita de um crime.

A mudança veio depois de um processo judicial controverso envolvendo uma mulher muçulmana, Carnita Matthews, 47 anos, que foi parada por um polícia devido a uma infração de trânsito em junho de 2010, enquanto ela estava a conduzir e tinha uma burca completa.

Brasil: DILMA DEFENDE CONSTRUÇÃO DE GRANDES HIDROELÉTRICAS NO PAÍS




FYRO - LUSA

Rio de Janeiro, 05 jul (Lusa) -- A Presidente do Brasil Dilma Rousseff exaltou hoje o potencial hidroelétrico do país e defendeu a construção de centrais hidroelétricas de grande porte, durante a cerimónia de inauguração das obras de desvio do rio Madeira, em Rondónia.

"Nos últimos anos, havíamos parado a estratégia de construção de usinas (central) hidroelétricas de grande porte no Brasil e recentemente retornamos. Santo António reflete esse momento do Brasil, em que voltamos a pensar em nosso desenvolvimento", declarou a Presidente.

Dilma foi à cidade de Porto Velho, no norte do país, especialmente para marcar o início das obras de desvio do rio Madeira, onde está a ser construído um complexo hidroelétrico, com duas mega centrais geradoras, conhecidas como Santo António e Jirau.

A central de Santo António, que terá capacidade para produzir 3.500 megawatts de energia, começou a ser construída em 2008 e deverá estar concluída ainda este ano. O desvio do rio faz parte da fase preliminar de enchimento do reservatório.

A declaração de Dilma, que defendeu a produção da energia "limpa", em detrimento da construção de mais centrais nucleares e termoelétricas, ocorre num momento em que o Brasil tem sofrido forte pressão internacional por causa dos megaprojetos hidroelétricos em andamento.

Diversas organizações internacionais de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos, em especial os dos povos indígenas, acusam os projetos do governo de colocar em risco a sobrevivência de tribos indígenas que vivem isoladas na região Amazónica, além de serem responsáveis por grandes operações de desflorestação em áreas de rica biodiversidade.

Mais recentemente, a central hidroelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, também no norte do país, foi alvo de um relatório da Amnistia Internacional que pedia que o Ibama (órgão responsável pela concessão de licenças ambientais no país) não autorizasse o início das obras.

Em abril, a Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) solicitou oficialmente ao governo brasileiro que nenhuma obra fosse executada até que as obrigações dos estudos de impacto ambiental fossem cumpridas.

Na ocasião, o governo brasileiro emitiu uma resposta na qual dizia ter recebido com "perplexidade" as recomendações que, a seu ver, seriam "precipitadas e injustificáveis".

Brasil: COMUNIDADES AFRO-DESCENDENTES REIVINDICAM DIREITOS





Brasília - Os representantes das comunidades quilombolas do Paraná estão reunidos em Curitiba para a elaboração de um plano de trabalho sobre as principais exigências dessas populações.

De acordo com a directora de Programas da Secretaria de Políticas de Comunidades Tradicionais da (Seppir), Silvany Euclênio Silva, o principal desafio é a questão da titulação das terras.

«O Brasil é muito mais quilombola do que imaginamos», disse a representante do Governo brasileiro ao falar da situação das 4 mil comunidades identificadas em todo o território brasileiro. Do total de 4 mil, 1,6 mil são certificadas pela Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira.

O estado do Paraná abriga 36 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares que, exigem medidas que deverão ser adoptadas em conjunto pelos governos federal, estadual, municipal e os quilombolas.

Nos próximos dias a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial brasileira, Luiza Bairros, estará no Paraná para assinar um termo de cooperação que possibilitará a execução do plano que está a ser elaborado.

(c) PNN Portuguese News Network

Evo Morales: “AMÉRICA DO SUL DEVE CONSTRUIR UMA ALIANÇA ESTRATÉGICA”




Martín Granovsky - Página/12 – Carta Maior

Em entrevista ao jornal Página/12, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fala sobre sua experiência como presidente, sobre os programas sociais que está implantando para beneficiar a população mais pobre e defende uma aliança estratégica entre os países da América do Sul. “Devemos fazer uma aliança estratégica com toda a América do Sul para a tecnologia. Porque a América do Sul já é a mãe de todos os recursos estratégicos do mundo. Temos a Amazônia, água doce...É uma esperança para o mundo. É preciso desenvolver uma nova tese. A tese da vida, da humanidade”.

O jogo da noite entre Argentina e Bolívia e o gasoduto para trazer gás ao norte argentino eram os grandes temas da visita de Evo Morales a Argentina até que surgiu o protesto da comunidade judaica pela viagem do ministro de Defesa iraniano a La Paz. São 11 horas da manhã e Evo acaba de se despedir dos dirigentes da DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas). Saíram sorridentes. Talvez contagiados pela tranquilidade que emana hoje desse presidente aymara e ex-dirigente sindical que, no último dia 22 de janeiro, completou cinco anos no Palácio Queimado.

- Nunca sonhei em ser presidente – diz Evo. Nunca pensei que iria ser presidente.

- Nunca?

- Até 2002, jamais. Jamais. Eu, de tão baixo. Quando meus companheiros me propuseram ser candidato à presidência, em 1997, pensei que estavam gozando com minha cara.

- Mas o elegeram deputado.

- Sim. Fui candidato a presidente em 2002, e a candidatura surpreendeu a mim mesmo. Eu candidato? Foi uma satisfação. E depois, em 2005, ganhamos, mas temos muito que seguir aprendendo no novo sentido da política boliviana: antes o povo era escravo do governo. Agora o governo é escravo do povo. Está a serviço do povo.

- Os bolivianos votaram várias vezes em eleições presidenciais e para a reforma da Constituição. Como faz um presidente para avaliar o sentimento popular a cada dia?

- As reuniões com os movimentos sociais permitem saber como servir ao povo. Os resultados de gestão não só satisfazem como causam orgulho quando o povo se sente atendido em suas demandas. Nem sempre é suficiente, claro, por que os recursos são limitados. Mas sempre escutamos.

- Os dirigentes da DAIA que tiveram a entrevista com você comentaram isso: que os escutou, que admitiu ter cometido um erro e que eles acreditaram.

- Houve problemas e nós os reconhecemos. Melhor aprender errando. Melhor não ocultar as coisas. Assim a vida é melhor. Essa é minha experiência na família, no sindicalismo e no governo.

- Admitir um erro não pode ser tomado como sintoma de debilidade?

- Para mim não. Alguém sempre pergunta por que eu reconheço isso. Quem não comete erros? Lamentamos coisas que não estavam em nossos planos e expressamos nosso reconhecimento.

- Qual é o interesse nacional boliviano com o gasoduto que começou a ser negociado com a Argentina em 2006 e do conversou com a presidenta (Cristina Fernandez Kirchner)?

- A Bolívia, lamentavelmente em boa parte, viveu de seus recursos naturais. Em um primeiro momento a borracha, depois o estanho e, mais tarde, o gás. As relações que iniciamos com o presidente Néstor Kirchner tiveram continuidade com os acordos com a companheira Cristina e com a construção do gasoduto Juana Azurduy, tão importante para os dois povos, um que será abastecido de gás e o outro que se beneficiará disso. Ao mesmo tempo, estamos melhorando a economia da Bolívia e prestando um serviço ao povo argentino. Falei muito sobre isso com a companheira Cristina. Ela conhece o tema. Não parece advogada, mas sim uma petroleira. Garantir energia frente à crise do mundo, no marco da complementariedade, é importante. Nós necessitamos do povo argentino e de seu governo e se eles precisam de nós, aqui estamos. Eu nunca esqueço que, quando nos faltou trigo e farinha para o pão, a Argentina nos socorreu. Não sei como fez, mas o trigo ajudou a nossa felicidade.

- A nova Constituição estabelece um Estado plurinacional. Como está funcionando a construção?

- Nossa história mostra tantos irmãos assassinados, enforcados, esquartejados, discriminados, marginalizados...Houve rebeliões com resultados nefastos, mas nessas rebeliões nossos antepassados defenderam a identidade e os recursos naturais. Agora estamos em uma revolução. Não com balas; Com o voto. O Estado plurinacional se constrói também via um processo de descolonização. Três etapas: Rebelião, revolução, descolonização. Esta etapa não é fácil. Podemos mudar normas e procedimentos pelas quais um funcionário público se converterá em um servidor público. Mas é mais difícil mudar a mentalidade.

- A do funcionário?

- Sim. Por sorte, na Bolívia o povo começa a pensar diferente sobre a política. No passado, o político era visto como delinquente, como um meliante, um ladrão, um farsante. Estamos mudando isso. Agora, ser político é prestar serviço ao povo por tempo determinado.

O que significa por tempo determinado?

- Que depende dos tempos da democracia, dos mandatos, do voto. Antes ser político era dizer: “Isso é meu. Aproveitarei”. Terminamos com isso na Bolívia. O povo era escravo do governo. Em meu gabinete há intelectuais e profissionais que poderiam estar ganhando melhor em outro trabalho. Mas se somam a esse trabalho para prestar um serviço por tempo determinado. E descolonizar também é a busca da soberania com igualdade de todos os bolivianos. Não pode haver uns vivendo no luxo e outros que morrem de fome. Não podem existir essas diferenças de família para família e tampouco de país para país, ou de continente para continente. Esse milênio não deve ser o das oligarquias, hierarquias e monarquias. Olhemos as reações que temos nestes dias em outros continentes. Na Europa, por exemplo. Antes eles olhavam para a América Latina. E o que viam? Os golpes militares, as ditaduras, crises, convulsões, mortos. A Bolívia, antes de eu chegar à presidência, teve cinco presidentes em cinco anos.

- Nós ganhamos: cinco em uma semana.

- Sim. E eu não posso acreditar: entrei no sexto ano da presidência. Isso quer dizer que estamos mudando.

- Bom, e pelo Honoris Causa da Universidade de Córdoba já é o doutor Evo Morales.

-E sou doutor, sim. Mas o que vale é o que estamos mudando no plano estrutural, no econômico e financeiro. Estamos nos libertando financeiramente. O próximo passo é tecnológico e científico. Devemos fazer uma aliança estratégica com toda a América do Sul para a tecnologia. Porque a América do Sul já é a mãe de todos os recursos estratégicos do mundo. Temos a Amazônia, água doce...É uma esperança para o mundo. É preciso desenvolver uma nova tese. A tese da vida, da humanidade. Falamos muito sobre isso com o companheiro Néstor Kirchner.

- Vocês se conheceram antes da presidência.

- Sim. Néstor foi muito prático em suas recomendações e sugestões. Para mim segue sendo um pai político. Quando comecei como presidente, lá estava Néstor, lá estava Lula, lá estava Chávez para suas sugestões e recomendações.

- Qual foi a recomendação mais importante?

- O serviço ao povo. E lembro a ajuda que me deu em Tarija. Ele me disse: “Se perceber que as empresas não querem investir, pega o telefone e me liga que a Argentina vai investir”. Talvez possa ser entendida como uma mensagem simbólica. Mas foi muito importante. Nós, presidentes, devemos nos ajudar também em temas de investimento.

- Qual é, no plano mundial, a novidade boliviana em termos de identidade e desenvolvimento dos povos originários?

- Programas, por exemplo. Para os setores mais pobres das comunidades indígenas o governo está garantindo 70% do investimento para empreendimentos produtivos. Os beneficiados contribuem com os outros 30%. O Banco Mundial está exportando este programa para a África. Outro programa: a criança que termina o ano escolar recebe um pequeno bônus de 200 bolivianos ao ano. O segredo deste bônus é evitar que haja novos analfabetos. Estamos conseguindo diminuir a evasão escolar, especialmente nas áreas rurais do altiplano e nos bairros periféricos das cidades. Baixamos a evasão de 6 para 2% e temos que impedir que surjam novos analfabetos. Outro programa ainda: os mais pobres, os abandonados, os que trabalharam durante toda a vida, recebem cerca de 200 bolivianos por mês. Não é muito, mas é alguma coisa. Nas áreas rurais, o idoso que recebe sua renda resolve seu problema de água e de luz. E estamos entregando terra, ainda que alguns sejam muito ambiciosos.

- O que querem?

- Em lugar de 50 hectares, querem 150. Não é possível. Alguns dizem: “Aproveito a presidência do companheiro Evo, do irmão Evo, porque depois não haverá essa chance”.

- Como é o estado atual da unidade da Bolívia, sobretudo em relação a Santa Cruz de la Sierra? Os enfrentamentos de 2008 são coisa do passado?

- Antes se falava da meia lua. Isso acabou. Agora é a lua inteira. Nosso movimento se baseia na política do bem viver, não do viver melhor. Seu você quer viver melhor, tem que roubar, saquear os recursos, explorar. Isso nós podemos garantir porque meu partido, o dos mais pobres, dos camponeses indígenas originários, tem dois terços da Câmara de Deputados e dois terços da Câmara de Senadores. Isso nunca aconteceu na história da Bolívia. Há um sentimento popular que simpatiza com as mudanças profundas. E isso apesar das corridas aos bancos, que fracassaram. Ou do boicote para que falte açúcar ou azeite e para que joguem a culpa em cima de mim. Mas estamos sempre preparados para aprender errando, errando.

- Mauricio Macri disse que um dos problemas da Argentina, e repetiu isso, é o que chamou de “imigração descontrolada”. Como reagiu ao ouvi-lo?

- Respeitamos as opiniões de todos. Cada um tem direito a expressar o que pensa e o que sente. Mas somos todos latino-americanos. Todos somos sulamericanos. Temos a obrigação de compartilhar. Mas não só na Bolívia, também na Europa, na Espanha e em outros países o boliviano é visto como honesto e trabalhador. Veio aqui buscar melhores condições de vida. Mas também contribui para o desenvolvimento da Argentina. Assim ocorre sempre com as migrações. As externas e as internas. Na Bolívia vemos o que ocorre com os que chegam a Cochabamba, ou com os que vão de Potosi ou Oruro para Santa Cruz. Por isso, em Santa Cruz se encontra gente de origens tão diferentes. Vão trabalhar. Assim ajudam o desenvolvimento. Na América Latina ocorre o mesmo. Nos complementamos para viver juntos.

Tradução: Katarina Peixoto