sexta-feira, 6 de maio de 2011

A ERA PÓS-NUCLEAR




Ignacio Ramonet – Outras Palavras

Fukushima abala as equações energéticas. É preciso interromper agora a construção de centrais atômicas e desmontar rapidamente as ativas

Fukushima marca, em matéria de energia atômica, o fim de uma ilusão e o começo da era pós-nuclear. Classificado atualmente como de nível 7, o mais elevado na escala internacional dos incidentes nucleares (INES), o desastre japonês é comparável ao de Chernobyl (na Ucrânia, em 1986), em razão de seus “efeitos radioativos consideráveis sobre a saúde das pessoas e o ambiente”.

O abalo de magnitude 9 e o formidável tsunami que, sacudiram com brutalidade inédita, em 11 de março, o nordeste do Japão, provocaram a cataśtrofe atual e abalaram as certezas dos defensores da energia atômica civil.

Curiosamente, a indústria nuclear vivia talvez a melhor época de sua história. Dezenas de construções de centrais estavam previstas, num grande número de países. Por duas rezões, essencialmente. Primeiro, a perspectiva de um esgotamento do petróleo até o final do século, assim como o crescimento exponencial da demanda energética por parte dos “gigantes emergentes” (China, Índia, Brasil) faziam do átomo a energia substituta por excelência. Além disso, porque a tomada de consciência coletiva, diante dos perigos da mudança climática causada pelos gases do efeito-estufa, conduzia paradoxalmente a preferir a energia nuclear, vista como “limpa”, por não produzir CO2.

A estes dois argumentos recentes, somam-se os pretextos habituais: o da soberania energética e o da menor dependência em relação aos países exportadores de hidrocarbonetos; o baixo custo da energia produzida; e, mesmo que parece insólito no contexto atual, a segurança. Afirmava-se que as 441 centrais nucleares do mundo (metade na Europa Ocidental) só viveram, durante o último meio século, três acidentes graves.

Todos estes argumentos – que não são absurdos – voaram em pedaços diante da dimensão excepcional do desastre de Fukushima. O novo pânico que o cataclismo despertou, agora de dimensões mundiais, baseia-se em diversas constatações. Em primeiro lugar, e ao contrário de Chernobyl (atribuído, em parte por razões ideológicas, à obsolescência da tecnologia soviética), o incidente registrado agora ocorreu num dos centros tecnológicos mais avançados do mundo, num país onde se imagina (por ter sido vítima, em 1945, do único inferno atômico militar) que as autoridades e os técnicos tenham tomado todas as precauções para evitar um desastre nuclear civil. Se o Estado mais apto e mais vigilante não foi capaz de evitar a catástrofe, é razoável que os outros continuem a brincar com o fogo atômico?

Em segundo lugar, as consequências temporais e espaciais do desastre de Fukushima são aterradoras. Devido à radiatividade muito forte, as áreas em torno da central terão de permanecer desabitadas por milênios. Zonas um pouco mais distantes, por séculos. Milhões de pessoas serão definitivamente deslocadas, para territórios menos contaminados. Deverão abandonar para sempre suas propriedades e atividades industriais, agrícolas ou de pesca.

Além da região-mártir propriamente dita, os efeitos radiativos se farão sentir na saúde de dezenas de milhões de japoneses. E sem dúvida também sobre diversos vizinhos. Coreanos, russos, chineses… Sem excluir outros habitantes do hemisfério Norte, o que confirma que um acidente nuclear nunca é local, mas sempre planetário

Em terceiro lugar, Fukushima demonstrou que a questão da suposta “soberania energética” é muito relativa. Porque a produção de energia nuclear supõe outra sujeição: a “dependência tecnológica”. A despeito de seu enorme avanço técnico, o próprio Japão foi obrigado a recorrer a experts norte-americanos, franceses, russos e coreanos (além dos especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica), para tentar reassumir o controle sobre os reatores acidentados.

Como se não bastasse, os recursos de urânio do planeta são extremamente limitados. Calcula-se que, ao ritmo de exploração atual, as reservas mundiais do mineral estarão esgotadas em 80 anos. Ou seja: ao mesmo tempo que o petróleo…

Por todas estas razões e muitas outras (a eletricidade nuclear, por exemplo, não é mais barata), os defensores da opção nuclear deveriam admitir que Fukushima modificou radicalmente o enunciado do problema energético. E que, a partir de agora, quatro imperativos se impõem: deixar de construir novas centrais; desmontar as que existem num prazo máximo de, digamos, trinta anos; impor uma frugalidade máxima no consumo da energia; e mergulhar a fundo sobre as energias renováveis. Somente assim, talvez, seja possível salvar o planeta. E a humanidade.

OS ESTADOS UNIDOS CANSADOS DE GUERRA




Immanuel Wallerstein - Tradução: Daniela Frabasile – Outras Palavras

Wallerstein desenha cenário da próxima eleição presidencial norte-americana e prevê:  sentimento anti-militar crescerá; Obama terá de mover-se à esquerda

Os Estados Unidos estão atualmente envolvidos em três guerras no Oriente Médio – no Afeganistão, no Iraque e agora na Líbia. Mantêm bases militares em todo o mundo, em mais de 150 países. Têm relações tensas com a Coréia do Norte e com o Irã, e nunca descartaram a possibilidade de ação militar.

Quando começou, em 2002, a guerra do Afeganistão tinha grande apoio da opinião pública estadunidense e em outros países. A guerra no Iraque tinha quase o mesmo apoio da opinião pública norte-americana quando começou, em 2003, mas muito menos defensores em outros países. Agora, os Estados Unidos semi-envolvidos na Líbia. Menos da metade do público estadunidense é favorável, e há muita oposição no resto do mundo.

As pesquisas mais recentes nos EUA mostram oposição não apenas à operação na Líbia, mas também à permanência no Afeganistão. Os pesquisadores estão falando em “desgaste de guerra”, tanto quanto possível, uma vez que é difícil argumentar que os Estados Unidos foram vitoriosos em algum desses conflitos.

O conflito na Líbia está indo em direção a um longo pântano. No Afeganistão, todos estão tentando imaginar uma solução política, o que significaria aceitar que o Talibã participe do governo e talvez mesmo controle sozinho o poder, em pouco tempo. No Iraque, os Estados Unidos planejam retirar suas tropas em 31 de dezembro. Ofereceram manter 20 mil soldados por mais tempo, contanto que o governo iraquiano solicite, e que faça isso logo. O primeiro ministro iraquiano Nouri al-Maliki pode estar tentado, mas o movimento liderado por Muqtaba al-Sadr [forte especialmente entre os xiitas pobres (nota da tradução)] afirma que, se ele o fizer, retirá seu apoio, e o governo cairá.

O mais interessante, no entanto, é o que pode acontecer na política interna dos Estados Unidos no ano que vem, frente a uma eleição presidencial. Desde 1945, o Partido Republicano planeja sua campanha como o partido que apoia fortemente o exército, e acusa o Partido Democrata de ser muito suave. Os democratas sempre reagiram procurando provar que não eram. Na prática não havia muita diferença nas políticas verdadeiramente executadas, qualquer que fosse o partido na presidência. De fato, as maiores guerras – Coréia e Vietnã – foram iniciadas com presidentes democratas.

O Partido Democrata sempre teve um grupo, considerado sua ala esquerda, mais crítico em relação a essas guerras, e esse grupo continua existindo e protestando. Porém, entre os políticos eleitos, esses democratas sempre foram minoria, e foram amplamente ignorados.

O Partido Republicano era mais unido em relação ao programa de apoio estável ao exército e às guerras. Raros políticos republicanos sustentavam visões diferentes. Eles vêm da ala ultra-liberais [orig: “libertarian”] do partido, e o político mais conhecida com essa visão foi o deputado Ron Paul, do Arizona. Ele também foi um dos poucos políticos a julgar que o apoio ilimitado dos Estados Unidos a Israel era uma má ideia.

No momento, é este o ponto em que estamos, na corrida presidencial. Barack Obama será o candidato democrata. Ele é incontestável no partido. O quadro no Partido Republicano é o oposto. Existem dez ou doze pré-candidados, e nenhum deles é claramente o favorito. A corrida dentro do partido está totalmente em aberto.

O que isso significa para a política externa? Ron Paul busca a nomeação. Em 2008, ele quase não teve apoio. Agora, sua campanha vai melhor. Isso se deve, em parte, à posição forte quanto às políticas fiscais, mas suas posições em relação à guerra estão chamando atenção. Além disso, um novo candidato entrou na disputa. Ele é Gary Johnson, ex-governador republicano do Novo México. Também é ultra-liberais, e tem visões ainda mais fortes que Paul em relação à guerra. Johnson pede retirada total e imediata do Afeganistão, do Iraque e da Líbia.

Dado o amplo apoio de vários potenciais candidatos, certamente haverá programas de TV em que todos os candidatos republicanos irão falar e debater. Se Johnson fizer de sua opinião sobre a guerra o grande argumento da campanha, isso assegurará que todos os candidatos republicanos terão que abordá-la.

Quando isso acontecer, descobriremos que o chamado Tea Party republicano está profundamente dividido na questão do envolvimento nas guerras. Subitamente, todo o país estará debatendo essa questão. Barack Obama descobrirá que a posição de centro, que está tentando manter, moveu-se de repente para a esquerda. Para permanecer ao centro, ele também terá que caminhar à esquerda.

Esse será um importante ponto de virada na políticas dos Estados Unidos. A ideia de que tropas devem retornar se tornará uma grande possibilidade. Alguns irão se irritar, porque os Estados Unidos estarão exibindo fraqueza. E de certo modo, isso será verdade. É parte do declínio dos Estados Unidos. Irá lembrar aos políticos estadunidenses, no entanto, que entrar em guerras exige grande apoio da opinião pública. E nessa combinação de pressões geopolíticas e econômicas que todos sentem, o “cansaço de guerra” é um grave fator a partir de agora.

Angola: III Encontro dos Bancos Centrais da CPLP decorre em Benguela




ANGOLA PRESS

Benguela – A cidade de Benguela alberga desde quinta-feira o terceiro encontro sobre emissão e tesouraria dos Bancos Centrais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com vista ao reforço das relações de cooperação multilateral entre as instituições financeiras da comunidade.

Durante o evento, que termina sábado numa das unidades hoteleiras de Benguela, os participantes, entre directores e técnicos das áreas de emissão e tesouraria dos Bancos Centrais da CPLP, vão falar sobre a contrafacção e da modernização dos processos de saneamento e destruição de notas.

Ao intervir na abertura do certame, o vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), André Lopes, afirmou que o encontro, bianual, tem sido uma oportunidade para a troca de experiência e debate sobre temas ligados à gestão e a distribuição do meio circulante na comunidade.

Mostrou-se convencido de que as conclusões e recomendações permitirão melhorias das políticas de gestão do meio circulante dos bancos centrais da comunidade lusófona, devendo, por isso, cada país contribuir para os objectivos comuns.

Referiu que os governadores dos bancos centrais institucionalizaram este fórum em função da importância do intercâmbio do ponto de vista intelectual para uma uniformização do processo de trabalho sem prejuízo das realidades de cada país.

André Lopes destacou a problemática da emissão e tesouraria envolvendo a distribuição e o saneamento, a par da destruição do numerário, pelo que há necessidade de garantir níveis adequados de disponibilidade deste importante meio de pagamento em todo
território nacional.

Para o responsável, essa questão constitui um dos focos de preocupação premente dos bancos centrais não apenas pelo papel que desempenham no âmbito da condução da política monetária, mas pelos elevados custos e consideráveis riscos operacionais para o manuseio e transportação.

Salientou que de um tempo a esta parte o país iniciou a implementação de instrumentos automáticos e contínuos de saneamento e destruição de notas para viabilizar esta actividade vulnerável e equacionar soluções que envolvam outros autores.

Acredita que seja oportunidade de partilhar ideias sobre a custódia de valores da contrafacção, da modernização dos processos de saneamento, destruição de notas, entre outros desafios que os países africanos enfrentam face aos meios alternativos de pagamentos electrónicos.

“Pretendemos ainda que os responsáveis e técnicos da gestão do meio circulante partilhem e interajam com as demais realidades, conhecendo as experiências mais avançadas e tirar ilações que contribuam para a consolidação da força e reorganização em curso no banco central”, frisou.

O II encontro de emissão e tesouraria dos Bancos Centrais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa decorreu há dos anos na cidade de Maputo, em Moçambique.

Portugal: "Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades" - Cavaco





O presidente da República, Cavaco Silva, falou ao país, comentando o auxílio financeiro a Portugal. As condições do acordo assinado com troika traduzem, no essencial, o diagnóstico da situação actual, sublinhou Cavaco Silva. "Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades", disse, apelando à poupança das famílias e do Estado.

O Presidente da República afirmou hoje que o programa de ajuda externa "não é o fim de um processo mas o início de um longo caminho", sublinhando que "os riscos de colapso de financiamento" tornaram "inadiável" o pedido de auxílio.

"Nos últimos anos, o endividamento das finanças portuguesas aumentou a um ritmo incomportável", disse Cavaco Silva, sublinhando a dependência do sistema bancário nacional do Banco Centro Europeu.

"Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades", disse Cavaco Silva, considerando ser esta "uma oportunidade" para o país "mudar de vida". O presidente da República apelou à poupança das famílias, mas também do Estado. "O Estado tem de dar exemplo na contenção dos gastos", disse.

Portugal vai receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, cujos detalhes foram na quinta-feira anunciados publicamente, ficando obrigado a aprovar um conjunto de medidas para reduzir os gastos do Estado que abrangem diversos sectores.


Sindicato dos Jornalistas apela a boicote a conferências de imprensa condicionadas




JORNALISTAS – 06 maio 2011

A prática de convocar órgãos de comunicação social para conferências de imprensa em que os jornalistas não podem fazer perguntas e em que a recolha de imagens é limitada às televisões deve merecer o boicote dos profissionais da comunicação social, advoga o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado divulgado esta tarde, 6 de Maio.

No documento, o SJ lembra que cabe aos jornalistas "não só o direito mas também o dever de fazer perguntas, de completar e contrastar as informações recebidas, pois é por isso que o público – os cidadãos – confia neles e na sua mediação profissional, pelo que devem insistir na satisfação desse direito e na concretização desse dever".

O SJ recomenda ainda, se os condicionamentos à informação persistirem, que os jornalistas e os órgãos de informação para os quais trabalham apresentem queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social por atentado à liberdade de informação.

É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:

SJ apela ao boicote a “conferências de imprensa sem direito a perguntas”

1.O Sindicato dos Jornalistas (SJ) verifica que está a instalar-se e a alargar-se a prática de convocação de órgãos de comunicação social para conferências de imprensa, ou para “simples” declarações à imprensa, nas quais não é concedida a possibilidade de os jornalistas obterem esclarecimentos ou informações complementares às declarações proferidas nesses acontecimentos, sendo também, nalguns casos, vedada a recolha de fotografias, limitando a imagem à das televisões.

2.O SJ verifica ainda que começa mesmo a vulgarizar-se a expressão “conferência de imprensa sem direito a perguntas”, em si mesma estranha ao conceito de informação livre em democracia, que reveste especial gravidade quando praticada por detentores de altos cargos no Estado e por dirigentes e partidos políticos.

3.Tal prática, traduzida numa deliberada fuga ao dever de esclarecimento cabal dos cidadãos, de forma a habilitá-los a tomar decisões informadas e conscientes, e que bem poderia ser dispensada pela simples emissão de comunicados, transforma os jornalistas em “pés-de-microfone” e representa um verdadeiro atentado à liberdade de informação.

4.Quem se propõe transmitir algo aos cidadãos através da mediação pessoal dos jornalistas (situação bem diversa da emissão de um comunicado), deve estar disponível para prestar informações complementares que os profissionais de informação considerem úteis ao esclarecimento do público, sem prejuízo do direito dos organizadores das conferências de imprensa a estabelecer regras de funcionamento equilibrado.

5.Aos jornalistas, cabe não só o direito mas também o dever de fazer perguntas, de completar e contrastar as informações recebidas, pois é por isso que o público – os cidadãos – confia neles e na sua mediação profissional, pelo que devem insistir na satisfação desse direito e na concretização desse dever.

6.Quem se propõe apresentar-se perante os cidadãos para expor as suas ideias e propostas através de acontecimentos abertos à comunicação social também não pode arrogar-se o direito de discriminar os profissionais em função das técnicas que usam nem do meio em que trabalham, pelo que também não é aceitável que nomeadamente os repórteres fotográficos sejam impedidos de aceder a eles.

7.Caso persistam as práticas que aqui se denunciam, os jornalistas e os órgãos de informação para os quais trabalham devem tomar medidas muito claras, boicotando as chamadas conferências de imprensa sem direito a perguntas e/ou sem direito a fotografias e apresentando queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social por atentado à liberdade de informação.

8.Em relação às acções de boicote, o SJ sugere desde já as seguintes medidas:

a)Não comparência nas conferências de imprensa anunciadas com interdição de perguntas;

b)Abandono imediato do local, se os jornalistas forem informados de que não poderão fazer perguntas;

c)Não publicação das declarações que não possam ser objecto de perguntas ou, em alternativa, publicação das perguntas que os jornalistas pretendiam fazer e para as quais não puderam obter respostas;

d)Não publicação de qualquer foto, nem mesmo de arquivo e muito menos cedidas pelos organizadores das “conferências de imprensa”, se tiver sido impedido o acesso de repórteres fotográficos, deixando em branco o espaço a ela destinado.

9.O SJ reconhece que a concretização prática das medidas propostas levanta sérios problemas ao desempenho de um jornalismo excessivamente dependente de declarações e demasiado competitivo, mas sublinha que os jornalistas no terreno, os jornalistas na retaguarda das redacções e os responsáveis editoriais não podem deixar de dar uma resposta inequívoca e consequente a uma prática antidemocrática. Nesse sentido, apela à solidariedade pela causa da liberdade de imprensa, que também nestes casos está em risco.

Lisboa, 6 de Maio de 2011

A Direcção

Bin Laden: ANGELA MERKEL PROCESSADA, PORQUE NÃO OS OUTROS?




ANTÓNIO VERÍSSIMO

TERRORISMO DE ESTADO – DE RAMOS HORTA A OBAMA

A notícia é fresquinha, saída há pouco da forja que está a moldar o que há de relacionado com a presumível morte de Bin Laden. Presumível porque até hoje não foram mostradas provas de que os alegados polícias, juízes, carrascos e cangalheiro de Bin Laden fizeram aquilo que divulgaram. Mesmo assim a notícia da matança de Bin Laden é credível por conhecermos a cultura de vingança e de desprezo pela vida manifestada pelos responsaveis estadunidense. Também porque encontramos bastante plausibilidade nas reações de reprovação do mundo árabe junto com o seu luto. Ainda por mais, mas basta de alongar a escrita.

Na Europa, submissa lacaia dos crimes dos EUA, ainda há pessoas decentes. Desta feita um juiz processou a neonazi Ângela Merkel devido ao seu exuberante contentamento pelo crime de invasão de um país estrangeiro e assassinato de Bin Laden, em total violação do direito internacional. Futuramente iremos saber se o juiz alemão vai manter a sua decisão e se não lhe acontecerá o mesmo que a Baltazar Garzon, em Espanha, ao querer fazer valer consequências dos crimes do fascista Franco. Garzon foi excomungado até por seus colegas juízes e muito mais pelo sistema pronazi (a que chamam liberal) que prevalece em Espanha, como por quase toda a Europa e muito por todo o mundo. Daqui por mais uns tempos poderá acontecer que saibamos das agruras do juiz que processou Angel Merkel.

A legislação que deu azo a que Merkel fosse processada existe na maior parte dos países do mundo ocidental. Merkel foi processada “ao abrigo de um artigo do Código penal germânico que coloca a aprovação de delitos sob a alçada da lei”. Nem mais. Sabemos que Merkel não foi a única dirigente política do mundo a rejubilar com o crime made in EUA e a manifestar-se publicamente. Vimos Durão Barroso, um par destes personagens pró-crime – um sério cúmplice de Bush e dos crimes praticados no Iraque – mostrar-se exultante e parabenizar o regime Obama pela ação e execução sumária do terrorista Bin Laden. Vimos imensos regozijos da classe política mundial ter a mesma reação, de júbilo pelo crime ou pelos crimes. Júbilo manifestado - com maior ou menor exuberância - e concordante com violações do direito internacional.

Como não podia deixar de acontecer também o presidente Ramos Horta saiu à liça e teve a mesma reação de todos os que lambem o trazeiro e apertam os atacadores dos sapatos aos EUA. Algures pelas notícias encontrarão as suas palavras e o seu regozijo. Mas de Horta não será de admirar. Horta é um sério adepto da pena de morte, já assim se manifestou, e das execuções sumárias.

Vimos exatamente isso em sua casa em 11 de Fevereiro de 2008, onde atraíram e executaram Alfredo Alves Reinado, major das F-FDTL. Terrível foi que Horta também estava na lista de pessoas a abater e foi vítima de balázios preparados especialmente para ele. Mas salvou-se, felizmente. Salvou-se mas não aprendeu. Posteriormente tudo fez para ilibar os verdadeiros responsáveis pelos acontecimentos daquele dia. Conseguindo-o. Levando a que o Tribunal Distrital de Díli condenasse inocentes… Que ele depois libertou por via administrativa-presidencial. O que provará que ele sabia toda ou quase toda a verdade sobre o 11 de Fevereiro e sobre a execução sumária e criminosa de Alfredo Reinado. Relativamente a Ramos Horta não nos admiremos. E é ele Nobel da Paz.

A propensão para a concordância ou até com a participação em práticas criminosas parece fazer parte de alguns dos laureados nobéis. A lembrar, já aqui, dois. Horta e Obama. O que leva o galardão nobilíssimo a ter cada vez mais semelhanças com as bostas do gado que anda a pastar pelos prados. Pior ainda porque as bostas fertilizam os solos e aqueles Nobel não. Como eucaliptos secam quase tudo à sua volta.

Sem muito mais na escrita “promulgo” que se leia a notícia em baixo pespegada sobre a razão desta prosa e também que meditemos urgentemente sobre o aparente sindicato de crime organizado e terrorismo de estado que envolve os atuais dirigentes mundiais, do maior ao menor. Sobre a hipocrisia, desumanidade, mentes criminosas e práticas ilícitas impunes destes políticos e dirigentes de países que mostram ter o maior desprezo pela vida dos seus semelhantes. Sejam Bin Laden, Reinado, ou principalmente absolutos inocentes – que são os que eles mais aprovam assassinar, direta ou indiretamente, em maior número. Classificando-os depois de “danos colaterais”.

Uma boa atitude seria processar todos os dirigentes de países que exultaram e aprovaram os crimes praticados pelos EUA, para ver se aprendiam que se devem submeter às leis e ao direito internacional. Ao respeito pela justiça, democracia e pela vida humana. Até dos que não a respeitaram e que devem ser julgados por tribunais e condenados se for decisão. Como devia ter acontecido neste caso do terrorista Bin Laden.

Em baixo a notícia sobre a dona da Europa, Merkel, extraído de Jornal de Negócios.

Angela Merkel processada por juiz por se ter alegrado com morte de líder da Al Qaida

JORNAL DE NEGÓCIOS – 06 maio 2011

Um juiz alemão processou a chanceler Angela Merkel, por esta se ter alegrado publicamente com a morte do líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, num ataque de forças especiais norte-americanas, em no Paquistão.

A queixa-crime contra a dirigente democrata-cristão foi apresentada ao abrigo de um artigo do Código penal germânico que coloca a aprovação de delitos sob a alçada da lei, confirmou hoje o Ministério Público de Hamburgo, Wilhelm Moeller.

Merkel declarou na segunda feira, logo após a Casa Branca ter anunciado o êxito da operação contra Bin Laden, que se congratulava com a morte do chefe da Al-Qaida, o qual assumiu a autoria moral dos atentados de 11 de Setembro de 2011, nos EUA, em que morreram mais de três mil pessoas.

"Alegro-me por terem conseguido matar Bin Laden", disse Merkel na chancelaria federal.

A afirmação já tinha sido criticada por várias personalidades da vida pública alemã, incluindo membros da União Democrata Cristã (CDU), o partido da chefe do governo.

Na opinião do magistrado que apresentou a queixa, Heinz Uthmann, tal afirmação, "proferida pela filha de um pastor protestante, está para além de todos os valores, como a dignidade humana, a misericórdia e os valores do estado de Direito", afirma-se na fundamentação da queixa, entregue na quinta feira no ministério público de Hamburgo.

O jurista, 54 anos, exerce as funções de juiz no Tribunal de Trabalho de Hamburgo há 21 anos, e disse a um jornal de Berlim que é "um cidadão cumpridor das leis e que jurou fazer cumprir a justiça e o Direito", acrescentando que as afirmações de Merkel "revelam um comportamento indigno".

A chanceler tinha entretanto suavizado a sua declaração, através do porta-voz do executivo, admitindo que compreende que haja críticas às palavras que proferiu.


Brasil: INFLAÇÃO CONTINUA ALTA, MAS GOVERNO ACREDITA QUE PIOR JÁ PASSOU




ANDRÉ BARROCAL – CARTA MAIOR

Aumento de preços no ano atinge metade do limite máximo admitido em 2001 pelo governo e, em doze meses, supera o teto. Mas equipe econômica aposta que preços vão subir em ritmo normal a partir de agora e comemora: não 'derrubou economia', como queria o 'mercado', e mantém Brasil com 'excelentes perspectivas'. Situação sob controle abre espaço para agenda política da gestão Dilma Rousseff.

BRASÍLIA – A inflação de abril foi de 0,77 %, informou nesta sexta-feira (6/05) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos quatro primeiros meses do ano, soma 3,2%, metade do valor máximo que o governo aceita em 2011 (6,5%). Em doze meses, supera a meta (6,51%). Para impedir que os adversários políticos tirem proveito do tema mais delicado do início da gestão Dilma Rousseff, o discurso oficial repete que o governo fará tudo para controlar os preços. Em público e nos bastidores, no entanto, o governo começa a dar sinais de quem acha que o pior já passou. E com motivos para ser comemorado. O país continua crescendo. E, no fim no processo de combater a pressão inflacionária artual, terá juros menores do que o “mercado” queria, facilitando o plano de derrubá-los até 2014.

O sinal mais claro de confiança emitido pelo governo até agora partiu do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. Na véspera do anúncio do IBGE, ele foi a uma audiência pública no Congresso e disparou: “em maio, vai cair bem a inflação” e “o cidadão comum vai sentir a inflação mais baixa ao longo do ano”.

Segundo Tombini, a partir de junho ou julho, a inflação vai subir de 0,35% a 0,40% ao mês, patamar que não se verifica desde setembro e projeta índice anual de 4,5%. Esta é a meta que o governo se propõe a perseguir todos os anos mas que, em 2011, foi abandonada. Na visão da presidenta Dilma e sua equipe, buscá-la exigiria derrubar a economia de tal forma que demoraria para reerguê-la, e a um alto custo. Só em 2012, é que o alvo de 4,5% voltará.

Dados 'frios'

Embora não tenha sido citada por Tombini, uma série de dados recentes sugere o esfriamento da inflação ou de fatores que a pressionam. Na última quarta-feira (04/05), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou pesquisa que aponta “arrefecimento do crédito” como “resultado da ação do governo”. Em outras palavras, caiu o número de empréstimos, porque o governo tirou dinheiro da praça, e menos crédito significa vendas menores e espaço reduzido para aumento de preços.

No mesmo dia, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) informava que os lojistas estavam um pouco mais desanimados com as perspectivas de vendas, enquanto o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Econômicas (Dieese) dizia que o custo de vida na cidade de São Paulo subira em abril menos do que em março.

O
mesmo Dieese tinha divulgado, um dia antes, que, em abril, o preço da cesta básica caíra em 14 de 17 capitais do país. Números da equipe econômica que chegaram à presidenta já tinham mostrado que, no primeiro trimestre, o preço da cesta básica inclusive recuara, dando conforto político à presidenta.

Outros dados conhecidos nos últimos dias que sustentam o otimismo do governo são a queda de um tipo de índice de inflação que IBGE tem apenas para o empresariado, a previsão da Associação Comercial de São Paulo de que as vendas nos Dias das Mães vão crescer mas um pouco menos e uma estimativa idêntica da associação das montadoras (Anfavea) para o comércio de carros em 2011.

Queda de braço

O problema é que os sinais de desaceleração da economia e a confiança do governo parecem não convencer o chamado “mercado”. Analistas do setor ou identificados com a linha de pensamento do “mercado” dizem, por exemplo, que a demanda interna não caiu como deveria, que no fim do ano negociações salariais vão pressionar a inflação de novo e que o juro do BC deveria ter subido mais.

Por isso que, há oito semanas, pesquisa periódica do Banco Central junto ao “mercado” aponta expectativas crescentes de inflação. “Esse é um pessismo que se reflete na sociedade”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada dia 29 de abril, o medo das pessoas está acima do normal.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita ter uma explicação simples para o comportamento do “mercado”. “Quem reclama, queria taxas de juros maiores, para ganhar mais dinheiro”, afirmou ele na última terça-feira (03/05), em audiência pública no Senado. “Críticas sempre vão ocorrer. Mas é preciso saber as razões”, completou.

Custos a comemorar

Na avaliação da equipe econômica, o modo escolhido para enfrentar a inflação desde o fim de 2010, com mais armas do que o juro do BC, deveria ser comemorado. Quando o processo terminar, haverá uma taxa de juros mais baixa do que esperava o “mercado”. Nas contas do governo, as medidas alternativas impediram que a maior taxa de juro do planeta subisse cerca de dois pontos percentuais. Assim, com ela menor, será mais fácil para o plano da presidenta Dilma Rousseff de chegar ao fim do mandato com um juro parecido com que se vê pelo mundo.

Além disso, o país não parou de crescer, de gerar emprego e renda, mesmo que num ritmo menor. “De nada vale uma inflação controlada com uma economia que não cresce” afirmou o presidente do Banco Central, que vê “excelentes perspectivas” para o Brasil. “Não queremos derrubar a demanda que foi construída com sacrifício”, disse Mantega.

Com a missão quase cumprida de abater a inflação este ano, o governo terá mais espaço, segundo assessores, para impor sua agenda política e anunciar projetos. O mais vistoso deles deverá vir a público ainda em maio, o plano de tirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema (vivem com menos de R$ 70 mensais).

Guiné Conacry: GUINEENSES VENDEM RINS A 10 MIL DÓLARES




PANAPRESS

Conakry, Guiné (PANA) – O secretário de Estado guineense dos Serviços Especiais e Luta contra o Tráfico de Droga e Grande Banditismo, coronel Moussa Tiégboro Camara, revelou quarta-feira nas antenas da Rádio nacional que os Guineenses "vendem os seus rins a 10 mil dólares americanos".

Segundo ele, o fenómeno estaria mais espalhado no meio rural.

«Pessoas de má fé, influenciadas pelo ganho fácil levam os analfabetos a vender os seus rins. Estes órgãos são reexportados para os países do Norte onde eles são revendidos a preços de ouro. As intervenções fazem-se, às vezes a céu aberto, com pessoas que não têm nenhuma qualificação”, denunciou o coronel Camara.

Após ter visitado recentemente várias clínicas instaladas em Conakry, nomeadamente nos bairros populares onde médicos chineses oferecem os seus serviços a pacientes considerados como pobres, o coronel Camara indica ter obtido, com o apoio do Ministério da Saúde, o encerramento de todas as estruturas que não respondem às normas requeridas.

Ele garantiu que os seus serviços contribuíram, no termo das visitas às clínicas,  na transferência para os centros especializados de vários pacientes em mau estado, operados em clínicas improvisadas.

«As clínicas improvisadas matam como as drogas que estão no centro do meu combate », sublinhou o coronel Camara, membro da Junta que tomou o poder em 2008 e que ocupava as mesmas funções que lhe permitiram deter dezenas de pessoas acusadas de tráfico de drogas.


EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES AU MENTAM EM CABO VERDE





Praia, Cabo Verde (PANA) - As exportações e as importações cabo-verdianas aumentaram respetivamente 27,4 porcento e 21,4 porcento no primeiro trimestre de 2011 face ao período homólogo do ano transato, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) do arquipélago.

Os mesmos dados do comércio externo apurados pelo INE revelam também que o défice da balança comercial aumentou 21,0  porcento e que a taxa de cobertura cresceu 0,3 pontos percentuais.

No período em apreço, a Europa continuou sendo o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo 98,1 porcento do total das exportações que foram de um bilião e 120 milhões de escudos (cerca de 10, 18 milhões de euros).

A evolução positiva das exportações cabo-verdianas para as zonas económicas da Europa, da Ásia e da América foi de 32,1 porcento,  75,0 porcento e 20,0 porcento respetivamente, enquanto África absorveu 0,1 porcento.

A Espanha lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde na zona económica europeia, representando 77,3 porcento do total das exportações (78,7 do total da zona económica em que se insere), ao passo que Portugal ocupou o segundo lugar com 20,4 porcento do total, e a A Índia e os Estados Unidos a terceira posição com 0,6 porcento.

As exportações de Cabo Verde tiveram uma evolução positiva para todos os países menos para Portugal que diminuiu 30,4 porcento.

Os principais produtos de exportação de Cabo Verde foram  a conserva de peixe (45,4 porcento), peixes, crustáceos e moluscos (34,3 pc), calçados (10,6 pc) e vestuários (6,9 pc).

No mesmo período, as reexportações em Cabo Verde, quando comparadas com o trimestre homólogo de 2010, registaram uma queda de 49,8 porcento, ao passar de quatro biliões e 667 milhões de escudos (4,24 milhões de dólares) para dois biliões e 341 milhões de escudoss (2,12 milhões de euros).
 
Quanto às importações, Cabo Verde registou uma ascensão dos 13 biliões e 215 milhões de escudos (cerca de 12 milhões de euros)  totalizados nos primeiros três meses de 2010 para  a 16 biliões e 42 milhões de escudos  (cerca de 14,5 milhões de euros) no mesmo período este ano.

O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 76,7 porcento do volume total contra 76,8 porcento do mesmo período do ano anterior, com uma variação positiva de 21,2 porcento.

As importações provenientes da África e da Ásia diminuíram, se comparadas com o mesmo período de 2010, respetivamente 28,4 porcento e 7,2 porcento.

A América representou 11,9 porcento do total das importações cabo-verdianas, no primeiro trimestre de 2011, contra 7,7 porcento no mesmo período do ano transato, traduzindo-se numa evolução positiva de 87,2 porcento.

Portugal manteve a sua liderança entre os fornecedores de Cabo Verde, com 40,6 porcento do total contra 41,8 porcentp no mesmo período de 2010, seguido dos Países Baixos com 13,8 porcento contra 14,9 porcento no primeiro trimestre de 2010.

ANGOLA PREPARA REGRESSO DE REFUGIADOS





Cerca de cem mil pessoas deverão ser realojadas em Angola depois de regressarem de alguns países de África onde viviam como refugiados.

Cerca de cem mil pessoas deverão ser realojadas em Angola depois de regressarem de alguns países de África onde viviam como refugiados.

O processo que já integrou cerca de 92 mil angolanos tem enfrentado alguns contratempos como por exemplo aqueles relacionados com o sistema de desminagem que decorre nas áreas rurais previstas para receber estas populações.

De acordo o ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, Angola possui  actualmente 138 mil refugiados em países fronteiriços, dos quais  50 mil mostraram interesse em voltar para ao país e poderão ser instalados em cinco províncias.

Ouça mais pormenores sobre o regresso dos refugiados angolanos na reportagem do nosso correspondente Faustino Diogo.


Angola: NVUNDA TONET LANÇA LIVRO EM BENGUELA




O PAÍS (Angola) - 04 maio 2011

Intitulada Psicólogos porquê e para quê, a colectânea de Nvunda Tonet resulta de um estudo minucioso que visa responder às inquietações de muita gente sobre a pessoa, função e utilidade de um psicólogo, um fenómeno que ainda se revela bastante discutido e controverso entre a maior parte dos angolanos, principalmente quando se trata de um psicólogo clínico, conforme frisou o próprio autor, que, desta vez, escolheu a província de Benguela pararealizar o lançamento da segunda edição da obra, nesse Sábado, 30.

No entender do autor, as causas dessas controvérsias devem-se ao facto de Angola ainda ter um índice de pessoas, diga-se, letradas, que é suplantado por uma população consideravelmente analfabeta.

A selecção junta 29 temas de índole psicológica, publicados por Nvunda Tonet na coluna “Psicologia & Você” do Jornal Folha 8, perfazendo, deste modo, um livro de 135 páginas, mais 10 do que o da primeira edição, lançado oficialmente em Portugal e depois em Luanda e Huambo (Angola), respectivamente a 10 de Novembro e a 5 de Dezembro de 2010.

Temas como a violência Doméstica, o papel da psicologia na sociedade e a comunicação nas relações conjugais, bem como o vaginismo e o aborto, para além da propagação da religião na sociedade actual, encerram o pensar de Nvunda Tonet, cujo objectivo acima referenciado é a única meta a atingir. Apesar de ser uma obra com inclinação puramente científica, o psicólogo poupa na linguagem técnicocientífica, reservando para o leitor um linguajar bastante acessível.

Vale lembrar que o lançamento e a consequente sessão de autógrafos, em Benguela, terá dois palcos, nomeadamente o pólo universitário Jean Piaget, localizado no conhecido bairro da Nossa Senhora da Graça e a portaria da Rádio Morena, na rua Aires de Almeida Santos, nos dias 30 de Abril e 1 de Maio de 2011, respectivamente.

Sobre o Autor

Nvunda Will Sérgio Tonet é licenciado em Psicologia Clínica pela extinta Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto e mestre em Novas Tecnologias Aplicadas à Educação pelo Instituto Universitário de Posgrado (Madrid Reino de Espanha).

O Ex-docente da Universidade Lusíada de Angola (cadeira de Dependência Química), é actualmente professor das cadeiras de Métodos de Observação em Psicologia Clínica e Psicologia Clínica Hospitalar na Universidade Óscar Ribas e trabalha no Hospital Psiquiátrico de Luanda, além disso de colaborar no Portal de Psicólogos de Portugal. Ele exerce ainda o cargo de editor de Cultura no Semanário Folha 8, onde assina a coluna Psicologia & Você. Enquanto activista cívico, Nvunda Tonet, entre muitas actividades de militância nessa área e diversas participações na vida social, coordenou, em 2007, um programa na Rádio Luanda sobre Educação Cívica para a Juventude. Organizou, a 13 de Outubro de 2009, o primeiro Workshop de Saúde Mental “Conhece-te a ti mesmo”, na Universidade Óscar Ribas. Por outro lado, diplomou-se em Psicoterapia Sexual pelo Instituto Paulista de Sexualidade (São Paulo – Brasil) em 2010. Tem preferência pela saúde mental e por temas da sexualidade, assuntos largamente abordados neste livro.

Timor Leste: Novo sistema de controlo de fronteiras apoiado pelo SEF português




MSO – LUSA

Díli, 06 mai -- As autoridades fronteiriças de Timor-Leste passam a poder trocar informações imediatas e a conferir a documentação dos estrangeiros que entram no país, com o projeto de informatização que entrou em funcionamento, apoiado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras português.

O sistema informatizado de controlo de fronteiras foi implantado pela Organização Internacional das Migrações (OIM) e apoiado pelos governos de Timor-Leste, Austrália e Portugal.

"Pela primeira vez conseguimos ter três governos a colaborar num projeto: o Governo de Timor-leste, detentor da ideia e maior beneficiário do sistema, o Governo australiano que o financiou através do Departamento de Imigração e Cidadania da Austrália (DAEC) e o Governo português, através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)", disse à Lusa Norberto Celestino, chefe da missão da OIM em Timor-Leste.

Já a funcionar em Díli, o sistema prevê a sua extensão aos postos de controlo da fronteira terrestre e é considerado um instrumento importante para o combate ao tráfico humano e a outros crimes transnacionais.

"Dependendo da prioridade que vier a ser estabelecida pelo secretário da Estado da Segurança, vamos expandido a cobertura do sistema", disse à Lusa Norberto Celestino.

Segundo aquele responsável, trata-se de um projeto específico para a gestão de informação da imigração em sistema computorizado, e de gestão das entradas e saídas no país.

Norberto Celestino revelou que o sistema informático foi montado ainda em 2010, mas só agora ficou operacional devido à necessidade de dar formação aos funcionários.

Riqueza do petróleo no Timor-Leste deve gerar inclusão social, diz PNUD





Agência da ONU para o Desenvolvimento sugere que fundos da indústria petrolífera sejam usados para reduzir pobreza e impulsionar outros setores da economia.

Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova York.*

As riquezas geradas pela indústria do petróleo no Timor-Leste devem proporcionar mais inclusão social e o combate à pobreza no país de língua portuguesa.

A afirmação é parte do relatório do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.

Programas Sociais

Segundo o documento, divulgado no início desta semana, os fundos provenientes do petróleo devem ser aplicados no crescimento do país do sudeste asiático.

O Timor-Leste, uma ex-colônia portuguesa, anexado pela vizinha Indonésia na década de 70, tornou-se independente em 2002. Desde 2007, o país tem conseguido reduzir a pobreza com programas sociais e recursos da indústria petroleira. Mas segundo o Pnud, ainda há desafios.

Um dos problemas, de acordo com o presidente timorense e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, foi a crise política de 2006. Para a ONU, os recursos do petróleo devem ajudar na formulação de políticas públicas para geração de empregos e de promoção de outros setores da economia, como a pesca e o ecoturismo.

No momento, a agricultura provê o sustento de 70% dos moradores do Timor-Leste, mas cerca de 4 em cada 10 habitantes de áreas rurais vivem na pobreza.

O Timor-Leste, um dos oito países de língua portuguesa, ocupa a 120? posição no Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, entre 169 países.

*Apresentação

'Foram os 38 min mais intensos da minha vida', diz Hillary sobre morte de Bin Laden


Clinton assiste em direto à ação de captura e execução de Bin Laden


A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira (05/05) que a operação de 38 minutos que acabou com a vida de Bin Laden, foram "os instantes mais intensos" de sua vida, em entrevista coletiva em Roma antes da reunião do Grupo de Contato sobre a Líbia.

Hillary, quem compareceu diante da imprensa ao lado do ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, reiterou que a batalha contra o terrorismo "não termina com uma morte", mas é certo que a morte de Bin Laden foi "uma mensagem inequívoca da firme determinação da comunidade internacional de opor-se ao terrorismo".

Bin Laden - enfatizou - "era o inimigo jurado dos Estados Unidos, um risco para toda a humanidade" e acrescentou que "foi um alvo claro de quase dez anos".

Perguntada sobre a morte do líder da Al Qaeda, Hillary explicou que "a operação foi realizada pelos melhores profissionais" e ao perguntar se sua morte foi consequência de um erro militar, a secretária de Estado respondeu: "o esforço claro era colocar fim a sua liderança no terrorismo".

"Não darei nenhum detalhe sobre a operação", declarou, mas "não tenho nenhuma dúvida de que com a sua morte o mundo será mais seguro". Acrescentou que a relação com o Paquistão nem sempre é fácil, mas que os EUA continuarão com seu "apoio ao povo paquistanês".

"Colaboramos com o Paquistão na luta contra o terrorismo, mas Osama bin Laden não é o único líder tirado da cena graças a colaboração entre Estados Unidos e Paquistão", afirmou.
Na busca de uma solução política para crise líbia reuniram-se nesta quinta em Roma representantes de 22 países e organizações internacionais como a União Europeia (UE), Nações Unidas, Liga Árabe, Organização da Conferência Islâmica (OCI) e o Conselho de Cooperação do Golfo.

Os trabalhos serão precedidos por uma reunião entre o ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

ONU EVITA CULPAR SOLDADOS POR EPIDEMIA DE CÓLERA NO HAITI




CORREIO DO BRASIL, com agências internacionais - de Porto Príncipe

Especialistas encarregados pela Organização das Nações Unidas de investigar a causa de uma epidemia mortal de cólera no Haiti apontaram na quarta-feira a contaminação fecal de um acampamento de tropas pacificadoras da ONU contíguo a um rio como causa provável, mas um porta-voz da entidade disse que o estudo não é conclusivo.

O painel de quatro membros, nomeado pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, em janeiro negou cautelosamente atribuir qualquer culpa ou responsabilidade direta às tropas, citando “uma confluência de circunstâncias” por trás da epidemia.

Solicitou-se aos quatro especialistas da América Latina, dos Estados Unidos e da Índia que investigassem a fonte do surto de cólera haitiano, que matou mais de 4.800 pessoas desde outubro.

A comissão foi montada na esteira das acusações dos haitianos de que soldados nepaleses a serviço da Minustah, missão pacificadora da ONU no Haiti, foram a fonte do cólera por culpa de vazamentos de latrinas em seu acampamento em Mirebalais, no centro do país.

A crença generalizada no Haiti de que a doença veio dos soldados do Nepal, onde o cólera é endêmico, desencadeou tumultos anti-ONU no ano passado na nação caribenha.

Um cientista francês trazido pelo governo haitiano também apoiou esta teoria em um estudo que fez sobre a emergência do cólera iniciada 10 meses após o terremoto devastador de janeiro de 2010, que matou mais de 300 mil pessoas.

No relatório divulgado na quarta-feira, o painel da ONU disse que o surto foi causado por “bactérias introduzidas no Haiti como resultado da atividade humana; mais especificamente pela contaminação do Sistema Tributário Meye, do Rio Artibonite, com uma variedade patogênica do Vibrio cholera atualmente visto no sul da Ásia”.

Declarando que o surto de cólera foi resultante de “uma contaminação ambiental com fezes”, o relatório culpou as condições sanitárias no acampamento da Minustah, a força de paz da ONU, em Mirebalais, dizendo que “não foram suficientes para evitar a contaminação fecal do Sistema Tributário Meye do Rio Artibonite”.

UM FOGO QUE PODE QUEIMAR TODOS





PODE-SE estar ou não de acordo com as ideias políticas de Kaddafi, mas ninguém tem direito a questionar a existência da Líbia como Estado independente e membro das Nações Unidas.

Ainda que o mundo não chegara ao que, do meu ponto de vista, constitui hoje uma questão elementar para a sobreviência da nossa espécie: o acesso de todos os povos aos recursos materiais deste planeta. Não existe outro no sistema solar que possua as mais elementares condições de vida que conhecemos.

Os próprios Estados Unidos sempre tentaram ser um crisol de todas as raças, todos os credos e todas as nações: brancas, negras, amarelas, índias e mestiças, sem outras diferenças que não fossem as de senhores e escravos, ricos e pobres; mas tudo dentro dos límites da fronteira: ao norte, Canadá; ao sul, México; a leste, o Atlântico e a oeste, o Pacífico. Alaska, Porto Rico e Hawai eram simples acidentes históricos.

O complicado do assunto é que não se trata dum nobre desejo dos que lutam por um mundo melhor, o qual é tão digno de respeito como as crenças religiosas dos povos. Bastariam uns quantos tipos de isótopos radioativos emanados do urânio enriquecido consumido pelas usinas eletronucleares em quantidades relativamente pequenas — já que não existem na natureza — para pôr fim à frágil existência da nossa espécie . Manter esses resíduos em volumes crescentes, sob sarcófagos de betão e aço, é um dos maiores desafios da tecnologia.

Fatos como o acidente de Tchernobil ou o terremoto do Japão colocam em evidência esses riscos mortais.

O tema que desejo tratar hoje não é esse, mas sim o assombro com que observei ontem, no programa Dossiê de Walter Martínez, na televisão venezuelana, as imagens fílmicas da reunião entre o chefe do Departamento de Defesa, Robert Gates, e o ministro de Defesa do Reino Unido, Liam Fox, que visitou os Estados Unidos para discurtir a guerra criminosa desatada pela OTAN contra a Líbia. Era algo difícil de crer, o ministro inglês ganhou o "Oscar"; estava muito nervoso, tenso, falava como um doido, dava a impressão que cuspia as palavras.

Logicamente, primeiro chegou à entrada do Pentágono onde Gates o esperava sorridente. As bandeiras dos dois países, a do antigo império colonial britânico e a do seu enteado, o império dos Estados Unidos, tremulavam no alto enquanto se entoavam os hinos. A mão direita sobre o peito, a suadação militar rigorosa e solene da cerimônia do país anfitrião. Esse foi o ato inicial. Os dois ministros entraram depois ao prédio norte-americano da Defesa. Pelas imagens que vi, supõe-se que falaram por muito tempo, já que ambos voltavam com um discurso em suas mãos, sem dúvida, previamente elaborado.

O âmbito do cenário o constituia o pessoal uniformizado. Do ângulo esquerdo podia ver-se um jovem oficial alto, magro, ruivo, cabeça rapada, boné com viseira preta, com seu fuzil com baioneta, com uma estampa de soldado disposto a disparar uma bala do fuzil ou um míssel nuclear com a capacidade destrutiva de 100 mil toneladas de TNT. Gates falou com o sorriso e a naturalidade de um dono. O inglês o fez da forma em que expliquei.

Poucas vezes vi algo tão horrível; exibia ódio, frustração, fúria e uma linguagem ameaçadora contra o líder líbio, exigindo sua rendição incondicional. Parecia indignado porque os aviões da poderosa OTAN não tinham podido vencer em 72 horas a resistência líbia.

Somente lhe restava exclamar:"lágrimas, suor e sangue", como Winston Churchill quando calculava o preço a pagar por seu país na luta contra os aviões nazistas. Neste caso, o papel nazifascista o está fazendo a OTAN com suas missões de bombardeio com os aviões mais modernos que o mundo conhecera.

O cúmulo tem sido a decisão do governos dos Estados Unidos autorizando o emprego de aviões sem piloto para matar homens, mulheres e crianças líbias, como no Afeganistão, a milhares de quilômetros da Europa ocidental, mas esta vez contra um povo árabe e africano, ante os olhos de centenas de milhões de europeus e nada menos que em nome da Organização das Nações Unidas.

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, declarou ontem que esses atos de guerra eram ilegais e ultrapassavam o âmbito dos acordos do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Os ataques brutais contra o povo da Líbia que adquirem um caráter nazifascista podem ser utilizados contra qualquer povo do Terceiro Mundo. Realmente me assombra a resistência que a Líbia tem oferecido.

Agora essa belicosa organização depende de Kaddafi. Se resiste e não acata suas exigências, passará para a história como um dos grandes personagens dos países árabes.

A OTAN atiça um fogo que pode queimar a todos!

Fidel Castro Ruz - 27 de abril de 2011

RI SHARES EXPERIENCE IN DEMOCRACY WITH IRAQ




RIDWAN MAX SIJABAT – THE JAKARTA POST

Against a backdrop of pro-democracy movements in the Middle East, Indonesia shared its experience with Iraq on developing democracy, with House of Representatives Speaker Marzuki Alie calling democracy compatible with Islam.

Speaking at the Iraqi parliament on Thursday, he said Indonesia experienced a democratization movement similar to that in Tunisia and Egypt with the reform movement in 1998 that forced the collapse of late former president Soeharto’s 32-year New Order regime and was now the world’s third-largest democracy after India and the US.

“Indonesia shows the world that democracy and Islam are not two opposing poles and the two go in harmony. We are proud of our democracy and Islam as our national identity,” he said. Indonesia, however, is technically a secular country.

Marzuki said Indonesia conducted four general elections with a multiparty system and established independent commissions, including human rights, anticorruption and judicial commissions to uphold good governance and civil society.

“We went through the whole democratization process to maintain political stability and improve public welfare.”

Despite being a Muslim-majority country, he added, Indonesia respected pluralism by granting minorities and all citizens equal rights to take part in the political process.

After his speech, Marzuki and his counterpart Usama Abdul Azis Nujayfi signed a memorandum of understanding to enhance the two countries’ bilateral cooperation in the political and economic fields, which had been stalled following the US invasion.

Under the MoU, both sides woud issue joint responses to international issues and the two legislatures would take part and enhance cooperation with elements of society.

“We want to expand bilateral cooperation in the legislative, budgetary and social control and youth exchange to improve the country’s economic development,” Marzuki said.

Iraqi Minister of Mineral Resources Abdul Kareen Luaibi said in his meeting with Marzuki that Iraq was ready to improve bilateral ties with Indonesia in the natural resources field.

“Iraq is ready to help Indonesia cope with its fuel deficit and Iraq has invited President Susilo Bambang Yudhoyono to bring Indonesian businesspeople in his next visit to the country,” he said.

JULHO 2012, MINISTRU ZACARIAS SEI ESTABELESHE CFD




DOMINGOS DA SILVA - CJITL

CJITL Flash, Ministru do Negosius Estranjeiru – MNE, Zacarias Albano Dacosta heteten katak molok nia mandatu remata nia sei hari hela Centru Formasaun Diplomatika – CFD iha Julho 2012 mai.

“Iha 8 de agostu 2007 hau simu posse nudar MNE buat hotu laiha funsionario mos la to’o atus ida, mas agora ami iha funsionariu barak no molok hau remata hau nia mandatu hau hakarak inagura lai Centru Formasaun Diplomatika ida ba Timor oan sira” dehan Zacarias kinta 05/5, wainhira halo debate ho Jornalista sira iha Salaõ Nobre MNE, Pantai Kelapa Dili.

Ministru Negosio estrangeiro Zacarias Albano da Costa hateten oras ne’e dadaun servisu Ministerio Negoseio Estrangeiro nia hetan ona suksesu, servisu ne’ebe mak suksesu laos MNE deit mak servisu maibe hodi Funsionario MNE sira nia esforsu mak MNE hetan suksesu.

“Suksesu ne’ebe mak MNE iha laos hau mesak mak servisu maibe suksesu tanba servisu hamutuk MNE no funsionario sira hotu” informa Zacarias.

Iha nasaun ida buat hotu bele kompletu maibe maibe Diplomasia importate liu hotu. (Domingos da Silva/CJITL)