terça-feira, 17 de maio de 2011

BLOGGER, BLOGGER, BLOGGER… MAS QUE BORRADA!




REDAÇÃO

Como diz um amigo nosso: “haja pachorra!”. Precisamos mesmo de pachorra para atinar com este novo editor do Blogger e com os erros e anomalias com que todos os dias nos surpreende.

Hoje, para não destoar, apercebemo-nos que as postagens que vimos dizendo que faltam e foram levadas na “avaria” do Blogger, correspondentes a dia 12,  surgiram no interior e como rascunhos. Apareceram 21 das mais de 30 postagens desaparecidas – não sabemos se as outras ainda vão aparecer por ali.

Acontece que quando as publicamos, depois de alguns 5 minutos ou mais em cada - de tentativas para as publicar com aspeto gráfico decente e de acordo com o restante blogue - não vão "morar" no dia 12 (como deviam) mas sim, neste caso, ao dia de hoje, 17. A que publicámos está já aqui a seguir. A borrada não é de nossa responsabilidade mas sim do Blogger. Que ainda não deu explicação absolutamente nenhuma sobre os efeitos colaterais da "avaria". Mas disso já falámos em postagens anteriores sobre o tema.

Ainda mais: Repare-se na Barra Lateral e no Arquivo Diário. De dia 11 passa para 13, o dia 12 não existe. Lindo serviço. Borrada muito mal cheirosa a destes “mais sabedores” do Blogger, não inclui os simpáticos(as) colaboradores que estão em contato connosco e a aparar as incompetências desses malvados “mais sabedores”.

Deste modo, não pensem os leitores que andamos todos trocados aqui pelo Página Global quando virem publicações retardadas. É que lentamente iremos procedendo à publicação das postagens que o Blogger colocou estupidamente em rascunho, sem nos avisar. Cobardia, falta de consideração. Má educação é o que foi revelado.

Aqui está, logo em baixo. Uma amostra da borrada made in Blogger. Uma postagem de 12 de Maio, desaparecida, que surge agora em dia 17. Mas que borrada.

BG


Brasil: DEFENSORES DO TIMOR CHEGAM PARA MISSÃO DE ESTUDOS

 
 

Defensoria Pública da União

Brasília, 11/05/2011 – Terá início na próxima segunda-feira (16), em Brasília, a 2ª Missão de Estudos de Defensores Públicos do Timor-Leste, promovida pela Grupo de Trabalho Permanente de Assessoria de Assuntos Internacionais (GTAI), em continuidade ao projeto executado em 2010. Naquela ocasião, três Defensores timorenses visitaram o país, pelo período de dois meses, para adquirir conhecimentos sobre o sistema brasileiro de Defensoria Pública. 


A iniciativa será composta de dois grupos de servidores da República Democrática de Timor-Leste. O primeiro, formado pelos Defensores Câncio Xavier, Márcia Felipe Sarmento e Sérgio Paulo Dias Quintas, permanecerá no Brasil até o dia 13 de julho. No segundo semestre, virão os Defensores Laura Valente Lay, Marçal Mascarenhas e Rui Guterres no período de 1º de outubro a 30 de novembro.

Esses grupos terão a oportunidade de aperfeiçoar o idioma português e aprender sobre o sistema judiciário brasileiro, com foco no trabalho realizado pela Defensoria Pública, desde o atendimento à população até o ajuizamento das ações, por meio de estágios em núcleos da Instituição em Brasília.

A análise, in loco, da organização institucional e da logística da Defensoria Pública no Brasil permitirá aos participantes ampliar a compreensão sobre os princípios da Defensoria Pública e o papel do Defensor Público no âmbito do Estado, no sistema judicial e perante a sociedade, como agente de transformação social.

A missão se insere no Plano de Apoio à Reestruturação do Judiciário no Timor-Leste, que tem a participação permanente de um representante da DPU. O projeto conta com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e participação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. O acordo foi firmado em janeiro de 2005.

Comunicação Social DPU

Timor-Leste: CRIANÇAS NÃO TÊM CADEIRAS PARA SE SENTAR NA ESCOLA





Díli - No distrito de Covalima, em Timor, alunos frequentam a primária em condições precárias, com salas de aulas sem mesas ou cadeiras, obrigando os alunos a assistir às aulas sentados no chão.

Durante quatro anos os alunos que frequentaram as escolas de Beliakuin e Rai Meia Village, no sub-distrito de Zumalai, enfrentaram essas condições. «Fomos informados pelos professores e alunos que estão preocupados com a situação que têm de suportar», afirmou Adriano dos Santos, membro do Partido Democrático de Timor-Leste.

Adriano dos Santos solicitou ao Ministério da Educação que resolvesse este problema o mais rapidamente possível porque, como futuro do país, os alunos precisam de boas condições para adquirir um bom nível de escolaridade.

Francisco Jerónimo deputado da Comissão Parlamentar , declarou que várias escolas em Timor-Leste enfrentam os mesmos problemas. Na sua opinião o Ministério da Educação tem de ter um papel mais preponderante no que respeita à educação, e deverá tomar medidas mais concretas para resolver esta situação.

Timor-Leste: LUÍS AMADO PARTICIPA NAS COMEMORAÇÕES DE INDEPENDÊNCIA




MDR - LUSA

Lisboa, 17 mai (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, viaja na quinta-feira para Timor-Leste para participar nas comemorações do IX aniversário da restauração da independência daquele país, que se assinala na sexta-feira.

Um comunicado hoje divulgado refere que Luís Amado vai estar em Timor-Leste entre quinta-feira e domingo e manterá designadamente encontros com o Presidente, José Ramos-Horta, com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e com o seu homólogo, Zacarias da Costa.

O ministro português vai também reunir-se com responsáveis da missão da ONU no país (UNMIT) e manter encontros com o contingente da GNR ali destacado e com a comunidade portuguesa.

O programa de Amado inclui ainda uma visita à Rádio Televisão de Timor-Leste, onde entregará uma doação de equipamento, e uma visita à Escola de Maliana, uma das quatro unidades de ensino apoiadas pela Cooperação Portuguesa no país.

As autoridades timorenses consideraram a data de 20 de maio de 2002 como o dia da restauração da independência de Timor-Leste, com a entrada em vigor da nova Constituição do país, após cerca de 30 anos de ocupação Indonésia.

Brasil: FORMA CORRETA DE ENSINAR A LÍNGUA PORTUGUESA GERA POLÉMICA




FYRO – LUSA

Rio de Janeiro, 17 mai (Lusa) - A maneira correta de ensinar o português tornou-se polémica no Brasil desde que trechos de um livro didático passaram a ser criticados nos média brasileiros por não se considerar "erro", mas sim "inadequação", alguns desvios gramaticais cometidos na oralidade.

A polémica começou quando um site local publicou um texto que destaca algumas frases de um capítulo do livro "Por uma Vida Melhor" -- adotado no ensino público e portanto aprovado pelo Ministério da Educação (MEC) -- no qual um erro de conjugação verbal é apontado como correto, dependendo da situação em que é utilizado.

À Lusa, uma das autoras da obra, a professora Heloísa Ramos, considerou que a polémica surgiu porque "pessoas que não são especialistas fizeram uma interpretação equivocada" do que está a ser ensinado no capítulo em questão, que se chama "Escrever é diferente de Falar".

"A partir do título da primeira matéria ('Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado'), outras pessoas, inclusive da Academia, pronunciaram-se também sem conhecer o livro", lamenta a professora.

Num dos trechos mais falados pela imprensa brasileira, os autores dão como exemplo a frase "Os livros ilustrados mais interessantes estão emprestados", e logo explicam que não estaria errado falar "os livro", dependendo do contexto.

"Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar 'os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico", diz o livro didático, que é utilizado num programa de alfabetização tardia, destinado a adultos e jovens acima de 15 anos que não receberam formação na infância.

Tanto a autora responsável como a coordenadora da ONG Ação Educativa, responsável pelo projeto do material em questão, apontam que a frase interpretada fora do contexto, como está a ser, obscurece o trabalho de valorização da diversidade linguística apresentada no livro, que "possui textos sofisticados, de literatura de alta qualidade".

"Acreditamos que se o aluno toma consciência da maneira como ele fala, ele percebe mais fácil a norma culta", explicou à Lusa a doutora em Educação e coordenadora da Ação Educativa, Vera Masagão.

A forte repercussão do tema levou o Ministério da Educação a pronunciar-se a respeito, porém, ao afirmar que não pretende retirar a publicação das escolas, sob o argumento de que não possui competência sobre o seu conteúdo, o comunicado serviu apenas para aquecer ainda mais os ânimos em torno do tema.

Um texto publicado hoje, no jornal "O Globo" anuncia que a Procuradora da República Janice Ascari, prevê que o caso poderá ser levado à Justiça pelo Ministério Público Federal.

Na avaliação da procuradora, ao escolher um livro "que defende o uso da linguagem popular e admite erros gramaticais grosseiros", o Ministério da Educação está prestando um "desserviço" ao ensino público.

"Vocês estão cometendo um crime contra os nossos jovens, prestando um desserviço à educação já deficientíssima do país e desperdiçando dinheiro público com material que emburrece em vez de instruir", afirmou a procuradora.

A afirmação da procuradora, no entanto, foi retirada de um texto publicado em seu blog na internet, a tratar, portanto, de uma opinião pessoal sua e não de um parecer oficial da instituição pública que representa.

Os três autores responsáveis pelo livro estão reunidos esta tarde para discutir que medidas serão tomadas a partir da dimensão que atingiu a discussão nos últimos dias.

"Achamos que diante do ocorrido será preciso tomar alguma medida e vamos decidir isso em uma reunião agora. Algumas pessoas, que não são especialistas, fizeram uma interpretação equivocada -- intencionalmente, ou não, isso nós nunca vamos saber -, e precisamos decidir o que vai ser feito", adiantou à Lusa Heloísa Ramos.

Moçambique: PORTUGUÊS ENQUANTO LÍNGUA DA “MOÇAMBICANIDADE”





No passado dia 5 de Maio comemorou-se em Maputo o Dia da Língua Portuguesa e Cultura da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Um dos grandes escritores contemporâneos africanos de literatura de expressão portuguesa, e o mais consagrado de origem moçambicana, Mia Couto, considera que 36 anos após a sua independência, com cerca de 40% da população a falar português, “apenas uma das nações de Moçambique já vive na lusofonia”, e defendia, em 2001, que “o idioma português não é a língua dos moçambicanos. Mas, em contrapartida, ela é a língua da moçambicanidade.”

Instrumento de dominação ou troféu da independência?

Se em 1975, cerca de 80 por cento dos moçambicanos não falavam português, fala-se hoje mais português em Moçambique do que se falava na altura da Independência.

Há 30 anos, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), ainda na guerrilha anticolonial, viu no idioma lusitano uma arma para a unificação do país e a construção da Nação. Aquele instrumento que servira a dominação colonial se convertia, nas mãos dos nacionalistas, no seu contrário - um troféu de guerra, um pilar de afirmação.

Numa série de artigos no blog Moçambique para Todos, sobre o livro “Descolonização e Independência em Moçambique – Factos e Argumentos” de Henrique Terreiro Galha, é citado o líder revolucionário e primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, em finais de 1975, num comício no Estádio da Machava, na então cidade de Lourenço Marques (hoje cidade de Maputo):

“outros dirão mas a língua ainda é portuguesa. É preciso utilizar a língua do inimigo. A língua portuguesa agora já mudou de conteúdo, não é aquele português que era falado pelo senhor Governador em Moçambique. Deve ser o nosso português de moçambicanos.”


“O português era o único veículo de comunicação entre as diversas etnias. Foi uma decisão difícil, tomada a contra-gosto. Num seminário realizado em Mocuba (Zambézia), no início de 1975, com a presença de Joaquim Chissano, foi salientado e relembrado, como tarefa dos grupos dinamizadores, “a necessidade de transformar (sic) a língua portuguesa, de instrumento de despersonalização e opressão, em veículo de comunicação do Povo.”

Um português particular

Embora os dados existentes ilustrem que a maioria dos moçambicanos se comunica através das 43 línguas nacionais, a língua portuguesa é considerada como um dos elementos de Unidade Nacional. Segundo Mia Couto “o governo moçambicano fez mais pela língua portuguesa que séculos de colonização (…) seu próprio interesse nacional, pela defesa da coesão interna, pela construção da sua própria interioridade”. Num debate realizado no Centro Cultura Brasil-Moçambique a propósito do 5 de Maio o ministro da Cultura, Armando Artur, reafirmou que a língua portuguesa faz parte do património linguístico de Moçambique, coabitando com as línguas nacionais:

“Com o advento da Independência Nacional, ela viu o seu prestígio mais reforçado com a sua adopção como um elemento de Unidade Nacional, passando, deste modo, a ostentar o estatuto de língua oficial em Moçambique.”

O governante e escritor moçambicano acrescentou que cada vez mais os moçambicanos apropriam-se da língua portuguesa através de um processo de interacção, entre esta e as línguas nacionais, atribuindo-lhe marcas e aspectos próprios, que se consubstanciam em novas palavras e novas expressões.

Porém este elemento de Unidade é questionado por vários quadrantes da sociedade. Já em 2009, num comentário a um artigo do blog Moçambique para Todos, Elisio Fonseca apontava:

“Em nome da “unidade nacional” o nosso governo colocou um manto sobre a nossa cultura, menosprezando o ensino das línguas, hostilizando todos os nossos valores culturais. Há linguistas que consideram isto um erro tremendo. Para eles, a capacidade de um adolescente moçambicano em aprender uma língua estrangeira, seja o português ou o inglês, mede-se pelo domínio que tem da língua nativa. Sem esta base sólida, argumentam, torna-se mais difícil essa aprendizagem. Mas o erro foi feito, e hoje reflecte-se no nível do português falado entre muitas camadas da nossa sociedade.”

Max Coutinho, do blog Etnias, um exemplo de “inexactidão recorrente” que reflecte esse “nível” mencionado por Fonseca no uso da língua oficial:

“Os cidadãos de Maputo, tanto em solo nacional como na diáspora, confundem os verbos Ir (deslocar-se de um lugar para outro para lá ficar; afastando-se) e Vir (transportar-se para cá).”

Fátima Ribeiro, Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, comenta:

“O Português falado em Moçambique é diferente do falado noutros países lusófonos. Nós estamos a construir o nosso Português que tem várias influências das nossas várias línguas maternas e também do inglês. É um Português que, em termo de vocabulário, gramática e estrutura, é diferente naturalmente.”

Sobre a lusofonia e outras línguas faladas nos países de língua portuguesa, leia também os seguintes artigos que o Global Voices publicou em 2011:

Escrito por Jornal @Verdade

Angola propõe dois lugares permanentes no Conselho de Segurança da ONU




ANGOLA PRESS

Roma – Angola defendeu em Roma uma representação de dois membros permanentes de África no Conselho de Segurança das Nações e cinco lugares não-permanentes.

A proposta do Governo angolano foi apresentada pelo embaixador de Angola na Itália, Manuel Pedro Pacavira, por delegação do ministro de Angola das Relações Exteriores, Georges Chikoti, na conferência sobre “Global Governance and Security Council Reform”, que decorreu segunda-feira em Roma, sob a égide do Governo italiano.

A opinião de Angola expressa numa mensagem do ministro à conferencia refere que embora o “Consenso de Ezulwini” não seja a única via de resolver os problemas globais de segurança, “é uma boa proposta para se atingir o objectivo de uma ONU mais representativa e justa” A referida mensagem, citando a dada altura o presidente Eduardo dos Santos, salienta que “hoje existe um reconhecimento universal que as instituições criadas, há mais de 60 anos, necessitam, urgentemente, de reformas e adaptação ao mundo actual”.

“Angola, como país africano, reafirma o mérito do Consenso de Ezulwini como contribuição para este processo de reformas, particularmente no Conselho de Segurança da ONU, afim de torna-lo mais efectivo, eficiente e representativo” - diz a missiva que exorta ainda ”a não exclusão de algumas regiões no debate das reformas no Conselho de Segurança”.

Segundo a mensagem, a questão da selecção dos representantes africanos no Conselho de Segurança deve ser tarefa da União Africana, tendo em consideração a natureza representativa e a capacidade dos membros escolhidos.

Quanto ao direito de veto, sublinhou que embora a África se oponha a esse princípio, Angola preconiza, como questão de justiça comum, que todos membros, novos e antigos, tenham direito a este princípio”.

As delegações africanas presentes durante os debates expressaram os mesmos pontos de vista, segundo os quais o Conselho de Segurança deve ser reformado, tendo em conta as novas situações histórico-concretas para a sua maior legitimidade e credibilidade.

Deve incluir uma representatividade mais digna possível de países africanos sob a responsabilidade da União Africana.

Por outro lado, o Grupo "uniting for consensus” defende a ideia da criação de novos assentos não-permanentes, que com rotação garantam plenamente a sua representatividade.

Contrariamente aos países pertencentes ao G4 - Brasil, Índia, Alemanha e Japão - que aspiram quatro novos assentos permanentes, segundo notícias da imprensa local.

O fórum foi inaugurado pelo ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini, que defendeu “o diálogo e o espírito de compromisso” como o único caminho para se chegar a uma reforma que fortaleça o sistema das Nações Unidas.

Frattini recordou que "70 porcento das decisões tomadas pela ONU dizem respeito à África, mas este continente não está representado no Conselho de Segurança, o maior órgão de decisão das Nações Unidas.

Participaram no encontro 123 delegações de estados membros das Nações Unidas. A delegação de Angola integrou ainda a directora para a cooperação do Ministério das Relações Exteriores de

Angola, Margarida Isata, e pelo ministro conselheiro da missão diplomática de Angola na Itália.

Angola: Paludismo tem causado cerca de 15 mortes diárias na pediatria de Luanda




NME - LUSA

Luanda, 17 mai (Lusa) -- O diretor do Hospital Pediátrico de Luanda, Luís Bernardino, disse hoje à Lusa que cerca de 15 crianças morrem diariamente, nas últimas semanas, naquela unidade hospitalar com paludismo.

Segundo Luís Bernardino, o hospital tem registado uma média entre 80 a 100 internamentos diários e desse número cerca de 15 crianças morrem diariamente.

O paludismo, acompanhado de anemia, tem sido a causa principal da grande afluência ao hospital, que realiza uma média de 40 a 50 transfusões por dia.

"O mês de maio tem sido o pior, porque segue-se às fortes chuvas e em consequência aumentam os casos de paludismo", explicou Luís Bernardino.

De acordo com o diretor, a falta de condições nas unidades hospitalares periféricas para atender à procura faz agravar a situação na única unidade de pediatria de Luanda.

"Existem dois problemas: a falta de oxigénio e de sangue nos centros periféricos. Os miúdos quando chegam ao hospital pediátrico já estão quase moribundos", referiu o pediatra.

Luís Bernardino disse que o hospital regista uma média diária de nove mortes nos restantes períodos do ano, que considerou "um número muito alto", salientando, no entanto, que ali existem médicos suficientes para responderem à procura.

"Em termos de enfermeiros é que temos um número desproporcional. Temos seis enfermeiros para uma sala de internamento com 100 doentes, por isso fica difícil o trabalho", alertou o diretor.

"Mas é preciso notar que entre os 100 doentes graves, apesar das dificuldades, conseguimos reabilitar entre 80 a 90 crianças", salientou.

Luís Bernardino disse que devido ao aumento de casos, o hospital apresenta uma rutura de stocks, por isso já foi apresentado ao Ministério da Saúde um memorando sobre o assunto, do qual aguardam resposta.

Além do paludismo, a subnutrição e as doenças respiratórias agudas surgem na lista das doenças que mais afetam as crianças.

Angola: OIT FELICITA GOVERNO PELOS PROGRESSOS EM PROL DA CRIANÇA





Luanda – O representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Tomás Vera Cruz, felicitou hoje, terça-feira, o Executivo angolano pelos progressos realizados em prol dos direitos da criança e do seu desenvolvimento integral.

Tomás Vera Cruz fez este pronunciamento quando discursava no "Workshop Internacional sobre o Trabalho Infantil nos Países de Expressão Portuguesa", que se realizará até quarta-feira, sob o lema “Situação do Trabalho Infantil nos Países de Expressão Portuguesa Face aos Objectivos do Milénio”.

Segundo o responsável da OIT, os esforços do Executivo angolano em benefício e bem-estar da criança têm sido mais visíveis, fundamentalmente, em matéria de educação de base e da redução da mortalidade materno-infantil.

Sublinhou que o encontro, que se conta com especialistas dos países da CPLP, tem uma importância significativa, uma vez que a erradicação do trabalho infantil continua a ser um dos desafios fundamentais de desenvolvimento nos respectivos países e prioritário para todos.

“De acordo com o relatório - Intensificar a luta contra o trabalho infantil- lançado na Conferência Global sobre o trabalho infantil de Haia (Holanda), em 201, mais de 215 milhões de crianças trabalham no mundo e estima-se que metade destas estão confrontadas com as piores formas de trabalho infantil”, explicou.

Referiu que na África subsaariana, cerca de 58 milhões de crianças estão em situação de trabalho infantil. Tendo acrescentado que “os que mais sofrem com este fenómeno são as próprias crianças e as famílias pagam o maior tributo, e que a sociedade em geral sofre as consequências deste grave problema”.

“É nesta perspectiva que os países membros da CPLP adoptaram a declaração conjunta de Lisboa (Portugal), sobre o trabalho infantil no mundo de língua portuguesa, e na Guiné Bissau. Em conformidade com estes documentos, os estados comprometeram-se em cumprir as responsabilidades delas decorrentes”, frisou.

Nestas condições, disse ser importantes a planificação, implementação, seguimento e avaliação dos planos de acção nacionais de cada um dos países, de forma a não hipotecar as gerações vindouras pela persistência do trabalho infantil.

Mário Soares: PORTUGAL VAI MAL, MAS A UNIÃO EUROPEIA, PIOR




MÁRIO SOARES – DIÁRIO DE NOTÍCIAS, opinião

1. A generalidade dos portugueses, depois das últimas semanas que passámos - e tendo consciência do que nos espera, após termos algum conhecimento das exigências da troika - deve pensar que a situação portuguesa vai mal, sobretudo perante o autismo de alguns políticos e economistas. Mas o futuro da União Europeia, a que pertencemos, parece desenhar-se ainda pior.

Se não me engano, os próximos tempos vão agravar a decadência e a incapacidade de reacção dos principais dirigentes políticos europeus. Na realidade, perante as dificuldades extremas das políticas internas dos respectivos Estados, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, Silvio Berlusconi, David Cameron e outros, menos relevantes, parecem cegos e recusam-se a ver a decadência efectiva, em que a União Europeia, como um todo, se encontra relativamente ao futuro próximo.

A opinião pública europeia, até agora demasiado passiva, começa a dar sinais inquietantes, quanto ao que está para vir. A Grécia e a Irlanda, após as ajudas tardias e demasiado restritivas da União Europeia, não melhoraram nada. Pelo contrário. Surgiu, entretanto, o caso português e, embora a troika tenha, ao que parece, aprendido alguma coisa e, consequentemente, tenha aberto um pouco mais os cordões à bolsa, não será o suficiente para evitar a recessão que nos ronda.

O resultado é que, como a União não definiu, até agora, perante a crise global que nos afecta, uma estratégia global para pôr os mercados especulativos na ordem, como devia, outros Estados membros podem, com grande probabilidade, vir a ser atacados pela insaciável avidez dos mercados especulativos e das agências de rating. Estão nessa fila Estados como: a Bélgica, a Espanha, a Itália e talvez mesmo a França. Aí não haverá troikas capazes de fazer milagres. A União Europeia - e as suas burocráticas instituições, tão retrógradas - terão de mudar de modelo de desenvolvimento, rapidamente, ou entrarão numa irremediável decadência, senão mesmo em desagregação. Seria o fim de um projecto único, invejado em todos os continentes, que trouxe às populações europeias a paz, o bem-estar, a justiça social, o aprofundamento democrático e dos direitos humanos. Ora a responsabilidade dessa tragédia, se vier a suceder, cairá, indiscutivelmente, sobre os actuais dirigentes europeus...

Muitos portugueses viram certamente um filme extraordinário de oportunidade, intitulado Inside Job - A Verdade da Crise. Mostra os efeitos das bolhas especulativas, a falta de regulação da globalização, as economias virtuais, os paraísos fiscais, as grandes negociatas, sem ética, os mercados especulativos, sem princípios nem crédito, cada vez mais agressivos e impunes, que atacam velhos Estados nacionais, ajudados pelas empresas de rating, igualmente sem regras, valores ou moral. Tudo isso foi e é causa e consequência da grave crise global, cujos responsáveis ficaram, em geral, impunes, que começou nos Estados Unidos e se alargou à Europa e a outros continentes. Está longe, aliás, de ter sido vencida, tanto nos Estados Unidos como na União Europeia.

Voltando à União Europeia, os Estados nacionais salvaram os bancos, para evitar as consequências de falências em série. Mas agora estão eles a ser atacados e a receber empréstimos das instituições comunitárias, a juros elevadíssimos, para reduzir os endividamentos e os défices, públicos e privados.

Contudo, na maior parte dos casos, os Estados não podem defender-se das recessões económicas, que começam a sentir-se, dada a fúria gananciosa dos mercados especulativos. Resultado: mais desemprego, mais desigualdades, mais fome, nos casos extremos e mais mal-estar social...

Muitos economistas conhecidos, entre os quais alguns Nobel, têm vindo a chamar a atenção dos dirigentes europeus para o esgotamento da ideologia neoliberal - responsável pela crise global - e para a impunidade dos seus principais responsáveis, com raras excepções. Há poucos meses, a Associação Francesa de Economia Política lançou um manifesto, assinado por diversos economistas, curiosamente intitulado "manifesto dos economistas aterrorizados". O seu objectivo não era condenar o capitalismo, mas tão-só a fase que atravessa, com a ditadura absoluta do capital financeiro, sobre a política e os Estados soberanos, continuando a permitir a actividade dos mercados especulativos, sem regras nem ética.

E acrescenta: "A retoma económica foi possível, frágil mas real, graças a uma injecção colossal de fundos públicos no circuito económico (desde os Estados Unidos à China)." E sublinha: "Apenas um Continente continua em retracção: a Europa." Porquê? "Porque o caminho do crescimento económico deixou de ser a sua prioridade política, enveredando por outra via: a luta contra os défices públicos." Por isso, insisto eu, os Estados europeus estão a viver momentos muito difíceis, mesmo os que, como a Alemanha, têm economias consideradas fortes. Mas se o euro vier a ser destruído - como pretendem os mercados especulativos - como poderá subsistir a Alemanha ao arrepio da União Europeia? Voltará ao marco? Sinceramente, não creio que seja possível.

Da 'troika' às eleições

2. Portugal ainda mal digeriu as "receitas" da troika - que parecem pouco claras aos olhos da maioria dos portugueses - e os partidos lançaram-se logo numa agressiva competição eleitoral, em que se discute tudo menos o essencial: como é que os vencedores das eleições, se os houver, num só partido ou associados, irão resolver os gravíssimos problemas com que serão enfrentados? Refiro-me ao descontentamento geral, ao desemprego, à precariedade do trabalho, às manchas de fome, que estão a alargar-se por todo o território nacional, à diminuição das pensões, sobretudo para os idosos, às dificuldades com que terão de haver-se no que se refere ao Serviço Nacional de Saúde, ao ensino público, às pequenas e médias empresas, aos cortes exigidos, perante o despesismo habitual do Estado, das regiões autónomas e das autarquias?

Nenhum líder partidário se debruçou, que se saiba, até agora, sobre esta temática, para responder aos problemas que mais inquietam os portugueses. Cometem um erro grave. Porque os eleitores não gostam que os responsáveis partidários se injuriem ou que só pensem nos interesses dos seus partidos e não nos do povo português, que é afinal quem conta e decide, através do voto.

As oscilações das sondagens, com o sobe e desce dos diferentes partidos, são sintomáticas. Há, no eleitorado, uma grande inquietude quanto ao nosso futuro colectivo. Com razão. Ora, se os partidos não querem debater sobre o que se vai passar depois das eleições, o voto passa a ser algo de volátil, porventura mesmo fazendo crescer a abstenção. O que é perigoso em todos os sentidos e não só no da consolidação da democracia.

Entre os líderes, Paulo Portas, que é indiscutivelmente inteligente, tem sido o mais contido, até no tom da fala. Mas cometeu o erro, no último debate, de se apresentar como um possível primeiro-ministro, atitude a que só a vaidade o poderá ter empurrado. A improbabilidade dessa hipótese só o desfavorece. Fernando Nogueira, dixit, com razão...

Passos Coelho, tem-se apresentado como demasiado neoliberal, posição de que muitos militantes do PSD não gostam nada. O Partido, que se saiba, ainda se chama Social Democrata, apesar de pertencer ao Grupo Popular ou Populista dos partidos conservadores do Parlamento Europeu. Tem deixado e ainda bem, para os socialistas, a porta aberta ao Estado social. Tema a que Sócrates, atinadamente, nunca tem deixado de se referir, com o devido entusiasmo.

Passos Coelho, por outro lado, tem tido alguma pouca sorte com as pessoas que tem escolhido. Há vários exemplos, mas basta dar um: o prof. Eduardo Catroga, antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva. Tem sido de uma inusitada agressividade para com os seus adversários, principalmente do PS. Num debate público, televisivo, foi de uma impertinência que incomodou os ouvintes e saiu-se com um palavrão que não se pode pronunciar, como se dizia no meu tempo, à frente de senhoras... Mas disse-o, tranquilamente, confessando depois ao i, numa entrevista, que sua esposa o admoestou, segundo as suas palavras. Porque, cito: "Quando sair à rua contigo vou ficar envergonhada." O caso, realmente, não é para menos...

Assim vai a campanha eleitoral, neste início tão turbulento e incerto do mês de Maio. Os palpites sobre os resultados são, segundo tenho ouvido, bastante variados. As previsões são difíceis. Mas o que mais me preocupa - e julgo que aos portugueses na sua maioria - é o que se vai passar no day after. A imprevisibilidade está generalizada, dado que os partidos que assinaram o relatório da troika continuam a não se entender. E deviam fazê-lo, e oxalá ainda o façam, a bem do interesse nacional. Lembrem-se de que, em política, nunca se deve dizer que uma coisa é impossível!

Europa: HELMUT KOHL ADVERTE CONTRA REGRESSO DE NACIONALISMOS





O ex-chanceler alemão Helmut Kohl advertiu, segunda-feira à noite, contra o regresso aos nacionalismos na Europa e exigiu solidariedade dos restantes países da União Europeia para com a Grécia, durante a entrega do Prémio Henry Kissinger da American Academy.

"Quem diz que temos de desmontar tudo e começar de novo, engana-se", afirmou Kohl, aludindo assim às críticas no seu próprio partido - os democratas cristãos das CDU - às ajudas à Grécia e às exigências para que este país saia da zona euro.

"Temos de continuar o nosso caminho, por mais difícil que ele seja, a Alemanha sempre teve sucesso quando ajudou os outros", disse ainda o ex-chanceler, de 81 anos.

O elogio na entrega do prémio esteve a cargo do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, que considerou Kohl "o mais importante estadista europeu desde a II Guerra Mundial, lembrando o seu papel na reunificação das duas Alemanhas, na unidade europeia, na aproximação à Rússia e a outros Estados do leste europeu, e no reforço da NATO.

Kohl foi chanceler da República Federal da Alemanha de 1982 a 1998, cumprindo assim o mandato mais longo de todos os chefes do governo desde a fundação do país, em 1949.

O ex-secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, entregou pessoalmente o prémio a Helmut Kohl.

A chanceler Angela Merkel, que também compareceu à cerimónia realizada na sede da American Academy, em Berlim-Wannsee, afirmou, em curta intervenção, que Helmut Kohl "impulsionou o processo da unidade alemã com grande visão, clareza e amor pelos alemães de leste", considerando também decisivo o apoio à reunificação dos então presidentes norte-americanos George Bush sénior e Bill Clinton.

O Prémio Henry Kissinger, que existe desde 2007, já foi atribuído também ao ex-chanceler alemão Helmut Schmidt, ao ex-presidente norte-americano George Bush sénior, ao ex-presidente alemão Richard von Weizsaecker e ao prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg.

Tailândia: IRMÃ DE THAKSIN SHINAWATRA CANDIDATA A PRIMEIRA MINISTRA




MDR - LUSA

Banguecoque, 16 mai (Lusa) -- O principal partido da oposição na Tailândia, Pheu Thai, nomeou hoje a irmã do ex-chefe do governo exilado Thaksin Shinawatra como candidata a primeiro-ministro nas legislativas de 03 de julho.

Yingluck Shinawatra, 43, tem pouca experiência política e é vista como uma "marioneta" de Thaksin. Yingluck é a primeira mulher candidata à chefia do governo na Tailândia.

O Partido Democrata, no poder, não nomeou até agora o seu candidato a primeiro-ministro, mas a escolha deverá recair no atual chefe do governo, Abhisit Vejjajiva.

A Tailândia vive em instabilidade política desde que Thaksin, 61 anos, foi deposto por um golpe militar em 2006, sob a acusação de corrupção e de desrespeito pela monarquia.

Thaksin fugiu do país para escapar à prisão e está impedido de se candidatar a cargos públicos, mas continua a ser muito popular entre os eleitores, sobretudo das zonas rurais.

Yingluck fez carreira nas empresas ligadas à família Shinawatra. Thaksin, um dos homens mais ricos da Tailândia, fez a sua fortuna nas telecomunicações.

Thaksin Shinawatra nomeou diversas vezes familiares para cargos políticos. Em 2003 nomeou o primo Chaisit Shinawatra para comandante do exército e, em 2007e conseguiu que o partido nomeasse o cunhado, Somchai Wongsawat, para primeiro-ministro, embora este tenha sido demitido por ordem do tribunal.

Em 2010, os apoiantes de Thaksin, conhecidos como "camisas vermelhas", protagonizaram dois meses de manifestações na capital que degeneraram em violência, terminando com pelo menos 91 mortos e cerca de 1.400 feridos.

Timor Leste: APRESENTADO PROJETO DE “CÓDIGO DA CRIANÇA”




MSO - LUSA

Díli, 17 maio (Lusa) -- O Ministério da Justiça de Timor-Leste, com o apoio da UNICEF, apresentou hoje para discussão pública o projeto do Código das Criança, elaborado para proteger os direitos dos menores.

A ideia de elaborar o Código da Criança surgiu em 2004, após um relatório sobre as leis de proteção infantil que vigoram em Timor-Leste e o estudo comparativo sobre os direitos das crianças noutros países, realizado pela UNICEF, juntamente com o Ministério da Justiça.

De acordo com Carla Marcelino Gomes, que participou na elaboração do projeto de Lei, o Ministério contou com contributos de uma equipa externa da Universidade de Coimbra, de que fez parte o jurista português Vital Moreira.

Na apresentação da proposta do Código da Criança, a ministra da Justiça, Lúcia Lobato, salientou que é obrigação do Estado promover as crianças, proteger os seus direitos e criar condições favoráveis ao seu desenvolvimento.

"Este Código é para nós uma prioridade, para assegurar os direitos das crianças. Estamos a falar, de acordo com as estatísticas, de cerca de metade dos cidadãos timorenses, já que 50 por cento da nossa população tem menos de 17 anos", disse.

Além de consagrar o direito à saúde e à educação e os direitos de cidadania, o projeto do Código procura contribuir também para proteger os menores da adoção ilegal, do abuso sexual, de maus tratos, negligência ou abandono, por parte dos progenitores, segundo esclareceu.

A apresentação hoje feita, segundo Lúcia Lobato, vai permitir finalizar o projeto legislativo, a submeter ao Conselho de Ministros para aprovação.

Jornada Científica procura um olhar académico sobre os nove anos de independência




MSO - LUSA

Díli, 17 maio (Lusa) -- Os progressos, desafios e perspetivas de Timor-Leste após nove anos de independência são analisados pela comunidade académica na primeira Jornada Científica, que hoje teve início em Díli.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Universidade Nacional Timor Lorosae e da Universidade de Darwin, que reúne no Centro de Convenções de Díli especialistas em várias disciplinas, técnicos de entidades nacionais e estrangeiras e estudantes, para debater o estado do país.

Assinalando o nono aniversário da restauração da independência de Timor-Leste, a Jornada contou hoje com intervenções de Ramos-Horta, atual Presidente da República, Xanana Gusmão, primeiro-ministro, e Mari Alkatiri, líder do maior partido da oposição, que têm em comum o passado de luta pela independência.

Coube ao Presidente abrir os trabalhos, com uma intervenção em que acentuou a necessidade do país ter "mais cientistas e investigadores, mais estudiosos em todas as áreas do conhecimento, para um desenvolvimento equilibrado da agricultura, um conhecimento mais rigoroso dos recursos petrolíferos e ambientais, uma melhor organização da economia".

"No século XXI precisamos de cruzar conhecimentos, de investir na cooperação regional e internacional" (para melhor conhecer o país e valorizar os seus recursos humanos), disse.

Para Ramos-Horta, essa é a chave para que Timor-Leste se possa desenvolver: o investimento na Educação.

Deu os exemplos da vizinha Singapura, mas também de Cabo-Verde, "com um desenvolvimento invejável dos seus recursos humanos no contexto africano".

Já o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, dissertou sobre "A construção da Nação e a construção da paz" enquanto Mari Alkatiri falou da "Consolidação da independência de Timor-Leste".

"São três líderes que representam três poderes na luta da libertação e os seus pensamentos são profundos, no que respeita à condução deste país para o progresso em vários setores", comentou João Câncio, um académico que agora ocupa a pasta da Educação e que foi sobre o panorama do ensino em Timor-Leste que fez a sua exposição.

Temas como a adesão de Timor-Leste à ASEAN e as direções da política externa, a imigração, a saúde e a segurança alimentar, ou a dinâmica da política linguística em Timor-Leste, preenchem o programa dos trabalhos.

"Compreender melhor a independência" é o objetivo do contributo dado por peritos nacionais e internacionais, nas comunicações à Jornada, como descreveu à Lusa Miguel Maia, vice-reitor da UNTL.

"Para comemorar o nono aniversário da restauração da independência, a sociedade académica necessita de refletir sobre os problemas e as soluções, para ver como é que a construção da independência pode avançar.

Temos que ver o progresso que preenchemos depois da independência, procurar a verdade no meio de todo um processo em que não andámos sem problemas, rever e encontrar respostas para responder a esses problemas" comentou Miguel Maia.

Uma abordagem saudada à Lusa por Mari Alkatiri, um dos oradores convidados, que felicitou a UNTL pelo "evento importante" que espera se venha a repetir, mas "discutindo questões mais concretas".

SUHARTO, O PRESIDENTE FAVORITO DOS INDONÉSIOS




Algumas pessoas podem não gostar do falecido ex-presidente indonésio, Suharto. No entanto, uma nova pesquisa mostra que, Suharto foi presidente favorito das pessoas mais desfavorecidas da Indonésia. Suharto também foi um presidente que é considerado o mais bem sucedido.

A pesquisa envolveu 1.200 pessoas, assim como 36,5 por cento dos inquiridos escolheram o falecido ex-presidente Suharto como o preferido. Além disso, 20,9 por cento escolheram o presidente Susilo Bambang Yudhoyono, 9,8 por cento escolheram o ex-Presidente Sukarno, 9,2 por cento escolheram o ex-presidente Megawati Sukarnoputri, 4,4 por cento escolheram o Presidente BJ Habibie, 4,3 por cento escolheram o falecido ex-presidente Abdurrahman Wahid .

Este pesquisa nacional foi feito através de "multistage random sampling" representando toda a população público adulto da Indonésia . Os dados foram coletados atraves de entrevistas pessoais e tambem com um questionário. O nível de confiança desta sondagem é de 95 por cento ea margem de erro de + / - 3,0 por cento.

Sapo.tl e Kompas

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ENFRENTA DIFICULDADES NO COMBATE ÀS DROGAS




DEUTSCHE WELLE

Liamba ou marijuana: no combate às drogas, São Tomé e Príncipe capacita professores. Algumas mães dão álcool aos bebês. E criminalista diz que relações pessoais dificultam a luta contra entorpecentes.

Nos últimos dois anos, São Tomé e Príncipe registrou um aumento do consumo das chamadas “drogas leves”, principalmente entre adolescentes e jovens. A violência doméstica e o roubo são alguns dos comportamentos associados ao consumo de drogas neste conjunto de ilhas, localizado próximo às costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.

O caso mais recente, que chocou a sociedade são-tomense, foi a violação e o assassinato de uma menina de 12 anos na roça Diogo Vaz. Segundo a Polícia de Investigação Criminal (PIC), um homem de 30 anos conhecido como Nandinho confessou o crime e admitiu que estava embriagado e sob o efeito de liamba.

Atualmente, a droga mais consumida em São Tomé e Príncipe é a cannabis, conhecida também como liamba ou marijuana, disse Yvete Lima: “É considerada uma droga leve, mas para a nossa realidade eu não considero leve”. Ela enfatizou que o país não está preparado tecnicamente para lidar com estes problemas porque na situação em que se encontra, já faz-se a necessidade de ter um centro de desintoxicação.

A diretora do gabinete de luta contra a droga ressalta que em São Tomé e Príncipe já há quem consuma drogas há dez ou 15 anos e que manifesta vontade de se tratar. “Mas nós não temos condições de proceder este tratamento”, lembra Yvete.

Álcool aos bebês

Outro problema é o alcoolismo. Algumas mães dão bebidas alcoólicas aos seus bebês para que consigam adormecer com mais facilidade. Face à dimensão do problema, uns qualificam-no de “pandemia” e outros, de “flagelo”.

Porém a droga “pesada” que começa a entrar no país é a cocaína. De acordo com os dados disponíveis, em 2006 houve duas apreensões de cerca de 80 quilos de cocaína.

Em nome da amizade

Segundo um levantamento feito em 2009, algumas pessoas fazem uso de entorpecentes durante atividades recreativas – disse Lázaro Afonso, criminalista e ex-diretor da PIC.

Ele precisou ainda que entende “que algumas figuras têm certo receio de começar a colocar a mão” ou interferir no uso de entorpecentes. “O grau de parentesco, amizades e tudo isso pode criar um determinado compromisso ou seja, fazer com que não se vá diretamente às pessoas que muitas vezes tenham (drogas) ou praticam estas atividades (usar entorpecentes)”, assume Lázaro.

Acesso à informação e não ao álcool

Contudo, medidas de prevenção e de combate estão em curso. Professores do ensino básico e secundário de todos os distritos e da Região Autônoma do Príncipe estão sendo capacitados para transmitir aos alunos informações e conhecimento sobre a questão da droga, de modo que estes possam se prevenir e saber das consequências do consumo de entorpecentes, explicou Yvete.

Além dessa componente de prevenção primária, estão sendo discutidas duas propostas de lei já aprovadas pela maioria do parlamento: a Lei de Base sobre a Droga, que proíbe a entrada de menores em estabelecimentos públicos onde são vendidas bebidas alcoólicas e passados filmes pornográficos.

Na opinião de alguns especialistas, não se pode falar de tráfico de droga no arquipélago. Existem grupos isolados que atuam em diversas localidades, nos diferentes distritos. As autoridades têm identificado locais onde as drogas são plantadas ou produzidas, comercializadas e consumidas.

Há ainda muito trabalho a fazer: como estreitar os vínculos entre as diversas estruturas que podem combater o uso da droga, nomeadamente o controlo efetivo das fronteiras marítimas.

Autores: Juvenal Rodrigues ( São Tomé ) / Bettina Riffel.
Revisão: António Rocha