quarta-feira, 25 de Maio de 2011

LAGARDE SE CANDIDATA AO FMI SOB RESISTÊNCIA DOS EMERGENTES





Ministra francesa das Finanças entra na corrida pela chefia do FMI, apesar de críticas dos emergentes. Com aval europeu, ela confirma candidatura na véspera da cúpula do G8 na França. EUA não garantem apoio.

A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, anunciou nesta quarta-feira (25/05) sua candidatura ao Fundo Monetário Internacional (FMI), apesar das críticas de grandes economias emergentes. Ela fez o anúncio na véspera da cúpula do G8, depois de assegurar o apoio unânime dos 27 países da UE e é favorita para conquistar o cargo.

Em uma entrevista coletiva em Paris, Lagarde prometeu, caso eleita, cumprir um mandato completo de cinco anos, ao contrário de seus três antecessores, dedicando máxima prioridade à conclusão da reforma do Fundo Monetário Internacional, dando maior peso às economias emergentes. "O surgimento de uma série de grandes players como China, Índia, Brasil e Rússia, por exemplo, só para citar alguns, nos obriga a nos interrogar sobre a representação deles dentro da instituição", disse Lagarde.

Berlim saúda anúncio

O governo alemão saudou o lançamento da candidatura de Lagarde. O porta-voz da chanceler federal Angela Merkel, Steffen Seibert, enfatizou o apoio de Berlim, afirmando que a francesa reúne "grande competência técnica" e "grande experiência também no cenário internacional". Ele destacou ainda que ela está bastante familiarizada com a crise financeira europeia.

A advogada de 55 anos, que fala inglês fluentemente, é elogiada pelo desembaraço na presidência do G20 e por suas habilidades na comunicação. Mas, diferente de Dominique Strauss-Kahn, que pediu demissão na semana passada após ser acusado de tentativa de estupro, ela não é uma economista e pode ter dificuldades para equiparar a liderança e o respeito que Strauss-Kahn impunha sobre os gestores da economia mundial. Outro detalhe que pode ser um obstáculo é uma acusação de abuso de autoridade que pesa sobre Lagarde, dentro de uma disputa judicial iniciada em 2008.

Pendência jurídica

Um tribunal especial francês criado para julgar ministros por acusações de infração está analisando se abre investigação contra ela em um caso envolvendo uma indenização de 285 milhões de euros ao empresário Bernard Tapie, um ex-ministro condenado que apoiou a campanha de Sarkozy às eleições de 2007. "Tenho toda a confiança neste procedimento porque a minha consciência está perfeitamente limpa", disse Lagarde. "Atuei no interesse do Estado e respeitando a lei", complementou.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou que Lagarde tem as qualidades "indispensáveis para assegurar a missão do FMI e sua contribuição vital para a estabilidade econômica internacional".

EUA não descartam voto em mexicano

O outro único concorrente declarado da francesa até agora é o presidente do Banco Central mexicano, Agustín Carstens. O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, classificou ambos, Lagarde e Carstens, como "muito talentosos" e detentores de credibilidade. Ele repetiu a posição dos Estados Unidos, segundo a qual deve ser eleito o candidato com "o apoio mais amplo".

O ministro mexicano das Finanças, Ernesto Cordero, disse que Lagarde tem "todos os méritos para ser nomeada", mas ressalvou que "a melhor credencial de Carstens é a força da economia do México, que está crescendo 5,5% ao ano".

O ministro brasileiro das Finanças, Guido Mantega, afirmou ser importante o lançamento de mais de uma candidatura para a liderança do FMI. Ele disse, ainda, que o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, visitará o Brasil na próxima semana para pedir apoio à sua candidatura.

Críticas dos Brics

Em uma posição conjunta divulgada na última noite em Washington, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul exigiram o fim da prática de nomear um europeu para a liderança do FMI. Eles argumentam que esta é uma convenção obsoleta, que remonta à fundação da organização.

No entanto, os países conhecidos como Brics não conseguiram se unir em torno de um candidato alternativo comum. Horas antes da divulgação da declaração conjunta dos Brics em Washington, o governo francês afirmou que a China apoiaria Lagarde. O ministro do Exterior chinês não quis comentar a notícia.

Conforme um acordo antigo entre os Estados Unidos e a Europa, a direção do FMI é indicada pelos europeus, enquanto um norte-americano assume o Banco Mundial. Os Estados Unidos também ocupam o segundo cargo mais importante no Fundo. Os candidatos devem ser sugeridos até 10 de junho e a escolha do sucessor de Strauss-Kahn deve ser feita o mais tardar até 30 de junho.

MD/afp/lusa/rtr - Revisão: Roselaine Wandscheer

Polícia de Luanda está de prevenção – Em causa a manifestação no Largo 1º de Maio




ANGOLA 24 HORAS

O Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, entrou as 18 horas desta quarta-feira de prevenção, em causa a permanençia dos manifestantes que inicialmente chamaram de ilegal.

Segundo uma fonte junto da Casa Militar, foi orientado ao pessoal da força da ordem que teria demonstrado a sua incompetência em retirar o pessoal presente no Largo da Independência, antes das 12horas.

Onde vieram a deter mais de 20 manifestantes e um Jornalista, Coque Mukuta, Repórter da Rádio Despertar para depois serem soltos todos, pela intervenção feita pelo Dr. David Mendes. O jornalista teria sido solto um pouco antes do que dos manifestantes.

A possível penalização do plano estratégico segundo a fonte da CM, vai recair nos oficiais da comissão que veio a orientar as detenções, o então coordenador das operações no local, superintendente Orlando Bernardo, da Brigada Electrónica, e do Comandante Nekas Transito e de Jorge Bengue, oficiais superiores no local.

A manifestação segundo os protagonistas pode durar mais tempo e ponderam terminar ás 00.00 horas.

FB - Angola24horas.com

*VER MAIS SOBRE ANGOLA em Página Global – também pode clicar em Angola, na Barra Lateral

BRASIL E PORTUGAL, ENFIM, JUNTOS!





São tradicionais as relações entre o Reino Unido e os Estados Unidos, sempre afinados na história, na literatura, no intercâmbio, mas também na economia e na política internacional. Já Brasil e Portugal, ao contrário, sempre viveram na relação sentimental-gastronômica, sem um olhar para as potencialidades de uma integração econômica que atendesse aos objetivos maiores das duas nações.

Alberto de Oliveira, o intelectual que foi cônsul-geral de Portugal no Brasil (época que não havia outros consulados), sediado no Rio, escreveu um livro de referência e premonição, A outra banda de Portugal. Inclui palestras na Associação Comercial do Rio, na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Portugal (denominação de então), na Academia Brasileira, na tese de que a união e integração não deveria ser encarada como uma questão sentimental, mas, sim, racional.

Agora, quando a Câmara de Comércio completa cem anos, verifica-se que, apesar da omissão dos governos, os dois países estão unidos. Com investimentos de monta em negócios nobres, tanto lá como cá, além de o movimento de turistas não se limitar mais aos que possuem laços familiares em ambos os lados do Atlântico. O intercâmbio é espontâneo, muito facilitado pela música popular, pelas telenovelas e pela espetacular malha de voos diretos de mais de dez cidades brasileiras com Lisboa e Porto.

A crise vivida por Portugal é a oportunidade de um grande avanço. Temos de criar uma efetiva cabeça de ponte no Mercado Comum, que vai reagir às dificuldades de momento pelo seu capital humano, tecnológico e cultural. E por ter locomotivas como a Alemanha e a Inglaterra, que antes do que se imagina estará de pé. Portugal é a entrada de nosso etanol misturado à gasolina na Europa. Pode ser também a captação de profissionais habituados ao comércio com Ásia e África. Hoje, é Angola que recebe cérebros jovens portugueses, que significam muito dinheiro investido no conhecimento.

O inconsciente une os dois países, uma vez que coincide na formação do pensamento nacional e nos rumos da história. Brasil e Portugal atravessaram a grande guerra com certa tranquilidade, sem maiores sacrifícios, sem envolver seus territórios na luta sangrenta, vivendo sob o mesmo regime, com o mesmo nome de “Estado Novo”. Tivemos, entre nossos notáveis governantes, filhos e netos de reis de Portugal, ao longo do século XIX. Quando Portugal estava em meio a crise, perdendo filhos na I Guerra Mundial, ocorreu a aparição de Fátima, que dez anos depois fez seus efeitos benéficos ao país, que ingressou numa fase de ordem e progresso com recuperação econômica, política e, sobretudo, moral. No Brasil, foi também a Marcha com Deus pela Liberdade, em 64, que nos livrou da ameaça do caos e até da guerra civil.

Os dois países estão plenamente conscientes da importância do afinamento de posições e de ações econômicas complementares. E a prova disso é que ambos têm escolhido para seus representantes diplomáticos, nos últimos 20 anos, o que existe de melhor em seus quadros.

Portugal nos deu Francisco Seixas da Costa, intelectual e diplomata “sênior”, hoje em Paris, e João Salgueiro, que veio da ONU. Já o Brasil tem oferecido notáveis como foram os casos de José Aparecido, Itamar Franco, Luís Felipe Lampreia, Alberto Costa e Silva. E no nosso consulado no Rio, que é quase uma embaixada pela importância dos luso-descendentes na população, no comércio, tivemos Carlos Paes, Filipe Castro Mendes – hoje embaixador no UNESCO e grande poeta –, Antonio Tanger e agora este sensacional Antonio Almeida Lima, que, com a mulher, Vanda, se tornou personagem da vida social, cultural e econômica do Rio.

O centenário da Câmara de Comércio no Rio é um fato a ser marcado por atos concretos, tendo na sua direção o advogado Paulo Elisio de grande conhecimento de tudo o que se relaciona à economia dos dois países. É preciso se criar uma pauta objetiva para esta comemoração. O Itamaraty poderia reunir os diplomatas – nosso cônsul em Lisboa é Renan Paes Barreto e o embaixador, Mario Vilalva, ambos do melhor da nova geração de embaixadores – e as câmaras dos dois países, sendo a de Lisboa dirigida por um empresário de grande dimensão, Antonio Bustorff. Este, aliás, viveu no Brasil na mocidade, quando sua família fugiu dos excessos do movimento comunista que dominou o país entre abril de 74 e novembro de 76.

Falando nisso… Exílio amigo é outra marca da ligação dos dois países. Foi em Portugal que JK casou sua filha Márcia em anos que se viu obrigado a viver fora do Brasil. Assim como o General Euclides Figueiredo, pai do presidente João Figueiredo e Plínio Salgado, entre tantos outros. E foi para cá que vieram o Presidente Américo Tomás e o Primeiro Ministro Marcelo Caetano quando do movimento vermelho, seguidos de mais de cinquenta mil famílias, maioria regressando após o Presidente Mário Soares devolver a ordem ao país.

*Aristóteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Outros títulos para ler em Debates Culturais:

“Uma Aventura na ilha de Timor” uniu alunos de Portugal e Timor numa vídeoconferência




SAPO TL – com vídeos

Isabel Alçada e Ana Magalhães aventuraram-se em terras timorenses e em dez dias captaram a magia de Dili, Baucau e Oecussi para escrever “Uma Aventura na Ilha de Timor”.

As autoras apresentaram a obra na Casa Por Timor, em Lisboa, e em directo para a Escola Portuguesa de Díli responderam às questões colocadas por alunos de Timor e de Portugal. Do lado de Lisboa estava outra turma, maravilhada com a videoconferência e ansiosa por comunicar com os colegas do “outro lado do mundo”, comentavam.

A lenda do avô Crocodilo, o Toké que canta, a elegância e simpatia do povo timorense foram alguns dos ingredientes essenciais para este livro, que conta a história da organização de um festival de música e faz parte de uma colecção de 53 histórias de aventuras, de um grupo de amigos que vive as mais divertidas e perigosas peripécias em pontos geográficos tão curiosos e atraentes como Timor-leste.

Escreveram este livro para “mostrar que os laços entre Timor e Portugal ainda são muito fortes e ao revelar traços da cultura timorense suscitar também interesse nos jovens portugueses em conhecer e visitar Timor-leste”.

Entretanto em Díli ...

Duas turmas sentadas no átrio da Escola, onde decorre a Feira do Livro, aguardaram ansiosas que fosse possível, através da Internet, interpelar Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada sobre a sua nova “Aventura”.

A tarefa não foi fácil porque a Internet em Timor-Leste tem dias, e hoje teimava em estar em dia não. Uma professora desalentada, explica que ainda na véspera tinha sido tudo testado e havia conseguido ver e ouvir “lindamente”.

Hoje não foi bem assim, e sucederam-se as tentativas que já começavam a impacientar as crianças e adolescentes. Finalmente, já a noite se aproximava em Díli quando ouviram o “bom dia” de Lisboa, a que responderam igualmente com um cordial e afinado bom dia coletivo, apesar do adiantado da hora do outro lado do mundo.

“Estou a ouvir-vos perfeitamente”, disse do outro lado Isabel Alçada, cumprimentando o embaixador de Portugal, Luís Barreira de Sousa, que “estava a ver perfeitamente”, os professores e funcionários da Escola Portuguesa de Díli, e “os meninos” que assim voltava a ver.

Foi há cerca de um ano que a escritora, então na qualidade de ministra em deslocação oficial a Timor-Leste e de visita àquela mesma escola, anunciou que estava nos seus planos e nos de Ana Maria Magalhães dedicarem uma Aventura a Timor-Leste.

O livro foi lançado e os alunos da Escola Portuguesa de Díli queriam ouvir mais: afinal, esta é uma aventura especial, onde se “vêem” búfalos, porcos, galinhas, montanhas e mar, como se olha em cada recanto de Timor-Leste, logo desde os arrabaldes de Díli. Alguns já tinham lido o livro e acharam-no familiar.

Florinda demorou três dias a devorar as 240 páginas, numa realidade quotidiana em que, além das tarefas escolares, tem de ajudar a mãe nas lides domésticas e, no tempo que lhe sobra, só pode aventurar-se noutras leituras nas noites em que não falta a luz.

Luís faz a crítica do livro à sua maneira: “gostei bastante, mas só tem lá três distritos. Devia ter os 13 distritos de Timor-Leste e falar deles todos”. Fica a sugestão às autoras para, quem sabe, escreverem a sua 54ª Aventura noutras partes da Ilha de Timor.

Filipinas: Pescadores clandestinos destruíram barreira de coral de mais de 7.000 hectares




MC - LUSA

Manila, 25 mai (Lusa) -- Pescadores clandestinos destruíram uma barreira de coral de cerca de 7.000 hectares a sul das Filipinas, tendo arrancado mais de 21 mil corais negros e morto 161 tartarugas protegidas e outras espécies marinhas, informou hoje a imprensa local.

"É como se tivessem arrasado um bosque inteiro, todo o recife foi destruído, é o dobro da superfície de Manila", indicou ao jornal "Philippine Daily Inquirer" Ludivina Labe, bióloga do gabinete de Pesca e Recursos Aquáticos.

Labe sublinhou que as tartarugas mortas na província de Cotabato pelos pescadores há algumas semanas tinham entre 80 e 100 anos.

"O Golfo do Moro e o Mar de Joló são considerados como áreas de recifes inexplorados, mas depois disto vemos que também foram atacados", afirmou.

Por outro lado, o diretor da Polícia Aduaneira, Nestorio Gualberto, afirmou que um dos traficantes detidos dispôs-se a identificar a pessoa que financiou a operação e alguns dos pescadores.

A Polícia intercetou os contrabandistas há duas semanas e recuperou 149 pacotes que continham 21.169 corais negros e 196 quilogramas de outro tipo de coral.

O governo das Filipinas está a analisar a eventual entrega de algumas das espécies confiscadas a institutos de biologia marinha enquanto uma grande parte do coral, ainda que morto, será devolvido ao mar.

Segundo o comissário aduaneiro Angelito Álvarez, a mercadoria confiscada teria um valor de mercado de pelo menos 35 milhões de pesos (571 mil euros).

As Filipinas pertencem ao denominado Triangulo do Coral, uma área de entre cinco e sete milhões de quilómetros quadrados limitada pela Indonésia, Malásia, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Timor-Leste, que contém 75 por cento das espécies de coral do planeta.

HELICÓPTEROS CONTRA KADHAFI




JORGE HEITOR, jornalista – O MÁXIMO

Helicópteros da França e do Reino Unido juntam-se agora aos aviões que pretendem destruir todo o potencial do regime líbio e deixá-lo de rastos.

Paris, Londres e Washington não querem de modo algum que o coronel Muammar Khadafi continue à frente da Líbia, como se ele fosse um grande perigo para o seu povo, ao qual deu um nível de vida muito superior ao que tinha há 42 anos, quando ainda vigorava a monarquia.

Ao destruírem o sistema dirigido por Muammar Kadhafi, a França, o Reino Unido e os Estados Unidos poderão muito bem destruir a própria Líbia, tal como a conhecíamos há 30 ou há 40 anos. Poderão remetê-la para um aglomerado de tribos, a fazer lembrar os clãs da Somália.

Depois de alguns meses de actuação da NATO, o país chamado Líbia poderá muito bem vir a ficar esvaziado de sentido, esquartejado, repartido entre a Tripolitânia, a Cirenaica e Fezzan.

A Rússia, a China, a Turquia, a Alemanha e outros distanciaram-se da Entente Cordiale de David Cameron e Nicolas Sarkozy para aniquilar a família de Muammar Kadhafi e todo o sistema por ela encabeçado. Só a Administração Obama é que apoia essa cruzada anglo-francesa para dar cabo de um sistema político que muito desenvolveu o território líbio.

Falar aqui de intervenção humanitária, a favor de uma parte da população, poderá muito bem ser apenas um sofismo. Mas a comunidade internacional, na sua generalidade, parece relativamente desinteressada do que na verdade se está a passar.

Jorge Heitor

Guiné Bissau: Negociações com Governo falham, greve de 30 dias dos professores prossegue




MSE - LUSA

Bissau, 25 mai (Lusa) -- O presidente do Sindicato Nacional de Professores da Guiné-Bissau (SINAPROF), Luís Nancassa, disse hoje que a greve de 30 dias dos professores, iniciada terça-feira, vai prosseguir por não se ter chegado a acordo com o Governo.

O SINAPROF reuniu-se terça-feira ao final da tarde com elementos do Executivo.

Segundo Luís Nancassa, o "Governo não quer negociar" porque insistiu na participação no encontro do Sindicato Democrático dos Professores da Guiné-Bissau (SINDEPROF).

O SINDEPROF já disse publicamente estar contra a greve, porque o Executivo está a cumprir o prometido no acordo assinado em novembro.

"O Governo não quer negociar. Nós não estamos de acordo que o outro sindicato participe", disse Luís Nancassa, cujo sindicato representa a maior parte dos professores guineenses.

O SINAPROF iniciou terça-feira uma greve de 30 dias para reivindicar a aplicação do estatuto da carreira docente, pagamento de salários em atraso e efetivação de professores contratados.

No final do ano passado, os dois principais sindicatos dos professos da Guiné-Bissau, SINAPROF e Sindicato Democrático dos Professores (SINDPROF) chegaram a um entendimento com o Governo depois de uma paralisação de 15 dias.

Em novembro, os dois sindicatos prometeram retomar as aulas e alargar o período letivo mais um mês para compensar os alunos pelos dias de aulas perdidos.

*Foto em LUSA

Moçambique: Fundo saudita financia com 7,1 ME proteção costeira de Maputo




LAS - LUSA

Maputo, 25 mai (Lusa) -- O Fundo Saudita para o Desenvolvimento vai financiar com 7,1 milhões de euros a proteção costeira de Maputo, capital de Moçambique, foi hoje anunciado.

O financiamento será assinado na quinta-feira em Maputo, entre responsáveis daquele fundo e o Ministério das Finanças de Moçambique.

"O projeto de proteção costeira da cidade de Maputo visa contribuir para a melhoria dos padrões de vida da população" da capital, através de um plano que possibilite o desenvolvimento económico e social, proteja as terras e estimule o turismo e as atividades de pesca, refere um comunicado do Ministério das Finanças de Moçambique.

Com este acordo, o Fundo Saudita para o Desenvolvimento inicia as suas atividades em Moçambique, onde, segundo o mesmo comunicado, pretende financiar dois institutos e duas escolas secundárias nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, bem como a construção do hospital central de Nampula, também no norte de Moçambique.

CPLP: União de esforços e trabalho em parceria é fundamental na relação entre fundações




MTDM - LUSA

Cascais, 25 mai (Lusa) -- O presidente do Centro de Português de Fundações, Rui Vilar, defendeu hoje que a união de esforços, pareceria e cooperação são princípios que devem prevalecer nas fundações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na cerimónia de abertura do VIII Encontro de Fundações da CPLP, que se realiza hoje em Cascais, Rui Vilar destacou a necessidade, cada vez maior, de haver um trabalho articulado entre as instituições.

"Vivemos tempos de incerteza e momentos muito difíceis, mas é nestes momentos que nos devemos unir e trabalhar em coletivo, porque em parceria, cooperação e uma solidariedade espontânea, seremos coletivamente capazes de enfrentar as dificuldades", afirmou.

Rui Vilar destacou a importância do funcionamento em rede e de uma estreita colaboração entre os atores para que o desenvolvimento dos países seja mais eficaz.

"Devemos unir esforços e alinhar estratégias para que o desenvolvimento prossiga de uma forma solidária e sustentável", frisou.

A mesma opinião tem o presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), Manuel Correia, também orador na abertura do encontro.

"Não tenho dúvidas que para um desenvolvimento sustentado e mais justo é preciso que haja maior cooperação", disse Manuel Correia, sublinhando o papel das parcerias como forma de ter um conhecimento adequado que permite potenciar a mais valia de cada instituição.

O responsável considerou, no entanto, que há ainda muito trabalho por fazer nesta área, sendo que trabalhar com eficiência e em equipa deve ser a principal preocupação.

"Temos perdido mais tempo a arranjar bodes expiatórios para o insucesso, do que a procurar o que é realmente necessário fazer para o desenvolvimento dos países e é aí que as parcerias são fundamentais e podem ser determinantes", sustentou.

O VIII Encontro de Fundações da CPLP decorre durante todo o dia de hoje no Hotel Miragem, no Estoril, Cascais.

Subordinado ao tema "Desenvolvimento e Sustentabilidade. O Papel das Redes e Parcerias", este encontro visa o debate e partilha de experiências entre fundações que, muitas vezes, têm problemas comuns.

Com mais de 100 pessoas inscritas, representantes de 60 fundações dos países que falam a língua portuguesa, a iniciativa é este ano organizada pelo Centro Português de Fundações.

Entre as instituições presentes no encontro figuram a Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Gil (Portugal) e a Fundação Roberto Marinho (Brasil).

Cultura CPLP: ESCRITORES INICIAM DEBATE NA RUA DE ANGOLA




ANTÓNIO QUINO - JORNAL DE ANGOLA

No âmbito da III Bienal de Culturas da Lusofonia, que decorre até ao próximo domingo, realizou-se no fim-de-semana passado, nos arredores de Lisboa, um aceso debate em torno da chamada lusografia.

Mais de 50 escritores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa participaram na sessão realizada no Centro Cultural da Malaposta, curiosamente localizado na rua de Angola, em Odivelas.

O encontro, que contou com a presença do embaixador de Angola em Portugal e do secretário executivo da CPLP, Marcos Barrica e Domingos Simões, respectivamente, mobilizou uma série de intelectuais que enriqueceram as discussões divididas em sete painéis.

Sob direcção do vice-presidente da câmara municipal de Odivelas, o também escritor Mário Máximo, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste apresentaram as suas vivências e experiências através dos seus representantes, que falaram da produção literária e do mercado de oportunidades e constrangimentos, os processos criativos na produção literária, protecção aos escritores, missão e impacto do prémio literário, a influência dos factores socioculturais na escrita e a poesia lusófona na primeira pessoa.

Francisco Soares, por Angola, lembrou que é importante ter-se em conta que, nos processos criativos da produção literária, a realidade histórico-cultural de Angola oferece um conjunto de estímulos para muitos autores portugueses. Lívio de Morais, escritor e pintor moçambicano, e Odete Semedo, da Guiné-Bissau, referiram-se ao poder da "voz interior selvagem" que força o artista a agir por vezes impulsivamente para dar corpo à ficção desenhada pela tal "voz".

Um aspecto que também mereceu inquietação dos presentes prende-se com a falsa ideia levantada sobre o baixo grau de produção e edição literária nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Relativamente a isso, o investigador angolano Virgílio Coelho questionou a estratégia de selecção dos escritores convidados a estes eventos, uma vez que há qualidade e quantidade em produção e edição literária em Angola, e que nem sempre a opção pela escolha de escritores angolanos que vivem em Portugal ou noutros países é a mais representativa.

Essa posição foi apoiada por escritores moçambicanos, santomenses e cabo-verdianos, que demonstraram, à margem dos debates, a sua insatisfação pelo facto de algumas instituições portuguesas nem sempre promoverem o equilíbrio nos convites feitos a escritores dos PALOP, privilegiando quase sempre os da diáspora, "como se a partir dos nossos países não houvesse produção ou qualidade artística", acrescentou um jovem escritor moçambicano.

O escritor Mário Máximo disse que a organização terá isso em conta e prometeu promover um maior intercâmbio cultural com as editoras e autores que "vivem" na África lusófona.

Durante o evento, houve também um momento de apresentação de livros e sessões de autógrafos, com destaque para a do Ondjaki, autor angolano. Só a delegação angolana levou mais de 30 títulos de autores angolanos, sendo que Manuel Rui, Luandino Vieira e Carmo Neto foram os mais requisitados, ao lado da revista Maka, da União dos Escritores Angolanos.

No final do encontro, houve troca de livros entre autores e editores, com música dos cabo-verdianos Mário Rui e Amândio Ferreira e declamação pela portuguesa Paula Nunes.

REGIME DITATORIAL DE ANGOLA REPRIME MANIFESTANTES CONTRA A POBREZA EXTREMA




ANTÓNIO VERÍSSIMO

A POBREZA TAMBÉM É FRUTO DOS GRANDES ROUBOS DAS ELITES

Enquanto o ditador José Eduardo dos Santos cumpre a sua “jornada de campo no Cazenga”, como nos dá notícia a RNA ao serviço do ditador e dos mais influentes dirigentes do MPLA e do governo, em Luanda reprimem os que se insurgem contra a miséria e extrema pobreza.

O ditador no Cazenga, enquanto que em Luanda se previa a realização de mais uma manifestação a denunciar os efeitos perniciosos da governação do ditador e do seu partido, que se apossaram de Angola em pleno há muitas décadas. Eduardo dos Santos já permanece como PR de Angola há 32 anos sem nunca ter sido eleito.

A manifestação era contra a pobreza extrema que ensombra o quotidiano angolano há tanto tempo quanto aquele que o MPLA está no poder. Exatamente nesse lapso de tempo muitos generais e outros afetos ao MPLA têm enriquecido ilegalmente, extorquindo aquilo que pertence ao país. Disso mesmo nos é dada conta por variadas formas na imprensa internacional. Isso mesmo é o que temos visto relativamente aos familiares de José Eduardo dos Santos. Ele próprio é senhor de uma fortuna incalculável que é citada por todo o mundo.

Não precisamos de ter formação universitária para entender as razões da extrema pobreza existente em Angola. Os roubos são por demais e cai sempre sobre os plebeus o ónus desses mesmos roubos, desse esvair de riqueza para as contas bancárias de uns quantos. A fome e a miséria existente em Angola é fruto disso. Muita da corrupção que se sabe existir é alancada por conta do mau exemplo das elites Eduardistas e Emepelistas. Quadros menores concluem que se as lideranças são corruptas e apossam-se de fortunas também eles têm o direito de o fazer, ou pelo menos tentarem. E se assim o pensam mais depressa e melhor o fazem.

Também por isso, se não principalmente por isso, assistimos à corrupção generalizada no aparelho de estado. É o salve-se quem puder desde as polícias, o exército, as repartições, o empresariado e os grande “tubarões”- os governantes.

A pobreza extrema em Angola, como em outras partes do mundo, aponta para esta dura realidade. Ainda mais num país extremamente rico que tem que chegue e sobre para todo o seu povo.

Mas que apontem e protestem contra a realidade que encerra a fome, as carências injustificadas dos angolanos, o défice de justiça e democracia, o MPLA de Eduardo dos Santos não gosta. Por isso começou à priori a deter organizadores da manifestação para hoje anunciada em Luanda contra a pobreza extrema. E foi impedir a sua realização, dispersando e detendo manifestantes.

Decerto que os servidores do soba Santos vão alegar que a manifestação não estava autorizada… Desde quando é que a miséria e a fome precisam de autorização para se manifestar? Só precisam porque esse é um requisito de um regime ditatorial como o da Angola de Eduardo dos Santos e da súcia que o rodeia.

Angola: POLÍCIA DETÉM UM E PROCURA OUTROS MANIFESTANTES CONTRA A POBREZA





Informações acabadas de chegar dão conta que Agentes da polícia nacional, em composição e número não determinado, detiveram esta noite no Rangel, um dos responsáveis da organização da manifestação pública prevista para esta quarta-feira na praça da Independência.

Mário Domingos, nome pelo qual é conhecido no grupo, terá sido arrastado da sua residência, para a unidade da III Divisão do município do Kazenga.

Testemunhas no local presenciaram os espancamentos de que era alvo por parte da polícia, enquanto o transportavam numa viatura da corporação do tipo Toyota, cuja matrícula não foi possível identificar.

A polícia é citada igualmente como tendo arrombado as portas da casa de Fernando Yannik, outro dos responsáveis do evento, sem conseguir detê-lo.

Entre informações não confirmadas de que José Eduardo dos Santos se deslocará nesta quarta-feira para o município do Kazenga, fala-se de ordens dadas pelo Administrador local para deter os rapazes, como forma de os silenciar.

Angola24horas.com

ONDE PONHO O DEDO, PATRÃO?




ORLANDO CASTRO*, jornalista – ALTO HAMA

Reforçado pelos esmagadores êxitos do seu patrão, certamente que o Jornal de Angola, estatal, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime ditatorial que (des)governa Angola desde 1975, poderá agora concretizar a ameaça feita em 12 de Maio de 2008.

Nesse dia, o único diário angolano ameaçava divulgar "as listas dos nomes dos quadrilheiros portugueses capturadas no bunker de Jonas Savimbi no Andulo".

Tal como escrevi nesse mesmo dia, era e continua a ser bom que o faça. Ou será que o facto de o dono do jornal, bem como do país, ser agora também dono de grande parte de Portugal, alterou o ímpeto?

Continuo, contudo, à espera das listas de quadrilheiros portugueses e, já agora, também da imensa listagem dos oficiais das FAPLA e depois das FAA que trabalhavam para Savimbi, assim como dos políticos do MPLA, alguns com altos cargos no Governo e que também trabalhavam para o líder da UNITA, e ainda dos jornalistas (portugueses e angolanos), hoje rendidos aos encantos do MPLA, e que também eram amamentados por Savimbi.

"Basta de abusos e insultos", advertia então o Jornal de Angola (estatal, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime ditatorial que (des)governa Angola desde 1975) na última linha de um texto não assinado, publicado em Editorial, sem avançar quaisquer pormenores sobre as "listas de quadrilheiros portugueses", inferindo-se que se trata de aliados do ex-líder da UNITA, principal partido da oposição angolana, morto em combate em Fevereiro de 2002.

De baterias apontadas ao jornal Público e ao programa "Eixo do Mal", da SIC Notícias, o Jornal de Angola (estatal, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime ditatorial que (des)governa Angola desde 1975) afirmava que os "idiotas úteis" que integram o programa e o diário português estão ao serviço de "quadrilhas" que se serviram de "diamantes de sangue" em Angola.

Força camaradas. Se os tiverem no sítio (não têm, nunca tiveram e nunca terão, como é bom de ver) não devem esperar. Mandem cá para fora tudo o que têm. Tudo. Tudo. Tudo significa tudo. Percebem?

"A liberdade de imprensa teve sempre inimigos confessos e alguns idiotas úteis que, mesmo sem o saberem, são os inimigos mais difíceis de conter ou enfrentar", referia o Jornal de Angola (estatal, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime ditatorial que (des)governa Angola desde 1975), explicando que estes "idiotas úteis" são aqueles que os patrões "usam para todos os abusos".

Olhem quem ladra. Reproduzem o que o patrão do MPLA manda e, mesmo assim, até o texto estar impresso estavam de trela curta e surgem agora a arrotar postas de lagosta como se fossem livres e independentes.

O Jornal de Angola (estatal, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime ditatorial que (des)governa Angola desde 1975) retomava também – recordam-se? - as críticas ao músico e activista Bob Geldof, que em Lisboa disse que Angola é governada por "criminosos", afirmando que os "derrotados" da descolonização "soltam os Bob Geldof e os idiotas úteis do `Eixo do Mal´ e outros serventes menores", que não identifica.

Sob a batuta do MPLA, estes escribas escolarizados há bem pouco tempo (ainda não há muito saltitavam nas copas das árvores) servem-se do Jornal de Angola (estatal, órgão oficial do MPLA, correia de transmissão do regime ditatorial que (des)governa Angola desde 1975) para publicarem o que nem eles sabem o quer dizer.

Aliás, o facto de o texto não vir assinado apenas mostra que, quando o capataz do MPLA disse ao suposto autor para assinar, ele perguntou: “Onde ponho o dedo, Patrão?”

*Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.

GOVERNO DE ANGOLA MANDA PRENDER MANIFESTANTES DA LUTA CONTRA A POBREZA



Polícia dispersou manifestação contra a pobreza
e terá feito quatro detenções, mas apenas uma confirmada

NME – EL - LUSA

Luanda, 25 mai (Lusa) -- A manifestação contra a pobreza marcada para hoje em Luanda, organizada pelo Movimento Revolucionário de Intervenção Social (MRIS), foi dispersada pela polícia, que mantém no local um forte dispositivo de efetivos, disseram à Lusa fontes da organização.

Além da detenção do presidente do MRIS, Luís Bernardo "Matéria Orgânica", na terça-feira à noite na sua residência, as fontes contactadas pela Lusa referiram ter sido efetuada uma segunda detenção, esta já hoje no local da manifestação, na Praça da Independência, em Luanda.

A ordem de dispersar dada pela polícia foi acompanhada da apresentação de uma carta do Governo Provincial de Luanda, com data de 19 de maio, a não autorizar a iniciativa.

A Agência Lusa contactou, a partir de Lisboa, um dos organizadores da manifestação, que solicitou o anonimato, que referiu que no total foram detidas quatro pessoas: Luís Bernardo, que terá sido espancado no momento da prisão, Carbono Casimiro, porta-voz do grupo de organizadores, e outros dois elementos do movimento, Jang e Ikonoclasta.

Estas três detenções não foram ainda confirmadas pela polícia.

À hora prevista para o início da manifestação, 13:00 em Luanda (mesma hora em Lisboa) estavam concentradas na Praça de Independência mais de uma centena de pessoas, algumas empunhando cartazes com palavras de ordem contra a "Pobreza Extrema" em Angola.

Em declarações à Lusa, fonte da organização disse que o pedido de anúncio da iniciativa, entregue em abril, não teve nenhuma resposta do Governo Provincial de Luanda, razão pela qual tinham decidido manter a convocatória, para o que invocam a legislação em vigor, segundo a qual a falta de resposta constitui reconhecimento de autorização, como tinha sucedido na manifestação do passado dia 02 de abril, que decorreu sem incidentes.

A Lusa continua a tentar contactar a polícia angolana para confirmar o número de detenções efetuadas.

Relativamente à detenção de Luís Bernardo, uma fonte da polícia contactada pela Lusa, que preferiu não se identificar, disse que "Matéria Orgânica" se encontra detido na direção provincial de investigação criminal, alegadamente por ameaça e porte ilegal de arma de fogo.

**Mais notícias e relacionados em ANGOLA 24 HORAS

Timor-Leste: Ex-vice-PM Mário Carrascalão critica admissões "sem controlo" no Estado




MSO - LUSA

Díli, 25 mai (Lusa) -- O ex-vice-primeiro-ministro de Timor-Leste e atual deputado do PSD Mário Viegas Carrascalão disse hoje que houve nomeações de funcionários temporários para os ministérios que escaparam ao controlo da Comissão da Função Pública (CFC).

A Comissão da Função Pública é um órgão independente, criado em julho de 2009, com o propósito de desenvolver serviços públicos eficientes e eficazes, através de políticas justas de gestão de recursos humanos e da promoção da formação técnica dos funcionários públicos.

Em declarações prestadas hoje à Lusa, dia em que o presidente da CFC, Libório Pereira, apresentou ao Parlamento o relatório anual daquela comissão, Mário Carrascalão criticou as "admissões sem controlo" na Função Pública, que, disse, causaram "inflação orçamental".

"Os ministérios nomeiam funcionários temporários que depois acabam por exigir a sua passagem à categoria de permanentes. Houve mesmo casos em que se admitiam pessoas e se lhes pagava a título de "bens e serviços", o que não foi controlado pela Comissão da Função Pública", acusou.

Outra questão levantada por Mário Carrascalão, que saiu do Governo incompatibilizado com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, foi o problema das disparidades salariais com os diretores de serviços, considerando que é fator de desmotivação dos funcionários.

Críticas à política de recursos humanos que tem sido seguida na administração pública foram também feitas pelo deputado da oposição Estanislau da Silva (FRETILIN), que acusou o Governo de aumentar o número de funcionários temporários com objetivos políticos.

"O Governo da Aliança da Maioria Parlamentar (AMP) aumentou o número dos funcionários temporários, não porque precisava de mais pessoas para trabalhar, mas para poder selecionar os funcionários através das suas orientações políticas e favorecer os seus apoiantes", acusou.

Estanislau da Silva criticou igualmente os critérios com que está a ser feita a integração dos temporários no quadro da Função Pública, discordando de que seja dada aos diretores a palavra decisiva.

"O que estão a fazer pode criar problemas porque não há uma seleção rigorosa. Há os que não fazem nada e não têm bom comportamento, mas por causa da amizade com diretores passam, prejudicando o serviço que é prestado à comunidade pela administração pública", afirmou.

O presidente da Comissão da Função Pública, Libório Pereira, disse que a Comissão foi encarregada de regularizar a gestão dos recursos da Administração Pública, conforme a política definida pelo Governo e os critérios estabelecidos para a conversão dos funcionários temporários em permanentes.

"A política de conversão dos trabalhadores temporários em funcionários permanentes foi publicada no Jornal da República, através de Resolução do Governo, que definiu os critérios básicos de admissão e é com base neles que a Comissão supervisiona o processo de recrutamento", declarou.

No total, deverão ser convertidos pela Comissão da Função Pública cerca de 13 mil trabalhadores precários em permanentes, dos quais seis mil são professores, segundo o presidente daquele organismo.

Timor leste: APROVADA LEI DA COOPERAÇÃO JUDICIÁRIA INTERNACIONAL EM MATÉRIA PENAL




MSO - LUSA

Díli, 25 mai (Lusa) -- O Parlamento Nacional de Timor-Leste aprovou a Lei da Cooperação Judiciária Internacional em matéria penal, permitindo a cooperação processual dos tribunais nacionais com tribunais estrangeiros, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a nota informativa difundida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) timorense, a proposta de lei foi aprovada na especialidade, sem votos contra, aguardando agora a respetiva promulgação pelo Presidente da República, e posterior publicação para entrar em vigor na ordem jurídica interna de Timor-Leste.

A Lei sobre a Cooperação Judiciária Internacional em Matéria Penal vem dar resposta à necessidade "de consagração de uma plataforma que viesse permitir a realização de atos de cooperação, por um lado entre os tribunais nacionais e os tribunais de outros Estados e, por outro, entre o Estado de Timor-Leste e o Tribunal Penal Internacional".

Através da proposta legislativa agora aprovada na especialidade, "criam-se os mecanismos que possibilitarão a colaboração e auxílio entre órgãos judiciais de dois ou mais Estados soberanos, visando garantir a eficácia da prestação jurisdicional e, em última instância, o fortalecimento do Estado Democrático de Direito", refere o texto do MNE.

Missão política e empresarial liderada por Edmund Ho em Timor-Leste e Singapura




ANGOLA PRESS

Macau - O ex-chefe do Executivo de Macau, Edmund Ho, lidera entre 06 e 09 de Junho uma missão política e empresarial de Macau e da China a Timor-Leste e Singapura, disse hoje à Lusa fonte ligada à organização da visita.

A missão, que inclui empresários de Macau e da China incluindo o empresário Ng Fok e a China Road, que recentemente estiveram em Díli numa visita de avaliação de oportunidades de investimento é liderada por Edmund Ho que, além do antigo chefe do Governo de Macau, é vice-presidente da Comissão Consultiva Política do Povo Chinês.

A delegação inclui também Francis Tam, o Secretário para a Economia e Finanças do Governo de Macau.

A missão deixa Macau a 06 de Junho e permanecerá um dia na capital timorense sendo recebida pelo Presidente, José Ramos Horta, e pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, acrescentou a fonte.

Já em Singapura, além de contactos empresariais, a delegação de pelo menos 50 pessoas visita a nova zona de entretenimento da Cidade Estado na ilha Sentosa, onde estão construídos os hotéis casinos, um dos quais propriedade da Las Vegas Sands, que tem em Macau os dois maiores casinos do mundo.

"É uma visita muito curta que visa uma aproximação não só a Timor-Leste como também a Singapura aproveitando as potencialidades de Macau como plataforma dos serviços e de aproximação entre empresas e empresários da China e dos países de língua portuguesa e da região", explicou a fonte à Agência Lusa.

Também em Junho, Francis Tam deverá regressar a Timor-Leste à frente de uma delegação empresarial de Macau que se juntará à missão empresarial que será liderada pelo vice-ministro do Comércio da China, Chen Jian.

Australia - CHRISTMAS ISLAND BOATS INADEQUATE: INQUIRY




WA TODAY

Police, Customs and volunteer rescue boats on Christmas Island were not equipped for the high seas prevailing when an asylum-seeker boat hit rocks on the island, an inquest has heard.


An Australian Federal Police boat and a rescue vessel were restricted in their operations when the vessel, known as SIEV 221, hit Rocky Point on December 15 last year, the coronial inquest in Perth was told today.

The boats had failed maritime safety inspections and could not be launched for a rescue anyway because of the dangerous seas and weather, the inquest heard.

Two Customs vessels also could not be launched because of the weather and lack of trained crew.

West Australian Coroner Alastair Hope is conducting the inquest into the deaths of 30 people from Iraq and Iran, and the likely deaths of 20 others.

Four fast boats launched from the naval patrol vessel HMAS Pirie and the Customs vessel Triton raced to the crash site and pulled survivors from the water.

Australian Maritime Safety Authority ship inspections manager Alex Schultz-Altmann told the inquest the AFP motor vessel Colin Winchester had failed its AMSA survey and was restricted in its operations.

A second vessel, the Christmas Island Volunteer Marine Rescue Service's Sea Eye, was not licensed to operate because it too had failed its AMSA certificate of survey, he said.

Surveys had identified buoyancy and stability deficiencies in both Leisure Cats and those problems had still to be fixed, Mr Schultz-Altmann said.

He said design faults were identified in the vessels that were "certainly only suitable for rescues in fair weather conditions" where wave heights were no more than 1.5 metres.

Mr Schultz-Altmann said that under international maritime conventions, vessels out of survey could be operated in emergencies that involved the safety of life at sea.

In such situations, the operators of vessels would have to judge whether it was safe enough to use vessels while not putting rescuers' lives at risk, he said.

On December 15, no boats were launched from shore, police and other boat operators having decided conditions were too dangerous.

Mr Schultz-Altmann said the AFP and rescue service boats "were not designed to stand that type of weather".

An AFP submission to the inquest said the officer commanding on the island considered using the Colin Winchester but concluded that any attempt to launch it would fail and risk the crews' lives.

It said another vessel had since been sent to Christmas Island and would remain for as long as necessary while an appropriate replacement boat was found.

Mr Schultz-Altmann said two Customs boats on the island, a rigid-hull inflatable boat and a Stabicraft, were deemed suitable only for operations in fair conditions and smooth or partially-smooth waters.

Neither boat was launched on December 15 because of the conditions and a lack of trained crew.

Mr Hope adjourned the inquest until next Wednesday when AFP officers are expected to give evidence.

AAP