quinta-feira, 1 de setembro de 2011

FMI, ONU, BANCO MUNDIAL E A MÁFIA GLOBAL LIDERADA PELOS EUA





Acabada de chegar, ainda fresquinha, deparo com uma “conversa” com origem no Youtube sobre a Máfia Mundial. Não fiquei surpreso com a “conversa” que aqui vos trago mas considero por bem divulgá-la. Surpreso fiquei, isso sim, com o volume de correspondência na caixa de correio eletrónico a que chamamos comummente email. Carregadinha… E eu sem dar resposta nem agradecer aos que me escrevem. Por impossível que me pareça tinha 852 emails e desses a maioria carecia de uma resposta. Nem que fosse por amizade e consideração. Por esse facto tenho de pedir muitas desculpas aos que me considerarem mal-educado e ingrato, com razão. Uma missiva merece sempre resposta. Tentarei que não se repita. Um vídeo enviado por amiga, a quem peço desculpa pelo meu silêncio, merece ser destacado e comentado. Atentamente visto e escutado. Se possível a levar-nos a pesquisas para melhor nos documentarmos.

Sobre o vídeo que fica inserido mais em cima, razão desta prosa, deverá ser salientado que os factos relatados não são assim tão simples quanto possam parecer. O indivíduo que protagoniza a denúncia teve de racionalizar o que expunha. Mas é certo que mundialmente estamos a ser vítimas de sindicatos do crime que dominam estados, organizações financeiras – como o Banco Mundial ou o FMI. É certo que existe uma Máfia Mundial que tem os poderes de decidir sobre a vida e morte das populações, dos líderes dos países e até da própria natureza.

Eles sabem que é difícil acreditar no inacreditável. As nossas reações são de rejeitar as verdades que estão perante os nossos olhos por serem demasiado complexas e monstruosas, apesar de todos sabermos que os que se atrevem a relatar algumas “sombras” da verdade inconcebível nada lucram com isso, a não ser espantarem os seus próprios remorsos.

O relato é simples e rápido. Aponta sobretudo para as responsabilidades dos EUA, dos mafiosos nos poderes dos EUA, na subjugação do mundo aos seus impérios. Parece impossível, o que é denunciado em simples palavras, mas é certo que vimos o império norte-americano a devastar os jovens do seu próprio país em guerras por todo o mundo por alegadas razões que vimos quase sempre a saber serem falsas. Recordemos as alegações de George W. Bush sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque. Mentira. Repare-se que Bush se fez rodear de uns “palhaços” que lideravam outros países numa célebre Cimeira dos Açores. Portugal, Espanha e Inglaterra alinharam na cumplicidade da mentira. E surgiu o pagamento dessa cumplicidade, no caso de Portugal para Durão Barroso – então quando da invasão do Iraque era PM de Portugal – que num ápice se viu guindado a Presidente da UE. Sem mérito pacifico, democrático e útil… Mas lá está. E vimos para onde caminha a Europa, para o fundo!

Recentemente, em flagrante realidade, vimos Paulo Portas, em Portugal, ser indigitado Ministro dos Negócios Estrangeiros. O mesmo Paulo Portas que andava à espera de cobrar o favor por ter dito que havia visto provas das alegadas armas de destruição maciça no Iraque. Era ele então ministro da Defesa, afirmando o que era mentira. Portas só o afirmou publicamente depois de se reunir com George W. Bush. Mentiu deliberadamente. O que ganhou com isso? Vamos vendo.

Vimos um indivíduo descaradamente mentiroso ser empossado ainda há pouco tempo novamente em ministro. Mesmo após a denuncia de que é um verdadeiro aldrabão! Para nos inteirarmos basta ler “Portas «usa fraudulentamente o seu cargo de Estado», acusa General”, artigo do general Pezarat Correia que foi censurado no Diário de Notícias, de Portugal, o que não impediu de ser público e divulgado talvez com maior relevo. Essa é muitas vezes a desvantagem da censura. Não conheço explicação publica do Diário de Notícias para ter decidido censurar o referido artigo de opinião. Se isto é Liberdade de Imprensa e de Opinião… Se isto é democracia…

Facto foi que Paulo Portas é atualmente ministro… dos Negócios Estrangeiros. Um comprovado aldrabão num cargo que pode proporcionar muito jeito à Máfia Mundial, à ONU inclusive, que apontada pelo interveniente no vídeo, razão do exposto, como dominada pela referida Máfia. O que vem lá a seguir e quais as posições de Portugal na ONU que sejam favoráveis aos EUA só o futuro nos mostrará. Uma guerra no Irão? A ocupação da Líbia? Outras ocupações, outras invasões apoiadas por Paulo Portas, pelo governo de Passos Coelho e pelo PR Cavaco Silva. Logo saberemos, basta atentar no trio para se perceber o que contêm.

*António Veríssimo, 64 anos, português nascido em Lisboa, timorense de coração, aposentado. Produtor de audiovisuais – rádio, cinema, televisão (RTP), por esta ordem cronológica. Colaborador em várias publicações de Portugal, Moçambique e Timor Leste (extintas). Redator nos semanários portugueses Extra e Página Um (extintos). Apaixonado da rádio, fez parte do grupo impulsionador do movimento pela legalização das Rádios Piratas, algumas que formou e dirigiu, na clandestinidade e depois de legalizadas. Desde há seis anos que coordena e escreve para publicações na blogosfera, entre as quais o Página Global.


Polícia do Rio de Janeiro detem elementos de uma quadrilha liderada por ex-deputado




GL - LUSA

São Paulo, 01 set (Lusa) - Cerca de 150 efetivos da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, no Brasil, estão a realizar hoje uma operação na cidade para deter elementos de um grupo comandado por um ex-deputado e um ex-vereador.

Durante a manhã, foram cumpridos nove mandados de prisão de elementos do grupo conhecido como "Liga da Justiça", considerado uma das mais perigosas milícias da cidade do Rio de Janeiro, noticia o Globo.

A operação está a decorrer nas comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro e envolve também mandados de busca e apreensão.

Ao todo, o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) denunciou 18 pessoas ligadas aquela quadrilha, entre elas ex-polícias. Cinco dos denunciados já estavam presos.

O ex-deputado estadual Natalino Guimarães e o seu irmão, o ex-vereador Jerónimo Guimarães, o "Jerominho", são apontados como os mentores deste grupo. Por isso cumprem pena no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande desde 2008.

Os elementos do grupo são acusados pelo Gaeco de crimes de homicídio, extorsão, posse e porte ilegal de armas. O objetivo do grupo, segundo a acusação, é a "dominação (domínio) territorial e económica de toda a região através da violência e da imposição do terror".

Segundo a polícia, o grupo explora os moradores da área, controlando o transporte alternativo, a exploração de jogos de azar e o monopólio da venda de gás a preços acima dos praticados no mercado e ainda cobra taxas de segurança, entre outras atividades ilícitas.

Esta é a segunda operação contra milícias em menos de um mês. No dia 19, pelo menos 60 pessoas foram presas durante uma operação em Santa Cruz, também na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O grupo desmantelado também era formado por polícias, que são acusados de invadir uma área de mais de um milhão de metros quadrados há três anos, onde faziam a extração ilegal de argila, barro e areia.

Os detidos serão indiciados por crime ambiental, formação de quadrilha e usurpação de património.

Instituto afirma que pobreza está a transformar a Amazónia numa rota principal...




... de tráfico de drogas e armas

CSR - LUSA

Genebra, 01 set (Lusa) -- O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) afirmou, num estudo recente, que a pobreza está a transformar a Amazónia numa das principais rotas do tráfico internacional de armas e drogas no mundo, divulgou hoje a imprensa brasileira.

A investigação do IISS (sigla em inglês), publicada recentemente e divulgada hoje pelo jornal O Estado de São Paulo, referiu que não é a falta de efetivos de segurança ou de um novo sistema de radares que está a transformar a Amazónia numa das principais rotas do tráfico internacional de armas e drogas no mundo, mas sim a miséria na região.
O IISS é um dos principais centros de estudos sobre estratégia no mundo, com sede em Londres.

Para o instituto, o projeto do Governo brasileiro de investir 10 mil milhões de reais (4,3 mil milhões de euros) até 2019 na proteção das suas fronteiras na Amazónia tem grande probabilidade de fracassar, enquanto a pobreza não for erradicada nas comunidades que vivem na região.

De acordo com o estudo, a pobreza afeta 42 por cento da população da Amazónia, acima da média de 28 por cento no resto do Brasil. Apenas um terço da população - que vive na região do mundo com mais recursos hídricos - tem acesso a água limpa.

Segundo o documento, a Estratégia Nacional de Defesa de 2008 não foi capaz de conter o tráfico de armas e drogas na Amazónia e o país fez uma avaliação estratégica "ultrapassada" sobre os riscos que a região enfrenta.

O Brasil insiste que o maior perigo é a invasão da Amazónia por outro Governo, no entanto, segundo o estudo, a floresta já está a ser ocupada por "grupos armados ilegais".

Nos onze mil quilómetros de fronteiras da região, o Brasil tem menos de mil agentes da polícia federal e apenas 13 por cento das Forças Armadas.

"Além disso, metade do equipamento militar nacional está em más condições e não é utilizável", revelou o estudo.

Os investigadores afirmam que, apesar dos esforços brasileiros nos últimos anos, a Amazónia passou a ser rota do tráfico internacional, mantendo uma relação direta com a violência nas favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A Amazónia é um caminho cada vez mais frequente para a droga que sai da Bolívia e do Peru.

A inclusão da Amazónia na rota do tráfico de droga é explicada também pelo sucesso do governo colombiano em combater os guerrilheiros das FARC, que acabam por cruzar a fronteira com o Brasil, e a explosão do consumo de drogas na Europa.

O IISS admitiu que a região está a ser alvo de maior atenção dos militares desde o governo de Lula da Silva, continuando agora com Dilma Rousseff, mas sublinha que a questão vai para além da segurança das fronteiras, passando também pelo fator social.

PAICV saúda PR eleito e marca reunião da Conselho Nacional para 10 e 11 de setembro




JSD - LUSA

Cidade da Praia, 01 set (Lusa) - A Comissão Política (CP) do PAICV felicitou hoje o presidente eleito de Cabo Verde e anunciou para 10 e 11 deste mês uma reunião do Conselho Nacional para definir a estratégia até às autárquicas.

Num comunicado, a CP do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), reunida quarta-feira, indicou hoje à tarde que as recentes presidenciais constituíram um "marco importante" na História da democracia cabo-verdiana, em que os eleitores votaram de forma "livre, madura e transparente".

Sem qualquer referência a Manuel Inocêncio Sousa, candidato derrotado e apoiado oficialmente pelo PAICV nas presidenciais (primeira volta a 07 de agosto e a segunda a 21 do mesmo mês), a Comissão felicitou o vencedor, Jorge Carlos Fonseca (do MpD, oposição) formulando votos para que o presidente eleito possa ajudar na consolidação da democracia no arquipélago.

Sobre a reunião de 10 e 11, que começará um dia após a tomada de posse de Carlos Fonseca, a CP do PAICV limita-se a dar conta de que o encontro do mais importante órgão entre congressos vai debater a atual situação política e preparar a estratégia para as autárquicas, previstas para o primeiro semestre de 2012.

O documento nada indica sobre a eventual convocação de um congresso extraordinário, exigido já por vários militantes e admitido implicitamente pelo líder do PAICV, José Maria Neves, igualmente primeiro-ministro, na sequência das divisões surgidas nas presidenciais.

Da esfera política do PAICV saíram dois candidatos às presidenciais, um oficialmente, Inocêncio Sousa, e outro como independente, Aristides Lima, antigo secretário-geral do partido e ex-presidente do Parlamento, que arrastou consigo a "ala conservadora", próxima do presidente cessante, Pedro Pires.

Entre os que apoiaram Lima figuram destacados dirigentes do PAICV, como Felisberto Vieira, que deixou mesmo o Governo e lidera a comissão regional de Santiago Sul (a mais importante em termos eleitorais), sabendo-se também, de antemão, que o Parlamento "não está seguro" para o partido.

Em causa está o facto de o "grupo" afeto a Lima contar com o apoio de 11 dos 38 deputados eleitos pelo PAICV nas legislativas de fevereiro, bastando, porém, três para, numa conjugação com os 32 do Movimento para a Democracia (MpD, oposição) e os dois da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID), alterar a correlação de forças.

Fontes do PAICV, contactadas pela Agência Lusa, admitiram a possibilidade de, na reunião de 10 e 11 deste mês, ser analisada a hipótese de convocação de um congresso extraordinário em nome da unidade do partido.

Neves já indicou que cabe ao Conselho Nacional do partido convocar um congresso extraordinário para analisar as divisões reinantes e que, fruto mais da derrota de Inocêncio do que da vitória de Fonseca, podem levar a alterações profundas na direção por si liderada desde 2001.

Governo precisa de 1M€ para manuais após Banco Mundial banir editora Macmillan




MMT - LUSA

Maputo, 01 set (Lusa) -- O Ministério da Educação de Moçambique necessita de um milhão de euros para adquirir livros de cinco títulos de disciplinas da 3ª a 6ª classes, após a editora britânica Macmillan ter sido banida pelo Banco Mundial.

Em 2010, o Banco Mundial afastou a editora britânica Macmillan dos seus projetos de financiamento durante seis anos por envolvimento em atos de suborno no Sudão, facto que está a afetar Moçambique.

A produção de livros, em Moçambique, é da responsabilidade de três editoras, entre as quais as portuguesas Texto Editora e Porto Editora mas cabe à Macmillan produzir quantidades consideráveis de livros do ensino primário.

A verba em falta servirá para a compra de mais de um milhão de livros da 3ª, 4ª, 5ª e 6ª classes, cuja produção de conteúdos estava confiada à histórica editora britânica desde 2004, no âmbito de um acordo com as autoridades moçambicanas.

O porta-voz do Ministério da Educação de Moçambique, Manuel Rego, disse que o executivo moçambicano está agora à procura de alternativas para a angariar a verba, visando suprir a necessidade dos manuais a tempo de serem usados no próximo ano letivo.

Citado pelo jornal Notícias, Manuel Rego afirmou que, "das negociações em curso com vista à aquisição dos livros, se chegou a um entendimento no sentido de se adquirir livros ao preço do custo de produção, um gesto considerado como humanitário" por parte da editora.

"Para este ano, o setor teve de levantar os livros nas mãos da Macmillan a título de crédito, razão pela qual foi contraída uma dívida com a editora no valor de 90 milhões de meticais (2,3 milhões de euros)", disse o porta-voz do Ministério da Educação moçambicano, garantindo que parte do empréstimo já foi pago.

A autoria dos cinco títulos de uma disciplina de cada classe (3ª, 4ª, 5ª e 6ª) é da Macmillan, pelo que o MINED deverá comprá-los, para garantir que o ano letivo de 2012 arranque com os materiais já distribuídos aos alunos.

Há dias, o ministro da Educação de Moçambique, Zeferino Martins, disse haver dois cenários imediatos para resolver o problema: o primeiro, é obter-se recursos próprios para pagar esses títulos e ter os livros em janeiro de 2012, o segundo é elaborar fichas com os conteúdos desses manuais para, posteriormente, distribuir aos professores.

Uma fonte ligada ao setor disse hoje à Lusa que, neste caso, cabe ao Governo abrir um novo concurso público para a produção de conteúdo das classes abrangidas, mas afastou qualquer possibilidade de outras editoras comprarem a patente da Macmillan, por temerem represálias do Banco Mundial, um dos principais financiadores da educação moçambicana.

A HIPOCRISIA DA INGLATERRA




Miguel Urbano Rodrigues – Brasil de Fato - Diário Liberdade

É incômodo falar da barbárie imperial. Ela é inseparável da essência desumanizante do capitalismo.

A onda de violência que se abateu sobre Londres, Birmingham, Manchester, Liverpool e outras cidades inglesas e a brutal repressão que se lhe seguiu foram tema de uma campanha de desinformação de âmbito mundial.

O primeiro-ministro Cameron cujo prestígio tinha caído para um nível muito baixo assumiu perante os dramáticos acontecimentos uma atitude musculada que visava a recuperar-lhe a imagem. Mudou de oratória, usando uma linguagem de terror. Simulou esquecer que os distúrbios começaram com um protesto pacífico motivado pela morte de um estrangeiro pela polícia. Falou como se as milhares de pessoas que participaram dos protestos fossem coletivamente uma horda de malfeitores e arruaceiros. Qual o objetivo: conquistar o apoio da classe média. Ameaçou indiscriminadamente milhares de cidadãos, sobretudo os imigrantes asiáticos e negros de bairros pobres.

A polícia inglesa sabe que os incêndios, o saque de lojas, a destruição de casas e automóveis foram da responsabilidade de uma insignificante minoria de jovens marginais, muitos dos quais já detidos. Mas Cameron generalizou, acompanhado pela mídia. Com poucas exceções (The Guardian, The Independent), os jornais ditos de referência, destacaram-se na exigência de medidas de exceção em reportagens e crônicas xenófobas semeadas de ameaças e insultos de aspecto racista. Os porta-vozes do grande capital (Financial Times e The Economist) não se limitaram a aplaudir a "firmeza e coragem" de Cameron na sua cruzada repressiva; sugeriram alterações à legislação penal e uma política mais dura contra os imigrantes das antigas colônias de Sua Majestade.

A indignação provocada pelos atos de vandalismo é legitima. Mas é inadmissível que tenha sido utilizada como pretexto para uma campanha que destila ódio, tutelada pelo primeiro-ministro com o apoio comovido e entusiástico da classe dominante britânica.

É significativa a adesão imediata das burguesias da União Europeia e dos EUA à versão inglesa dos acontecimentos. De Paris a Nova York, de Berlim a Madrid, psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, sociólogos competiram em interpretações, cada qual mais disparatada e hipócrita do comportamento dos participantes da onda de violência.

Abstiveram-se, porém, de comentar as condições subumanas em que vivem os moradores os bairros degradados da periferia de Londres e de outras megalópoles britânicas. Omitiram também referências ao pântano de corrupção em que chafurda a troica imprensa-polícia-governo. Não aludiram sequer às mortes misteriosas dos jornalistas David Kell e o colega que em 2003 destapou as mentiras de Blair sobre a guerra do Iraque, e do seu colega que trouxe a público o escândalo das escutas telefônicas – News of the World-Murdock.

Durante a onda de violência a mídia não recordou também a morte do imigrante brasileiro Jean de Menezes, abatido pela polícia londrina que o tomou por árabe.

O crescimento alarmante da desigualdade na Grã–Bretanha não preocupa as elites; aprova-o. Segundo o muito conservador Daily Telegraph, as fortunas dos britânicos mais ricos aumentaram 20% no último ano enquanto o numero de pobres crescia. O diário liberal The Guardian prevê que o abismo entre os de cima e os de baixo será dentro de 20 anos igual ao existente na época da Rainha Vitoria.

Cameron (e a oposição trabalhista), nas suas catilinárias contra os imigrantes do Terceiro mundo acusa-os de incapazes de se integrarem harmoniosamente numa sociedade civilizada e democrática.

Perfilha conceitos farisaicos, muito ingleses, de civilização e democracia.

Nos mesmos dias em que a onda de violência varria a Inglaterra, bombas da Royal Air Force caiam do céu sobre Tripoli e aldeias vizinhas, matando dezenas de crianças, mulheres e idosos. No Afeganistão, aviões também britânicos, integrados na força de ocupação da OTAN, que ocupa o país, disparam quase diariamente mísseis contra civis sem armas que são mencionados nos comunicados como "terroristas da Al Qaeda".

Dessa cadeia de crimes do imperialismo inglês, atuais e antigos (genocídios no Kenia e na Malásia, chacina de prisioneiros na Índia, na Austrália, na China etc).

É incômodo falar da barbárie imperial. Ela é inseparável da essência desumanizante do capitalismo.

O sistema afunda-se numa crise para a qual procura com desespero soluções na sobre exploração dos trabalhadores, em guerras de agressão monstruosas e no saque dos recursos naturais de países pobres e indefesos, promovendo o terrorismo em escala mundial enquanto afirma combatê-lo.

Cameron está consciente da realidade. O seu discurso é o da hipocrisia imperial.


REBELDES REJEITAM MISSÃO MILITAR DA ONU NA LÍBIA


Trípoli após as batalhas

DEUTSCHE WELLE

Nações Unidas debatem o envio de uma missão de caráter político para ajudar na reconstrução do país, organização de eleições, elaboração de uma nova Constituição e reforma do sistema judiciário.

Em fase de reorganização após o fim do regime de Muammar Kadafi, o Conselho Nacional de Transição (CNT) na Líbia quer evitar o envio de forças estrangeiras ou de observadores militares ao país.

Segundo Ian Martin, consultor especial das Nações Unidas para assuntos ligados ao país africano, é "bem claro" que os rebeldes não querem tropas da ONU ou outros soldados estacionados na Líbia. A afirmação foi feita na noite desta terça-feira (30/08), em Nova York, após reunião do Conselho de Segurança.

A expectativa é que o Conselho de Segurança aprove nas próximas semanas o envio de uma missão das Nações Unidas para a Líbia. Segundo Martin, a ONU deverá concentrar esforços na área política: organização de eleições e de uma nova Constituição, além de reforma no sistema judiciário. Há meses o conselheiro da ONU trabalha para ajudar a reconstruir a vida política na Líbia, visto que o país não tem "qualquer memória viva de eleições".

Durante o encontro do Conselho de Segurança, Martin afirmou que o governo interino líbio planeja constituir uma administração formal 30 dias "depois de declararem a libertação de Trípoli" e convocar eleições nacionais em 240 dias. "Isso será um grande desafio organizacional, e está claro que o CNT deseja que as Nações Unidas desempenhem um papel importante nesse processo", adicionou o conselheiro.

França e Alemanha

Em entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeinen Zeitung, publicada nesta quarta-feira, o ministro do Exterior francês, Alain Juppé, defendeu o envio de uma missão ao país recém libertado da ditadura de Kadafi. Seria necessário uma "tropa de reconstrução, mas não uma tropa de intervenção", disse.

Ainda segundo o ministro, a Alemanha também poderia fazer parte dessa missão, e a França ficaria satisfeita se isso acontecesse. Juppé argumentou que os rebeldes precisam de apoio, visto que a atuação do CNT ainda é recente e existem "tensões internas" no grupo.

Dinheiro e ajuda

Durante a reunião do Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou que a situação humanitária na Líbia exige ações urgentes e que, portanto, a ajuda financeira é fundamental neste momento. "O sofrimento da população precisa ter fim", apelou Ban.

O secretário-geral afirmou que a comunidade internacional pode agora ter esperanças de uma conclusão rápida do conflito e do fim do sofrimento dos líbios, pois os rebeldes dominam praticamente todo o país, incluindo a capital. As condições em Trípoli são degradantes: estima-se que 60% dos moradores estejam sem água, afirmou Ban Ki-monn.

Justamente por motivos humanitários, as Nações Unidas autorizaram o Reino Unido a liberar mais 1,6 bilhão de dólares para a Líbia. A quantia, em dinares líbios recém-impressos, estava retido no Reino Unido devido às sanções impostas pelas Nações Unidas ao regime de Kadafi.

Outros países têm pressa para enviar ao país africano recursos de contas congeladas de Kadafi. A Alemanha e a França, por exemplo, pretendem liberar 1 bilhão e 5 bilhões de euros, respectivamente.

Batalha

Os rebeldes calculam que 50 mil pessoas morreram desde o começo da revolução, há seis meses. O CNT deu um ultimato às forças apoiadoras do regime de Kadafi: eles têm até sábado para se entregar. "Não podemos esperar mais tempo", declarou Mustafa Adbul Jalil, chefe do CNT.

A única maneira de evitar uma batalha sangrenta seria a rendição pacífica da cidade natal de Kadafi, Sirte, advertiu Jalil. Um dos filhos do ditador, Al-Saadi Kadafi, estaria pronto para se entregar aos rebeldes, informou a rede de televisão Al Jazeera. Ele teria revelado essa disposição numa conversa por telefone com um comandante do movimento opositor.

NP/dpa/afp/dapd - Revisão: Alexandre Schossler

UNTL - PROFESSORES PARA O TIMOR-LESTE (correção)





Sobre a notícia que ontem publicámos com o título UNTL - PROFESSORES PARA O TIMOR-LESTE recebemos a informação esclarecedora da Embaixada do Brasil em Díli que nos permitiu elaborar a atualização que já inserimos em adenda na notícia e que aqui destacamos.

ATUALIZAÇÃO DE PÁGINA GLOBAL - CONTATOS ERRADOS

O email de contato que anteriomente aqui constava não era o correto - provindo de onde compilamos a notícia acima devidamente identificado. Concluimos que centenas de candidatos contataram erradamente a Embaixada do Brasil em Díli via email.

Um responsável da embaixada esclareceu o Página Global dizendo que "A Embaixada, naturalmente, não fará processo seletivo para a UNTL. Está informada dos andamentos da matéria e teve a satisfação de acompanhar a negociação de Convênio entre a UNTL e universidade parceira que, em linhas gerais, visa à implementação de proposta similar à que faz referência a notícia."

Sobre pormenores informa que "caberá aos encarregados pelo Convênio, e não a mim (muito menos por meio de e-mail pessoal), a divulgação de maiores detalhes sobre essa futura seleção." E que no tempo certo "os responsáveis divulgarão o tema da maneira adequada, tão logo organizem o processo seletivo."

Ficamos assim a perceber que houve precipitação da parte de alguém ao divulgar a notícia e que o Página Global acabou por fazer parte dessa corrente errada. Aceitem as nossas desculpas. Para de algum modo compensar as falsas expetativas que sem querer criámos aos nossos leitores candidatos prometemos manter-nos alerta quanto a notícias sobre o assunto e informar logo que tenhamos dados corretos e certezas absolutas.

DEMOCRACIA EM RUÍNAS – RELATOS DA GRÉCIA EM TEMPOS DE CRISE




FABIOLA MUNHOZ – CARTA MAIOR

"Você vê hoje nas maiores cidades da Grécia muita gente consumindo. Mas, essas pessoas são de fora, de países que estão em melhor situação. O povo grego já não sai tanto de casa, guarda dinheiro para se precaver dos efeitos da crise financeira”, contou Christina Pelopida, jovem moradora de um pequeno povoado grego. Ela admitiu que a qualidade de vida da população ainda não sofreu grandes modificações. “As decisões que os políticos estão tomando agora, essas sim nos afetarão. E não estamos de acordo. O povo grego já não confia nos seus representantes, afirmou.” A reportagem é de Fabíola Munhoz.

Num momento em que a atual democracia se põe a perigo por políticas socioeconômicas submetidas aos efeitos da crise financeira, eis que chego a Grécia, o local onde o termo que dá nome a esse regime político se cunhou e se criou, com base em ideias de liberdade e participação cidadã.

Assim que desembarquei em terras gregas, no último dia 14 de agosto, pude conhecer a segunda maior cidade do país, chamada Thessaloniki que, embora bem menor que a capital, é reconhecida como local de relevância econômica pela atividade turística que mantém, apesar da recessão hoje alastrada pelas nações periféricas da zona do euro.

Isso pude constatar nos bares e restaurantes charmosos que esse município acolhedor, de grande beleza natural e arquitetônica, oferece. Os estabelecimentos estavam sempre cheio de pessoas elegantes, educadas e bem-humoradas que, em nada, davam sinais reveladores de qualquer rastro deixado pelo estouro da bolha consumista iniciado em 2008.

Por outro lado, pelas ruas, via-se vez ou outra algum imigrante africano vendendo bolsas e pulseiras. Rachid, originário da Jamaica, que pretendia juntar dinheiro para voltar a seu país, com a venda do artesanato que produzia a partir de lãs coloridas, era só um exemplo.

Também contrastavam com o bom nível de vida observado na limpeza e na organização do entorno, alguns pedintes de todas as idades, que se acercavam aos bares para pedir qualquer trocado, apelando à caridade alheia com olhos de abandono ou apresentações musicais, como era o caso de um menino com cerca de dez anos de idade, que tocava uma música tipicamente grega num pequeno acordeão.

Além disso, embora com uma presença considerável de pessoas dispostas à diversão e ao gozo das boas coisas da vida, para as quais se exige dinheiro, Thessaloniki era demasiadamente tranqüila para um local turístico, em pleno verão do hemisfério Norte. Isso, especialmente quando se compara tal cenário ao de cidades, como Barcelona e Roma, onde mesmo agora, fim de férias europeias, falta espaço para tanto visitante.

Talvez a explicação para essa relativa diminuição do interesse turístico pela Grécia se deva ao receio de que possíveis greves afetem a oferta de serviços públicos do país, como o de transportes, desde que, em 29 de junho deste ano, o Congresso grego aprovou medidas de austeridade orçamentária exigidas por Parlamento Europeu, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), em contrapartida à concessão da quinta parte de um plano de resgate financeiro à economia helênica, no valor de 12 bilhões de euros.

Em tal ocasião, a Praça Sintagma, ponto de manifestações populares por sua localização estratégica, à frente do Parlamento grego, encheu-se de pessoas contrárias a essas medidas exigidas pelo comando da União Europeia. A ratificação do novo plano, que previa aumento de impostos, limite de gastos sociais e privatização de empresas públicas, foi acompanhada de choques violentos entre manifestantes e Polícia, que repercutiram na mídia internacional, com um saldo de 148 feridos.

Nos dias seguintes ao embate, jornais anunciaram que, tanto o governo grego, como representantes do setor industrial da Grécia expressavam temor de que os distúrbios e greves recentes pudessem afetar as atividades turísticas no país. Fazia conexões mentais entre essas notícias e as imagens observadas em Thessalonik, durante a viagem de trem que me levaria dessa cidade a Atenas, quando tive o prazer de conhecer Christina Pelopida, jovem moradora de um pequeno povoado grego, que trabalha na capital e disse estar prestes a terminar seus estudos para tornar-se policial.

"Você vê hoje nas maiores cidades da Grécia muita gente consumindo. Mas, essas pessoas são de fora, de países que estão em melhor situação. O povo grego já não sai tanto de casa, guarda dinheiro para se precaver dos efeitos da crise financeira”, contou. No entanto, ela admitiu que a qualidade de vida da população ainda não sofreu grandes modificações e que a crise sobre a qual tanto se fala hoje não é sentida concretamente, mas apenas temida, diante das informações divulgadas pela mídia que justificam os recortes sociais postos em prática pelo governo grego.

“As decisões que os políticos estão tomando agora, essas sim nos afetarão. E não estamos de acordo. O povo grego já não confia nos seus representantes”, afirmou Christina, pedindo que eu tomasse cuidado, caso passasse pela Praça Sintagma de Atenas, onde, segundo ela, são comuns as situações de conflito e violência.

Porém, quando, de fato, pus os pés diante do Parlamento helênico, no início da tarde do dia 16 de agosto, só encontrei muita calmaria. Nem sinal do acampamento de jovens montado na praça mais importante de Atenas durante a última semana do mês de junho. Tampouco se viam cartazes com mensagens de indignação, e menos ainda se percebia a presença de qualquer aglomerado de manifestantes.

Notava-se, somente, a existência de dois policiais observando o entorno, de um canto da praça, enquanto alguns cidadãos dispersos, se reuniam pelos bancos com o semblante despretensioso de quem discute um tema banal ou simplesmente aguarda a passagem do tempo, distraindo-se com a movimentação da rua. Aquele ambiente causou certa dose de estranhamento a mim, acostumada que estava a receber informações sobre o impacto avassalador da crise financeira na Grécia e o descontentamento da população do país diante desse cenário.

Também desencaixado me parecia o volume de produtos e consumidores, visíveis no centro antigo de Atenas, enquanto na região próxima à estação de metrô Omonia, chegava-se a ver pessoas se prostituindo ou dormindo pelas ruas. Por todos os bares e restaurantes existentes na zona adstrita à famosa Acrópole, que eram muitos e estavam sempre lotados, continuava o espetáculo já observado em Thessalonik, de imigrantes e gregos vendendo badulaques ou mendigando.

Após tudo isso constatar, voltei no dia 17 de agosto, pela noite, à Praça Sintagma. Foi então que observei a realização de uma Assembleia de cidadãos, aos moldes das reuniões populares organizadas pelo 15-M espanhol.

Dezenas de pessoas ocupavam o local pacificamente, sentadas em círculo, com um microfone no centro. Ali, a cada instante, um cidadão diferente tomava a palavra para expor suas reclamações e pontos de vista, ouvidos com atenção e silêncio pelos demais presentes. Ao lado, três policiais observavam a reunião com tranqüilidade e discrição, até porque não havia ali o mínimo motivo para justificar qualquer postura diferente.

No dia seguinte, parti de Atenas rumo a Barcelona, onde me deparei com a Praça Catalunha, segundo símbolo da efervescência do movimento 15-M, depois da Porta do Sol, em Madri, interditada em grande parte do seu espaço, para reformas, segundo um cartaz exposto no seu centro. Em época de cortes sociais devido à crise, muito estranho que haja dinheiro para obras numa praça que, aos olhos dos transeuntes, parecia muito bem conservada.

É nesse cenário de entraves à mobilização popular que hoje (30/8) o Parlamento espanhol analisa uma proposta de reforma constitucional que prevê a limitação do déficit orçamentário do país a até 0,40% do PIB. O Parlamento Europeu elogiou a medida, enquanto equipes da União Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, desde o início da semana passada, examinam as contas gregas para acompanhar o cumprimento das medidas de saneamento da economia do país.

Do resultado da avaliação depende a liberação de uma ajuda de 8 bilhões de euros à Grécia, a sexta parte do primeiro plano de resgate ao país no valor total de 110 bilhões de euros. Segundo a Agência de Notícias EFE, os analistas do bloco do euro vão conferir o progresso de Atenas na redução do déficit, o andamento dos processos de privatização, a reestruturação do sistema bancário e financeiro helênico, os cortes e fusões de entidades públicas nacionais, e as reformas vinculadas com a administração e o Estado. Essa análise estava prevista para terminar formalmente ontem (29/8), mas o resultado, se já existe, ainda não foi divulgado.

Há o risco de que a conclusão dessa auditoria se apresente como outro argumento de pressão para novos recortes de direitos sociais e manutenção do povo grego como refém dos interesses de instituições financeiras, que atualmente são as únicas a decidir os rumos de populações inteiras, num continente que se crê regido por democracia.

Fotos: Fabíola Munhoz

BIENAL DO LIVRO DO RIO COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA





Cerca de 600 mil pessoas devem passar pelos três pavilhões do Riocentro durante os dez dias, a contar desta quinta-feira (1), da 15ª edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro.  Neste ano, o evento faz uma homenagem ao Brasil, que será sede da Copa de 2014 e dos jogos olímpicos de 2016 e, para isso, organizou uma série de mesas com escritores brasileiros, como Luiz Fernando Veríssimo, Ana Maria Machado, Ferreira Gullar, Zuenir Ventura, Rui Castro e outros.

Mesmo assim, o evento, como de costume, conta com a presença de 23 escritores estrangeiros, entre eles a americana Anne Rice, autora de Entrevista com o vampiro. Também estarão presentes, entre outros grandes nomes, William P. Young, autor do best-seller A cabana, que figura há três anos entre os mais vendidos de 2010; o especialista no gênero policial, Michael Connelly; o indiano Amitav Ghosh, autor dos títulos Maré voraz e O palácio de espelho e Leonard Mlodinow, autor de O andar do bêbado.

Os espaços mais visitados nas últimas edições continuam na programação deste ano. Entre eles, o Café Literário é dedicado a um bate papo entre os autores e o público e terá 38 sessões além de apresentar novidades como o Sarau Poético, para declamação de poesias. Já o Mulher em Ponto promete receber autoras para um bate-papo sobre suas obras e os mais variados temas de interesse feminino.

Atração que sempre conquista o público nas edições do evento, o Livro em Cena, espaço onde famosos declamam obras de seus escritores preferidos, contará com a presença de personalidades como Eriberto Leão, Elba Ramalho, José Wilker, Marcello Antony, Camila Morgado e Thiago Lacerda.

Literatura infantil e infanto-juvenil

Para dar alento ao público teen, a Bienal contará com a presença da atriz e cantora americana Hilary Duff, que veio ao Rio para lançar seu primeiro romance, Elixir. Também estarão presentes a escritora Alyson Nöel, dona da série ‘Os imortais’, e Lauren Kate, autora da série ‘Fallen’.

A organização do evento espera receber até o próximo dia 11, cerca de 170 mil crianças em visitação escolar. Os espaços Maré de Livros e Biblioteca Mirim contam com uma programação especial para as crianças e pais, com brincadeiras interativas, obras dirigidas ao público infantil e contação de histórias.

A programação completa do evento pode ser acessada no site da Bienal.

Horários de funcionamento

A Bienal começa nesta quinta-feira (1), de 12h às 22h. Nos fins de semana, os portões abrem às 10h e nos demais dias, às 9h.

Como comprar

Os ingressos para a Bienal custam R$ 12, e estão disponíveis nos pontos de venda espalhados pela cidade (veja a lista abaixo). Idosos e estudantes pagam meia-entrada. Professores, profissionais do livro e bibliotecários não pagam para entrar, mas, para isso, devem se cadastrar no site da Bienal e levar identificação e comprovante de profissão.

Pontos de venda

POSTOS DE GASOLINA: Posto BR:  Bougainville, Parque das Rosas, Posto Catita, Piraquê, Jacarepaguá e Praia da Barra. Posto Shell: São Bento, Santa Cruz e Icaraí.

AGÊNCIAS DE TURISMO: 021 Turismo: Centro, Zoar Turismo: Centro. Agência Intercâmbio World Study: Caxias.

LOJAS: Banco de Areia: Rio Sul e Botafogo Praia, South:  Búzios, West Shopping, São Gonçalo, Iguatemi, Ilha Plaza, Grande Rio, Top, Shopping, Madureira, Nova América, Center Shopping, Carioca Shopping, Passeio Shopping, Santa Cruz, Bangu, Plaza Niterói, Via Parque, Tijuca, Tijuca Saens Peña, Nilópolis Square, Caxias Shopping, Méier e Av. Rio Branco. Casa do Atleta: Alcântara e Niterói. Mania de Torcedor: Niterói, São Gonçalo e Icaraí. Só Tricolor: Petrópolis. Time Mania Sport: Cabo Frio. Só Torcedor: Leblon. Yoggi: Jardim Botânico - Local: O Riocentro fica na Avenida Salvador Allende 6.555, na Barra da Tijuca.

LITÍGIO COMERCIAL NOS EUA REVELA PROVAS DE VOOS SECRETOS DA CIA…




... para transportar suspeitos de terrorismo

PATRICIA NEVES - LUSA

Washington, 01 set (Lusa) - Um litígio que envolve uma empresa privada de transporte aéreo revelou provas de que foram realizados voos clandestinos pela CIA para transportar suspeitos detidos na "guerra contra o terrorismo", após o 11 de Setembro de 2001.

Segundo o jornal Washington Post, dezenas desses voos, a maioria para Bucareste, Baku, Cairo, Djibouti, Islamabad e Tripoli, foram organizados pela empresa Sportflight, com sede em Long Island (Nova Iorque), através do aluguer de um avião à Richmor Aviation, que processou a primeira alegando quebra de contrato.

Os planos de voos e as listas de chamadas, incluindo responsáveis da CIA ou a sede da agência de informações, foram apresentados como provas no julgamento em Nova Iorque, de acordo com o mesmo jornal, que foi alertado para a disputa judicial pela organização não governamental britânica Reprieve, especializada nos direitos dos prisioneiros, designadamente de detidos pelos EUA em Guantánamo, na ilha de Cuba.

Espanha: Professores anunciam mobilizações, greves e protestos contra novos cortes no setor




ANTÓNIO SAMPAIO - LUSA

Madrid, 01 set (Lusa) -- Professores de quatro comunidades autónomas espanholas estão a preparar jornadas de luta para protestar contra o que consideram ser novos cortes orçamentais e de pessoal no setor e um paralelo aumento das horas letivas, anunciaram os sindicatos.

Em Espanha são as comunidades autónomas que têm as competências educativas, sendo que se têm verificado cortes nos orçamentos do setor educativo desde 2009, em parte devido à situação orçamental do país.

As maiores ações de protesto estão para já previstas para as regiões de Madrid, Galiza, Castela La Mancha e Navarra.

Foto EPA

Timor-Leste: Detidas 15 pessoas por alegado envolvimento na morte de um polícia - PNTL




MSE - LUSA

Díli, 01 set (Lusa) -- Quinze pessoas foram detidas no Suai, no sul de Timor-Leste por alegado envolvimento na morte de um polícia no passado dia 14, anunciou hoje o comandante do Serviço de Investigação Criminal da Polícia timorense, Calisto Gonzaga.

"Foram ouvidas 25 pessoas, 15 ficaram em prisão preventiva", afirmou à Agência Lusa o comandante Calisto Gonzaga.

A 14 de agosto foram registados três incidentes no Suai, no distrito de Covalima, no sul do país, provocados por confrontos entre grupos de artes marciais.

Segundo Calisto Gonzaga, no primeiro confronto os grupos foram neutralizados pela polícia e ainda não há detenções.

No segundo, que provocou a morte de um agente da polícia timorense, foram detidas 15 pessoas, e no terceiro, que culminou com a destruição de dezenas de casas, "já foram identificadas 24 pessoas, que vão ser detidas nos próximos dias", disse.

Sobre os incidentes do passado dia 21 no distrito de Lautém, que provocaram a morte a duas pessoas, o comandante disse que a "polícia já identificou 22 pessoas", aguardando-se decisão do Ministério Público sobre a sua detenção.

O comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste disse também à Lusa que no passado fim de semana no Suai confrontos registados durante uma festa de casamento provocaram cinco feridos, entre os quais um polícia.

"O processo vai ser apresentado amanhã (sexta-feira) ao Ministério Público", disse.
Calisto Gonzaga disse também que a segurança foi reforçada em Lautém e no Suai.

A comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, Defesa e Segurança de Timor-Leste também esteve hoje reunida para analisar a segurança no país, especialmente no distrito de Covalima, e considerou a situação "normal".

"O Suai atualmente está normal. Houve problemas há dias, mas também está a ser investigado", afirmou o deputado Duarte Nunes, presidente da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, Defesa e Segurança Nacional.

No passado dia 24, o Presidente de Timor-Leste afirmou à Lusa que os incidentes são provocados por jovens e na sua origem está "quase sempre álcool, jogo de lutas de galos, elementos, alguns, envolvidos na droga".

José Ramos-Horta disse também que a polícia timorense recebeu "instruções rigorosas" para encerrar organizações de grupos de artes marciais cujos elementos estejam envolvidos em violência.

Timor-Leste: PR viaja para a China para participar em conferência do Partido Comunista chinês




MSE - LUSA

Díli, 01 set (Lusa) -- O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, viajou hoje para a China, onde vai participar como orador principal numa conferência que reúne todos os partidos políticos da região asiática, organizada pelo Partido Comunista chinês.

"O convite foi-me dirigido pelas autoridades chinesas para eu participar e ser o orador principal. Participam os partidos políticos de toda a Ásia, incluindo de países de sistema partido único", afirmou José Ramos-Horta.

Segundo o chefe de Estado timorense, o anfitrião da "conferência é o Partido Comunista Chinês" e o tema do encontro está relacionado com o "desenvolvimento social, desenvolvimento sustentável da Ásia e o papel dos partidos políticos naquelas áreas".

"Esta será obviamente a tónica da minha intervenção, sobretudo, alertando para a necessidade das grandes economias da Ásia, nomeadamente China, Índia, Japão e Coreia do Sul, juntarem esforços quer financeiros, quer de recursos humanos, em parceria com outros, nomeadamente com a ASEAN, para a luta contra a pobreza, contra a desigualdade social, para eliminar o analfabetismo e para o desenvolvimento de alternativas na área dos recursos energéticos", explicou, em conferência de imprensa.

O Presidente de Timor-Leste regressa ao país no próximo dia 06.

East Timor: August, beachfront in front of government palace to be cleared of vending carts


The decision to move vendors during the month of August from the beach front area in Lecidere angered vendors because they were not told with advance warning nor told of other areas where they can make a living.

EZEQUIEL FREITAS - THE DILI WEEKLY

Three-wheel cart vendors who usually operate in the beachfront area in front of the Government Palace are disappointed with a decision by the Administration of Dili to remove them out of the area due to international events held at the location and that attract large numbers of internationals to Timor-Leste.
 
Bernardinho Xavier Freitas, a vendor who operates daily in the area is disappointed with the decision of the government because they were not told ahead of time.

“If we do not sell here for a whole month, what will we eat,” said vendor Freitas last week.

He believes the government should explain to them about where else they can go to sell their goods so they can provide for their families.

“If we do not sell for one day we will incur losses, let alone for a whole month,” he said.
Businessmen Jacinto Gusmao feels the same and he does not understand the sudden warning by the Dili Administration.

“They should have to told us ahead of time so that we could find another location to sell our things, this is too sudden,” said Gusmao.

According to a police officer who chose to remain anonymous, the order to move the vendors from the area came from above and they were only following orders.

“We follow orders from our general command that have been requested by the Administration of Dili that during August not to allow vendors to operate in the area between the government palace and Lecidere until after 5:00 p.m. onwards,” said the police officer.

He also confirmed the reason was because during the month of August many foreigners will be visiting Timor-Leste.

TDW tried to confirm the above with Dili’s District Administration but no representative was available to speak to the media.

East Timor: POLICE INVESTIGATE OFFICERS SUSPECTED OF BEATING WOMAN IN BAUKAU





East Timor Legal News Source 01/09/2011 Source: Indepedente August 29, 2011

PNTL investigates its officers who beat women language source: Tetun - The Timorese National Police (PNTL) through the Department of Justice has begun investigating its officers who are suspected of being involved in the assault of a lady, Odete Vareilha, in the eastern city of Baucau recently.

Police Commander Commissioner Longuinhos Monteiro said had received allegations and claims from the victim Vareilha about the case.

"The General Commands has officially received claims from the victim about the incident in Baucau," he said.

The PNTL command has submitted the claims to the Department of Justice to hold investigations into the case, he said.

According to him, investigations into officers allegedly committing crimes will be thorough.

Tour de Timor: CÂNDIDO BARBOSA É UM DOS 400 PARTICIPANTES




SAPO DESPORTO, com LUSA

O ex-ciclista português Cândido Barbosa é um dos mais de 400 participantes que estão inscritos no terceiro Tour de Timor, que vai decorrer no país entre 11 e 16 de setembro.

A revelação foi feita hoje pelo Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, durante uma conferência de imprensa antes de viajar para a China. «De Portugal virá o Cândido Barbosa», disse.

Cândido Barbosa, de 35 anos, competiu pela última vez na Volta a Portugal de 2010 e anunciou em julho deste ano o fim da sua carreira profissional.

Com a participação de mais de 16 países, entre os quais Portugal, Austrália, Indonésia, Singapura, Malásia e Estados Unidos, o Tour de Timor vai percorrer em 600 quilómetros todos os distritos do país com exceção do enclave de Oecussi.

O Tour de Timor está integrado no programa «Díli, cidade da paz» lançado pelo Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, há quatro anos.

«Como se sabe em todo o mundo, em todas as sociedades o desporto joga um papel importante na pacificação das sociedades, cria orgulho», afirmou José Ramos-Horta.

Segundo Ramos-Horta, o Tour de Timor está integrado nas suas iniciativas enquanto Presidente da República para a «promoção da paz e da estabilidade nacional através do desporto».

KALUNGA ABENÇOE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS




ORLANDO CASTRO*, jornalista – ALTO HAMA

Passados oito anos, José Eduardo dos Santos voltou ao Huambo para cortar algumas fitas e fazer discursos já eleitorais e com algumas perigosas pitadas de demagogia.

“Hoje é um grande dia para esta província, é um dia de festa e nós não podíamos deixar de estar aqui neste dia para comemorar convosco a chegada do comboio, que muita gente não acreditava que apitaria tão cedo na cidade do Huambo”, afirmou o Chefe de Estado com toda a legitimidade democrática de quem está no cargo há 32 anos sem ter sido eleito.

Eduardo dos Santos não perdeu a oportunidade para, mesmo nove anos depois de alcançada a paz, atacar os antigos e, pelos vistos actuais, inimigos.

Ainda com uma espinha chamada UNITA entalada na garganta, referiu-se aos que quando destruíram a via-férrea partiram todos os carris, estações, colocaram minas anti-pessoal e anti-tanque e pensaram que “nós levaríamos dezenas de anos para restabelecer a via e circulação, entre o Huambo, Benguela e Lobito”.

“Mas os que pensaram assim enganaram-se, porque afinal nós construímos tudo de novo o que havia antigamente do tempo colonial e que era bom para aquele tempo, mas nós reconstruimos, diria que construímos de novo a linha férrea e as estações e temos hoje, uma linha férrea mais moderna, mais capaz de suportar cargas e transportar mercadorias e passageiros e assim é que deve ser”, considerou Eduardo dos Santos.

Aliás, como todo o mundo sabe, tudo o que de mal se passou, passa ou passará em Angola é culpa da UNITA. Desde logo porque as balas das FALA (Galo Negro) matavam apenas civis e as das FAPLA/FAA (MPLA) só acertavam nos militares inimigos.

Além disso, como também é sabido, as bombas lançadas pela Força Aérea do MPLA só atingiam alvos inimigos e nunca estruturas civis.

Mas há mais factos que dão razão às teses do MPLA. Todos sabem que a UNITA é que foi responsável pelos mais de 40.000 angolanos torturados e assassinados em todo o país depois dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, acusados de serem apoiantes de Nito Alves ou opositores ao regime.

E só por ter um espírito reconciliador, democrático e benemérito é que Eduardo dos Santos não referiu que a UNITA foi também responsável pelo massacre de Luanda que visou o seu próprio aniquilamento e de cidadãos Ovimbundus e Bakongos, onde morreram 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA, Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral, Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili.

E foi esse mesmo filantrópico espírito do presidente que evitou que ele dissesse os nomes de alguns angolanos que, esses sim, representam o povo angolano. A saber, entre muitos outros: Lúcio Lara, Iko Carreira, Costa Andrade (Ndunduma), Henriques Santos (Onanbwe), Luís dos Passos da Silva Cardoso, Ludy Kissassunda, Luís Neto (Xietu), Manuel Pacavira, Beto Van-Dunem, Beto Caputo, Carlos Jorge, Tito Peliganga, Eduardo Veloso, Tony Marta, Agostinho Neto.

Como evitou que falasse dos que não são angolanos, mas apenas oportunistas. A saber, entre outros: Alda Sachiango, Isaías Samakuva, Alcides Sakala, Jeremias Chitunda, Adolosi Paulo Mango Alicerces, Elias Salupeto Pena, Jonas Savimbi, António Dembo ou Arlindo Pena "Ben Ben".

Mas, apesar desta postura, Eduardo dos Santos tem na manga muitas outras provas. Um dia destes, talvez no Munhango ou no Lucusse, vai provar que o massacre do Pica-Pau em que, no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda… foram obra da UNITA.

Como irá provar que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção, foi obra da UNITA.

Mas a lista é interminável. Entre 1978 e 1986, centenas de angolanos foram fuzilados publicamente, nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda. Responsável? A UNITA.

Foi, aliás, a aviação da UNITA que, em Junho de 1994, bombardeou e destruiu Escola de Waku Kungo (Província do Kwanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores, que, entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994, bombardeou indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Kaluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis.

*Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.