terça-feira, 7 de Junho de 2011

Brasil: REVOLTA DOS BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO COMENTADA EM OPINIÃO DE LEITOR





O que está por trás dos bombeiros.

Nos últimos meses venho acompanhando as manifestações que alguns bombeiros vem realizando em frente a assembléia legislativa, ali na rua 1° de março. Confesso que estive presente nas duas primeiras manifestações deste ano, mas não mais retornei. Ficava ali, parado e assistindo cinco ou seis bombeiros e PMS disputarem o microfone, tomando minutos repetitivos que pareciam nunca terminar. Cada um querendo aparecer mais que outro. Eram sempre os mesmos. Normalmente, do lado dos bombeiros, era gente que tinha seus próprios vínculos políticos com deputados e vereadores. Infelizmente gente que verdadeiramente poucas horas de trabalho dedicou ao CBMERJ.

Tempos depois, li no jornal que seis ou sete bombeiros haviam sido presos por incitar greve. Ao ver cada nome, lembrava dos panfletos que recebi em época de eleição e me perguntava, se uma instituição centenária merecia ser usada para alavancar a carreira de meia-dúzia.

Gostaria que todos vocês ao lerem os nomes dos lideres desse movimento, fossem até o Google e checassem quais não foram candidatos nas ultimas eleições.

Os três principais lideres são:

Capitão alexandre Marchesini  (Candidato a deputado pelo PR)
Capitão Lauro botto (candidato a deputado pelo PV)
Cabo Benevenuto (candidato a deputado pelo PRTB)

E os dois principais PMs que discursam sempre são:

Coronel Paul (Candidato pelo DEM)
Cabo Gurgel (candidato pelo PTB)

Será que não está óbvio que essa gente quer uma melhoria pra elas próprias?

O CB Benevenuto, por exemplo, passou os últimos 4 anos lotado em um gab de deputado e depois saiu candidato.

O Capitão Marchesini, foi candidato pelo partido do Garotinho. Por que ele não cobrou do Garotinho este aumento na época que ele era governador?

Acordem. Esse pessoal nunca foi bombeiro de verdade. Todos os que ali estão só querem usar a corporação como trampolim político. Já vi vários deputados bombeiros serem eleitos e a coisa só mudou para eles.

Quando fiz minha escolha por um serviço publico, eu sabia que o salário era baixo, mas decidi ingressar pela estabilidade. Foi uma escolha minha, troquei o salário mais alto da iniciativa privada, pela estabilidade de um emprego publico. Não vou agora me vitimizar por minha própria escolha. Isso seria safadeza.

Vejo até crianças sendo levadas aos protestos. Ora, pra que alguém vai levar crianças para uma manifestação? Só se for pra servir de escudo humano, não há outra justificativa. Isso é atitude de oportunista covarde.

Óbvio que bombeiro ganha pouco. Assim como todo funcionalismo e é uma situação que ouço desde que me conheço por gente.

Vamos melhorar sim, mas não com essa turma que aí está.

Cabo Verde: Abastecimento de água à capital estará resolvido até quarta-feira - Governo




JSD - LUSA

Cidade da Praia, 07 jun (Lusa) -- O problema de abastecimento de água na Cidade da Praia, sem pinga nas torneiras há 16 dias consecutivos, ficará resolvido na quarta-feira, garantiu hoje o Governo de Cabo Verde.

Numa conferência de imprensa, o ministro do Turismo, Indústria e Energia cabo-verdiano, Humberto Brito, indicou que está já na capital de Cabo Verde um técnico espanhol da empresa fornecedora do equipamento para resolver o problema, já identificado, e que, "num cenário pessimista", a água voltará na quarta-feira às torneiras.

A capital de Cabo Verde, onde reside mais de um quarto da população total do país (132 mil habitantes, mais cerca de 20 mil "flutuantes"), está privada de água nas torneiras desde 23 de maio, primeiro durante seis dias, devido aos trabalhos de beneficiação da rede, e, depois, na sequência de uma avaria na central dessalinizadora de maior potência.

Humberto Brito, que chefia uma "task force" criada na última quinta-feira pelo Governo para fazer face ao problema, disse ter reunido com a direção da Electra, empresa pública de produção e distribuição de água e energia, mas não soube adiantar qual o tipo de avaria que ocorreu quando, após a conclusão das obras iniciais, a maior dessalinizadora não arrancou, estando parada desde 30 de maio.

Neste momento, segundo o ministro cabo-verdiano, a produção de água na Cidade da Praia não está nem a um terço da capacidade, uma vez que dos 7.400 metros cúbicos/dia (m3/dia) tradicionais, a central está apenas a produzir 2.400, o que, admitiu, é "insuficiente".

O governante cabo-verdiano garantiu que a água que está a ser distribuída é de qualidade -- "são feitos testes regulares" -, embora não tenha manifestado a mesma certeza em relação aos 1.200 m3/dia que provêm dos diferentes furos com que estão a ser abastecidos os autotanques.

Humberto Brito, não explicando o silêncio da Electra, salientou que o Governo, em parceria com outras instituições públicas e privadas, tem-se "esforçado" para minimizar a falta de água na capital, para o que tem utilizado autotanques para abastecer chafarizes, hospitais, centros de saúde e Forças Armadas, entre outras entidades.

Para o futuro, e para evitar situações do mesmo género, acrescentou, o Governo pretende aumentar capacidade de produção de água, tendo já encomendado mais um dessalinizador de 5.000 m3, que deverá estar instalado até ao fim deste ano.

"Há toda a preocupação em resolver a questão estrutural de fornecimento de água à Cidade da Praia, pelo que esta situação veio demonstrar que a preocupação de criar situações de «back up» para fornecimento de água faz todo o sentido e é premente continuar com os investimentos que estão programados", sublinhou.

*Foto em Lusa

BAD: Investimento em terras "abre novo capítulo da colonização de África" -- especialista





O investimento estrangeiro em terras "abre um novo capítulo da colonização de África", afirmou hoje em Lisboa um dos responsáveis do think-tank Coligação para o Diálogo Sobre África (CoDA).

"A nova corrida por África", como é apelidada pelos especialistas, atualiza no século XXI e num contexto de globalização a lógica de exploração de colonizadores como Cecil Rhodes, criador das duas Rodésias no fim do século XIX.

As oportunidades e os riscos da aquisição de milhões de hectares de terras em África por investidores estrangeiros está a ser debatida durante a reunião anual do Banco Africano de Investimento (BAD), a decorrer até sexta-feira em Lisboa. "Estamos a assistir a um novo capítulo da história secular de exploração de África, depois da escravatura e da exploração direta no solo africano", denunciou o diretor executivo interino da CoDA, o historiador Abdoulaye Bathily.

Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias português forma quadros moçambicanos




MMT - LUSA

Maputo, 07 jun (Lusa) -- O Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias de Portugal (InIR) vai formar, a partir deste mês, dirigentes moçambicanos da Administração de Estradas (ANE) e do Fundo de Estradas (FE) de Moçambique em gestão de infraestruturas rodoviárias, foi hoje anunciado.

A formação, a decorrer em Lisboa, irá abranger duas fases: a primeira, de 14 a 17 de junho, que versará sobre a gestão de contratos de concessão e de parcerias público privadas, enquanto a segunda, entre 04 e 08 de julho, será dedicada ao planeamento estratégico e à gestão operacional das concessões.

Uma nota do Departamento de Comunicação do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias de Portugal enviada hoje à Lusa indica que o InIR disponibilizou, para a formação, especialistas do Instituto nas áreas de regulação, avaliação económico-financeira, gestão e financiamento, monitorização de desempenho, planeamento, controlo de qualidade, segurança e sistemas de informação.

"Desenhámos um plano de formação que atende às necessidades do governo moçambicano, mobilizámos uma equipa de excelência e a parceria de Portugal com Moçambique sai valorizada e reforçada", afirma o Presidente do InIR, Alberto Conde Moreno, citado no comunicado.

O responsável lembra que "o InIR assegura a representação internacional de Portugal no domínio das infraestruturas rodoviárias, pelo que desenvolve regularmente iniciativas de cooperação junto dos países da Europa, PALOP, América Latina e outras regiões. Esta formação é um exemplo deste trabalho permanente que o InIR tem vindo a realizar, em aliança com os melhores especialistas do sector rodoviário".

De acordo com InIR, o Governo moçambicano escolheu a instituição portuguesa vocacionada na fiscalização e supervisão da gestão e exploração da rede rodoviária, devido aos resultados positivos de colaborações anteriores e no âmbito do Protocolo de Cooperação Técnica e Científica celebrado entre o Instituto e a ANE, assinado em março de 2010.

"Este protocolo reforça a colaboração continuada entre os dois organismos ao nível de assessoria técnica, inovação tecnológica e especialização de recursos humanos no domínio das infraestruturas rodoviárias", considera o Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias de Portugal.

NATO: Oeiras sem comando, mas com força naval americana - proposta do secretário-geral




DESTAK - LUSA

A proposta da NATO para a reforma dos seus comandos e agências propõe a colocação em Oeiras de uma força da sexta esquadra da Marinha americana e traz para Portugal a Escola de Sistemas de Comunicação e Informação da organização.

De acordo com esta proposta, Portugal deixa de ter um comando operacional da NATO sediado no seu território, não ficando também com um comando de componente naval, que era o objectivo inicial do Governo português.

Segundo disseram fontes aliadas à agência Lusa, a proposta que o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, vai apresentar quarta-feira aos ministros da Defesa dos países-membros, num jantar no quartel-general, em Bruxelas, está a localização de uma força marítima dos EUA em Oeiras, que funciona na dependência do Comandante Supremo das Forças Aliadas (SACEUR, em inglês), almirante James Stavridis, que é em simultâneo Comandante das Forças Americanas na Europa.

A sexta esquadra norte-americana, com responsabilidades no Atlântico e Mediterrâneo, participou, por exemplo, no início das operações da NATO no Kosovo, em 1999, ou nas operações na Líbia, já este ano, sendo que esta nova estrutura a situar em Oeiras continua ser financiada por todos os países da Aliança Atlântica, à semelhança do comando conjunto (JFCL, em inglês) que ainda lá está.

Uma das fontes notou que esta será a proposta apresentada aos 28 países aliados no âmbito da reunião ministerial e poderá vir a sofrer alterações, dado que, na NATO, todas as decisões são alcançadas pela via do consenso.

Para além desta mudança, a proposta contempla a vinda para Portugal da Escola de Sistemas de Comunicação e Informação da NATO, actualmente nos arredores de Roma.

Manutenção assegurada tem o Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (JALLC), estrutura da NATO localizada em Monsanto, Lisboa.

*Foto em Lusa

Portugal: MAI DIZ QUE CADERNOS ELEITORAIS SÃO “CREDIVEIS E ATUALIZADOS”




TVI 24

Os cerca de 9,6 milhões de eleitores inscritos têm como referência o universo dos cidadãos com nacionalidade portuguesa residentes em Portugal e no estrangeiro

A Direção-Geral da Administração Interna (DGAI) garantiu, esta terça-feira, que os cadernos eleitorais mostram-se «credíveis e atualizados», sendo elaborados no «escrupuloso respeito pelas disposições legais aplicáveis e pelo princípio democrático».

De acordo com a DGAI, os cerca de 9,6 milhões de eleitores inscritos nos Cadernos Eleitorais têm como referência o universo dos cidadãos com nacionalidade portuguesa residentes em Portugal e no estrangeiro, que totalizam cerca de 15 milhões - 10 milhões de residentes em território nacional e os cerca de 5 milhões de residentes no estrangeiro.

De acordo com a DGAI, o universo de cidadãos eleitores constantes dos Cadernos Eleitorais constitui 64 por cento do universo total de cidadãos portugueses.

O número de eleitores nas últimas eleições legislativas ascendeu a 9,6 milhões, constituído por todos os cidadãos portugueses, com 18 ou mais anos, de nacionalidade portuguesa e residentes em Portugal e cidadãos portugueses, com 18 ou mais anos, residentes no estrangeiro e inscritos nos consulados portugueses.

Os Cadernos Eleitorais englobam ainda os cidadãos portugueses, com 18 ou mais anos, portadores de documento de identificação civil português e com residência declarada em freguesia do território nacional, que residem no estrangeiro, mas que, por vontade expressa, mantêm uma ligação a Portugal, bem como cidadãos estrangeiros, com 18 ou mais anos, que adquiriram a nacionalidade portuguesa e residem em Portugal.

A fidedignidade do recenseamento eleitoral português assenta, segundo a DGAI, no facto de todos os eleitores inscritos no Recenseamento Eleitoral no território nacional terem o seu documento de identificação civil (Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão) com residência indicada no território nacional.

Observa ainda que o sistema informático do Recenseamento Eleitoral não permite duplas inscrições nem inscrições de cidadãos sem capacidade eleitoral. Quanto aos óbitos, a ligação automática às bases de dados de identificação civil permite, atualmente, eliminar todos os eleitores falecidos.

UM PROCESSO JUDICIAL POR NEGLIGÊNCIA CONTRA O EX-PRIMEIRO-MINISTRO!




ORLANDO CASTRO*, jornalista – ALTO HAMA

Um processo judicial contra o ex-primeiro-ministro islandês Geeir Haarde, acusado de negligência grave durante o seu mandato governativo, começa esta terça-feira num tribunal especial.

Em Setembro de 2010, o parlamento islandês decidiu processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso, em Outubro de 2008.

A caminho dos 800 mil desempregados, com 20% dos cidadãos a viver na miséria e outros tantos que começam a ter saudades de uma... refeição, Portugal poderia adoptar igual procedimento em relação a José Sócrates, o mais sublime exemplo da impunidade reinante.

Desde logo porque, apesar dos resultados, o ainda secretário-geral do PS, e ex-primeiro-ministro, também sumo pontífice dos socialistas, continua a ter na lapela o frase de que “está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor do que eu".

Já em 2009, bem ao estilo de quem delira com a sua impunidade, José Sócrates dizia que, "este ano, o défice vai aumentar, mas para o nível médio da União Europeia, o que nos dá algum conforto". E acrescentava que "Portugal paga menos juros à banca do que Inglaterra".

No encontro "Novas Fronteiras", que reuniu, no Porto, duas dezenas de empresários e que se destinava a ouvir propostas, José Sócrates reforçou que "o preço do risco da dívida soberana [de Portugal] é inferior ao da Espanha, Inglaterra, Itália e Grécia", sublinhando que é demonstrativo da forma como "os mercados internacionais vêem a economia portuguesa".

"A acção do Governo é mais apreciada no estrangeiro do que aqui", lançou o então e ainda secretário-geral do PS, renovando a sua exímia capacidade para fazer dos outros burros e, como se não fosse suficiente, passar atestados de menoridade a todos aqueles que se atrevem a pensar pela própria cabeça.

O líder carismático dos socialistas (uma espécie sul europeia de Muammar Kadhafi) sublinhou que o Governo "fez o trabalho de colocar as contas públicas em ordem no momento certo, se não o Estado não poderia estar a ajudar ninguém".

Em jeito de recado, José Sócrates disse "para quem não sabe" que "quando há uma crise económica, as consequências são devastadoras para a economia" e, acrescentou, que Portugal foi o País que "menos ajudou os bancos".

Quem diria? Mas, reconheço, ainda “está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor” do que José Sócrates na arte socialista de dizer às segundas, quartas e sextas uma coisa, e às terças, quintas e sábados outra diametralmente oposta.

No encontro com os empresários, José Sócrates elegeu o apoio à exportação das empresas portuguesas, o reforço do sector das energias renováveis e a cooperação com as empresas como três estratégias essenciais para a competitividade da economia portuguesa.

"O crescimento das exportações é o esforço mais virtuoso", afirmou, defendendo ser viável, com a cooperação das empresas, que as vendas ao estrangeiro representem 40 por cento do PIB.

Em matéria energética, Sócrates anunciou um plano de investimentos que pretende manter Portugal "na linha da frente" e convertê-lo num exportador de tecnologia e até mesmo de energia.

"Queremos criar uma cadeia de valor integral para, em cinco anos, colocar Portugal como exportador de tecnologia e de energia, podendo vender créditos a países que não consigam atingir as metas estabelecidas", explicou João Conceição, que apresentou as linhas do programa socialista em matéria energética.

Na energia eólica, a meta de Sócrates era aumentar em 50 por cento a produção de energia prevista para 2010.

Recordam-se? Não sei a que dia de semana o sumo pontífice deste PS fez todas estas declarações, mas aceito que no dia seguinte – como é hábito – tenha dito o contrário.

Como matéria de facto para um eventual processo judicial contra o ex-primeiro-ministro acrescente-se que não só já nasceu como anda por aí o ex-primeiro-ministro que mais fez para afundar o país, que mais quer fazer (mesmo que sendo militante de base embora com olhos postos em Belém) para continuar a afundar o que resta.

*Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado

"Idoneidade" de Paulo Portas: Declarações de Ana Gomes são "inadmissíveis", diz CDS





Eurodeputada defendeu a exclusão do líder do CDS-PP do próximo Governo, afirmando que está em causa a «idoneidade pessoal e política» de Paulo Portas

A vice-presidente do CDS-PP Assunção Cristas considerou, esta terça-feira, «inadmissíveis», «inqualificáveis» e de «baixo nível» as declarações da eurodeputada socialista Ana Gomes a propósito do líder democrata-cristão, Paulo Portas.

Assunção Cristas, que falava no Parlamento em nome do partido adiantou que o CDS-PP não tecerá a este respeito «qualquer comentário» adicional, mas que o líder do partido poderá, se o entender, adotar a este respeito «as diligências que entender necessárias».

«O CDS entende que as declarações da doutora Ana Gomes são inadmissíveis, inqualificáveis e não merecem da nossa parte qualquer comentário que seja de tal forma são de um baixo nível que não é admissível na política portuguesa», disse.

Em causa estão as declarações feitas em Estrasburgo por Ana Gomes, que defendeu a exclusão do líder do CDS-PP do próximo Governo, afirmando que está em causa a «idoneidade pessoal e política» de Paulo Portas, fazendo um paralelo com o sucedido a Dominique Strauss Kahn.

«Penso que está em causa não obviamente a legitimidade politica do seu partido, CDS-PP, como resultou das eleições, em governar, em integrar a coligação governamental, mas do dr. Paulo Portas pessoalmente, por a sua idoneidade pessoal e política estarem em causa em face do seu comportamento em anteriores responsabilidades governamentais», disse Ana Gomes, apontando «o caso dos submarinos e outros casos».

Para Assunção Cristas, «em Portugal as pessoas são livres de dizerem o que entendem» mas, salientou, «não são livres de ofender o bom nome das outras pessoas e de fazerem declarações inadmissíveis e que não têm justificação». Questionada sobre uma eventual ação judicial contra Ana Gomes, a deputada adiantou que isso «competirá» ao líder do CDS-PP ¿ «com certeza tomará as diligências que entender necessárias», comentou -, considerando: «Eu penso que é possível agir judicialmente. Com certeza que isso caberá ao doutor Paulo Portas saber de que forma quer atuar e está no seu âmbito de decisão pessoal saber como lidar com esta matéria».

PCP entende que Cavaco estará a promover golpe se não cumprir preceitos da Constituição






Jerónimo de Sousa lembrou que Cavaco Silva não pode ultrapassar a «obrigação constitucional de ouvir e consultar todos os partidos».

O PCP considera que o Presidente da República estará a promover um golpe contra a Constituição se não cumprir todos os preceitos legais para a formação do novo Executivo.

Após a reunião desta terça-feira do Comité Central dos comunistas, onde foram analisados os resultados das legislativas de domingo, Jerónimo de Sousa lembrou que «é a Constituição da República que obriga o Presidente» e não o contrário.

«Se o Presidente da República, que já avançou com um contacto com o líder do PSD, julga que pode ultrapassar a Constituição e esta obrigação constitucional de ouvir e consultar todos os partidos consideramos que o Presidente não está a cumprir o juramento que fez de cumprir e fazer cumprir a Constituição», sublinhou.

Jerónimo de Sousa frisou ainda que «nada pode levar a que a nossa Constituição seja pisada e que um Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição não pode com certeza violá-la desta forma».

PCP recorrerá ao Tribunal Constitucional caso se confirme liberalização dos despedimentos




SF - LUSA

Lisboa, 7 jun (Lusa) -- O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, assumiu hoje que recorrerá ao Tribunal Constitucional caso sejam aprovadas medidas para liberalizar os despedimentos e criticou a "posição de limbo em que o PS se encontra".

Frisando que a luta "em primeiro lugar é `política'", Jerónimo de Sousa disse que "caso se confirme a subversão do comando constitucional" que proíbe despedimentos por justa causa recorrerá à fiscalização sucessiva das leis que o quiserem impor.

"Estamos confiantes que conseguiremos mais assinaturas", afirmou, lembrando que já no passado o PCP reuniu assinaturas do PCP, do BE e de deputados do PS para fim idêntico.

Questionado sobre que expetativas mantém sobre o PS enquanto partido na oposição, o secretário-geral comunista disse que "há declarações de dirigentes do PS que não são de molde a descansar".

"Esta posição de limbo em que se encontra o PS, oxalá não seja mais um argumento para deixar passar algumas das medidas mais graves da `troika´", afirmou.

Para o PCP, a demissão de José Sócrates "acompanhada pelos apelos de Passos Coelho a um mais alargado apoio a medidas estruturantes e da enfatização por parte de dirigentes do PS do que designam como `oposição responsável´ perfila-se como uma decisão indispensável a abrir caminho pleno ao envolvimento do PS no apoio à concretização do programa da `troika´".

Jerónimo de Sousa considerou que os "programas de ajuste" financeiro "institucionalizam mecanismos de ingerência permanente que esvaziam os órgãos de soberania democrática".

O líder comunista considerou inevitável a renegociação da dívida pública externa e avançou que na próxima legislatura irá propor o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros ainda em 2011, e das pensões de reforma em 25 euros.

TUDO COMO ANTES, QUARTEL-GENERAL EM ABRANTES!




ANTÓNIO VERÍSSIMO

COM ESTES POLÍTICOS, PORTUGAL JÁ NEM SERVE PARA CÃES!

Todos sabem que esta prosa já era. Quase que nem merece existir. Há tanta coisa por aí sobre o resultado das eleições em Portugal. Para algum atrasado na atualidade é que ainda poderá ser útil: o PSD foi o partido mais votado nas eleições legislativas em Portugal.

Sobre o assunto têm imenso por onde escolher ainda hoje, na imprensa portuguesa e estrangeira. Os títulos soam a novidade, pelo menos parece que pretendem ser. Ao fim e ao cabo não é novidade alguma. Já sabíamos que seria o PSD o partido mais votado, com menos de 39 por cento dos votantes, e logo a seguir foi o PS com 28 por cento, depois o CDS com pouco menos de 12 por cento. E assim, aliando-se, formam uma maioria com 51 por cento dos votos, praticamente o mesmo que foi conseguido por Cavaco Silva ainda há meses na eleição para presidente da República.

O resultado desta aliança PSD-CDS, em termos de deputados, é que lhes dá mesmo uma maioria bastante significativa em número, 129 contra 97 da chamada esquerda. Faltam por aqui uns míseros resultados de deputados pela emigração que não irão mudar nada.

E então? Onde está a novidade? Estes foram os resultados que todos esperavam. Sabíamos que ia ser assim. Os mesmos, no mesmo sítio, com as mesmas políticas. Que dizem ser de direita. Mas então as políticas de Sócrates e do PS não são, não eram, de direita? Pois claro que eram. Há décadas que é assim!

Quererão dizer que agora, com Passos Coelho e com esta aliança PSD-CDS as políticas vão ser mais à direita? Que vão governar para o grande capital? Pois vão. Mas isso não é mudança nenhuma. Sócrates, do PS, socialista da treta, era o que vinha fazendo. E foi ele que assinou, com a concordância do PSD e do CDS, que quem passa a governar em Portugal são as eminências pardas do FMI às ordens dos grande interesses dos empórios financeiros e dos interesses colonialistas da Alemanha, da França, da Holanda e da Inglaterra. Principalmente a Alemanha está a fazer do sul da Europa sua refém. Refém da banca alemã. É assim na Grécia e em Portugal, mais descaradamente. Por isso a Merkel, arraçada de Hitler, da família xenófoba de Sarkosi, manda os povos do sul trabalharem mais. Surpresa, quando há dias se chegou à conclusão, em estudo devidamente credenciado e credível, que em Portugal se trabalha mais trezentas e muitas horas por ano do que na Alemanha, na França, etc. O sul da Europa, que a xenófoba e racista Merkel substima, achincalha e está a colonizar, anda a trabalhar para que alguns na Alemanha vivam à grande à custa da miséria que Merkel e seus antecessores têm imposto com os altos juros dos "empréstimos".

Resumindo: este novo governo PSD-CDS não trará nada de novo. Vai governar-se em Portugal às ordens do FMI e do FE, que são a mesma coisa. Eles vão governar-se e o povinho vai ter de trabalhar muito mais e ingerir menos calorias, a gozar de fome, de imensas carências e privações. Além do mais o Parlamento agora eleito quase não tem deputados novos. Talvez uns 10 naquelas mais de duas centenas. Ficam lá os mesmos, as mesmas caras conhecidas, esbanjadoras, oportunistas, parasitas e quase sempre bem falantes – como convém para nos enganarem.

Por mais cruel que seja, fato é que quem voltou a vencer foi a abstenção com mais de 41 por cento. Se contarmos com os votos em branco e nulos (daqueles onde chamam nomes feios aos políticos com inscrições “memoráveis”), talvez mais de metade dos eleitores portugueses não votaram. Mostraram uma vez mais que não confiam no presidente da República, nos partidos políticos atuais, nos que têm governado – que se têm governado - ou se preparam para fazê-lo. Os eleitores portugueses não confiam nestes políticos. Com muita razão. Ponto final.

Mais que demonstrado isso mesmo, essa falta de confiança, mudou alguma coisa? Não. Eles são uns descarados sem pingo de vergonha. Fica tudo na mesma. O que é novo para uns quantos, que acreditam em milagres, são as caras do governo que vem aí. Algumas caras, provavelmente. Outras não. Mas todas do mesmo “aviário” pestilento destes partidos políticos do arco governativo. Que agora até vão governar para os deles e mais intensamente para a Alemanha e associados, para o FMI.

Importa que os objetivos de Cavaco Silva - o maluquinho dos números de coça para dentro da alta finança e dos grandes empresários – e dos partidos associados àqueles objetivos, vão poder manobrar ainda mais à vontade e encostar o povinho muito mais à parede. Tudo como antes, quartel-general em Abrantes, como é dito pelos de mais idade para expressar que está tudo na mesma, que não devemos esperar nada de novo, a não ser mais miséria e exploração.

Mas nem tudo é negativo. Livrámo-nos de José Sócrates, para daqui por uns tempos assistirmos aos dizeres de muitos que vão propalar saudades dele. Masoquismos.

Apesar de muita vontade que possamos ter para proporcionar o benefício da dúvida ao futuro governo PSD-Cavaco-CDS é fácil futurar que nem as bostas nem as moscas mudaram.

Resta deixar aqui umas palavras para a “esquerda” do BE. Aquela que desde que se sentou nas cadeiras do parlamento tem vindo a perder a audição e outros sentidos, que se engravatou e se submeteu aos colarinhos brancos. Perdeu metade dos votos, metade dos deputados. Sinónimo de que quase não há diferença entre o BE e os outros partidos do arco governativo. A “esquerda histórica e empedernida” do PCP, aliado aos verdes para fazer a CDU, cresceu. Lá vai, desta vez, com mais um ou dois deputados. Igual a si próprio, a dizer muitas verdades, não mentindo nem enganando, o PCP só cresceu porque houve uns quantos abstencionistas sistemáticos que antes votavam nele, e que no domingo se deram ao trabalho de lá ir ser fiéis aos seus princípios ideológicos. Sabendo que nada iam alterar. Foram votar mais pelas suas consciências do que acreditando que iam mudar alguma coisa. Votaram e o PCP até merece. É honesto e fiável. Sabemos com aquilo que podemos contar. Talvez um dia os portugueses voltem a reconhecer isso mesmo. E estaria o PCP disposto a exercer uma Verdadeira Democracia, reformando esta democracia de fantochada? Só experimentando saberemos. Os partidos políticos assim que crescem embriagam-se com os poderes…

Portugal: ANTÓNIO COSTA (PS) COMUNICA HOJE DECISÃO SOBRE CANDIDATURA





O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, disse esta terça-feira que "já decidiu" se se candidata ou não a secretário-geral do PS, afirmando que comunicará a decisão primeiro à Comissão Nacional do partido logo à noite.

À entrada da Assembleia Municipal desta terça-feira e questionado pelos jornalistas sobre se se candidatará à liderança do PS, António Costa respondeu:"a decisão que tinha de tomar já está tomada mas, se não se importam, comunicarei primeiro à Comissão Nacional do PS logo à noite qual é a minha decisão".

Fontes próximas de António Costa adiantaram à agência Lusa que o socialista está a ser "pressionado" para avançar com uma candidatura ao cargo de secretário-geral do PS, sendo visto como o único com possibilidades de derrotar Seguro em eleições directas.

Depois da Assembleia Municipal, o autarca estará numa cerimónia nos Paços do Concelho para entregar a medalha de ouro da capital à cantora brasileira Maria de Bethânia (às 20.30 horas), só depois se deslocando para o hotel onde decorrerá a Comissão Nacional do PS.

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Portugal: NÃO VÊM AÍ TEMPOS FELIZES




BAPTISTA BASTOS – DIÁRIO DE NOTÍCIAS, opinião

Há três semanas, apenas, a vitória de Pedro Passos Coelho era uma hipótese imponderável. Sócrates passeava, impante, a glória de que ele próprio se fazia ornar, e os disparates do presidente do PSD, revelando-nos uma vida aparentemente equivocada, aumentavam as possibilidades do chefe socialista. Sócrates não é bem amado. Pelos apaniguados e por muitos demais. Passos também o não é: pelos seus e pelos inimigos. Mas as coisas, em Portugal, funcionam com outras bússolas. E tanto um como outro, formais, graves, de alegrias contidas, desencadeiam e sustentam (ou vão sustentar) interesses transeuntes ou fixos. Afectos, poucos. Passos, como Sócrates, apenas criam instantes de amizade.

O PSD ganhou e o caso não está arrumado. Começa, agora, outro capítulo disperso, confuso e absurdo do viver português. Passos tem de seguir a cartilha da troika, neoliberal e muito direirona, o que o não aflige: é a sua área. Mas à perna estão-lhe o PS, ressentido pela derrota; o PCP e o Bloco, a princípio talvez com cortesia, mas logo-assim com assanhamento e escândalo. E que Sócrates não esqueça os seus "camaradas", cheios de verdete e de anedotas, que acreditavam na infalibilidade truculenta do chefe, a fim de se protegerem a si mesmos.

Quando o doce perfume da vitória começou a agitar as narinas dos psd's, assistiu-se ao desfile desacreditante e às frases de aleluia daqueles que haviam perseguido e ofendido o agora triunfador. Uma vergonha, filha desse descaro que constitui o edifício moral da nossa sociedade. Somente a dra. Ferreira Leite, que despreza Sócrates e desdenha Passos, não dissimulou o vilipêndio mal-educado por aquele, e a indiferença arrogante e abjecta por este. Uma cena inconcebível.

A pesada derrota do PS não irá melhorar a nossa vida. Pelo contrário. O paradigma de Passos Coelho defende a irredutabilidade de um sistema que está longe de responder às nossas urgências e necessidades. Não será, exclusivamente, a obediência ao memorando da troika: o projecto de Pedro Passos Coelho vai mais além, é cruel como um jugo. E o deliberado mal-entendido que se nos pretende inculcar, sobre a "mudança", pode ser assustador. O "novo" paradigma nada contém de "novo". Numa sociedade sem objectivos e sem significado relacional entre si, a "mensagem social" ficará reduzida, indefinidamente, às interpretações que Passos e os seus lhes queiram atribuir.

As dificuldades emergentes têm muito a ver com os conceitos ideológicos. É difícil, senão impossível, regular os comportamentos de uma sociedade submetida a um conformismo estimulado pelo medo. A ideologia do momento não procede à afirmação individual da liberdade. Cinge o homem aos limites das suas pessoais angústias. Repare-se que nenhum partido, durante a campanha, falou das frágeis associações que ainda nos unem. A "organização" e os seus defensores não podem permitir-se ter princípios. Porque não vai haver "mudança", como fraudulentamente o pretendem os aúlicos da religião do "mercado".

José Sócrates deixou de servir, sobretudo a partir do momento em que unicamente se ouvia. Acrescento que não servia porque a eficácia requer dignidade, humildade e credibilidade. Agora, pergunto: pedro Passos Coelho servirá? Não vêm aí tempos felizes.

Governo de Timor Leste pretende abrir escritório de cooperação económica em Macau




MSO - LUSA

Díli, 07 jun (Lusa) -- O Governo de Timor-Leste deverá abrir em Macau um escritório de cooperação económica, por sugestão feita às autoridades timorenses por uma delegação empresarial chinesa que se deslocou a Díli, disse hoje à Lusa fonte do executivo timorense.

A informação foi dada à Agência Lusa no final de um encontro bilateral da delegação chinesa com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e outros membros do seu Governo, pelo ministro da Economia e Desenvolvimento, João Gonçalves.

"Ficou aberta a possibilidade de se abrir um escritório de cooperação económica em Macau, para coordenar melhor e canalizar as propostas de investimento para Timor-Leste e promover as oportunidades que Timor oferece", disse o ministro João Gonçalves, referindo que a sugestão partiu de Edmund Ho, ex-líder do Governo de Macau que chefiou esta missão empresarial.

Durante a reunião foi manifestado o interesse de companhias chinesas em participar na reabilitação e construção das infraestruturas em Timor-Leste e reiterada a disponibilidade do Governo chinês em conceder um empréstimo externo.

"As infraestruturas são uma das grandes necessidades de Timor-Leste e um enorme desafio que enfrentamos e a experiência de companhias chinesas nessa área poderá ajudar imenso. As companhias estão dispostas a investir em Timor-Leste e vamos ver como é que essa cooperação poderá ser desenvolvida", disse João Gonçalves, explicando que serão analisadas as possibilidades pelos respetivos ministérios.

Já quanto à questão do financiamento, aquele membro do Governo esclareceu que "há a vontade do governo chinês em apoiar com fundos a título de empréstimo, o que terá de ser feito de acordo com as leis de Timor-Leste".

Outro dos temas abordados foi o da possível cooperação na formação profissional, direcionada sobretudo para a hotelaria e turismo, segundo o ministro.

"A base da economia de Macau é a hotelaria e o turismo, áreas em que Timor-Leste tem enorme potencial. Precisamos de preparar recursos humanos para o futuro e Macau poderá dar-nos um grande apoio nessa área", disse.

Ainda na área do turismo, foi hoje assinado um memorando de entendimento com uma empresa chinesa que quer investir na construção de um hotel e foram estabelecidos acordos entre empresas timorenses e de Macau para possíveis parcerias no turismo, na comercialização de café e para um projeto de produção agrícola.

A delegação de Macau visitou ainda a Autoridade Bancária de Pagamentos (BPA), a quem compete emitir as licenças para as instituições financeiras operarem em Timor-Leste, para se inteirar da legislação timorense na área financeira.

A missão empresarial chinesa, constituída por meia centena de empresários, na maioria oriundos de Macau, foi liderada por Edmund Ho, atual vice-presidente da Comissão Consultiva Política do Povo Chinês, tendo sido recebida pelo Presidente da República, José Ramos-Horta.

O chefe de Estado promoveu uma receção de boas-vindas no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, tendo destacado as boas relações entre os dois países e os laços históricos que unem Timor-Leste e Macau.

Timor Leste: DEPUTADA DA BANCADA PD FAZ QUEIXA DOS GRUPOS DE ARTES MARCIAIS




SAPO TL

De acordo com CJITL, a Deputada Jacinta Pereira da bancada PD afirmou que neste momento o grupo arte marciais “Persaudaraan Setia Hati Terate-PSHT” provoca desacatos todas as noites.

“As comunidades que vivem em Kampung Baru, Comoro, Dili passam a noite a levar com o arremesso de pedras e os moradores sentem-se inseguros” queixou-se ontem a deputada, durante a plenária.

“Peço às forças policiais para controlarem melhor esta área, desta forma evitem-se mais conflitos,” acrescenta.

Para Jacinta Pereira, o compromisso entre o Governo e os grupos de artes marciais para a estabilidade do país não está a surtir efeito e pediu aos jovens para que não sejam influenciados por manobras políticas.

SAPO TL com CJITL

ASIA FOUNDATION OFERECEU BOLSAS DE ESTUDO A SEIS ADVOGADOS TIMORENSES





Os advogados Alexandrina dos Santos Soares( Educação Comunidade Matevian-ECM) Manuel Goncalves (Lembaga Bantuan Hukum-LBH Liberta, Dili) Elivira da Costa (F.ECM), Lorena dos Santos(LBH Covalima), Sesaltina da Conceição Belo(F.ECM)e Mario Fernandes(F.ECM) irão ter bolsas de estudo oferecidas pela Asia Foundation, informa o CJITL.

De acordo com a representante da Asia Foundation, Silas Everett o objectivo passa por apoiar e desenvolver a sua formação na área jurídica.

O Director Geral do Ministério da Justiça (MJ), Francisco Carceres, salientou ainda que este apoio representa uma ajuda significativa para Timor-Leste.

“Venho em nome do Vice-Ministro, Dr. Ivo Valente que não pôde estar presente, dar os parabéns e que vocês usufruem desta oportunidade”, disse.

Para o representante da USAID, Timor-Leste carece de recursos humanos e esta é uma excelente forma de apoiar os advogados timorenses e de aprofundarem os seus conhecimentos. A formação terá a duração de dois anos e a verba será disponibilizada por duas entidades, a Asia Foundation ($150 mensais) e o Governo ($250 mensais).

SAPO TL com CJITL

Indonésia: NAUFRÁGIO CAUSA 18 MORTOS E PELO MENOS 18 DESAPARECIDOS




DESTAK - LUSA

Dezoito pessoas morreram e pelo menos outras 18 desapareceram na sequência de um naufrágio de um ferry indonésio segunda-feira na costa da ilha de Bornéu, informaram hoje os serviços de socorro.

 “Os socorristas encontraram 18 corpos e continuam à procura de 18 desaparecidos, mas este número poderá aumentar”, indicou Hariyono, responsável das operações portuárias que indicou também que vários passageiros foram resgatados por barcos de pesca que se encontravam na zona.

O ferry transportava cerca de 100 passageiros e o acidente aconteceu na costa sul da província de Kalimantan, na parte indonésia de Bornéu, durante um forte temporal na região.

"Chovia muito, com fortes ventos e grandes vagas, o que pode ter causado o acidente", explicou Hariyono. As autoridades investigam se o barco carregava mais passageiros do que o permitido, como geralmente ocorre na Indonésia, um vasto arquipélago onde os ferrys são o principal meio de transporte.

Em janeiro de 2009, cerca de 300 pessoas morreram no naufrágio de um ferry sobrelotado que navegava entre as ilhas Sulawesi e Bornéu, três anos após outro desastre, que matou mais de 400 pessoas no litoral da ilha de Java.

UMA ESTRATÉGIA LUSÓFONA PARA A ONU




PAULO GORJÃO* - PÚBLICO

O aprofundamento da cooperação entre os países de língua portuguesa ainda tem muito caminho para percorrer

Na semana passada, os oito representantes dos países da CPLP na ONU decidiram passar a reunir-se mensalmente, em Nova Iorque, com o objectivo de coordenar - tanto no Conselho de Segurança, como noutras instituições do universo das Nações Unidas - as suas posições em relação a temas de interesse comum.

Os temas passíveis de coordenação tanto podem ser assuntos menos imediatos - a reforma do Conselho de Segurança, a protecção dos global commons, ou institucionalização do português como língua oficial da ONU - como tópicos mais urgentes. A Guiné-Bissau e Timor-Leste, por exemplo, são temas abordados semestralmente no Conselho de Segurança, uma vez que a ONU está presente nos dois países através da UNIOGBIS e da UNMIT, respectivamente. Acresce que os países da CPLP candidatam-se regularmente a cargos ou instituições no universo da ONU. O Brasil está neste momento fortemente empenhado na candidatura de José Graziano da Silva - ex-ministro de Lula da Silva - ao cargo de director--geral da FAO de 2012 a 2015, cuja eleição decorrerá entre os próximos dias 25 de Junho e 2 de Julho. Por sua vez, a candidatura portuguesa ao Conselho de Direitos Humanos, para o triénio de 2014 a 2017, começa agora a dar os seus primeiros passos. Em suma, não faltam temas em que a coordenação das respectivas posições contribuirá para, directa ou indirectamente, salvaguardar os interesses dos diversos estados-membros da CPLP.

A actual presença do Brasil e de Portugal no Conselho de Segurança contribuiu seguramente de forma decisiva para que fosse tomada esta decisão de instituir encontros regulares em Nova Iorque. Receio, porém, que as reuniões corram o risco de perder a sua regularidade com o fim dos mandatos do Brasil, em Dezembro de 2011, e de Portugal, em Dezembro de 2012, no Conselho de Segurança. Seria um erro se tal acontecesse, reflectindo aliás uma visão redutora e minimalista dos benefícios oriundos da coordenação. A necessidade e os benefícios desta coordenação não se esgotam na presença de países de língua portuguesa no Conselho de Segurança.

O caminho a seguir deverá ser o do aprofundamento da coordenação tendo como ponto de partida os interesses convergentes. Não se compreende, por exemplo, que não haja uma estratégia coordenada entre os países de língua portuguesa que enquadre as diversas candidaturas ao Conselho de Segurança da ONU. A presença sobreposta de países de língua portuguesa em determinados anos contrasta com os períodos em que nenhum estado-membro da CPLP esteve presente no Conselho de Segurança. A descoordenação não poderia ser mais evidente, apesar do interesse comum ditar que deveria suceder, sempre que possível, o contrário.

Naturalmente, partilhar a mesma língua não impede que haja por vezes interesses divergentes. De forma realista, a coordenação de posições não pretende erradicar as divergências, mas antes maximizar os benefícios nos casos de convergência de pontos de vista. No fundo, o que surpreende na decisão da semana passada não é o facto de ter sido tomada, mas, sim, o facto de só agora ter sido tomada. Esta revela sem querer como o aprofundamento da cooperação entre os países de língua portuguesa ainda tem muito caminho para percorrer.

*Director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS) - Escreve à terça-feira

Lusófonos na ONU: BRASILEIRA POLIGLOTA JÁ SERVIU NO TIMOR LESTE E EM ANGOLA




ECODESENVOLVIMENTO – RÁDIO ONU

A chefe de Recrutamento e Desenvolvimento de Carreira do Departamento de Apoio às Missões de Paz da ONU, Margarete Sobral, trabalha nas Nações Unidas há quase 15 anos. Em entrevista à Rádio ONU, a brasileira, que fala cinco idiomas (além do português), relatou a trajetória dela na organização e as experiências de trabalho em campo.

Sobral já serviu à ONU em Angola e no Timor-Leste, dois países lusófonos.

O objetivo da série Lusófonos na ONU é conhecer as trajetórias de funcionários da organização que têm o português como língua materna.

O primeiro programa contou com um bate-papo com Antônio Carlos da Silva, chefe de Recursos Multimídia das Nações Unidas. Antônio nasceu em Brasília e já está na ONU há 20 anos.

Na segunda entrevista do quadro foi conhecida a carreira do comandante da Polícia das Nações Unidas no Timor Leste, Luís Carrilho, nascido na cidade do Porto, também em Portugal.

A terceira entrevistada foi a portuguesa Sandra Carvão, chefe do Departamento de Comunicação da Organização Mundial do Turismo (OMT), em Madrid (Espanha).

A quarta representante lusófona das Nações Unidas conhecida por meio da série foi a brasileira Fábia Russano Yazaki, gerente de projetos da Unidade de Pesquisa do Departamento de Informação Pública da ONU. Formada em Estatísticas, a paulistana começou a trabalhar nas Nações Unidas há oito anos.

Em 2009, Fábia foi servir na Missão de Paz da ONU no Timor-Leste (Unmit). Ela comentou sobre a emoção de ouvir a língua portuguesa no país do Sudeste da Ásia. Recentemente, Fábia retornou ao Timor, onde ficará até 2012.


Timor-Leste: PROSTITUIÇÃO CRESCE DEVIDO À INEFICÁCIA DA POLÍCIA




JORNAL DIGITAL

NECESSÁRIO MEDIDAS URGENTES

Díli – Alguns deputados timorenses declararam que o problema da prostituição em Díli se deve à falta de medidas sérias tomadas pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).

A presidente da Comissão A do parlamento timorense, Fernanda Borges, mostrou-se preocupada com o crescente fenómeno da prostituição na capital. Para a presidente da Comissão que trata dos Assuntos Constitucionais, Administração, Legislação e Poder Local, a polícia deveria assegurar um controlo efectivo da prostituição uma vez que é ilegal no país.

«Quando é conhecido algum caso de exploração sexual, a atitude das forças policiais deveria ser a de tomar providencias legais para que fosse levadas a tribunal as pessoas envolvidas nas redes de prostituição, e não apenas fazer parar os envolvidos», disse Fernanda Borges.

A presidente da Comissão A, alertou para o facto de o Código Penal, no seu Artigo 174.º, prever a ilicitude da conduta e a punibilidade de actividades relacionadas com a prostituição com penas de prisão que podem ir dos três aos sete anos de prisão. Fernanda Borges alertou ainda para a necessidade de não haver polícias associados a este tipo de prática, ao contrário do que acontece noutros países.

Fernanda Borges disse não estar satisfeita com o comportamento da polícia timorense durante uma operação realizada a uma casa de exploração sexual em Aitarak Laran durante a última semana, uma vez que, segundo as suas palavras «houve pouca seriedade na operação».

O vice-presidente da Comissão B e ex-comissário da PNTL, Paulo de Fátima Martins, lembrou que o fenómeno da prostituição tem sido uma preocupação para o país nos últimos anos. De acordo com Paulo Martins, muitos turistas estrangeiros envolvem-se na prostituição. Para tentar combater este fenómeno em crescimento em Timor-Leste, Paulo de Fátima Martins sugeriu a criação de uma equipa especial formada dentro da PNTL.

Esta quinta-feira, uma operação conjunta levada a cabo pelo Ministério do Turismo, Comércio e Indústria e a PNTL, fechou um bordel em Aitarak Laran, que distava apenas alguns metros dos escritórios da Presidência da República. A proprietária do estabelecimento, Fanda Fernandes Viera, de 50 anos, declarou que o negócio de prostituição em sua casa tinha sido autorizado por ela de forma a poder ter dinheiro para se alimentar e suprir as suas necessidades básicas.

As mulheres que se prostituiam em sua casa eram «jovens timorense divorciadas», segundo Fanda Viera. Depois da operação que parou com prática da prostituição em sua casa, as autoridades pediram a Viera que parasse com as actividades ilegais. A proprietária declarou-se contente mas pediu ao Governo um subsídio mensal para fazer face às suas necessidades já que não tem idade para encontrar forma alternativa de ganhar dinheiro.

Entretanto, o Comissário Longuinhos Monteiro, declarou que a Inspecção-geral montou uma investigação séria para apurar responsabilidades no caso do vídeo pornográfico tornado público que envolvia membros da polícia. De acordo com Longuinhos Monteiro a investigação encontra-se em curso, e adiantou que aqueles que violaram o regulamento interno da instituição serão punidos.

«Necessitamos aguardar os resultados da investigação. Se os membros da corporação que foram vistos no filme em causa violaram o regulamento então o Comando deverá tomar uma acção séria contra eles», declarou o Comissário.
(c) PNN Portuguese News Network