terça-feira, 11 de abril de 2017

DIJSSELBLOEM: SOCIAL-FASCISTA SOB CAPA DE SOCIAL-DEMOCRATA

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PARA QUANDO O PROTESTO E O PEDIDO FORMAL DE DEMISSÃO DE DIJSSELBLOEM?

Foi ontem que Dijsselbloem manteve o seu estatuto de estrela fosca na comunicação social, pelo menos em Portugal. O propósito  refere uma entrevista em que Dijsselbloem se faz de parvo e diz-se surpreendido por Portugal não apresentar oficialmente o pedido de demissão do presidente do Eurogrupo, nem Portugal nem qualquer outro país do sul, por causa de declarações suas referentes aos países do sul. Na realidade se Portugal não o fez, oficialmente, devia tê-lo feito. Assim como outros países do sul. O que o comprovado xenófobo e racista presidente do Eurogrupo passa com esponja são todas as declarações públicas dos mais altos responsáveis de República Portuguesa, assim como o pedido de demissão de Dijsselbloem formalizado nas declarações do Parlamento Europeu.

Na verdade as declarações que foram proferidas por Dijsselbloem, acerca dos países do sul, somente se podem enquadrar numa mente racista e xenófoba, para além de sexista – como António Costa referiu. Acresce que se olharmos o historial da postura e de outras declarações daquele alto responsável do Eurogrupo, relativamente aos países do sul, podemos colecionar algumas frases que indiciam a sua costela racista e xenófoba relativamente a esses países e povos. Só não captou esta propensão do holandês Dijsselbloem quem não estava atento ou não teve propensão para tal.

Também em declarações à comunicação social afirmou que era social-democrata e que jamais será racista e xenófobo, o que não é confirmável ao longo do tempo, antes pelo contrário. O que o presidente do Eurogrupo tem declarado (veladamente ou não) configura uma personalidade eivada de preconceitos sociais-fascista, encapotadamente nazis. Comuns naquela região mais a norte da Europa, que apenas há algumas décadas estava repleta de campos de concentração nazis e fornos crematórios especialmente construídos para deter e assassinar maioritariamente povos oriundos do sul da Europa. Por capa Dijsselbloem diz-se social-democrata mas o que ressalta de declarações e postura no cargo que exerce é a mente social-fascista que nele perdura e de vez em quando transborda à vista de todos que queiram ver e saber interpretar o que certos e incertos encapados de social-democratas transportam no seu âmago: nazis por enquanto contidos. Até quando?

Dijsselbloem, o dissimulado, tem razão quando aponta o folclore do governo português acerca do assunto mas que nunca apresentou oficialmente um protesto e pedido formal de demissão, a demissão do presidente do Eurogrupo. É hora, sobre isso, para questionar os países do sul, objetivamente o governo de Portugal: para quando a apresentação do protesto e o pedido formal de demissão de Dijsselbloem? (MM / PG)

Dijsselbloem: "Esperava que Portugal pedisse a minha demissão, mas não o fez"

Em entrevista a um jornal holandês, o presidente do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem disse que estava à espera que, ao contrário do que acabou por acontecer, Portugal pedisse a sua demissão na última reunião do Eurogrupo.

"Esperava que o colega português pedisse a minha demissão, mas não o fez", disse Jeroen Dijsselbloem ao diário "De Volkskrant", em referência ao secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Mourinho Félix.

O ministro holandês desvalorizou o facto de os dirigentes portugueses terem pedido a sua demissão "antes e depois da reunião", realçando que "se (Mourinho Félix) quisesse realmente a demissão, tinha de ter a colocado em cima da mesa na reunião (do Eurogrupo)".

O mesmo se passou com Espanha, acrescentou Dijsselbloem, salientando que o ministro da Economia espanhol também não exigiu, oficialmente, a sua saída.

Na entrevista, Dijsselbloem disse ainda ter sentido um "um apoio ativo e passivo" na reunião do Eurogrupo, pelo facto de ter havido quem considerasse a "formulação infeliz" e quem tivesse "compreendido exatamente o que queria dizer".

Em entrevista ao "Frankfurter Allgemeine Zeitung", há algumas semanas, Dijsselbloem sugeriu - assim foi entendido por ministros e eurodeputados - que os países do sul da zona euro não deviam pedir empréstimos aos outros países depois de gastarem o dinheiro em "copos e mulheres". As declarações valeram-lhe duras críticas e pedidos de demissão, incluindo por parte de Costa e Marcelo.

Dijsselbloem: "É como se tivesse cometido um crime de guerra"

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou esta segunda-feira sentir "tristeza" por ter tido que dedicar tanto tempo a falar sobre a entrevista na qual sugeriu que os países do sul da Europa gastaram dinheiro em "copos e mulheres".

"Entristece-me muito que tenhamos dedicado tanto tempo e energia a uma entrevista enquanto a Grécia cai numa nova crise", disse em entrevista ao diário holandês "De Volkskrant", considerando que foi tratado como se tivesse cometido um "crime de guerra".
Para o também ministro das Finanças holandês, "o problema agravou-se enormemente. É como se tivesse cometido um crime de guerra", disse.

Em entrevista ao "Frankfurter Allgemeine Zeitung" há várias semanas, Dijsselbloem sugeriu que os países do sul da zona euro gastaram dinheiro em "copos e mulheres", declarações que lhe valeram duras críticas e pedidos de demissão, sobretudo por parte do Parlamento Europeu.

Ao ministro holandês pareceu-lhe "muito incómodo" que tanta gente se tenha sentido ofendida pelas suas palavras e afirmou que se sentiu cercado pelos eurodeputados.

Dijsselbloem reconheceu que poderia ter sufocado o mal-estar se tivesse apresentado desculpas imediatamente, mas assegurou que se negou a fazê-lo porque "não poderia retratar-se de alguma coisa que não tinha dito, de alguma coisa à qual não se referia".

Questionado pelo "De Volkskrant" sobre se espera cumprir o seu mandato até janeiro de 2018 à frente do grupo que reúne os ministros das Finanças dos países do euro, o social-democrata disse que, "como a curto prazo haverá um novo Governo na Holanda, o Eurogrupo procura rapidamente um novo presidente".

Contudo reconheceu que se não se conseguir, ainda tem possibilidades de concluir o mandato.

Dijsselbloem também indicou que, nas discussões com os colegas na reunião informal dos ministros das Finanças da União Europeia em Malta, "não ouviu ninguém apoiar uma presidência fixa" do Eurogrupo.

Costa desvaloriza palavras "insuportáveis" de Dijsselbloem

O primeiro-ministro português classificou, esta segunda-feira, como "insuportáveis" as palavras de Jeroen Dijsselbloem sobre os países do sul da Europa, mas considerou que o importante, agora, é melhorar o Euro, porque o presidente do Eurogrupo "está de passagem".

"Claro que [Jeroen Dijsselbloem ] devia abandonar o cargo. As palavras são insuportáveis, mas temos de continuar a trabalhar no que é essencial" para a União Europeia (UE), disse hoje António Costa numa entrevista à Rádio Nacional de Espanha (RNE).

Poucos minutos antes de participar numa cimeira dos países do sul da Europa, em Madrid, o chefe do Governo português sublinhou que o presidente do Eurogrupo "está de passagem, mas o Euro é um resultado muito importante do trabalho da UE e é nisso" que os europeus têm de se concentrar, "completando a União Económica e Monetária".

Jeroen Dijsselbloem foi alvo de críticas depois de uma entrevista ao jornal Frankfurter Zeitung, na qual afirmou, referindo-se aos países do Sul da Europa, que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda", o que motivou o pedido de demissão pelo Governo português.

Na entrevista à RNE, António Costa também desejou que a UE mantenha no futuro "uma relação próxima com o Reino Unido" e defendeu que "a melhor forma de o fazer é iniciar as negociações de uma forma amigável, sem aumentar a tensão" entre as duas partes.

O chefe do Governo português considerou "um mau exemplo" os acontecimentos da semana passada entre Londres e Madrid sobre os preparativos para a negociação da saída do Reino Unido da UE.

Os preparativos da negociação com Londres foram marcados nos últimos dias pela polémica sobre Gibraltar, um pequeno território com 32.000 habitantes, cedido pela Espanha ao Reino Unido em 1713, que Madrid reclama como sendo parte do seu território.

De acordo com um projeto de "orientações para a negociação" dos 27 publicado na semana passada, a posição de Espanha será decisiva na aplicação em Gibraltar de qualquer acordo entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido depois do 'Brexit'.

Londres criticou esta disposição, com receio de que Madrid se aproveite da situação para obter ganhos de causa para a sua pretensão de recuperar Gibraltar.

Os chefes de Estado ou de Governo de sete país do sul da Europa reúnem-se hoje em Madrid para discutir o futuro da União Europeia e o processo de saída do Reino Unido (Brexit).

Fonte do Governo espanhol revelou que a cimeira irá também abordar outros aspetos da atualidade europeia, como a luta contra o terrorismo e os desafios colocados pela pressão migratória, nomeadamente na fronteira sul do continente.

Mariano Rajoy (Espanha) será o anfitrião dos presidentes François Hollande (França) e Nikos Anastasiades (Chipre) e dos primeiros-ministros António Costa (Portugal), Paolo Gentiloni (Itália), Alexis Tsipras (Grécia) e Joseph Muscat (Malta).

A Cimeira de Madrid consiste num almoço de trabalho entre as 14:15 e as 16:45 (uma hora menos em Lisboa) no Palácio do Prado, sendo seguida pelas habituais declarações à imprensa dos líderes.

Jornal de Notícias

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