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segunda-feira, 31 de julho de 2017

RESISTIR É VENCER | Venezuela: “O povo deu uma lição de coragem, de valentia”, diz Maduro



“Temos Assembleia Constituinte”, declarou o Presidente Nicolás Maduro perante centenas de apoiantes que se concentraram na noite deste domingo (madrugada em Lisboa) na Praça Bolívar, em Caracas, à espera dos resultados das eleições e comemorar a vitória, numa jornada marcada por muitos protestos da oposição em todo o país – o Ministério Público venezuelano refere que pelo menos dez pessoas morreram

Presidente da Venezuela elogia os venezuelanos pela "lição de coragem" e "maior participação histórica" nas eleições deste domingo para a Assembleia Constituinte.

"Temos Assembleia Constituinte (...), oito milhões (de votos) por entre ameaças (...), foi a votação mais grande que teve a revolução bolivariana em 18 anos. O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável", declarou Nicolás Maduro, perante centenas de apoiantes que se concentraram na noite de domingo (madrugada em Lisboa) na Praça Bolívar, em Caracas, à espera dos resultados das eleições e comemorar a vitória.

O Ministério Público venezuelano indica que pelo menos dez pessoas morreram, na sequência de confrontos, durante a jornada eleitoral, boicotada pela oposição, maioritária no parlamento.

As urnas deviam ter encerrado às 18h em Caracas (23h em Lisboa), mas poucos minutos antes deste limite o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que ia prolongar por mais uma hora as urnas de voto para as eleições da Assembleia Constituinte, "e sempre que haja eleitores à espera de exercer o direito de voto".

No domingo, foram chamados a votar mais de 19,8 milhões de venezuelanos para escolher os 545 membros da Assembleia Nacional Constituinte que vão redigir uma nova Constituição.

A escassas horas do fecho previsto das urnas, a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) – que recusou participar nas eleições – afirmou que apenas 12% dos eleitores tinham participado no ato eleitoral.

Por outro lado, o chefe de Estado venezuelano referiu-se às "pretensões insolentes" do Presidente norte-americano, Donald Trump, de "ditar normas, ordens" a Caracas, com advertências de que não reconhecerá os resultados.

"Que nos importa o que diga Trump. Importa é o que diz o povo soberano da Venezuela (...) aqui na Venezuela ordenam e mandam os venezuelanos, o povo valente", frisou.

Nicolás Maduro criticou ainda os países solidários com os venezuelanos, como o México, Panamá, Colômbia, Peru, Chile, Brasil e Argentina, mas que obedecem "às ordens do império" norte-americano.

A convocatória para a eleição foi feita a 1 de maio pelo Presidente Nicolás Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana acusa Nicolás Maduro de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

Lusa | em Expresso | Foto: Nathalie Sayago / EPA

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