quinta-feira, 4 de maio de 2017

Angola | MFUKA MUZEMBA: “UNITA É COISA DO PASSADO”

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O antigo líder da JURA pode estar a um passo de abandonar o partido que representa há cerca de cinco anos no Parlamento, segundo informações avançadas pelo próprio.

O deputado e antigo líder da organização juvenil da UNITA, Mfuka Muzemba, considera que este partido faz parte do seu passado, um dia depois desta organização ter apresentado ao Tribunal Constitucional a relação dos candidatos a deputados nas eleições de Agosto próximo. ‘Em relação à candidatura do partido, tenho a dizer que inicialmente desinteressei-me em falar porque para mim isto é um passado’, garantiu o jovem político, revelando que está com os olhos postos no futuro.

‘ Também é verdade que eu já me tinha esquecido da UNITA ao longo deste tempo todo. Para mim, a UNITA já é coisa do passado. Não sei se para o país também não seja’. O político, que falava em exclusivo a OPAÍS, numa entrevista que será publicada na íntegra na edição de amanhã, diz ainda ter sido abordado por um grupo de dirigentes do partido, mas estes pretendiam saber até que ponto continua fiel à organização liderada por Isaías Samakuva. Muzemba, que tinha sido suspenso das suas actividades, ditando o seu afastamento da liderança do braço juvenil do partido fundado por Jonas Savimbi, conta igualmente que, mesmo ao nível da bancada parlamentar, tinha que lidar com interrogatórios e suspeitas constantes de estar directamente ligado a outras forças políticas.

Muzemba salienta que há muito que deixou de ter ambições políticas dentro da organização. Para ele, algumas pessoas só chegam nas posições em que se encontram por adoptarem posturas como a ‘bajulação’ e ‘engraxar perante alguns dirigentes do partido’. ‘Eu não aceito isso, não faço isso. É isto que queriam que eu fizesse’, garantiu, salientando que ‘pelo facto de eu não fazer pedidos de favor, não me humilhar nem bajular, a consequência ficou mais uma vez velada. A minha exclusão revela uma certa raiva em relação à minha pessoa’. Sem adiantar especificamente qual será o seu futuro político, o jovem revelou somente que estará ao serviço de Angola. ‘Há muita coisa por fazer’, garantiu.

O País

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