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quarta-feira, 28 de junho de 2017

PORTUGUESES NÃO MERECEM ESTAS ELITES FEIAS, PORCAS E MÁS. TÃO INCOMPETENTES




Depois de mais uns dias de silêncio no Página Global regressamos. Cá estamos, prontos para mais umas laudas de nossa autoria ou escritas e publicadas por outros a que decidimos dar relevância. Só por isso “roubamos” notícias e prosas, entrevistas e etc. Acreditem que tem utilidade, porque há sempre alguém que não leu na origem mas que acaba por ler aqui no PG. Quanto ao que é de autores e amigos do PG… Fica à vossa consideração classificar do interesse. Fazemo-lo por bem, sem olhar a quem, exceto aos superiores interesses dos povos, dos que são roubados e vilipendiados por uns quantos que se consideram excecionalmente eleitos e autorizados para agirem com toda a ganância, desonestidade, desumanidade e injustiça contra todos os outros milhões que habitam o planeta, incluindo fauna e flora, a natureza, para além dos humanos e seu parceiros a que chamam animais domésticos ou selvagens.

Esta prosa pode ir além de ser longa se não for cuidada. E vai ser. Esta é a abertura anterior à apresentação do Expresso Curto, que sempre nos ajuda a fazer o ponto da situação em várias modalidades e temas. Hoje a servidora do Expresso é Cristina Peres. Vem ela referir os “ajustes” dos fogos na zona centro de Portugal. Os políticos, os partidos, alguns de fraca honestidade, mais de forte desonestidade, já andam na caça aos votos, às popularidades, às vantagens se conseguirem enganar os eleitores, os trouxas dos portugueses. Sobressai nestas tristes e desavergonhadas “touradas” o mesmo de sempre: o grande intrujão Passos Coelho, que usa “armas” emporcalhadas para tirar vantagens e cativar via engano os portugueses. O método político do sujeito é sempre o mesmo: indigno. Como vimos ao longo destes últimos anos.

Esse mesmo, o tal Passos, mais conhecido por intrujão, anda a cavalgar na onda dos fogos e das vítimas mortais, assim como das vítimas feridas e que ficaram sem nada por via do fogo devorador. Cavalga sobre algo que não devia, enquanto político e enquanto pessoa digna (se fosse). Sobre ele, sobre isto, mais palavras para quê? Depois do surgimento do triste figurão e das suas práticas os portugueses estão mais que avisados de quem ele é. E atualmente até podem apreciar o repugnante espetáculo que ele representa. Se acaso lhe derem crédito, senhores e senhoras, amigos e amigas, é porque são totós, parvalhões, otários, terrificamente ingénuos, e até acreditam que os porcos andam de bicicleta. Mas não, não andam. Têm as pernas curtas para isso… e um corpo desmesurado, desequilibrado – para além de se movimentarem de modo próprio sobre as suas curtas pernas e patas. Existem contudo porcos na política. Não é por acaso que muitas vezes a política é um grande chiqueiro. Passos assim o prova. Outros há.

Sobre isto, moita-carrasco. Mais nada.

Todos Juntos, foi ontem. Uma prova de que os portugueses sabem ser solidários e competentes para produzirem, realizarem e participarem na grande manifestação de solidariedade a favor das vítimas dos incêndios e tragédia na Região Centro, com Pedrógão Grande na primeira fila. Aconteceu na Meo Arena, no Parque das Nações. Que espetáculo da grandeza humana que os portugueses demonstraram! Foi tudo muito intenso e arrepiante, comovedor. A grande dignidade de Portugal e dos portugueses estava ali representada. A provar que os portugueses não merecem políticos tão incompetentes, feios, porcos e maus. Nem gentalha das elites como a que atualmente detém os poderes e nos ludibria e nos rouba descaradamente. São só uns quantos milhares, contra tantos milhões… Adiante.

Sem mais delongas, saiba mais no Curto… Se continuar a ler.

MM | PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto 

Cristina Peres | Expresso

Uns contra os outros

É hoje que a conferência de líderes parlamentares vai tentar definir o modelo, constituição e prazo de trabalho da comissão de inquérito independente que, na melhor das hipóteses, vai começar a investigação duas semanas após os fogos que mataram 64 pessoas e feriram mais de 200 no dia 17. Desde o fim de semana passado que se sabe que o Governo entregou ao Parlamento a tarefa de pôr a andar uma comissão de inquérito independente, como escreve a Ângela Silva. Talvez os trabalhos avancem 15 dias depois de tudo ter acontecido. “Não percebo a Assembleia da República a nomear quem vai avaliar a Assembleia da República”, disse Nuno Garoupa. O ex-presidente da Fundação Manuel dos Santos, que é um dos mais reputados investigadores mundiais sobre a influência da área da justiça na economia, defende que a comissão técnica independente que o Parlamento vai criar para apurar responsabilidades nos fogos do passado fim de semana deverá integrar técnicos estrangeiros...

Entretanto, o relatório do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), que foi publicado ontem à tarde no portal do Governo, e que aqui pode consultar, concluiu que não houve falhas de comunicação durante o combate ao incêndio em Pedrógão Grande. "Não houve interrupção no funcionamento da rede SIRESP, nem houve nenhuma Estação Base que tenha ficado fora de serviço em consequência do incêndio", escreveram os autores do relatório numa versão que contraria o que concluiu a Proteção Civil e enviou em carta ao primeiro-ministro António Costa. A caixa negra da ANPC contempla dados bem diferentes, como se pode ler no Expresso Diário. Pode rever aqui no Público a fita do tempo integral da Proteção Civil de dia 17 de junho. “Não comento, e o meu não comento quer dizer muita coisa”, disse o presidente da Liga dos Bombeiros ao Expresso respondendo ao relatório do SIRESP. Jaime Marta Soares prefere não atacar de frente o relatório, ainda que, há dias, garantisse que tinha havido falhas nas comunicações no início dos fogos. Já os comandantes dos bombeiros voluntários de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pera contrariam o relatório do SIRESP e denunciam as suas falhas. Leia a opinião de Ricardo Costa argumentando que depois da caixa negra é urgente que uma investigação feita por uma comissão técnica “agregue as várias versões e nos dê respostas”.

Os diários de hoje não largam o assunto. O DN faz manchete com a “guerra aberta” entre a Secretaria-geral do MAI e SIRESP contra a Proteção Civil. O “i” escreve: “MAI diz que Proteção Civil pediu ajuda tarde demais para evitar mortes”. O JN diz que “Tribunal censurou negócio assinado por Costa” relativo ao SIRESP.

Falando de solidariedade, o Governo de Timor-Leste anunciou ontem um pacote de 1,5 milhões de dólares para apoiar as vítimas dos incêndios florestais deste mês de junho. Veja aqui neste artigo do politico.eu como funciona o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, de que Portugal já beneficiou 14 vezes para auxílio a incêndios, desde a sua criação em 2003. O New York Times publicou na edição de ontem esta reportagem sobre os funerais das vítimas dos fogos titulando “O pânico matou aquelas pessoas: Portugal enterra as vítimas dos fogos”.“O funeral cheirava a fumo”, começa o texto.

No mesmo tom, o concerto solidário de ontem à noite no MEO Arena, que esgotou no domingo, juntou 25 artistas, agentes e editoras muitos dos quais nunca se tinham antes reunido. Juntos por Todos tem ainda à venda bilhetes solidários para que os ausentes possam também contribuir. Um evento produzido por mais de 800 voluntários e transmitido em direto por todos os canais.

OUTRAS NOTÍCIAS

Uma série de empresas multinacionais da Europa está de novo sob ataque de um vírus informático desde ontem a meio da tarde. O ataque dos piratas informáticos atingiu o Governo, bancos e redes de eletricidade na Ucrânia. Empresas como a Saint-Gobain em França, a dinamarquesa Moller-Maersk e a Evraz e a Rosneft na Rússia não escaparam. O governo suíço diz tratar-se de um vírus ransomware, conhecido por Petya (diminutivo russo de Pedro) que já atacou vários sistemas mundiais de computadores em 2016. Num memorando interno ao seu pessoal, uma firma do gigante publicitário WPP afirmava estar a ser alvo de um “ataque global de grandes dimensões de malware que afeta todos os servidores Windows, PCs e laptops”. A indicação dada aos empregados era para que desligassem e desconectassem todas as máquinas usando Windows. Peritos citados pela Reuters dizem que muito facilmente os Estados Unidos podem também ser atingidos. O ministério da Saúde português já tomou medidas preventivas e o Público tem uma atualização dos afetados e das medidas tomadas nos países atingidos.

Um ataque aparentemente liderado pelos Estados Unidos matou ontem 57 pessoas numa prisão controlada pelo Daesh na cidade de al-Mayadeen, província de Dir Az Zor, na Síria. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos declarou que a maioria dos mortos eram civis. Um controlo sediado no Reino Unido que acompanha os desenvolvimentos desta guerra de cinco anos a partir de uma rede de contactos no terreno adiantou que pelo menos 15 combatentes do Daesh morreram também, escreve a Reuters. Os Estados Unidos avisaram entretanto o Governo sírio contra o uso de armas químicas após terem detetado o que parecia ser preparativos num aeródromo militar de Shayrat, o mesmo que foi usado para tal em abril passado e que foi por isso alvo do ataque com mísseis de cruzeiro norte-americanos no dia 6 daquele mês. A Rússia, principal aliado de Damasco, reagiu denunciando o aviso norte-americano como inaceitável, aumentando a tensão entre os dois países a propósito da guerra síria.

A desmontagem do Obamacare não está a correr da melhor maneira ao homem que prometeu tirar milhões de americanos de qualquer sistema de saúde com apoio estatal, Donald Trump. Os líderes republicanos do Senado adiaram ontem o voto por pressão dos membros do próprio partido, moderados e conservadores. Uma vez que todos os democratas se opõem, os republicanos só podem dar-se ao luxo de perder dois votos. Adiar a votação é “resolver”, por enquanto.

Lá como cá, prosseguem os inquéritos às causas do incêndio, em Londres referentes à Grenfell Tower, uma torre de apartamentos d 24 andares onde morreram 79 pessoas. O Governo britânico vai ter de pagar, e bem, para rever as condições em que funcionam muitos edifícios públicos como escolas e hospitais.

As estações de televisão internacionais fervilharam todo o dia com a decisão da União Europeia de multar a Google em €2,2 mil milhões. O Diário digital da revista The Economist sublinhava que levou sete anos a chegar aqui e que serão outros tantos daqui para a frente. O João Ramos explica o que é esta multa por violação das regras anti-trust da União.

Na Venezuela, a crise não está em vias de melhorar como o prova o ataque ao Supremo Tribunal (15 tiros) e a um ministério (quatro granadas) levado a cabo por um helicóptero da polícia. Nicolas Maduro denunciou o ataque “terrorista”, que considera ser um golpe para o depor, e prometeu apanhar e responsabilizar os atacantes.

Depois de, em apenas um mês, ter havido sete incidentes com drones que entraram em rotas comerciais no espaço aéreo português, é de lei que os responsáveis ficam sujeitos a uma pena de dez anos de prisão. Ou de cinco, em caso de negligência. Mas há problemas, que poderá perceber aqui.

Portugal joga hoje às 19h (21h locais) com o Chile nas meias-finais da Taça das Confederações, em Kazan. É um reencontro entre Fernando Santos e Juan Antonio Pizzi, que foi treinado por Santos no Futebol Clube do Porto e só tem coisas positivas a dizer sobre ele, como aqui se conta .

E para relembrar aquilo que não pode ser esquecido, a WeekWatch da Euronews publicou esta semana vídeos de 360º de crianças migrantes e refugiadas a frequentarem escolas na Grécia. Os números são impressionantes. O futuro delas também poderá ser.

Morreu o ator sueco Michael Nykvist, o homem que ficou (mais) conhecido por dar corpo e voz ao intrépido jornalista da Trilogia de Stieg Larsson, Mikael Blomqvist. Este nativo de Estocolmo tinha 56 anos e lutava contra um cancro no pulmão.

FRASES

“Não comento, e o meu não comento quer dizer muita coisa”, Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros ao Expresso

“Temer deveria ter a grandeza de abreviar o seu mandato”, Fernando Henrique Cardoso, ex-Presidente do Brasil a propósito da denúncia de corrupção que pende sobre o atual PR brasileiro

“[precisamos de] confiança, persistência e prudência”, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu no lançamento do 4º Fórum do BCE em Sintra

“Discutir a reestruturação da dívida ameaça a confiança do mercado”, Rolf Strauch, economista-chefe do Mecanismo Europeu de Estabilidade ao Negócios

O QUE ANDO A VER E A LER

A Netlix tomou temporariamente conta de mim. Vi o primeiro episódio no sábado à noite e decidi dedicar-lhe o domingo. Não imaginara não conseguir descolar e ver oito episódios seguidos!!! Falo de Narcos e perdi o sono. Está tudo dito. Depois, o Business Insider teve o bom gosto de reunir numa lista 23 documentários a ver na Netflix que prometem fazer de nós gente mais esperta e cuja lista pode consultar aqui. Depois, o trabalho tem vindo a permitir-me entrevistar pessoas com trabalhos extraordinários - Melissa Fleming, Demetrios Papademetriou, William Lacy Swing, Chris Alden -, que me têm permitido e obrigado a atualizar temas da minha eleição. Se quiser saber quais são os limites dos direitos humanos na era da desigualdade não perca este artigo da Open Society. Voltei também a folhear “The this blue line - How humanitarianism went to war”, um livro de Conor Foley de 2008 (Verso), que li quando foi lançado e releio agora pela mesma razão, o texto da badana que assim reza: “A ideia de que ‘devemos fazer alguma coisa’ para ajudar os que estão em sítios longínquos é o principal impulso que move os que se interessam por direitos humanos. No entanto, do Kosovo ao Iraque, as intervenções militares têm frequentemente corrido desastrosamente mal”. Nove anos depois, há mais exemplos. Ainda a propósito de África, acabo de recensear para a edição em papel do Expresso o livro “África, os Quatro Rios - a representação de África através da literatura de viagens europeia e norte-americana” (Afrontamento). António Pinto Ribeiro faz um estudo da representação de África e dos africanos a partir dos escritos de africanistas do século XVIII e XIX e de quatro outros do século XX, produzidos entre 1988 e 2002. Novas reflexões sobre a maneira como os “ocidentais” olham/olharam “o outro” sugerem aquilo que eu acho que é um verdadeiro trabalhão nesta matéria do pós-colonialismo, e que ainda está por fazer.

Termina aqui o Curto de hoje antes que saia por fora. Tem Expresso à sua disposição no site www.expresso.pt em versão nonstop e às 18h não perca a edição de hoje do diário digital. Passe uma ótima quarta-feira.

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