quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Portugal. CÚMPLICES DO GOVERNO. MANGAS DE ALPACA MATAM IMPUNEMENTE



Bastonário dos médicos lamenta arquivamento de oito casos de mortes nas urgências

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde arquivou os inquéritos por "não haver matéria para processos disciplinares" e propôs "mudanças de natureza administrativa".

O bastonário da Ordem dos Médicos considerou esta quarta-feira lamentável que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde não tenha instituído processos disciplinares aos conselhos de administração dos hospitais na sequência das mortes nas urgências no inverno passado.

José Manuel Silva comentava, em declarações à agência Lusa, as notícias do arquivamento dos oito inquéritos abertos após a morte de doentes que, no último inverno, aguardaram muitas horas nos serviços de urgência hospitalares, avançadas nas edições de hoje dos jornais Público e Correio da Manhã.

Os jornais adiantam que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) arquivou os inquéritos por "não haver matéria para processos disciplinares" e propôs "mudanças de natureza administrativa".

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos lamentou que a IGAS não tenha instituído processos disciplinares aos conselhos de administração dos hospitais e aos diretores clínicos das instituições em causa para avaliar responsabilidades.

"A IGAS deveria ter avaliado as suas responsabilidades, que são objetivas nestas situações, porque os conselhos de administração dos hospitais e as direções clínicas não prepararam adequadamente os seus serviços de urgência para uma situação que em todos os invernos é previsível: o aumento da procura dos serviços de urgência e da necessidade de internamento", explicou.

José Manuel Silva considerou também que o Ministério da Saúde deveria apresentar já um plano de contingência para o próximo inverno.

Lusa, em Diário de Notícias - Título PG

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