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quarta-feira, 1 de março de 2017

Portugal. “Operação” dos 10 mil milhões que “voaram” só têm uma pontinha do véu à vista


Tomando em consideração o adiantado da hora, este Curto no Expresso já saiu há mais de três horas, Paulo Núncio já fez os seus bás-blás na chamada comissão de inquérito no parlamento. A isso iremos depois, ainda hoje ou talvez amanhã. Nunca sabemos. Pois.

O Curto do Expresso de hoje tem por escriba uma senhora. Helena Pereira, de sua “graça”. Vamos acelerar e despachar o tal vício cafeínado do costume aqui no PG.

Leia bem. Leia tudo. Pense bem, pense tudo. Não pense é que a tal teoria das conspirações com que muitos se desculpam não contém realidades e artimanhas de responsáveis dos principais setores do país. Muitas vezes até cousas das máfias instaladas nos poderes. Não, não. Não acontece só no estrangeiro. Em Portugal elas são bem ativas. Tanto que as culpas morrem solteiras. A destes 10 mil milhões que “voaram” (são muitos mais milhares de milhões) só têm uma pontinha do véu à vista mas desfocada. Vai acabar tudo como quase sempre: em águas de bacalhau. Os enganados, iludidos, roubados, somos todos nós. Al Capones em Portugal, de colarinho branco e gravata, é o que não falta nesta Lusitânia do povo massacrado. É vê-los a desfilarem, criminosos até na indiferença dos males que causam para benefícios de uns quantos (poucos). E então? O que fazer?

Expresso Curto, no feminino

MM / PG

Onde está a verdade dos paraísos fiscais e do "un-Trump"?

Helena Pereira - Expresso

Hoje é dia de paraísos fiscais. Paulo Núncio e Rocha Andrade vão ao Parlamento responder às dúvidas dos deputados. Deixamos-lhe aqui oito perguntas que deviam ter resposta para se perceber melhor a polémica em torno dos 10 mil milhões de euros que saíram de Portugal para offshore entre 2011 e 2014 e em torno do facto de, durante esse período, não ter havido publicitação dos valores na página da internet da Direção-Geral de Impostos. O Público lembra que há dois anos, em audição no Parlamento, Núncio recusou responder a uma questão do PCP precisamente sobre os montantes que estavam a ser transferidos anualmente para offshore. Paulo Núncio, que abandonou a direção do CDS este sábado e depois de ter falado com Passos Coelho, à data primeiro-ministro, acumulou ao longo do seu mandato na secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais algumas decisões polémicas. Uma delas dizia respeito à dupla tributação em que contrariou uma decisão da própria Inspeção-Geral das Finanças. Outra foi a lista Vip da Autoridade Tributária, um sistema de alertas automáticos para detetar a consulta de dados fiscais de uma lista restrita de políticos.

Nos EUA, Donald Trump fez o seu primeiro discurso perante o Congresso. Sem o tom tremendista da tomada de posse, o Presidente defendeu uma legislação sobre imigração em função das qualificações dos candidatos, uma reforma fiscal para empresas pagarem menos e o fim do Obamacare. A CNN fez um fact-check do discurso que pode ler aqui na íntegra. Num encontro com jornalistas, antes do discurso, Trump terá admitido estar aberto a uma reforma das leis da imigração que poderá permitir a legalização de milhões de imigrantes indocumentados que não tenham cometido crimes graves. "Quem era aquele homem que discursou no Congresso?", a interrogação faz a manchete do Quartz que se refere agora ao Presidente como o "un-Trump": "Depois de dois anos de ataques ácidos aos adversários, desafios aos pilares do poder dos EUA e do Ocidente, apelos sinistros para fomentar o medo, o Presidente Donald Trump pediu aos americanos que esquecessem tudo isso e que se unissem em torno de si como um líder justo".

Ainda a CGD. Paulo Trigo Pereira, deputado socialista e membro da atual comissão de inquérito à CGD, apelou a que PS, BE e PCP boicotem a segunda CPI à CGD, requerida pelo PSD e CDS, para analisar a contratação e demissão de António Domingues. “PS, Bloco e PCP deveriam ter a coragem de fazer abortar à nascença esta nova anunciada CPI. Seria tudo legal, não baixava mais a confiança no parlamento (já muito baixa) e estou certo que os portugueses agradeceriam”, escreveu num artigo de opinião no “Observador”. Alguém seguirá o seu conselho?

O Governo quer mais uma mulher no topo do Banco de Portugal, conta o Público. A nova administração proposta pelo Governador, Carlos Costa, tem um nome tremido e três confirmados.

As prisões vão passar a ter um manual de instruções para evitar erros como os que aconteceram na fuga de Caxias do dia 19 de fevereiro, em que os guardas acionaram as polícias pelo 112, noticia o DN.

O ministro do Interior de Moçambique reuniu-se esta terça-feira, em Lisboa, com o Presidente da República e com o primeiro-ministro, a quem informou "que prosseguem as investigações das autoridades moçambicanas" para apurar o desaparecimento de um cidadão português em julho do ano passado.

Almaraz. O Governo espanhol promete "toda a transparência" e adianta que quer "dar toda a informação necessária" sobre a construção do novo armazém de resíduos da central nuclear "aos vizinhos e amigos portugueses" e também à Comissão Europeia.

Ex-autarcas da freguesia de Arroios, em Lisboa, foram acusados de desviar mais de 316 mil euros da junta.

Novidades do Mobile World Congress em Barcelona? A Nokia dá um ar da sua graça, a Huawei mostra o que vale e a Samsung... espera. O pedro Miguel Oliveira conta-lhe tudo. Se tem saudades dos telemóveis Nokia, admire o 3310 reinventado. Se se interessa por tecnologias, espreite aqui também. O MIT Technology Review faz todos os anos a lista das 10 novas invenções que podem mudar a sua vida. Dou-lhe dois exemplos: selfies 360 graus e fazer pagamentos com a cara. Estes são os mais simples e já estão disponíveis. Falta o resto.

“Foi o final mais estranho na televisão desde o último episódio de ‘Lost'”. Foi assim que o apresentador da cerimónia dos Oscares deste ano, Jimmy Kimmel, descreveu o que aconteceu no domingo quando foi anunciado o vencedor trocado de melhor filme do ano. Um dia depois, no seu talk-show “Jimmy Kimmel Live”, o apresentador lembrou como ficou aflito com o que aconteceu e quem foram os primeiros a dar pelo erro. Veja aqui.

Por cá, o fadista João Braga é acusado de racismo e homofobia pelo comentário que fez aos Óscares quando disse que "agora basta ser-se preto ou gay para ganhar os Óscares". O SOS Racismo vai apresentar queixa.

Ontem foi dia de Carnaval. Uma das festas mais emblemáticas é a de Torres Vedras. E o que é que Las Vedras tem? O Observador conta. Nesta fotogaleria do Público, veja como foi o Carnaval do Rio de Janeiro e não só.

Outras imagens bem diferentes são as do mau tempo nos Açores e as ondas impressionantes de 13 metros.

O Benfica soma e segue. Ontem venceu o Estoril na primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. E o herói foi?

Juande Ramos é o nome escolhido por Pedro Madeira Rodrigues para treinar a equipa principal do Sporting, caso seja eleito presidente do clube nas eleições de sábado. O espanhol de 62 anos está sem clube desde dezembro, quando deixou o comando técnico do Málaga.

Os drones podem ser uma ameaça à segurança? Sim, mas também ao habitat dos animais. Foi o que aconteceu há dias nos EUA e deu mesmo origem a uma multa.

LÁ FORA

Em Bruxelas, a Provedora Europeia de Justiça, Emily O'Reilly, vai investigar a atuação da Comissão Europeia no caso da ida do ex-presidente Durão Barroso para o banco norte-americano Goldman Sachs.

Em Angola, a UNITA acusa o Governo de chantagem e ingerência nos assuntos de Portugal por causa da investigação do Ministério Público português ao vice-Presidente, Manuel Vicente. O Governo angolano, por sua vez, promete retaliar.

Em Itália, o Presidente concedeu um perdão parcial à ex-agente da CIA Sabrina de Sousa, condenada pelo rapto do egípcio e radical islâmico Abu Omar, o que pode evitar a sua extradição desde Portugal.

Na ONU, a Rússia e China vetaram sanções contra o regime sírio por ataques com armas químicas.

Em França, um atirador da polícia francesa disparou acidentalmente enquanto o Presidente discursava. Duas pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade.

E aqui estão as manchetes do dia:

"Governo pede a Carlos Costa mais uma mulher no Banco de Portugal", no Público
"Prisões vão passar a ter manual para lidar com as fugas", no DN
"Cartão multibanco nunca foi tão caro", no Jornal de Negócios
"SAD do Boavista à beira da falência", no Jornal de Notícias
"Polícia corrupto recebe 400 mil euros da PJ" no Correio da Manhã
"Conheça os novos sacrifícios dos católicos", no i

FRASES

“Não podemos permitir que a nossa nação seja um santuário para extremistas"
Donald Trump, Presidente dos EUA

“Não faz sentido nenhum que a vinculação extraordinária venha numa portaria"
Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof

“O que se passa com a Europa hoje é que as pessoas se aperceberam de que o projeto europeu é uma ideia melhor do que o "Brexit", melhor do que Putin ou Erdogan, melhor do que Trump ou Temer. Mas falta o resto: que a União Europeia volte a revelar-se como uma boa ideia por si mesma"
Rui Tavares, eurodeputado e dirigente do Livre/Tempo de Avançar

“Devemos falar menos de arbitragem"

Rui Vitória, treinador do Benfica

O QUE ANDO A LER


A leitura cruzada do livro de Cavaco Silva “Quinta-feira e outros dias” com o do seu ex-assessor Fernando Lima “Na sombra da Presidência” é um exercício bem interessante. E, sim, levanta dúvidas e mostra como o célebre episódio da suspeita de Belém estar sob escutas, no verão de 2009, ainda não foi bem digerido pelo próprio ex-Presidente. No seu livro, publicado em setembro, Fernando Lima assume ter relatado a um jornalista do Público suspeitas de Belém estar a ser vigiada. “Quando, num certo dia, dei conta, a um jornalista do Público, da estranheza, na Presidência, sobre a presença de um adjunto do primeiro-ministro na comitiva de Cavaco Silva que se deslocou à Madeira, foi porque recebi uma indicação superior para o fazer. (...) Não fiz nada à revelia da minha hierarquia, como nunca o fizera ao longo da minha vida na relação que, por dever das funções, mantinha com a comunicação social." Lima viria, no entanto, a ser afastado das suas funções de assessor para a comunicação social depois disso, reinstalado num “sotão”, e relata que o casal presidencial deixou praticamente de lhe falar, atitude que o magoou muito (“Ainda não compreendo que tenha tido comigo comportamentos inexplicáveis. Confesso que não esperava”). Cavaco Silva, porém, sustenta no seu livro que aquelas notícias de 2009 eram “um absurdo”, “uma intriga política”, faziam parte de uma estratégia do PS para o fragilizar e que o afastamento de Lima das suas funções apenas se deveu a um gesto de proteção. As contradições podiam até ser divertidas, não fossem elas graves e aparentemente uma forma de reescrever a história.

Hoje fico por aqui. Tenha uma boa quarta-feira! Continue bem informado com o Expressoonline, com o Expresso Diário às 18h e com a Tribuna, o site dedicado ao desporto. Até já!

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