sábado, 14 de abril de 2018

PORTUGAL | "Hipocrisia e esquizofrenia" por querer explorar petróleo no Algarve

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A manifestação pelo cancelamento da prospeção de petróleo ao largo de Aljezur junta ambientalistas, autarcas e diversas personalidades de todo o país. A concentração começa na Praça Luís de Camões e termina no Largo de São Bento.

Os manifestantes têm apenas um propósito: parar com a possibilidade de exploração de petróleo em Portugal." A indústria [petrolífera] não pode ficar tranquila. Nós vamos conseguir parar isto". São as certezas de João Camargo, da associação Climáximo. O furo ao largo de Aljezur que o consórcio ENI/Galp quer levar por diante é a fonte de todos os protestos. Francisco Ferreira, da Associação ambientalista Zero, sublinha que o Governo já teve muitas oportunidades para cancelar o contrato e não o fez. O ambientalista considera que nem sequer haverá lucros para o Estado, "para além da vergonha politica de termos um País ambicioso em relação às alterações climáticas começar agora a exploração de petróleo". Francisco Ferreira considera incompreensível esta " esquizofrenia", apenas explicada pela cedência às empresas petrolíferas.

João Camargo, da associação Climáximo, acentua que parar com a exploração de petróleo é acima de tudo uma questão de sobrevivência ambiental " se queremos que o Planeta possa manter a temperatura 2 graus celsius abaixo". O responsável pela Climáximo considera que é " uma hipocrisia atroz" o governo avançar com esta situação ao mesmo tempo que" os governantes enchem o peito quando falam de energias renováveis".

Esta iniciativa é organizada por uma plataforma que congrega 32 das principais organizações portuguesas de ambiente e de defesa do património, nacionais e locais, movimentos cívicos, autarcas e partidos políticos. Surge depois de uma posição comum tomada em Loulé, em 22 de fevereiro último, subscrita por várias destas organizações, bem como por todas as associações empresariais do Algarve, pela Região de Turismo, por académicos e personalidades de vários quadrantes e pela maioria dos presidentes de câmara do Algarve e do Sudoeste Alentejano.

Maria Augusta Casaca | TSF
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