terça-feira, 3 de julho de 2018

A história repete-se | O nazi-fascismo já marcha de botas cardadas na Europa

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O nazi-fascismo marcha agora contra os refugiados. Até à próxima etapa, em que os visados seremos quase todos nós. Pé ante pé os sucessores de Hitler vão denunciando-se. Por agora chamam-lhe populismo ou neopopulistas mas observando a realidade das suas intenções e políticas a denominação é outra.

Carlos Tadeu, Setúbal

Populistas ou nazis? As duas coisas? Qual a diferença? Estas são questões que estão na ordem do dia. E a que a média habitual e do sistema, assim como muitos dos políticos dos vários quadrantes, apelida de populistas, nunca referindo que o populismo é a antecâmara do nazismo. Foi assim com Hitler e é assim com todos os que têm por religião e por ideologia o fascismo, o nazismo. Convém chamar os bois pelos nomes, neste caso os nazis por aqui que representaram e representam.

Por todo o mundo os nazis crescem e já estão instalados nos poderes de muitos países. Na Europa de Leste, países que até pertencem à União Europeia, está provado que os nazis já marcham com as suas botas cardadas. Mesmo no centro da Europa vimos nazis a reivindicarem semelhanças de medidas que em tempos os nazis praticaram. Uma certa direita radical europeia, até agora com falsas vestes democráticas, expande-se por toda a Europa, mais visível em países do leste europeu, vizinhos da Rússia mas seus antagónicos. Uns da UE, outros nem por isso, mas com dirigentes nazis disfarçados de democratas.

Na cimeira da UE, acerca dos refugiados, foi o que vimos. E vimos resultados em que a desumanidade é preponderante. Cedências inadmissíveis a nazis que representam Itália ou a Áustria. Até mesmo alemães. Todos eles andam por aí e muitos sentam-se em cadeiras da UE. O nazi-fascismo está instalado e em cargos de relevo em praticamente todos os pelouros da União Europeia. E crescem. Multiplicam-se como ninhadas de ratazanas. O perigo nazi reinstala-se na Europa nas barbas das populações dos países que a integram, escolhidos por uns quantos. Nada está a ser feito para deter a avalanche. A democracia vai cedendo espaço ao seu gigantesco inimigo.

Considerar de alarmismo a denúncia de tal facto é o que muitos encontram de mais fácil. E assim poderá vir a acontecer até que o nazi-fascismo puro e duro seja assumido pelos que agora se aproveitam dos valores democráticos – cada vez mais limitados – que os europeus consideram ainda vigorar nos Estados em que residem, onde vivem e cada vez pior sobrevivem. 

Não aceitar a realidade e não defender os valores da liberdade e da democracia tem sido próprio da cobardia dos povos. O que vale é que dessa mole imensa de cobardes também existem os que se revelam autênticos lutadores e heróis para vencerem o nazi-fascismo passado alguns anos. Só que enquanto tal não acontece, enquanto o humanismo, a liberdade e a democracia não é reinstalada, muitos milhões sofrem, são enclausurados ou são assassinados. A história repete-se mas a humanidade refugia-se na negação e no esquecimento, na cobardia. Os indícios e a realidade são demasiado evidentes.
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