segunda-feira, 27 de maio de 2013

POPULAÇÃO ACUSA ADMINISTRADOR DE DISTRITO MOÇAMBICANO DE VÁRIOS “CRIMES”

 


DEYM - LAS – MLL - Lusa
 
Macanga, Moçambique (27 mai) - A população do distrito de Macanga, centro de Moçambique, aproveitou a presença do governador de Tete para exigir a demissão do seu administrador distrital, acusando-o de vários "crimes" e, até, de tráfico de órgãos humanos.
 
Durante diversos comícios realizados naquele distrito, populares queixaram-se ao governador da província de Tete, Ratxide Gogo, acusando Alexandre Faíte, administrador de Macanga, de distribuir dinheiro do fundo de desenvolvimento distrital a "seus familiares e também a malawianos que acabam fugindo do país".
 
O administrador foi ainda acusado de envolvimento "no negócio de tráfico de órgãos humanos", por, alegadamente, soltar suspeitos na morte de pessoas.
 
"Este administrador não serve para nos dirigir, porque não tem um comportamento de um pai. Enquanto nós estamos a morrer diariamente e, mesmo ele ouvindo e vendo, apenas fica preocupado em andar nas localidades a visitar as suas mulheres", queixou-se Luciano Mulediue, residente da sede daquele distrito.
 
Numa reação às acusações, entre as quais a de "falsidade" da Frelimo, partido no poder, Ratxide Gogo apelou à população para não confundir as promessas de uma pessoa com as do partido.
 
"Hoje, vim aqui para me reunir convosco e saber como estão a viver e vocês apontaram os vossos problemas, já anotei e vou conversar com o administrador e trazer soluções", prometeu o governador, nomeado pelo Presidente da República.
 
Em declarações à Lusa, Alexandre Faite negou todas as acusações, justificando que a desconfiança da população no tráfico de órgãos deve-se ao facto de um dos detidos envolvidos nesta situação ser um seu cunhado.
 
E acusou alguns dos seus críticos de não quererem reembolsar verbas que pedira, ao abrigo do fundo de desenvolvimento distrital. "Estamos a financiar a população com o fundo de desenvolvimento distrital, e recebemos muitos pedidos nos anos transatos e são estes os projetos que agora estamos a financiar. A população sempre reclama, mas estão a receber", disse Faíte.
 

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