quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Portugal: DISTÚRBIOS APÓS MANIFESTAÇÃO TERMINA COM DETIDOS E FERIDOS

 


Sete detidos e 48 feridos nos incidentes junto ao parlamento
 
Lisboa, 14 nov (Lusa) – Sete pessoas detidas pelo crime de desobediência e 48 feridos é o balanço provisório dos confrontos hoje entre a polícia e os manifestantes junto à Assembleia da República, segundo a PSP.
 
O porta-voz do comando metropolitano de Lisboa da PSP, subcomissário Jairo Campos, fez ao jornalistas o balanço provisório até as 20:55 do incidente ocorridos hoje, dia de greve geral, junto ao parlamento, tendo adiantado que as pessoas detidas vão quinta-feira a tribunal.
 
Jairo Campos explicou que, antes da carga policial, os elementos do corpo de intervenção da PSP fizeram duas advertências para os manifestantes dispersarem e estes não abandonaram o local.
 
Segundo o porta-voz, cinco pessoas foram detidas junto ao parlamento e outras duas nas imediações.
 
Dos 48 feridos ligeiros, 21 são elementos da PSP e 27 são manifestantes.
 
De entre os elementos da PSP feridos dois necessitaram de tratamento hospitalar e 17 manifestantes.
 
Jairo Campos disse ainda que os ferimentos dos polícias se deveram as arremesso de pedras da calçada por parte dos manifestantes.
 
A PSP identificou também várias pessoas, estando agora a polícia averiguar a sua intervenção nos confrontos.
 
Questionado sobre a ação da polícia nas próximas horas, a mesma fonte disse apenas que a PSP está preparada para a possibilidade de ocorrerem mais distúrbios durante a noite, não adiantando se foi decidido algum reforço policial para a AR e zona próximas.
 
A PSP marcou uma conferência de imprensa para quinta-feira às 15:00 na direção nacional em Lisboa para fazer o balanço final dos incidentes.
 
CMP/APN // CC
 
Resposta da PSP foi proporcional para controlar grupos organizados - OSCOT
 
Lisboa, 14 nov (Lusa) - O Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) considerou hoje que a polícia agiu atempadamente e em conformidade para controlar, em Lisboa, a violência gerada por "pequenos grupos organizados que instigaram a violência" durante uma manifestação.
 
A PSP carregou hoje sobre vários manifestantes em frente às escadarias da Assembleia da República, depois de ter sido agredida por pedras da calçada atiradas por alguns dos participantes de uma manifestação que se concentravam no local.
 
Após terem avisado por megafone os manifestantes para dispersarem, elementos do corpo de intervenção da PSP desceram as escadas e avançaram com bastões para os que atiravam, há mais de uma hora, pedras da calçada contra os polícias.
 
Posteriormente, o corpo de intervenção da PSP fez vários disparos no final da Avenida D. Carlos I, para dispersar os manifestantes que ali se concentraram depois de terem sido afastados do largo junto ao Parlamento. Nas ruas próximas da Assembleia da República, a polícia foi obrigada a apagar vários focos de incêndios ateados a caixotes de lixo.
 
Comentando à agência Lusa os incidentes, que causaram pelo menos cinco feridos entre os manifestantes, o porta-voz do OSCOT, Felipe Pathé Duarte, disse que a atuação da polícia foi "proporcionada" e "atempada", para "controlar a violência" gerada por "pequenos grupos mais ou menos organizados" que "instigaram a violência", aproveitando a manifestação da CGTP junto ao Parlamento durante a greve geral de hoje.
 
Para Felipe Pathé Duarte, a "ação tática" usada pela PSP visou evitar que "a violência entrasse num crescendo maior", após um "momento de contenção que não chegou para mitigar a própria violência".
 
Segundo o porta-voz do OSCOT, "todas as condições estão reunidas" em Portugal "para que a manifestação social entre num processo de violência".
 
Contudo, ressalvou, "não dá para perceber se a violência é totalmente conjuntural ou não, se surge apenas no momento ou não", pelo que, acrescentou, "é complicado antever se vai haver um crescendo de violência" social no país.
 
"A violência gera violência, tem um efeito mimético", enfatizou, no entanto.
 
Felipe Pathé Duarte realçou que, contrariamente a Portugal, a violência na Grécia, em Espanha e em Itália é uma "violência estruturada, planeada, organizada, com estratégicas bem definidas".
 
ER (APN/CMP) // SB
 
"Desacatos provocados por profissionais da desordem e da provocação" - MAI
 
Lisboa, 14 nov (Lusa) - O ministro da Administração Interna garantiu hoje que os desacatos frente ao parlamento, que motivaram uma carga policial, foram provocados "por meia dúzia de profissionais da desordem e da provocação" e elogiou a intervenção e o profissionalismos da PSP.
 
Numa declaração ao princípio da noite, Miguel Macedo sublinhou que os incidentes "nada tiveram a ver com a manifestação da CGTP" em dia de greve geral e garantiu que os desacatos "se deveram ao comportamento de meia dúzia de profissionais da desordem e da provocação, que devem ser travados".
 
Na sua intervenção, o ministro teceu elogios ao contigente da PSP em serviço, "pelo profissionalismo, pela serenidade demonstrada e pela firmeza que revelou quando foi inevitável intervir".
 
Interrogado sobre se teme que atos de vandalismo e provocações à polícia se prolonguem durante a noite de hoje, o governante preferiu não fazer "nenhuma previsão em relação a esse tipo de situações".
 
"Apelo para que, no uso dos direitos de cidadania que todos os portugueses têm, as coisas decorram como têm decorrido até agora, com demonstrações de civismo na esmagadora maioria das situações", rematou.
 
ND/ARA // NS.
 

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