quinta-feira, 26 de março de 2015

OPERAÇÃO DE SEGURANÇA EM TIMOR-LESTE “A CORRER BEM” – primeiro-ministro




Díli, 26 mar (Lusa) - O primeiro-ministro timorense afirmou hoje, sem revelar detalhes, que a operação conjunta de segurança das forças armadas e polícia timorenses, no leste do país, está "a correr bem", defendendo, ao mesmo tempo, este tipo de ações.

"No que se refere à operação em Baguia (sudeste de Díli), tudo está a correr como planeado e as duas forças estão empenhadas e em franca coordenação no terreno", afirmou Rui Araújo.

O chefe do Governo disse ainda que continua a decorrer o inquérito e as averiguações sobre o que aconteceu.

Na sexta-feira passada, o Governo timorense informou que tinha iniciado uma operação conjunta entre as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e a Polícia nacional de Timor-Leste (PNTL), com o nome de código Hanita, para "prevenir e reprimir ações criminosas de grupos ilegais que estão a causar instabilidade no país".

Segundo as autoridades, esta operação conjunta é uma resposta aos ataques contra agentes da polícia ocorridos em Laga, a leste da capital, a 15 de janeiro, e em Baguia, a sudoeste de Díli, a 08 de março passados.

O Governo garante que as F-FDTL e a PNTL vão "atuar com profissionalismo e dentro das suas rigorosas e já estabelecidas regras de empenhamento de forma a responder a elementos de crime organizado, identificados, que têm como objetivo criar instabilidade no país".

Esta semana a fundação timorense Mahein (FM) apelou ao Governo para moderação no uso da força na operação policial e militar considerando que as autoridades recorrem excessivamente a este tipo de ações no país.

Na mesma nota, a FM considera que "também é negligenciada a importância do setor da Justiça, como evidencia a prevalência de operações conjuntas para resolver todos os assuntos, grandes e pequenos".

Questionado sobre a nota da FM, Rui Araújo rejeitou a opinião de que este tipo de operações não seja uma solução, recordando que a lei de segurança prevê "este quadro legal para poder atuar nesse sentido".

"Quando existe caso de atentado à ordem pública, à ordem constitucional nos termos da lei de segurança interna, o governo deve atuar nestes moldes. Está perfeitamente correto e é o que deve fazer", disse.

ASP // JCS

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