quinta-feira, 24 de maio de 2018

"Ana Fizz" | JUSTIÇA PORTUGUESA SOB PRESSÃO NA LAVANDARIA DE ANGOLA

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Logo pela manhã Ana Gomes, a eurodeputada do PS, deu sinais de ter acordado meia-destapada e com os pés de fora. Vai daí meteu a boca no trombone e disse das dela sobre Angola e o “arranjinho” – dizemos nós – entre a justiça de Portugal, sob pressões políticas, e a de Angola, para transferir o processo Fizz de Manuel Vicente, para as paragens da Baía de Luanda. Ora a isso o governo português, em declarações do MNE, disse logo que não senhor, nada disso. Comprovando como somos bons no faz de conta salientado pelo PR Marcelo. Referiu ainda o MNE que Ana é uma irresponsável… Será porque acorda mal disposta? - perguntamos.

Não. Pois não, senhora deputada. Aconteceu tudo por obra e graça do espírito santo banqueiros… Olhem, provavelmente até sim, porque o DDT ainda mexe e vai levar com uma prenda de impunidade neste ou noutro natal. Aliás, tal já acontece, levará mais uns tempos, até que o constante no processo (processos?) assente numa pedra de gelo... se derreta. E depois? Ora, ora, o costume acontecerá, mais coisa menos coisa.

Ana Gomes é igualmente “irresponsável” nessa coisa de ver Portugal como uma lavandaria de Angola, pelas palavras abrangentes do MNE português. De certo modo tem razão, porque não é só lavandaria de Angola. Salazar disse “para Angola em força” quando deflagrou a luta armada pela independência daquela “província ultramarina”. E milhares de jovens foram deixar lá vidas, membros, miolos e etc. Uma vez Angola independente, alguém do tipo Salazar talvez tenha dito acerca dos milhares e milhões “para Portugal em força e ponham as verdinhas todas branquinhas, lavadinhas.” E lá têm vindo elas aos pulinhos e de cauda a dar a dar... Prontas para a banhoca.

Assim tem acontecido mas dizem que não aos que dizem que sim. Ena, grande confusão. Melhor mesmo é lerem o que destinamos a seguir sobre o assunto que foi pequeno almoço na TSF e depois também servido por outros órgãos de comunicação social. Leiam e pensem pela vossa própria cabeça. (PG)

Ana Gomes: “Portugal continua a ser uma lavandaria de Angola”

A eurodeputada socialista diz, em entrevista à TSF, que a transferência do processo de Manuel Vicente para Angola "foi fabricada". Sobre a OPA chinesa à EDP afirma que "é um esquema completamente opaco" e que o ministro-adjunto Pedro Siza Vieira tem um conflito de interesses.

Ana Gomes discorda da decisão do Tribunal da Relação de enviar para Angola o processo do ex-vice-presidente angolano, Manuel Vicente, e sublinha que o caso indica que o poder judicial agiu em função da conveniência política.

Em entrevista à rádio TSF, a eurodeputada socialista afirma que “a argumentação do acórdão da relação é penosa de ler” e que “foi sonegada à opinião pública uma coisa muito importante: Manuel Vicente tem nacionalidade portuguesa”.

Ana Gomes acredita que a decisão do Tribunal foi “fabricada à medida do que é conveniente e com o objetivo de fazer desaparecer o irritante,” numa alusão ao termo que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, usou para classificar o processo.

A eurodeputada afirma que “Portugal continua a ser uma lavandaria de Angola, num esquema de branqueamento de capitais”.

Sobre a OPA chinesa à EDP, a eurodeputada afirma que “é um esquema completamente opaco” e que o ministro-adjunto Pedro Siza Vieira tem um conflito de interesses.

Jornal Económico com Lusa | Foto Cristina Bernardo


 Governo desmente “em absoluto” pressão política sobre justiça

O ministro dos negócios estrangeiros afirmou que "se houve comportamento das autoridades políticas portuguesas, foi de inteiro respeito pelo processo judicial e pelas decisões judiciais"

O ministro dos Negócios Estrangeiros desmentiu esta quinta-feira “em absoluto” que as autoridades políticas portuguesas tenham exercido pressão política para que a justiça decidisse enviar o processo do ex-vice-Presidente angolano para Luanda, como afirmou a eurodeputada socialista Ana Gomes.

“No que me diz respeito, se a alegação de que houve pressão política quisesse dizer pressão das autoridades políticas portuguesas, eu desminto em absoluto”, afirmou aos jornalistas Augusto Santos Silva, à margem da abertura da conferência “Europe as a Global Actor”, no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. O chefe da diplomacia portuguesa disse conhecer “muito bem o processo”.

“Como aliás é público e notório, se houve comportamento das autoridades políticas portuguesas, foi de inteiro respeito pelo processo judicial e pelas decisões judiciais”, salientou.

Em entrevista à rádio TSF, a eurodeputada do PS Ana Gomes afirmou que a transferência do processo de Manuel Vicente para Luanda – que era exigida pelas autoridades angolanas e que o Governo português classificava como “o único irritante” nas relações bilaterais – “foi fabricada”. Ana Gomes considerou que a decisão do Tribunal da Relação de remeter o processo para Angola foi uma “decisão fabricada à medida do que é conveniente e com o objetivo de fazer desaparecer o irritante”.

Na mesma entrevista, a socialista considerou que Portugal “continua a ser uma lavandaria de Angola, num esquema de branqueamento de capitais”. Uma expressão que, comentou esta quinta-feira Santos Silva, “só responsabiliza” Ana Gomes. “Apenas lamento que esta tentação que às vezes se tem de se procurar arvorar em justiceiro pode levar a níveis de irresponsabilidade política que me continuam a surpreender”, disse.

Questionado sobre se estas declarações podem prejudicar a visita do primeiro-ministro, António Costa, a Angola, que está a ser preparada, Santos Silva recusou. “Quem fala com Angola em nome de Portugal é o Presidente da República, o Governo, quem conduz a política externa é o Governo, são as minhas palavras que contam”, disse.

Portugal e Angola “estão a trabalhar” na deslocação oficial de Costa a Luanda, que estava suspensa devido ao impasse sobre o processo de Manuel Vicente, disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros, que se escusou a revelar se já há data para essa visita. O ex-vice-Presidente de Angola é acusado de ter corrompido o ex-procurador português Orlando Figueira, no processo Operação Fizz, com o pagamento de 760 mil euros, para o arquivamento de dois inquéritos, um deles o caso Portmill.

Observador com Lusa | Foto António Cotrim
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