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segunda-feira, 27 de junho de 2016

ESTA EUROPA ESTÁ A ABRIR AS PORTAS AO NAZISMO DO QUARTO REICH E MERCADOS



Semana que começa ainda com a ressaca dos resultados Brexit, que ainda vai dar pano para mangas. Mais referendos a esta Europa dominada pelo neoliberalismo fascista estão anunciados ou pelo menos anunciada a vontade de os fazer. É caso para dizer: “o último a sair que feche a porta”.

Ontem realizaram-se eleições em Espanha. Nuestros hermanos votaram mais do mesmo, o impasse subsiste. O rei coça a cabeça. Coça, também estão a levar os políticos espanhóis. Os eleitores não confiam em lhes entregar maioria a um só partido. Se as querem façam alianças. No caso a aliança parece que vai ser com o PSOE, um partido pseudo socialista, como o PS em Portugal. Temos então o PP de Rajoy (certamente do rei e das elites que esbulham os espanhóis) e o PSOE já em namoro. Comparativamente é como se fosse um Passos Coelho com o António José Seguro a governarem-se, perdão, a governar. Fiquemos para ver. Sentados e de caneta nas mãos, não vá o diabo tecê-las. Houve eleições no passado Dezembro. Agora em Junho… E daqui por mais seis meses é muito provável que Espanha arranque para novas eleições gerais. É aí que as canetas vão ser necessárias, para votarem uma vez mais… Os povos são uns curtidos, adoram votar em… mais do mesmo. Raramente assim não acontece. Está tudo programado nesta pseudo-democracia que é propriedade dos Mercados…

Vamos seguir para bingo ou então a prosa arrasta-se demasiado enfadonha. Por cá a Catarina, o Bloco de Esquerda, teve a Convenção. Dali saiu um título que fez cabeças rodopiarem. Publicámos também no PG: Convenção do BE. Se Bruxelas provocar Portugal haverá referendo, avisa o BE.

Ai nossa rica vossa senhora (qualquer delas). Que escândalo. Que extremismo. Que trampa, a Catarina disse aquilo mal, sem pensar. Sair… mas por fases. Primeiro sair do Euro (isso já devia estar a ser preparado há anos) e então depois da pseudo União Europeia que é propriedade só de alguns, principalmente da Alemanha e dos neoliberais-fascistas que pululam nos centros do poder em Berlim, em Bruxelas e afins. Muitos deles nem foram sequer eleitos… mas detêm poderes que nos esmagam. A nós, aos cidadãos europeus e aos que se intrometerem para derrubar as suas políticas e medidas ultraneoliberais, fascistas.

Vamos com calma. A UE vai cair de podre. Porque podre já está. Só falta cair.

É tempo de olhar o Atlântico, a Lusofonia, com olhos de ver e acções adequadas à vocação de Portugal no mundo. É hora de olhar o Índico e os países e povos com quem já tanto caminhámos e que depois os deixámos por deslumbramento com a pseudo UE. Além Atlântico e além Índico… tanto que há para descobrir. Tantas alianças que há para fazer, proporcionar vantagens e tirar vantagens num comércio e outras relações transparentes, saudáveis, cooperativas. Que unam povos e não que os subjuguem, os esbulhem, os enganem e explorem selvaticamente.

Qual UE? Esta UE não interessa a Portugal nem à maioria dos países periféricos! Esta UE é deles, dos que nos roubam a soberania, nos têm colonizado e querem mais, sempre mais. Insaciáveis, gerando a fome, a miséria. O espírito europeu de Jean Monnet e de outros já lá vai, subvertido e vendido aos Mercados selvagens, ao neoliberalismo fascista que está a abrir as portas ao nazismo do Quarto Reich.

Mário Motta / PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Valdemar Cruz - Expresso

Y ahora qué haces, hermano?

1. O Partido Popular venceu as eleições legislativas em Espanha. Dos quatro grandes partidos ou coligações concorrentes, foi o único a conquistar mais votos ( 600 mil num total de 7,9 milhões) e mais deputados (de 123 para 137). Sobe em percentagem, em relação a dezembro, de 28,7% para 33,03%. Inclusive vence na Andaluzia, um feudo do PSOE, mas não consegue o grande objetivo de conquistar a maioria absoluta. O PSOE festeja a circunstância de ter conseguido manter-se como segunda forçamais votada, não obstante ter obtido o pior resultado alguma vez conquistado pelo partido desde 1978 (5,4 milhões de votos e 85 deputados, menos cinco que em dezembro). A coligação Unidos Podemos comprova que nem sempre a soma das partes dá um todo mais sólido. O conjunto dos votos (5,04 milhões) de Podemos e Izquierda Unida dá o mesmo número de deputados (71), masrepresenta uma perda de 1,2 milhões de votos se comparado com as candidaturas em separado dos dois partidos. O Ciudadanos, se foi em dezembro um dos grandes responsáveis pela descida do PP, com perda da maioria absoluta, contribuiu agora para a sua recuperação. O partido de Albert Rivera perde mais de 400 mil votos e oito deputados. Para lá da análise fria dos números, o problema está agora no modo como conseguirão estes partidos encontrar ou não soluções de governo nos próximos 23 dias. O problema é o dia seguinte e ninguém sabe o que pode acontecer. Comprova-se a falência do sistema bipartidário, traduzido numa alternância de décadas entre PP e PSOE. Qualquer dos partidos terá de procurar aliados ou alianças, sólidas ou conjunturais, para poder formar governo. Será complexo. Nem tem a ver com o argumento fácil sobre o que seria o especial caráter dos espanhóis. A questão é mesmo política. Os próximos dias serão de intensas negociações. Rajoy, ao proclamar-se vencedor, reclamou o direito a formar governo. Só o conseguirá se ocorrerem grandes mudanças de posições, em particular no Ciudadanos, mas também no PSOE. Ao longo da campanha eleitoral,nenhuma das principais forças concorrentes recuou um milímetro nas linhas vermelhas previamente estabelecidas para a existência de um acordo de Governo. O calendário começa a ficar cada vez mais apertado, até porque devia ser aprovado até final de setembro o Orçamento para 2017 e a direita tem muito poucas pontes para conseguir alargar a sua base de apoio. A incógnita é o Ciudadanos, cujo líder insistiu até á exaustão durante a campanha a impossibilidade de viabilizar um governo dirigido por Rajoy. Aceitará o PP abdicar do homem que o conduziu em consecutivas vitórias eleitorais e que levou ao extremo a personificação da campanha? E o PSOE? Estará disponível para contrariar tudo quanto disse Pedro Sánchez e viabilizar, nem que seja pela abstenção, um governo do PP? Que custos políticos teria uma decisão dessas? E como poderá proclamar-se partido hegemónico da esquerda e ao mesmo tempo viabilizar a governação de direita? Face aos resultados, a coligação natural seria a do PP com Ciudadanos (169 deputados), insuficiente, contudo, para alcançar os 176 deputados com que se faz uma maioria absoluta. Há muitas equações em jogo neste momento. É preciso contar com os partidos regionais, com as movimentações das múltiplas peças de um xadrez complexo,num país onde as posições se extremaram de tal ordem que ficou pouco espaço para a cedência e o diálogo. Nuestros hermanos estão num labirinto e ontem o El Mundo colocava mesmo à votação dos eleitores quatro hipóteses de formação de governo: PP+C’s(Ciudadanos); PP+PSOE; PP+PSOE+C’s; ou PSOE+Unidos Podemos+C’s. Se a política é a arte do possível, veremos se se esgotam nestes cenários as possibilidades, ou outras hipóteses surgem, como um governo dirigido por um independente passível de ser aceite pelos principais partidos. É a solução tecnocrática já ensaiada em Itália com Mario Monti, mas sem grandes resultados. Por fim, as sondagens corporizam uma das grandes derrotas da noite eleitoral. Falharam em toda a linha. Não aconteceu quase nada do que previram: o PP teve uma vitória bem mais folgada, o PSOE manteve o segundo lugar, Unidos Podemos não ultrapassou o PSOE e o Ciudadanos também esteve longe de manter os votos previstos.

2. Sobre os resultados do referendo na Grã Bretanha, apenas uma nota, face ao verdadeiro golpe em curso no Partido Trabalhista para desalojar Jeremy Corbyn, eleito há sete meses pelas bases com o triplo dos votos dos seus oponentes. Corbyn teve de enfrentar desde início um verdadeiro boicote de um importante grupo de deputados identificados com a ala direita do partido. Não apenas eles, mas também eles, aproveitam agora para tentar dar a estocada final num homem claramente situado à esquerda por não ter conseguido fazer a quadratura do círculo. Isto é, Corbyn, dizem, não teria mostrado grande empenho no voto pela permanência. Como se tivesse sido o dirigente do Partido Trabalhista a convocar ou desejar o referendo. Por isso, como dizia ontem um importante editorial do Guardian, "é preverso culpá-lo pela derrota de David Cameron". Ora cá está uma questão interessante para ser debatida nos próximos tempos: a União Europeia não é uma entidade neutra. Aplica políticas concretas, que exprimem a visão do mundo do dominante Partido Popular Europeu, executadas com a conivência de vários partidos/governos social-democratas. A dúvida, que se materializa na atitude de Corbyn, passa em perceber como é possível, hoje, na Europa, ter uma atitude crítica em relação à UE a partir de um ponto de vista de esquerda sem que, para o discurso dominante nos media, isso não signifique uma de duas coisas, ou as duas em simultâneo: ser colocado no mesmo saco de xenófobos ou neofascistas, ou ser acusado de pretender a implosão da Comunidade com uma visão radical, extremista, por assim a novilíngua ter passado a nomear tudo quanto esteja para lá dos tradicionais partidos da social-democracia, representados em Portugal pelo PS.

OUTRAS NOTÍCIAS

Por cá

O Bloco de Esquerda realizou em Lisboa a sua X Convenção, durante a qual Catarina Martins foi escolhida como líder única do BE. A sua moção de estratégia conseguiu 83% dos votos. Como noticia Paulo Paixão, Catarina defende que caso a EU opte por sancionar Portugal ou exigir mais impostos: "Portugal só pode dizer que está disposto a pôr na ordem do dia um referendo para tomar posição sobre a chantagem". Helena Pereira explica o que o BE quer em seis notas.

O PCP reuniu o seu Comité Central este fim-de-semana. Uma das conclusões apresentadas por Jerónimo de Sousa é passa pela “urgência e a necessidade de Portugal se preparar e estar preparado para se libertar da submissão ao Euro e garantir os direitos, o emprego, a produção, a soberania e a independência nacional”.

O Governo, noticia o Público, pretende manter o controlo periódico dos desempregados a receber subsídio, mas preparaalterações à forma como é feito o controlo e às sanções que lhe estão associadas. Uma das mudanças poderá passar por intercalar as apresentações quinzenais nas juntas de freguesia com deslocações aos centros de emprego.

A fachada do Hospirtal de Santo António, no Porto, vai ser limpa pela primeira vez em 250 anos. A Santa Casa da Misericórdia do Porto, proprietário do imóvel com 700 anos arrendado ao Estado, deverá lançar a obra no próximo mês de agosto.

O Portal Bibliotrónica disponibiliza gratuitamente on line mais de 3 mil livros em português. O projeto nasceu em 2007 no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas autonomizou-se o ano passado. A generalidade dos livros está disponível em formatos que permitem a impressão ou que podem ser descarregados para leituras em diferentes dispositivos eletrónicos.

Lá fora

O Europeu de futebol continua a ocupar grande parte do espaço informativo. Depois de entediante vitória de Portugal sobre a Croácia escassos minutos antes de soar o “gong” que determinaria a marcação de grandes penalidades, também a França, a Alemanha, o País de Gales e a Bélgica conseguiram passaporte para os quartos-de-final. Atenção, hoje às 17 horas, a um jogo que poderá ser eletrizante: a Itália defronta a Espanha e já há quem fale de uma final antecipada.

Tentemos sair de uma visão exclusivamente eurocêntrica(Grexit, eleições em Espanha, Europeu de futebol) para dar outra notícia futebolística, mas relacionada com a Copa América, disputada nos EUA. O Chile venceu a prova pela segunda vez consecutiva ao derrotar, de novo a Argentina na marcação de grandes penalidades. As equipas terminaram o prolongamento empatadas a zero. Messi falhou uma das grandes penalidades e já anunciou a intenção de abandonar a seleção argentina, ao serviço da qual não conquistou nenhum grande troféu internacional.

No processo de digitalização dos fundos da antiga Biblioteca do Casino Gaditano, em Cádiz, foi encontrado um arquivo no qual estão 10 volumes da revista literária "Bentley's Miscellany", fundada por Charles Dickens e praticamente desaparecida em Inglaterra.

Catherine Deneuve será, com a beleza dos seus 72 anos, a primeira atriz a receber o prémio Lumière, atribuído a cada mês de outubro pelo festival com o mesmo nome, considerado o mais importante encontro de cinema clássico existente em todo o mundo. O festival realiza-se em Lyon, a cidade onde os irmãos Lumière inventaram o cinema.

FRASES

“Reclamo o direito a governar. Amanhã vamos falar com todos”. Mariano Rajoy, presidente do PP

“Não estou satisfeito. Nós, socialistas, queríamos ganhar estas eleições”, Pedro Sánchez, líder do PSOE

“Preocupa-nos a perda de apoios do bloco progressista”,Pablo Iglésias, dirigente da coligação Unidos Podemos

“Estamos dispostos a negociar, com uma condição: não podemos pôr os lugares no Governo à frente”¸ Alberto Rivera, dirigente do Ciudadanos

"Se Bruxelas impuser sanções, isso será uma declaração de guerra a Portugal. (…). Portugal só pode dizer que está disposto a pôr na ordem do dia um referendo para tomar posição sobre a chantagem". Catarina Martins, no encerramento da X Convenção do Bloco de Esquerda

"Os serviços públicos (…) sofreram pressões que se repercutiram nos mais pobres. É o que me disseram á porta de suas casas a idosa branca de classe trabalhadora, a cabeleireira britânica de origem asiática, o sírio responsável por uma pizzaria. É um erro dizer que estas pessoas são racistas. As suas inquietações são gerais e genuínas, e não devem ser subestimadas". Timothy Garton Ash, colunista, catedrático de estudos europeus na Universidade de Oxford

"Entre os meus censores havia colegas meus da Universidade da Cidade do Cabo. Por outras palavras, estava a relacionar-me no dia a dia com pessoas que em segredo – pelo menos para mim – estavam a julgar se me era permitido ser publicado e lido no meu próprio país". J. M. Coetzee, escritor sul-africano, prémio Nobel da literatura

O QUE ANDO A LER

Iniciei a leitura de um livro seguramente fora de moda, a avaliar pelo título, embora a primeira edição seja apenas de 2011, com uma nova edição lançada tão só há dois meses, na qual é incluído um novo capítulo. Trata-se de “Chavs: The demonization of the working class”, de Owen Jones, colunista do jornal inglês The Guardian e da revista New Statement e promete. Promete muito. Na apresentação da tradução em castelhano publicada em Espanha, diz-se no suplemento literário do El País, Babelia, que “Chavs mostra como o ódio às classes populares é um elemento essencial da ideologia dominante, cujas origens remontam às transformações económicas e políticas impulsionadas pela contra reforma neoliberal dos anos setenta”. Acrescenta o crítico que se trata “de um ensaio teoricamente robusto e de leitura acessível”. Por sua vez, Dwight Garner, dizia no New York Times que o livro coloca “a seguinte brutal questão: ‘Como é que o ódio à classe trabalhadora se tornou tão socialmente aceitável’?”. Aqui está um interessantíssimo tema para reflexão, em particular no contexto do resultado e das análises que têm sido feitas à distribuição e sentido da votação no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia.

Por hoje é tudo. Tenha um bom dia, com muitas notícias oriundas de todo o mundo. Mesmo se não consegue escapar à euforia do Euro, vá espreitando o Expresso on line. A cada hora que opassa há sempre muito para lhe contar. No final do dia tem o Expresso Diário.

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