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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Euro2016. A FESTA DO FUTEBOL EM MACAU FEZ-SE PELA MADRUGADA



Macau, China, 07 jul (Lusa) -- O sol estava quase a romper quando os adeptos de Portugal finalmente festejaram em Macau, surpreendidos pelos golos depois de uma primeira parte morna e com elevadas expectativas para o jogo final do euro2016 de futebol.

"Estamos na final, estamos na final!", gritava Nuno Gomes, rodeado dos amigos. Entre o grupo a reação era ainda de algum espanto.

"Achava que empatávamos, mas pronto", comentou Mário Carvalho. Ainda que surpreendido, o colega Pedro Pimenta considerou o resultado "inteiramente merecido. Apesar de os primeiros jogos não terem sido grande coisa, desta vez foi espetacular", elogiou.

Ao intervalo, o ambiente neste bar de Macau, lotado apesar do avançar da hora (o jogo começou às 03:00), era bem diferente da festa que se instalou no final. Com Portugal sem golos, alguns mostravam desânimo, enquanto outros mantinham um otimismo cauteloso.

"Está a ser um jogo equilibrado, no início, o País de Gales atacou mais um bocadinho, mas Portugal equilibrou o jogo. Não sei como vai ser a segunda parte, mas espero que Portugal consiga ganhar", dizia à Lusa Afonso Biscaia.

O amigo Duarte Torres era o mais pessimista: "Está um futebol muito fraco, acho que vamos a penáltis."

Quando o relógio marcava 04:06, André Pinto assegurava que "o sonho" era ainda possível.

Entre os apoiantes da equipa das 'quinas' estava também Miguel Senna Fernandes, que, ao intervalo, lamentava a prestação da seleção: "Não é tão pragmática quanto os galeses (...) dá-me impressão que são mais letais quando têm a bola na área portuguesa. Mas vamos ver, é a nossa esperança."

No final do jogo, com dois golos marcados, acabaram-se as incertezas. "O Cristiano acordou, foi ali marcar golos e vai marcar mais golos na final e vamos ser campeões na França, vai ser maravilhoso", exultava Nuno Gomes.

As expectativas quanto ao adversário na final dividiram-se: para uns, França é temida, para outros, é um inimigo que importa vencer.

Para a final, Mário, Pedro e Nuno preferiam enfrentar a seleção francesa: "Para tirar uns dissabores que tivemos há algum tempo atrás."

"É jogar para a vingança mesmo", gracejou Pedro.

No mesmo bar, outro grupo -- João, Armando, Vítor e Ana -- tem opinião oposta: "Domingo [é preferível jogar] contra a Alemanha, porque se for contra os franceses... temos um mau presságio com os franceses, é melhor não."

Armando era o único do grupo que não reside em Macau, cidade onde veio reencontrar velhos amigos e, acreditam, dar um empurrãozinho à seleção.

"Há 20 anos que não via estes dois [João Telo Mexia e Vítor Teixeira], vim de Portugal para a Malásia e da Malásia vim aqui de propósito. Fantástico!", gritava Armando Alves.

"Se não fosse o Tó [Armando], a gente não tinha ganho tão facilmente", confirmou João.

ISG // VR


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