quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ANGOLA E PORTUGAL JÁ ACERTAM AGENDA




Edna Dala – Jornal deAngola - foto José Cola

A formação de quadros e o interesse de empresas portuguesas em se transferirem para Angola no âmbito da reconstrução nacional são as principais questões a serem abordadas durante a cimeira bilateral dos Chefes de Estado e de Governo, que vai decorrer ainda este ano em Luanda.
 
O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, que anunciou o facto ontem, em Luanda, afirmou que a reunião pode ocorrer no segundo semestre e vai servir também para rever alguns acordos entre os dois países, que precisam de ser melhorados.

Georges Chikoti fez esta declaração no fim de uma sessão de trabalho com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas. Lembrou também que o acordo dos vistos é um dos temas a ser analisado na cimeira dos Chefes de Estado. 

O ministro Georges Chikoti reconheceu que existem atrasos no processamento dos vistos específicos para Angola, reforçando que é interesse do Ministério das Relações Exteriores melhorar o processamento dos vistos e que Portugal tem sido ágil na concessão de vistos para os angolanos.

Parceria estratégica

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, garante que a cimeira pode ser uma oportunidade para abordar a questão da formação de quadros para o futuro de Angola e dar uma dimensão mais elevada à parceria estratégica que existe entre os dois países. Paulo Portas realçou que Portugal pode fazer muito na formação universitária, fornecendo bons professores.

O chefe da diplomacia portuguesa informou que existem projectos industriais importantes que podem gerar emprego em Angola. Paulo Portas realçou a participação dos portugueses residentes em Angola na economia angolana. Afirmou que, em 2012, as autoridades de Lisboa registaram a maior remessa de fundos dos emigrantes portugueses em Angola, contribuído para a animação da economia portuguesa.

Paulo Portas disse que Portugal tem uma “política amiga” de investimento estrangeiro, porque “só há crescimento quando há investimento, criação de emprego e confiança”.

Exportações cresceram

O ministro Paulo Portas lembrou que, no ano passado, as exportações de Angola para Portugal cresceram para 50 por cento, enquanto as importações aumentaram 32 por cento. O ministro acrescentou que muitos portugueses trabalham em Angola e existem muitas parcerias económicas e investimentos angolanos em Portugal. “Essa realidade gera circulação, amizade, aproximação, investimentos e criação de riqueza, o que permite mais oportunidades de trabalho e tornar sólidos os pilares da economia”.

O ministro português falou também do acordo de facilitação de vistos entre os dois países, assinado no ano passado. Paulo Portas afirmou que a aplicação dos acordos precisa de tempo, “porque é importante para as pessoas, empresas e instituições que essa circulação se faça de forma segura e rápida”.

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