quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MILITARISMO À MODA DO "ANTIGAMENTE", SOLDADOS SÃO CARNE PARA CANHÃO





Militarismo exacerbado, desumano e abusivo. Antigamente era assim: principalmente nas tropas especiais (comandos, fuzileiros e páraquedistas) o militarismo não tomava em consideração os abusos das capacidades fisicas e psicológicas que impunha aos instruendos, aos recrutas. aos soldados. Queriam formar super-homens e nada mais. Os soldados eram "carne para canhão". Usava-se mesmo esse termo exato e popular. Que significava que os jovens de Portugal estavam predestinados a morrerem, a ficarem sem pernas, sem braços, doidos varridos e "todos apanhados pelo clima" - que era o mesmo a que agora chamam setresse de guerra ou perturbações psíquicas derivadas do período militar obrigatoriamente cumprido (4 e mais anos, para anos depois serem só 3).

Portugal está a voltar ao mesmo. O 25 de Abril aconteceu por rejeição a todos esses abusos. Por rejeição a uns quantos generais caducos que suportavam um regime colonial-fascista que usava e abusava da repressão ao povo, da exploração de tudo e todos em prol de canalização das riquezas a uns quantos do regime e a meia-dúzia de famílias, no máximo. Espirito Santo, Champalimaud, Melo, Quinas e etc., eram os donos disto tudo. Portugal está a voltar ao mesmo.

As forças armadas são o espelho da nação. Dali podemos vislumbrar que tipo de indivíduos e de mentalidades as comandam. Qual o respeito e consideração que têm pelos jovens militares. Não existindo o devido respeito nem a imprescindível consideração é certo e sabido que essa postura é o reflexo daquilo que acontece para com a restante sociedade por parte dos que a dirigem. Os eleitos (mentirosos) que a comandam. É aquilo que está a acontecer. Nos últimos houve um período de grandes exigências sobrehumanas aos portugueses. Ele ainda aí está. Um período das políticas de Cavaco, Passos e Portas. Centenas e centenas de portugueses morreram nos hospitais, nos corredores, sem atenção, maltratados, praticamente desprezados - devido aos cortes no orçamento da saúde, à falta de médicos e enfermeiros que emigraram, etc. Houve muita fome, muito desemprego, miséria (ainda há). O desrespeito pelos cidadãos regressou quase aos tempos de Salazar. Ainda hoje notamos que esse desrespeito está patente em várias circunstâncias e setores da vida dos portugueses. Os privilégios vão para os grandes grupos económicos, para os vigaristas e corruptos. O esbulho, a exploração, os tratos de polé, as exigências que refletem enorme desumanidade, ainda estão por aí a fazerem vítimas.

Nas forças armadas o contágio foi (é) enorme. Prova disso é o que está a acontecer  nos comandos presentemente - a olhos vistos por não conseguirem "abafar" a revelação. A pouca democracia que resta a este regime ainda nos vale de alguma coisa. Urge aproveitá-la em todos os setores. Nas forças armadas urge mudar quem a dirige. Há generais e outras patentes ditas superiores que estão a mais, que nada têm que ver com o regime democrático instaurado em 25 de Abbril de 1974 e anos imediatamente seguintes.

Hoje usa-se o termo militar muito dito e redito aos soldados que "a democracia fica na porta de armas, aqui no quartel não existe". Estamos a voltar ao mesmo. Generais e outros bacocos e acomodados estão a prejudicar as forças armadas e manchar a dignidade e a integração no regime democrático das mesmas. Urge resolver por bem a questão. Tanto a nível militar como civil. A democracia ao poder!

Urge pôr certas chefias militares em sentido ou dispensá-las.

Mário Motta / PG

Cursos de Comandos suspensos até ao fim de inquérito à morte de militar


O ministro da Defesa adiantou também que foi aberto um inquérito técnico às condições em que se realizam os cursos de Comandos, avança a RTP.

O ministro da Defesa anunciou que os cursos de Comandos vão ficar suspensos até ao fim do inquérito à morte de um militar, avançou a RTP. Além disso, o ministro afirmou também que foi aberto um inquérito técnico às condições em que se realizam estes mesmos cursos.

Já esta quinta-feira, Azeredo Lopes adiantara, em declarações à Lusa, estar a acompanhar “com muita preocupação” os incidentes durante os treinos do curso que ocorreram na região de Alcochete, no distrito de Setúbal. Um dos militares morreu no passado domingo.

Na altura da tragédia, o Exército esclareceu que apesar da morte do militar, os treinos iam continuar, mas adaptados ao calor.

O militar falecido frequentava o 12.º curso de Comandos e “sentiu-se indisposto durante uma prova de tiro”. Assistido de imediato por um médico que acompanhava a instrução, foi-lhe diagnosticado “um golpe de calor”, que veio a verificar-se fatal.

Notícias ao Minuto com Lusa

Dylan da Silva, dos Comandos, está em lista de espera para transplante

Dylan está em lista de espera para um transplante de fígado.

O Exército Português informa em comunicado que o soldado Dylan Araújo da Silva mostra uma “melhoria progressiva do ponto de vista global”. No entanto, as funções hepáticas continuam comprometidas.

Neste momento, Dylan encontra-se internado no Hospital Curry Cabral e está já em lista de espera para um eventual processo de transplante hepático. O Exército salienta também que não há sinais que apontem para lesões neurológicas.

Dylan é um dos soldados do curso de Comandos que foi internado. O soldado Hugo Abreu, de 20 anos, acabou mesmo por morrer, vítima de um “golpe de calor”.

Neste momento, mantêm-se ainda internados no Hospital das Forças Armadas três militares: dois estão no Serviço de Medicina e aguardam alta clínica, com indicação para convalescer na unidade, enquanto o terceiro está estável mas ainda na Unidade de Tratamentos Intensivos, mantendo-se estável, sem agravamento clínico e analítico.

Já o militar que se encontra no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, aguarda transferência para o Hospital das Forças Armadas. A sua situação é igualmente “estável”, informa o Exército.

Pedro Filipe Pina – Notícias ao Minuto

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