quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Moçambique. Chefe de Estado quer combatentes na pacificação do país



O Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou ontem aos combatentes da Luta Armada de Libertação Nacional e da soberania e democracia a continuarem a ser referência na convivência pacífica e a contribuir para o aumento da produção e produtividade, com vista ao desenvolvimento do país.

Discursando na cidade de Pemba, Cabo Delgado, num comício popular inserido nas comemorações do 7 de Setembro,  “Dia da Vitória”, Nyusi exortou as duas gerações de combatentes a pautarem por acções não violentas e a estimularem o crescimento do país. O Chefe de Estado sublinhou que os veteranos da luta armada pela independência devem continuar a alimentar a sua experiência de perdão, para permitir que moçambicanos trabalhem para o bem de todos.

Na ocasião, Nyusi pediu aos antigos guerrilheiros Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) para se envolverem de forma activa no aumento da produção agrícola e produtividade, bem como a trabalharem para garantir a criação de renda para os moçambicanos.

Filipe Nyusi salientou que a geração do 25 de Setembro é de uma virtude que ainda hoje continua a orgulhar o país, sublinhando que esta festividade, cujo epicentro serviu para reencontrar milhares dos que lutaram pela independência, constitui o reconhecimento do passado que está a construir o presente do país. Disse, todavia, que o Governo reconhece o sofrimento dos combatentes e apelou à necessidade de continuarem a ser exemplo de perdão e inclusão social no país.

“O 7 de Setembro confunde-se com a história de Moçambique. Estão aqui combatentes, desmobilizados de guerra, aqueles que estiveram na Udenamo e na formação da Frelimo, o que mostra o exemplo da unidade nacional e da inclusão social no nosso país”, disse Filipe Nyusi. 

No seu discurso, o Presidente da República reconheceu, a dado momento, que a economia moçambicana está a atravessar momentos difíceis, caracterizados por queda de preços dos produtos das exportações, como camarão e carvão. Em face desta situação, exorta todos os moçambicanos a envolverem-se ainda mais na produção de comida, em todas as regiões do país.

Na mesma ocasião, Nyusi falou dos ataques armados levados a cabo por homens da Renamo, que, segundo o Presidente da Renamo, estão a desestabilizar todos os esforços empreendidos pelo Governo para a melhoria da vida no país.

O País

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