sexta-feira, 13 de abril de 2018

Brasil | O EPÍLOGO DE UM PACTO FAUSTIANO

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A ordem de prisão contra Lula é o epílogo trágico de um pacto faustiano. Tal como Fausto, Lula está agora a sofrer as agruras de ter vendido a alma a Mefistófeles. 

Tentou apaziguar as forças do capital e do imperialismo fazendo-lhes toda a espécie de cedências. Mas de nada adiantou. Um juiz familiar da Embaixada dos Estados Unidos e frequentador dos cursinhos de warfare da USAID – sr. Sérgio Moro – condenou-o em primeira instância. E apressou-se agora a ordenar a sua prisão. A reacção é maximalista e tem pressa. 

A corrupção sistémica tem raízes fundas na classe dominante brasileira. Quando se trata de alguém vindo do povo, adopta-se o princípio "para os amigos tudo, para os inimigos a aplicação acelerada da lei". O molho dos argumentos pseudo-jurídicos serve só para dar um verniz à arbitrariedade envolta em sentenças judiciais. 

Depois das Honduras e do Paraguai, a warfare é agora aplicada no Brasil. As forças que hoje prendem Lula são as mesmas que levaram Getúlio Vargas ao suicídio. Mas a social-democracia lulista pretendeu com elas conciliar, desarmando política e ideologicamente os trabalhadores. Mesmo agora, in extremis, o espírito conciliador de Lula parece continuar a prevalecer.

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