sexta-feira, 12 de abril de 2013

Moçambique: ERA UMA VEZ… UM PSICOPATA DA GUERRA CHAMADO AFONSO DHLAKAMA




UE insta Renamo a encontrar "solução pacífica" para crise em Moçambique

11 de Abril de 2013, 13:03

Maputo, 11 abr (Lusa) - A União Europeia instou hoje a Resistência Nacional de Moçambique (Renamo) a encontrar "uma solução pacífica" para o conflito político-militar que opõe o principal partido da oposição ao Governo moçambicano e que se saldou na morte de oito pessoas.

Em declarações à Lusa, o deputado da Renamo Saimon Macuana disse que o partido manteve hoje encontros com representantes do corpo diplomático de países da União Europeia que consideraram o assunto "sério".

Segundo Saimon Macuana, que integrou a delegação da Renamo, a União Europeia apelou, por isso, ao partido e às autoridades moçambicanas para encontrarem "uma solução entre moçambicanos" para a crise político-militar, que resultaram em confrontos entre a polícia e ex-guerrilheiros da maior força política da oposição do país.

"Eles acham que o assunto é sério e que se deve encontrar solução entre moçambicanos. Não tinham uma resposta imediata, mas apelaram para que se encontrasse uma solução pacífica. Estão abertos a apoiar", disse Saimon Macuana.

Cinco membros da Força de Intervenção Rápida (FIR), a polícia antimotim moçambicana e um comandante da antiga guerrilha da Renamo morreram, durante confrontos no Posto Administrativo de Muxunguè, centro de Moçambique, na quinta-feira da semana passada.

No sábado, três civis perderam a vida e um ficou ferido, num ataque a viaturas na mesma zona, que o Governo atribuiu aos ex-guerrilheiros da Renamo, mas que o movimento rejeita com o fundamento de que não atacará alvos civis.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa na Serra de Gorongosa, onde reside, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, garantiu que Moçambique não vai voltar à guerra, mas ameaçou retaliar caso o Governo ataque os antigos guerrilheiros do seu partido.

"Nunca vai haver mais guerra, mas não estou nada satisfeito com a situação e é preciso que sejam resolvidos rapidamente os problemas pendentes", nomeadamente a composição dos órgãos eleitorais, que a Renamo contesta, disse Afonso Dhlakama na primeira reação aos acontecimentos.

MMT // VM

Imprensa moçambicana realça promessa de Afonso Dhlakama no desanuviamento da tensão

11 de Abril de 2013, 13:04

Maputo, 11 abr (Lusa) - A imprensa moçambicana centra-se hoje na referência à via do diálogo assumida pelo presidente da Renamo, principal partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama, no desanuviamento da tensão que se vive no país.

Após alguns meses em silêncio, o presidente da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) deu, na quarta-feira, uma conferência de imprensa sobre os confrontos da semana passada entre a polícia e ex-guerrilheiros do movimento e ataques a alvos civis.

Os incidentes provocaram oito mortos, incluindo membros da Força de Intervenção Rápida (FIR), a polícia antimotim moçambicana, e um comandante da antiga guerrilha da Renamo.

Na sequência da conferência de imprensa que deu na Serra da Gorongosa, antiga base central do movimento durante a guerra civil, Afonso Dhlakama reiterou o compromisso com a paz, que assinou a 04 de outubro de 1992 na capital italiana, Roma.

A quase totalidade dos jornais moçambicanos escolhe um tom de alívio na referência à opção pela paz assumida pelo antigo chefe da guerrilha moçambicana.

O Notícias, diário de maior circulação no país, titula em primeira página que "Dhlakama revela passos do diálogo" e desenvolve o tema na página sete do jornal com uma afirmação do líder da Renamo, que dá o título "Nunca vai haver guerra no país".

O jornal O País, outro diário de referência em Moçambique, dá também destaque à conferência de imprensa de Afonso Dhlakama com a manchete "Estou em contacto com o Presidente Guebuza", citando uma declaração do presidente da Renamo sobre contactos com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, para a distensão da crispação entre as duas partes.

Por seu turno, o canal público Rádio Moçambique destaca na sua página de Internet que "Dhlakama garante não à guerra", enquanto o diário eletrónico Canal de Moçambique diz que "Dhlakama assume que mandou atacar acampamento da FIR em Muxúnguè".

O ataque dos antigos guerrilheiros da Renamo ao Posto Administrativo de Muxúnguè, província de Sofala, centro de Moçambique, deu-se em retaliação à invasão, na semana passada, da delegação da Renamo pela FIR, em que foram detidos vários membros do partido.

PMA // MLL

Renamo discute na sexta-feira situação político-militar com Governo de Moçambique

11 de Abril de 2013, 14:22

Maputo, 11 abr (Lusa) - A Renamo, principal partido da oposição moçambicana, vai manter encontros na sexta-feira com os ministérios da Defesa e do Interior de Moçambique para discutir o conflito político-militar, que já causou oito mortos.

Em declarações à Lusa, o deputado da Renamo Saimon Macuana, membro de uma delegação da maior força política da oposição do país, que está a manter contactos com várias entidades sobre a crise política em Moçambique.

"São encontros preliminares com o Ministério da Defesa e do Interior com um ponto principal: debates sobre a estabilidade do país", disse Saimon Macuana.

Hoje, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) reuniu-se com representantes do corpo diplomático de países da União Europeia que consideraram o assunto "sério".

"Eles acham que o assunto é sério e que se deve encontrar solução entre moçambicanos. Não tinham uma resposta imediata mas apelaram para que se encontrasse uma solução pacífica. Estão abertos a apoiar", disse, em declarações à Lusa, Saimon Macuana.

Na semana passada, elementos da Renamo atacaram um posto da polícia em Muxunguè, no centro do país e nos confrontos morreram quatro polícias e um ex-comandante da Renamo.

No sábado, três civis perderam a vida e um ficou ferido, num ataque a viaturas na mesma zona, que o Governo atribuiu aos ex-guerrilheiros da Renamo, mas que o movimento rejeita com o fundamento de que não atacará alvos civis.

Segundo Saimon Macuana, a Renamo vai estabelecer contactos também com líderes religiosos, sociedade civil e o Conselho Superior de Comunicação Social de Moçambique para abordar o mesmo assunto.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa na Serra de Gorongosa, onde reside, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, garantiu que Moçambique não vai voltar à guerra, mas ameaçou retaliar caso o Governo ataque os antigos guerrilheiros do seu partido.

Afonso Dhlakama assegurou ter trocado mensagens telefónicas com o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, sobre a situação político-militar em Moçambique.

MMT // VM

Sem comentários:

Mais lidas da semana